Primeiros minutos da 6º Temporada de LOST

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O patrocínio no futebol: Até onde vai?

Do Blog do Erich Betting
 
 
 

Unimed e Palmeiras se acertam. E o futebol perde

Temos discutido muito por aqui, criando algumas rusgas entre os mais apaixonados, valores e resultados sobre os patrocínios no futebol brasileiro. Nesta sexta-feira, o Palmeiras confirmou um patrocínio com a Unimed para o uniforme de Muricy Ramalho (veja a matéria da Máquina do Esporte clicando aqui). Sim, a mesma Unimed que chegou a ser anunciada para o calção alviverde em 2009, mas cujo negócio não foi concluído porque o contrato do patrocínio principal com a Samsung, como revelado neste blog, não permitia o acréscimo de nenhuma marca no uniforme palmeirense.
O curioso é que o namoro entre Palmeiras e Unimed continuou até chegar a esse desfecho. Patrocínio no uniforme do treinador, uma brecha dentro do acordo que existia com a Samsung (que paga R$ 15 milhões ao ano pela exclusividade no uniforme do time, um valor excelente para o Palmeiras quando da sua  assinatura, no início de 2009). E o que há de diferente nisso?
Absolutamente nada. No máximo, a certeza de que mais uma propriedade está prontinha para ser explorada pelos clubes, revelando não uma virtude, mas uma fraqueza da gestão do marketing no futebol brasileiro de hoje. No final das contas, o acerto entre os dois é uma perda para o futebol brasileiro.
Mais uma vez um clube só soube vender exposição de marca para um patrocinador. Poderia ser Palmeiras, XV de Piracicaba ou o Íbis. O nome do time é o de menos. O buraco é mais embaixo.
Desde que o Corinthians anunciou a contratação de Ronaldo, começou a lotear seu uniforme e conseguiu, com isso, aumentar os valores recebidos pelo patrocínio, que o mercado entrou numa espécie de exuberância pelo patrocínio no futebol. Só que esse patrocínio é visto, apenas, como uma exposição de marca na camisa. Nada além disso. O que joga lá para baixo o verdadeiro motivo que levaria uma empresa a investir no esporte.
Altos índices de audiência, grande exposição em toda a mídia, repercussão nacional quando da assinatura de um contrato. Tudo isso, sem dúvida, justifica muitas vezes uma empresa decidir aportar alguns milhões de reais no futebol. No Brasil, em que temos uma situação quase que única na TV aberta mundial (alta audiência concentrada numa única emissora, que detém os direitos de transmissão dos principais campeonatos do país), isso é um prato feito para que a camisa de um clube se transforme numa segura fonte de investimento, mesmo com valores na casa das duas dezenas de milhões ao ano!
Estar com a marca na camisa de um clube significa, pelo menos, 90 minutos de exposição durante as partidas, sem falar nas imagens de treinos, entrevistas e toda a overdose de cobertura do futebol na mídia brasileira. Sendo assim, investir na camisa de um clube é uma alternativa para a empresa que não quer comprar intervalos comerciais nos principais programas da Globo. Para quê anunciar no Jornal Nacional durante 30 segundos se, duas horas depois, ficarei com a minha marca estampada na cara de todo mundo por 90 minutos?
Essa é a lógica que permeia muitas das decisões de patrocínio no país. 
Só que apostar nisso, que é o que os clubes de futebol no Brasil têm feito hoje (desde os queridinhos da mídia Corinthians e Flamengo até equipes em divisões inferiores), é subestimar demais a força que o futebol tem como produto. E pode-se dizer, ainda, que é também a alternativa mais simples de gerar receita para o clube sem grandes esforços, sem precisar lançar mão de um departamento de marketing de fato, que seja atuante, que conheça o clube e, mais ainda, o seu torcedor. 
