Livro gostoso de ler: Assim defino “Sábado na Livraria”

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A editora Cosac Naify define como uma oportunidade de celebrar um espaço considerado sagrado pelos que cultuam a literatura. Para uma colega, o livro é uma ode ao ato de ler. Para mim, é o seguinte: dá gosto de ver, pegar, ler a obra.

Estou falando de “Sábado na Livraria”.

A primeira vez que soube do livro foi numa formação para professores orientadores de sala de leitura aqui em São Paulo. A palestrante falou com tanto gosto da obra que até chegou às lágrimas no final. Achei aquilo meio forçado, mas fiquei intrigado: o que tem de tão legal nesse livro?

Fui à livraria e o comprei (não há intertextualidade maior).

Resumindo o que senti depois de terminar a leitura: ela te leva a sentir o prazer de percorrer este recinto sacrossanto lentamente, esquecendo-se do mundo exterior e focando no tesouro que são cada título, cada imagem, cada corpo celeste posto ali aleatoriamente nas prateleiras sem que se adivinhe quem será o próximo abduzido por essa magia.

O enredo é bem simples de entender e sua singeleza traz o leitor mais para perto da história. Uma garota e um idoso apreciam a prática de frequentar todos os sábados uma determinada livraria, transportando-se, ambos, para um universo completamente diferente da existência do dia-a-dua de cada um. O senhor logo chama a atenção da menina pelo seu interesse obsessivo por um certo livro que narra histórias transcorridas durante a guerra.

Ela, a menina, por sua vez, adora ler histórias em quadrinhos, pois são leves e engraçadas; por esta razão, a protagonista não compreende porque o idoso insiste numa outra temática, tão pesada e tão sem figuras.

A intriga que surge na cabecinha da garota vai aumentando até o momento em que num dos dias o velho senhor solicita à dona da livraria para que aquele livro, que se repete todos os sábados em sua mão sem que seja adquirido em definitivo, não seja comercializado.

Quando o Natal se aproxima, o idoso, mais uma vez, busca o livro, mas uma surpresa aguarda os protagonistas desta história, e por conseguinte, o leitor.

A autora do livro é Sylvie Neeman, sua ideia é genial sem precisar ser mirabolante e o cenário escolhido acaba por aproximar os aficionados em leitura por ser ali o início de vários casos de amor entre leitor e obra.

No centro desse livro e desta história estão algumas gravuras do premiado artista plástico Olivier Tallec dando cores, luzes e sombras ao enredo e à atmosfera encantadora das lojas de livros.

Portanto, a leitura de “Sábado na Livraria” deveria, de fato, ser lida somente nesse mesmo espaço, para que o leitor desfrute da obra sentindo o cheiro desse espaço e sinta o ambiente salutar e benéfico de qualquer lugar que hospeda essas pequenas preciosidades feitas de papel e conhecimento.

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