O Vampire Weekend quer bagunçar seus ouvidos. Você vai deixar?

Vampire Weekend

O Vampire Weekend se formou (literalmente) em 2006 e, desde então, ganhou notoriedade pela propaganda boca-a-boca dos blogs indies e dos bons shows que fez. Ah, seus álbuns também chamaram à atenção.

Algumas coisas são curiosas na banda. Quem ouve o som dos caras percebe um toque de música popular africana e uma pitada de música ocidental clássica, e já houve quem se apressasse a descrever seu gênero como “Upper West Side Soweto”. Ficou embasabacado com a descrição de seu ritmo? Então ouça a música “Cape Cod Kwassa Kwassa”.

Uma explicação interessante e simplória para entender esses trejeitos da banda é saber que todos são, atualmente, moradores da cosmopolita e multiétnica Nova Iorque.

Os membros da banda se conheceram enquanto frequentavam a universidade (Columbia University). Eles próprios produziram seu primeiro álbum depois de se formarem, no interim de suas atividades acadêmicas. Mas viver hoje numa cidade como NY faz com que os sons mais variados entrem por seus ouvidos e se alojem em sua cabeça fazendo com que a criatividade dê espaço para essa miscelânea de culturas vindas de todas as direções do globo.

O sucesso veio através das boas críticas da Rolling Stone americana (em 2007 considerou “Cape Cod Kwassa Kwassa” a 67ª melhor música do ano) e por meio de boas considerações da revista Spin ao final de 2008.

Como se pode perceber, o grupo foi galgando degraus na escada do mainstream aos pouquinhos. No meio deste ano, até foi cogitada para figurar entre as atrações do festival Planeta Terra, aqui em São Paulo, mas não vingou o burburinho. Quem sabe ano que vem eles não pintem por aqui?

Os membros da banda são Ezra Koenig (vocalista, guitarrista), Rostam Batmanglij (teclado, guitarra, 2ª voz), Chris Tomson (baterista) e Chris Baio (baixista) e têm dito sempre que possuem grande influência dos ingleses do The Clash. Isso acaba por favorecer ainda mais sua facilidade em captar ritmos múltiplos. A mistura entre o ska, a world music e o indie indecifrável passa a ser possível com esses músicos.

Agora, em 2013, eles lançaram “Modern Vampires in the City” e emplacaram o single “Step”. Acredito que a banda está se consolidando como opção aos indies e que já reverbera alguma influência sobre outras bandas que andam aparecendo na cena underground mundial.

Desta forma, espero que o Vampire Weekend continue viajando em suas letras e, principalmente, nas suas melodias desconexas com o mercado fonográfico atual. Dizer que a banda é boa ou ruim não é imprescindível (eu a considero uma banda ok). Mas é interessante ter uma novidade sonora como essa, até para que os produtores de shows e a indústria fonográfica tenham ideias melhores num mercado tão acostumado com a mesmice.

Step – Vampire Weekend

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