Josh Homme é um gênio!

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Sei que ainda não acabou o ano e só farei uma lista dos melhores álbuns no meio de dezembro, mas quero dizer que não me canso desse “… Like Clockwork” do Queens of the Stone Age.

O que esse Josh Homme é inventivo não é brincadeira. O cara consegue, a cada disco, se reinventar e promover novos adjetivos à banda.

O rapaz colheu elementos de sua banda inicial (Kiuss), junto-os com características do Grunge de Seattle, misturou tudo com o que convencionou-se chamar de Stoner Rock (algo entre o metal tradicional, o blues rock e o doom metal, assim como o Sleep dos anos 90) para formar uma sonoridade meio difícil de nomear. Quando você acredita que consegue caracterizar o som do Queens lá vêm eles com alguma mudança que os torna indecifráveis. Você pode encontrar riffs inspirados no Led Zepellin ou baixos meio viajandões do Pink Floyd.

Além disso tudo, o garoto nascido como Joshua consegue chamar, tanto para este quanto para outros projetos (ele também mantém duas outras bandas: Desert Sessions e Eagles of Death Metal), pessoas de alto quilate na música. Já tocaram com ele, ou excursionaram com o QOTSA, Mark Lanegan, Dave Grohl, Nick Olivieri, John McBain, Rob Oswald, Rob Halford, Billy Gibbons, entre outros.

O primeiro álbum (com o nome da banda) foi financiado por Josh e os integrantes da época e acabou sendo lançado em Setembro de 1998 pela gravadora Loosegroove, de propriedade de Stone Gossard, guitarrista do Pearl Jam. Um acordo entre a Loosegroove e a Roadrunner, permitiu que o disco fosse lançado inclusive no Brasil. Isso deu certa popularidade a eles e alguns shows começaram a surgir ao lado de Bad Religion e Rage Against the Machine.

Posteriormente, já em 2000, é lançado “Rated R”, desta vez pela Interscope, uma gravadora de grande porte. O disco vira unanimidade entre os críticos, mas com pouca vendagem, acabam por se tornar uma banda bem underground.

Chega 2001 e a banda lança o terceiro disco intitulado “Songs for the Deaf” que é recheado de ótimas participações de Mark Lanegan e Dave Grohl e a sonoridade investe em novos rumos. O Grunge é uma influência evidente, mas a diversidade de ritmos toma conta do álbum.

Depois, com “Lullabies to Paralize” e “Era Vulgaris”, Josh Homme promove uma tendência mais pesada e mais lenta para a banda. Algumas passagens desses discos possuem características de classic rock ou até mesmo do blues rock. E agora esse “… Like Clockwork”.

Bem, o que mais me chama a atenção neste conglomerado de ótimas músicas é que, além de ser um disco com boas variações de gêneros (vê-se tendências hard core e aceleradas em alguns sons e guitarras arrastadas e menos sujas em outros, tudo moderado pela voz mais melancólica de Josh Homme), as participações especiais são todas significativas. Entre elas a de Trent Reznor (Nine Inch Nails), Elton John, Jake Shears (Scissor Sisters), Alex Turner (Arctic Monkeys), além dos regressos de Dave Grohl, Nick Oliveri e Alain Johannes.

Até mesmo a arte conceitual do disco faz diferença com os desenhos do artista Boneface. O vídeo-clipe curta-metragem “… Like Clockwork” traz um medley de cinco músicas do disco e dali já se tira uma ideia de que Josh Homme veio mesmo para mudar alguns rumos do rock atual. O visual pós-apocalíptico e as personagens bem estilizadas num mundo em que o que vale é apenas a sobrevivência é regido por uma música mais sombria e reflexiva.

Como se não bastasse toda essa atuação vibrante do cara (que é a cara do Queens of the Stone Age) nos últimos seis meses, ele ainda tem tempo para dar umas passadinhas em shows dos camaradas. Semana passada Homme subiu ao palco de uma apresentação do Arctic Monkeys e cantou junto com Alex Turner. Desse tipo de parceria só pode surgir coisa boa.

Talvez, o fato de se cercar de gente desse gabarito, já explica um pouco da genialidade desse músico iniciado na bateria, mas também multi-instrumentista, produtor musical, engenheiro de som, agitador cultural e frequentador da night californiana.

Enfim, o QOTSA já é uma banda diferente no cenário mundial dos últimos quinze anos e posso dizer, sem dúvida de errar, que “… Like Clockwork”, com menos de seis meses de vida, com seu som diversificado, intenso e, ao mesmo tempo, conceitual, com letras diferentes do habitual e títulos de músicas incríveis (“If I Had a Tail”, “Keep Your Eyes Peeled”, “The Vampire of Time and Memory”) – que fazem você pensar: “O que esse cara estava pensando ao escrever essa música?” – já é um clássico. E Josh Homme é, de fato, um gênio.

Curta-Metragem “… Like Clockwork” – Queens Of The Stone Age

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4 comentários em “Josh Homme é um gênio!

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