Crise Bolivariana?

            
     Hugo Chaves               Rafael Correa           Alvaro Uribe
 
 
  Já não é de hoje que Hugo Chaves coça as mãos para promover conflitos na região sul-americana. Também não é de hoje que as Farc possuem comandos espalhados pela selva amazônica sem respeitar fronteiras, soberanias nacionais e praticar seus atos, no mínimo ilicitos.
     Ora, o fato de o país de Alvaro Uribe ter invadido o terrtorio Equatoriano para matar lideres da facção criminosa não pode ser tido como algo comum e deve ser reprovável, pois diminui a autoridade de qualquer governo constituido democraticamente, até porque poderia ter utilizado a inteligência e o auxílio do exército do país vizinho para capturar os criminosos.
     Mas eu não entendo duas coisas: Qual o motivo de tanto chilique por parte de Rafael Correa por conta de algumas mortes de criminosos que nem são de seu país (não trata-se aqui de promover os assassinatos, é apenas o conceito) e querer que haja um pedido de desculpas sem ressalvas? A ressalva era pertinente, pois não falamos de jesuitas ou de promotores da paz. Falamos, sim, de um grupo para-militar, detentor de armas das mais modernas existentes, que cultiva o plantio de coca e que já teve como maior colaborador Fernandinho Beira-Mar, além (como se não bastasse) de ter em seu poder milhares de pessoas sequestradas para chantagem política ou exotrsão pura e simples. Não consigo ver na fala de Correa uma razão tão pertinente para que não aceitasse o pedido da Colômbia, pois livrou o Equador da ação de uma quadrilha.
     Quanto ao ato de Chaves, nenhuma surpresa. Há nele uma vontade tão grande de fazer estardalhaço na região, de fazer birra contra os EUA, que qualquer discussão com qualquer aliado de Bush eleva seu ego e sua necessidade de exposição.
     O Brasil teve um início de participação correta no episódio, tentando apaziguar os ánimos e solicitando que Colômbia fizesse o tal pedido de desculpas, mas se ficar insistindo na necessidade de um novo pedido sem considerar a questão involvendo as Farc dará razão aos que dizem que o governo brasileiro prefere não contrariar os amigos a ter a justiça e a verdade como elementos primordiais de sua conduta.
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