Eu quero imagens!!! Um Resumo do Passeio à Liberdade e as Fotos

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O passeio foi muito bom, a participação ativa dos alunos foi grande desde a organização até o ato final e não podia dar em outra: Sucesso Total!!!

O projeto Sobretudo realizou no último dia 21 de novembro, pós feriado de Consciência Negra, um passeio ao Bairro da Liberdade, com especial destaque para o Museu da Imigração Japonesa. A atividade tinha como intuito fechar o trabalho sobre mangás e animes, que se iniciou na Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadavia Marques Junior.

A relação entre a cultura oriental e a literatura tinha como objetivo frisar aos alunos o quanto a cultura de um povo importa para que a sua história possa ser contada de geração a geração. Também foram pontuadas as questões das diferenças sociais e comunicativas entre o povo japonês e o brasileiro.

Dessa maneira, a ida a um local com ambientalização tão próxima da realidade da terra do sol nascente se fazia necessária para que os alunos percebessem que a literatura está nos mínimos detalhes da rotina de um povo e o auxilia a evoluir.

Além do Museu da Imigração Japonesa fizeram parte do passeio um tour pelo Bairro da Liberdade entre a Rua São Joaquim, Avenida Liberdade, Rua da Glória, Rua Galvão Bueno e uma conclusão muito legal no Sebo do Elias para que os alunos pudessem não só conhecer a cultura de Sebo existente na cidade de São Paulo, mas também pudessem adquirir alguma obra de lá.

Ano que vem tem mais e em maior quantidade.

Por fim, fica o agradecimento à gestão e à coordenação da escola que forneceram toda a estrutura necessária para que o evento se realizasse, aos alunos que foram ótimos do início ao fim do projeto e um agradecimento especial ao senhor Tanaka (diretor do Museu da Imigração Japonesa) que nos auxiliou muito durante a visita, além da Professora Mariângela Jacob que foi minha parceira na excursão. Obrigado a todos!!!

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Passeios, Campeonatos, Atividades em Geral… O Trabalho dos professores de Educação Física do Riva

Abaixo, visualizamos fotos com os alunos em atividades realizadas pelos professores de Educação Física da EMEF Professor Rivadavia Marques Junior.

Os eventos foram feitos nos dias 01, 13 e 19 de novembro e provam a participação ativa dos professores e alunos em prol de uma educação inclusiva e voltada para o protagonismo juvenil.

Daqui a pouco também serão postadas as fotos do passeio ao Museu da Imigração Japonesa realizada pela Sala de Leitura com minha organização em conjunto com os alunos.

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O “Behind the Scenes” da Marvel

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O que está por trás dos mutantes mais amados (ou odiados) do planeta? Quem gere essa gama de personagens, roteiros e superpoderes? Há algum segredo no sucesso de uma marca como a Marvel?

O livro “Marvel Comics – A História Secreta” (Editora Leya Brasil) do autor Sean Howe promete desvendar algumas dessas dúvidas que perturbam a mente de nerds ao longo dos tempos e em todo o globo, mas entrega muito mais.

Curiosidades como o período de vacas magras no início dos anos 60 também fazem valer a pena a compra da obra traduzida por Érico Assis. Em 1961, Stan Lee ia pedir as contas, pois estava cansado de trabalhar para uma editora que vendia mal e que há pouco tempo tivera que demitir boa parte dos funcionários, por outro lado, o seu chefe, Martin Goodman, queria novos heróis, novas revistas, novas criações para manter a concorrência em dia.

Dessa fome e dessa vontade de comer nasceram os X-Men. Lee convocou Jack Kirby e Steve Ditko, seus artistas prediletos e daí para o trabalho fluir de forma profícua e incessante foi um pulo de Hulk.

Algumas outras personas interessantes (para dizer o mínimo) apareceram dessa parceria criativa. HQs do Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Thor, Hulk, Homem de Ferro, Demolidor e Vingadores floresceram e impulsionaram as vendas da Marvel fazendo receita suficiente para ninguém se importar com o que a criatividade desses artistas forjasse.

Mais histórias interessantes aparecem no livro, mas também há uma abordagem acerca de como os cruzamentos das sagas e dos mundos criados pelos desenhistas e roteiristas desenvolveu um mundo rico em possibilidades.

O Universo Marvel como ficou conhecido até hoje faz com que histórias se entrelaçam e faça com que os fãs tenham de desembolsar dinheiro extra no momento em que termina uma série de um e percebe que algo precisa ser explicado na série de outro.

A versão americana do livro
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Howe precisou realizar uma pesquisa que se profundou nos bastidores da Marvel Comics desde suas origens, o trabalho percorre o início relevante dos super-heróis na década de 1930 passando pelas crises, quedas e ressurgimentos até a venda bilionária à Disney no começo deste século.

A obra também conta alguns barracos entre quadrinistas, processos enfrentados pela marca e o salto para o cinema que teve seus altos e baixos também até o final dos anos 90 e início dos anos 2000 quando algumas franquias promoveram a Marvel a um novo patamar. Ninguém consegue imaginar mais um ano sem algum lançamento monstro nos cinemas de séries dela e de outras concorrentes do mercado de HQs.

Esse mercado é analisado por Howe no sentido mais amplo possível, tentando entender o que de fato acontece com uma editora de histórias em quadrinhos que hoje vive de lançar séries de TV, videogames, brinquedos e os mais variados produtos parecendo relegar as tradicionais comic books a um segundo plano.

