Belo Monte: Um Crime Legalizado contra a Natureza e a Sociedade

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Muito se ouve falar sobre belo Monte, mas muito pouco se explica sobre Belo Monte.

O trecho a seguir é um resumo do que se encontra na enciclopedia virtual Wikipédia sobre a obra governamental:

“A Usina Hidrelétrica de Belo Monte é uma central hidrelétrica que está sendo construída no Rio Xingu, no estado brasileiro do Pará, nas proximidades da cidade de Altamira.

Sua potência instalada será de 11.233 MW; mas, por operar com reservatório muito reduzido, deverá produzir efetivamente cerca de 4.500 MW (39,5 TWh por ano) em média ao longo do ano, o que representa aproximadamente 10% do consumo nacional (388 TWh em 2009).5 Em potência instalada, a usina de Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas da chinesa Três Gargantas (20.300 MW) e da brasileira e paraguaia Itaipu (14.000 MW); e será a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira.

O lago da usina terá uma área de 516 km²2 (1/10.000 da área da Amazônia Legal), ou seja 0,115 km³ por MW efetivo. Seu custo está estimado em R$ 26 bilhões pela concessionária,7 ou seja R$ 4,3 milhões por MW efetivo. O leilão para construção e operação da usina foi realizado em abril de 2010 e vencido pelo Consórcio Norte Energia com lance de R$ 77,00 por MWh. O contrato de concessão foi assinado em 26 de agosto do mesmo ano e o de obras civis em 18 de fevereiro de 2011.1 A usina está prevista para entrar em funcionamento em 2015.

Desde seu início, o projeto de Belo Monte encontrou forte oposição de ambientalistas brasileiros e internacionais, de algumas comunidades indígenas locais e de membros da igreja Católica. Essa pressão levou a sucessivas reduções do escopo do projeto, que originalmente previa outras barragens rio acima e uma área alagada total muito maior. Em 2008, o CNPE decidiu que Belo Monte será a única usina hidrelétrica do Rio Xingu.”

Ok. Essa é uma forma bem isenta de se começar a falar sobre a Usina, mas entender que realizar um obra dessas num local que depende da pesca, do trabalho braçal em olarias e que uma imensa gama de espécies será afetada pela mudança de curso de um rio para uma benfeitoria, no mínimo, discutível, passa a ser necessário, senão, preponderante para que não fique para a história que um absurdo desses aconteceu e ninguém fez nada para impedir.

A Folha de São Paulo, em seu site, no dia de hoje, mostra algumas fotos da região onde será construída a usina e demonstra por meio dessas imagens a riqueza ambiental que lá existe, além dos crimes que estão sendo cometidos para que a gana de alguns possa proliferar dinheiro nos bolsos deles, não importando a quem doa.

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Muitos locais já foram simplesmente abandonados pelas comunidades ribeirinhas, já que o governo não se manifesta sobre como ficarão as vidas das pessoas que ali já estavam estabelecidas muito antes das obras chegarem por lá.

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Os trabalhadores das olarias próximas ao que se tornará Belo Monte não sabem o que será deles já que não têm a mínima escolaridade exigida para desempenharem funções na usina.

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As comunidades próximas às estruturas da obra perderão seu principal meio de sobrevivência: a pesca. As próprias espécies existentes naquela região terão de migrar para outros pontos, que desfavorecem sua procriação, ou simplesmente morrerão.

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As comunidades indígenas que ali permaneceram sempre agora terão que migrar, seja lá para onde o governo mandar, sem que sejam respeitadas sua cultura, seu ambiente, sua história e, principalmente, sua vontade.

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Os trabalhadores que se favorecem da obra neste exato momento podem ter um futuro nebuloso já que pode ocorrer como foi feito com Brasília na qual seus trabalhadores não tinham mais para onde ir e foram estabelecendo favelas em pontos periféricos à construção.

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Desse modo, a devastação da mata, o desvio do rio, a mudança de rotina ao lugar podem promover uma desorientação na fauna e na flora das imediações, além de ser perceptível que a energia desenvolvida na usina demanda muito esforço tecnológico, econômico e estrutural para pouco retorno. Um terço da capacidade de energia de uma usina que fica num local que possui período longo de seca durante o ano não é necessariamente uma vantagem para o país.

Enfim, um montante de 30 bilhões de reais a serem gastos com uma obra dessa magnitude tem de ser discutida mais a fundo e não simplesmente ser colocado garganta abaixo da população.

Abaixo, o filme da campanha que alguns artistas estão ajudando a promover contra a construção da usina. também há um site (movimentogotadagua.com.br) para se obter mais informações a respeito da construção da usina e para assinar uma petição contra sua realização.

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Um comentário em “Belo Monte: Um Crime Legalizado contra a Natureza e a Sociedade

  1. Republicou isso em Outros Sonse comentado:

    É sempre bom relembrar de algumas coisas neste nosso Brasil

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