Não seria mais interessante para a Unimed e para o Palmeiras, em vez de fazer um acordo para estampar a marca no uniforme do Muricy, trabalhar um projeto que não envolva a exposição do logotipo da empresa? Já que se trata de uma companhia de seguros, por que não criar um plano exclusivo para o torcedor palmeirense, em que parte da receita obtida com o plano vá diretamente para os cofres do clube? Ou, então, porque não mudar o modelo e fazer a empresa pagar um valor anual ao clube e, em troca, tem o direito de contar com os jogadores em convenções da Unimed? Ter uma palestra sobre trabalho em equipe com o mesmo Muricy?
Tudo isso é possível de se fazer. Vai gerar receita ao clube, talvez mais ou menos do que os R$ 1,5 milhão que será pago – e do qual metade para o treinador. Sim, é isso mesmo. Mais ou menos. Não dá para se saber ao certo. E por que isso?
Exatamente porque os clubes, com raríssimas exceções, não trabalham o conceito básico de gestão de uma empresa, que é conhecer o máximo possível o seu cliente. No Brasil, ainda discute-se qual a maior torcida, mas não quem é o torcedor de cada clube. Essa é a chave para a resposta de quem pode, de fato, ganhar mais dinheiro com patrocínios e ações com empresas.
Dá muito mais trabalho ter dentro do clube um departamento de marketing que se esforce em saber quem é o torcedor, quais são os seus hábitos de ida ao estádio, de compra de produto oficial, de assinatura do pay-per-view do campeonato, etc. É muito mais fácil lotear a camisa e oferecer apenas exposição em mídia para uma empresa interessada em aparecer na TV.
Mas será que tudo isso traz retorno para o clube e para a empresa? A Hypermarcas tem um propósito interessante no Corinthians. Aparecer o maior número possível de vezes e como uma empresa que faz juz ao seu nome, com várias marcas. Para isso, o loteamento que se transformou o uniforme do Timão atende ao propósito. Mas diversas empresas "sofrem" com essa febre de exposição na qual se transformou o patrocínio no futebol brasileiro.
Com tanta marca na camisa, quem se lembra qual foi o último patrocinador do seu clube? Até hoje, as pesquisas indicam que as grandes lembranças de marcas ligadas ao futebol são aquelas mais duradouras. Parmalat, Petrobras, Kalunga, Unimed e LG sempre lideram o ranking de marcas mais lembradas no patrocínio esportivo. Em comum, o fato de que elas foram empresas que perduraram na camisa de clubes com grande exposição na mídia por pelo menos sete anos.
Só que, já desde os anos 90, pouco se faz no país para dar ao patrocinador mais do que essa exposição.
Durante 25 anos Flamengo e Petrobras estiveram juntos. Com tantos anos de parceria, nunca foi lançado um simples cartão de fidelidade para o torcedor abastecer nos postos da empresa. Ambos poderiam ganhar com isso. A cada real gasto num posto BR com o cartão do clube, cinco centavos seriam destinados para o Flamengo.
Falando assim, parece simples de se fazer. Mas para montar um projeto desse, é preciso um departamento de marketing que não se resuma a um gerente e dois estagiários, como acontece na maioria dos clubes (entre aqueles que tem um departamento de marketing).
Muitas vezes a imprensa adora dizer que o Barcelona se dá ao luxo de não ter patrocinador e bancar todo aquele clube maravilhoso e vencedor com o dinheiro dos seus sócios. Mentira. O Barcelona tem mais de 50 patrocinadores, que bancam as contas do clube. São empresas que têm diversos outros benefícios não ligados à exposição da marca. Só que são mais de 50 pessoas hoje trabalhando no departamento de marketing do clube para buscar essa receita, inclusive com um responsável para olhar apenas o mercado brasileiro!
Enquanto isso, por aqui, os clubes ainda acham que investir em marketing é perda de tempo. Mas acreditam que pagar R$ 20 mil por mês a um lateral-direito reserva é um bom negócio… Com esse dinheiro, hoje, seria possível montar o maior departamento de marketing de um clube de futebol no Brasil. E isso, sem dúvida, poderia trazer ainda mais receita para o clube. Mas, para isso, tem de ter trabalho. Jargão, inclusive, que é exaustivamente repetido no meio do futebol.
 
Nota do Blog:
 
O patrocínio no esporte deve e tem de ser baseado na troca justa de exposição da marca com a sua caracterização com o bem-estar, conduta olímpica e dentro do limites do razoável. O que acontece com o Corinthians, sendo fatiado em milhares de pedacinhos para que caiba mais uma marca em seu uniforme é complexo e perigoso, mas outros clubes, sejam do futebol ou de outros esportes de alto rendimento, entram na mesma onda.
Não se trata de saudosismo, mas sim, cuidado com o espírito esportivo em detrimento do espírito puramente corporativo. Alguns torcedores chegam ao absurdo de dizerem que o importante é o dinheiro que entra. Contra tal argumento basta lembrar da malfadada parceria entre o próprio Corinthians e a MSI de Kia.
Por outro lado, já houve exemplos muito melhores que deram certo e que sabiam aliar a marca ao clube sem que houvesse uma situação exagerada e indiscriminada. A Parmalat, na época de Palmeiras, pode ser colocada como bom exemplo. Não se pode negar que chega a ser estranho, portanto, que clubes estejam esbanjando dinheiro em patrocínios milionários, mas prossigam com dívidas bancárias e previdenciárias altíssimas.
O governo tem de ficar atento a tais situações para que daqui a alguns anos não se crie outra Timemania para "salvar" os clubes.
 
Dhiancarlo Miranda
 

 

Tiago Fernandes faz história

Da EFE (Em Melbourne -Austrália)
 
 
O brasileiro Tiago Fernandes foi o primeiro jogador latino-americano a ganhar o torneio juvenil do Aberto da Austrália, após a vitória sobre o local Sean Berman, que jogava em casa, por 7-5 e 6-3.

Em um torneio dominado historicamente pelos jogadores australianos, Tiago precisou enfrentar altas temperaturas, que estiveram perto de 37 graus, e a pressão dos torcedores locais, que acreditam que Berman será o sucessor de Patrick Rafter e Lleyton Hewitt.

"Talvez ele estivesse um pouco nervoso por jogar a final perante o público australiano, sua torcida", disse Tiago, que tem como ídolo o maior tenista brasileiro de todos os tempos: Gustavo Kuerten. "É um ‘tio’ incrível, tanto fora quanto dentro da quadra", disse o jovem campeão, que jogou ao lado de Guga no último torneio de duplas antes da aposentadoria do ídolo, no Aberto de Florianópolis em 2008.

"Enquanto treinava na semana anterior, me sentia tão bem que pensava na final, e agora sou o campeão. Estou muito feliz. Foi uma semana incrível para mim. Todos os jogadores são muito bons, mas eu joguei melhor. E agora quero desfrutar deste momento", disse, sem falsa modéstia.

Tiago garante que não vai relaxar, e promete: "na próxima semana vou treinar ainda mais". A partir de agora ele deve intercalar torneios juvenis com alguns profissionais.

Na final feminina juvenil, a tcheca Karolina Pliskova ganhou o título ao derrotar a australiana de origem britânica Laura Robson na decisão, vencendo por 6-1 e 7-6 (7-5).

 
 

Contagem regressiva com algumas pitadas de Spoilers

 
Veja abaixo, alguns comentários de Ryan Ozawa do Site The Trasmission que conta detalhes de várias cenas da sexta temporada de LOST. Eles foram traduzidos pela galera do Lostinlost.com.br. Segue a integra dos principais fatos que poderão acontecer nos primeiros capítulos da sexta temporada (contém Spoilers):
 
– Alguém será eletrocutado, e veremos Sayid se livrar de dois guardas…
– Desmond irá a um leilão beneficente organizado por Eloise Hawking procurando por Penny, mas a senhora o barra, dizendo que ele “não está pronto”. “Pronto para o quê?”, ele devolve…
– Noutro leilão beneficente, desta vez no Santa Rosa Mental Health Institute, Hurley fará uma polpuda doação e, de longe, verá uma mulher sendo posta na van do sanatório: Libby!
– Já falamos do acidente de carro envolvendo Desmond e Charlie, certo? No hospital,o Brotha aparecerá de cabeça machucada; e em determinado momento o baixista diz a ele: “Você não deve se preocupar comigo, mas sim com Penny”, sumindo em seguida, usando ainda a camisola de paciente.
– Confirmando uma suspeita de um post anterior: a loira com quem Hurley terá um piquenique é Libby. Sim, desta vez ele lembrou dos cobertores. E vai rolar beijo…
– Numa cena passada no Mr. Cluck`s Chicken Shack, teremos a presença de Hurley, Randy e Desmond.
– Em um restaurante mexicano, veremos Hurley, Libby e o dr. Brooks (o psiquiatra de Hurley). O milionário e a loira estão num encontro, e o médico aparece para levá-la embora…
– Em uma escola primária, veremos um BMW atropelar Locke – que estará em sua cadeira de rodas!
– E, por fim, Ryan dá um palpite sobre a recriação em madeira da fuselagem de um avião: a aeronave pode ser da Ajira…
 
 

Inscrições para novo concurso de professor do estado de São Paulo a partir do dia 27

Do Portal da Educação do Estado de São Paulo:

A Secretaria de Estado da Educação acaba de divulgar o período de inscrições para o concurso destinado ao provimento de 10.083 vagas para professores do Ensino Fundamental e Médio (PEB II). As inscrições poderão ser feitas das 10h do dia 27 de janeiro às 14h do dia 11 de fevereiro de 2010 (horário de Brasília), no site da Fundação Carlos Chagas ( www.concursosfcc.com.br ), órgão responsável pela realização do concurso. 
As vagas são para docentes nas disciplinas de arte, biologia, ciências físicas e biológicas, educação física, filosofia, física, geografia, história, inglês, língua portuguesa, matemática, química, sociologia e educação especial – deficiências auditiva, física, mental e visual. O candidato deverá comprovar conclusão de curso superior – licenciatura de graduação plena, com habilitação específica na área pretendida, ou formação superior na área correspondente e complementação nos termos da legislação. Os salários vão de R$ 549,00 (para carga horária de 12 horas semanais) até R$ 1.834,85 (para 40 horas semanais).
"A abertura desse concurso faz parte das ações previstas no Programa + Qualidade. Não só colocaremos mais 10 mil docentes efetivos na rede, como vamos capacitá-los na Escola de Formação de Professores. Com isso, teremos professores mais bem preparados nas salas de aula e, consequentemente, melhor qualidade de ensino para nossos alunos", disse o secretário de Estado da Educação Paulo Renato Souza.
Os candidatos deverão preencher o formulário disponível no site e efetuar o pagamento da inscrição, no valor de R$ 27,25, por meio de boleto bancário, débito em conta corrente de bancos conveniados até a data de encerramento das inscrições, dinheiro ou cheque. Estudantes que tenham remuneração mensal inferior a dois salários mínimos ou que estejam desempregados poderão pedir 50% de isenção na taxa. As solicitações devem ser feitas do dia 27 a 29 de janeiro, no mesmo site das inscrições.
A partir do dia 22 de fevereiro, o candidato poderá conferir no site da Fundação Carlos Chagas se a inscrição foi efetivada. Caso contrário, deverá entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Candidato – SAC da Fundação Carlos Chagas, telefone (0XX11) 3723-4388, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 10 às 16 horas (horário de Brasília), para verificar se houve alguma falha no processo.
O concurso será realizado em três etapas: prova objetiva, constituída por 80 questões; avaliação de títulos; curso específico de formação, com prova de aptidão. A data será definida em breve.
 
 
SOBRE O PROGRAMA MAIS QUALIDADE
 
O Programa de Valorização pelo Mérito é a segunda etapa do Programa + Qualidade na Escola, lançado em maio pelo Governo do Estado. Em sua primeira fase, o programa criou a Escola de Formação de Professores de São Paulo, mudou a forma de ingresso dos profissionais do magistério (instituindo o curso de formação como última etapa do processo seletivo), criou duas novas jornadas de trabalho (de 12 e 40 horas semanais), abriu 80 mil novos cargos efetivos do magistério e regulamentou a situação dos professores temporários, instituindo o exame como requisito para sua atuação nas aulas.
Além do programa de valorização, os profissionais continuarão se beneficiando do Bônus por Resultado, que paga até 2,9 salários extras por ano para as equipes que superarem as metas estabelecidas para cada escola. Com o novo programa, os valores pagos pelo bônus serão ainda maiores, pois os salários serão maiores. O Programa Valorização pelo Mérito dá sequência ao amplo programa desenvolvido pelo Governo do Estado para melhorar a qualidade da educação, com medidas como o Programa Ler e Escrever (voltado à aceleração da alfabetização de crianças de 1ª à 4ª séries), o São Paulo Faz Escola (com novo currículo e materiais específicos para alunos e professores) e diversas modalidades de recuperação de aprendizagem para alunos com dificuldades, entre outras ações.
 
 
Nota Do Blog
 
O novo concurso para professor do estado de São Paulo pode dirimir (um pouco) o problema da educação no estado, já que a tendência é que esse número de aproximadamente 10.000 vagas dobre na medida em que a necessidade é muito grande.
Tal procedimento pode diminuir o transtorno que ocorre com a contratação temporária dos professores através do processo seletivo anual implantado pelo governo e pela secretaria da Educação. (vide matéria abaixo)
Afinal, a educação paulista precisa de rumos certeiros para, quem sabe, voltar a ser de excelência, como de fato, já foi um dia.
 
 
Dhiancarlo Miranda

 

Paulo Renato admite usar professores reprovados em exame

FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

A Secretaria da Educação de SP anunciou ontem (22) que poderá atribuir aulas a professores reprovados em seu processo de seleção para docentes temporários para a educação básica.
Dos temporários que já trabalharam na sala de aula (pouco menos da metade do total de docentes), 40% foram reprovados –não conseguiram acertar metade das 80 questões.
Segundo o secretário da Educação, Paulo Renato Souza, haverá dificuldades para preencher vagas em algumas escolas, principalmente para as matérias de física e matemática.
Ao justificar a possibilidade de convocar professores reprovados, o secretário afirmou que "a nossa prioridade é garantir aulas aos alunos".
Os sindicatos do setor dizem que é quase certo que os abaixo da nota de corte sejam convocados, principalmente para atuar na periferia das cidades da Grande SP, onde o desempenho dos alunos já é mais baixo.
Ainda não é possível saber quantos dos reprovados terão de lecionar, pois o processo de distribuição de aulas não começou –primeiro escolhem os concursados; os temporários preenchem as aulas que faltam.
Apesar do ano passado ter terminado com 80 mil temporários e cerca de 130 mil concursados, a rede chegou a precisar de mais de 100 mil não concursados (para suprir casos como licença e aposentadoria).
Além dos temporários, o exame também foi feito por outros candidatos –total de 182 mil, dos quais 48% não atingiram a nota de corte. O total de aprovados foi de 94 mil.
 
 
Novo discurso
 
A prova para seleção de temporários foi adotada no ano passado pelo governo José Serra (PSDB). Antes, o critério para a contratação eram os diplomas do candidato e o tempo de serviço.
Ao lançar o projeto, o governo afirmou que quem não atingisse a nota mínima não poderia lecionar. A possibilidade de reprovados darem aulas neste ano letivo foi anunciada ontem.
Paulo Renato afirmou que o corpo docente deste ano está melhor. A explicação do secretário é que foi "uma inovação" classificar docentes com base em seus conhecimentos.
Disse ainda que, caso tenha de contratar os reprovados, serão selecionados os de melhor desempenho. Além disso, a pasta irá criar cursos a distância para capacitação específica em física e matemática.
Um atenuante para o desempenho dos docentes, afirma Paulo Renato, foi a dificuldade das provas, consideradas por ele como "complexas e longas".
O presidente do CPP (um dos sindicatos dos docentes), José Maria Cancelliero, teve avaliação semelhante. O exame foi feito pela Vunesp, que aplica o vestibular da Unesp.
Além de permitir que reprovados lecionem, o governo alterou outro critério. Inicialmente, só iria valer a nota da prova. Após negociar com sindicatos, a pasta decidiu levar em conta o tempo de magistério (que dá bônus de até 20% na nota).
 
 
Nota do Blog:
 
A Secretaria da Educação de São Paulo, na figura de Paulo Renato de Souza, tem de se decidir o que quer fazer com a educação paulista. Há momentos em que o discurso é de mudança total, quebrando as amarras que a prendem há muito tempo pelos sindicatos de professores e destes últimos, principalmente aqueles antigos que não se atualizam e estão enraizados nas funções "temporárias". Mas, se no ano de 2008 tomou um passa-moleque da APEOSP por preparar pessimamente o processo seletivo e não se cercar juridicamente, agora ela mesma se confunde com seus métodos e admite utilizar pessoas que foram reprovadas num processo, que segundo a própria Secretaria, seria uma maneira de manter apenas os mais competentes na função de professor.
Ora, o discurso é bonito, pretende dar prioridade à educação das crianças e jovens, que deve ser a função principal da Secretaria da Educação, mas a necessidade de ser justa com os profissionais que foram bem no processo seletivo deveria ser a tônica neste momento.
Como ficam, portanto, aquelas pessoas que se mataram de estudar para passar na prova? Talvez o prestígio do processo seletivo tenha um grande declínio por conta de tal situação.
 
Dhiancarlo Miranda