O livro foi agraciado com o prêmio Eisner 2013 de melhor obra relacionada a quadrinhos. Boa pedida para quem quer matar a curiosidade da indústria de quadrinhos mundial.

A Feira de Troca de Livros está rolando no Riva

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Desde hoje cedo está acontecendo a Feira de Troca de Livros, evento já tradicional na EMEF Professor Rivadavia Marques Junior.

A atividade acontece até amanhã e está dividida para que o pessoal do fundamental II aproveite hoje e a turma das séries iniciais faça suas trocas amanhã.

Se ainda houver alguém interessado em participar e que seja aluno da escola tem até amanhã para trazer seu livro.

Esse trabalho é importante, pois faz com que os livros circulem entre a comunidade e a cultura seja expandida a todos.

Participe!!!

Bruce Springsteen e Tom Morello em nova empreitada

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Não bastou fazer shows mitológicos em São Paulo (solo) e no Rio (Rock in Rio) há dois meses, o cara manda essa nova de que vai lançar coisa inédita (ou nem tanto, explico) para o início do ano.

O Big Boss Springsteen se junta com ninguém mais ninguém menos do que Tom Morello (mitão do Rage Against the Machine) para realizar algumas releituras e outros que tais.

High Hopes é o nome do álbum e é uma variável entre material inédito, faixas somente tocadas ao vivo e duas covers. A bolacha sai em 14 de janeiro de 2014.

O baixista Tom Morello é um dos convidados especiais presentes em nessa empreitada, sendo que regravou várias faixas de Bruce Springsteen, incluindo a que deu o nome ao álbum de 1995, “The Ghost of Tom Joad”.

O álbum inclui também uma versão de estúdio de “American Skin (41 shots)”, single que fora composto em 1999, mas que só foi ouvido em shows.

Falando assim, High Hopes é um catado de relíquias, pérolas e favoritas do cantor, enfeitado com algumas faixas novas. A faixa de abertura do álbum, por exemplo, é uma cover da banda californiana Havalinas.

O Caminho das Pedras do “Indie” Americano em Ótimo Livro

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Com a colaboração da Agência EFE

Dias atrás escrevi sobre o livro “Deixe a Inglaterra Tremer” e o número de mensagens foi grande, não só pelo fato de as pessoas terem um apreço pela terra da rainha, mas principalmente pela música que de lá transfuga para nossos ouvidos.

Pois bem, fui realizar uma pesquisa sobre obras com o tema da cena brit-pop dos anos 90, mas me deparei com uma que falava sobre o “indie” americano dos anos 80 e início dos 90, que no final das contas, não existiria não fosse Morrissey, The Clash, todo o cenário punk londrino, Joy Division, New Order, Duran Duran, Depeche Mode, toda a turma New Wave, sem falar em David Bowie, Pink Floyd, Led Zepellin, The Who e nos Beatles, obviamente (se eu esqueci de algum é por conta da proficuidade dessas bandas no período entre 50 e 90).

Na última quarta-feira (20) chegou às lojas “Nuestro grupo podría ser tu vida”, uma crônica ardida da cena musical “underground” dos Estados Unidos compreendida entre os anos de 1981 e 1991. O título do livro é retirado de uma canção da banda The Minutemen e é considerado por muitos críticos musicais como uma das melhores obras literárias sobre rock.

A obra, que ainda não possui uma versão traduzida em português, retrata a vida de 13 bandas surgidas no calor do “punk” e que firmaram as bases para uma nova cultura independente no país de Obama.

O livro foi originalmente lançado há 12 anos e mesmo assim depois de sua primeira edição em inglês, se tornou para muitos músicos uma “fonte de inspiração” para quem quer montar uma banda.

O autor dessa coletânea de relatos é Michael Azerrad que contou à Agência EFE em Nova York a origem de seu extenso relato: “Um dia eu estava assistindo um documentário sobre a história do rock, estavam falando sobre Sex Pistols e Talking Heads e, de repente, pularam diretamente para o Nirvana”.

“Era ridículo, eles se esqueceram da década de 80, esqueceram todas as bandas que criaram o caldo de cultura que levou ao Nirvana e a toda a cena de rock alternativo. Alguém tinha que fazer alguma coisa”.

Desse modo, Azerrad contatou inúmeras bandas que poderiam representar “a chave ou a filosofia da cultura” underground “dos anos 80 americano”.

“Escolhi o Black Flag, porque faziam parte dos primeiros movimentos da cena, também o rótulo de SST por sua grande influência. O grupo The Minutemen, sua canção “Our Band Could Be YourLife”, que dá título ao livro, me interessou a ideia de ser banda modesta e pode fazer o que quiser, sem compromisso”, explicou.

Black Flag em ação
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Junto a estas duas bandas, aparecem outras, uma por capítulo, Mission Of Burma, Minor Threat, Hüsker Dü, The Replacements, Sonic Youth, Butthole Surfers, Big Black, Dinosaur JR, Fugazi, Mudhoney e Beat Happening.

Segundo o escritor, estes 13 grupos, alguns quase desconhecidos para o público latino-americano, iniciaram sua carreira em 1981, justo quando Ronald Reagan chegou à presidência dos Estados Unidos. Algo que pode ser uma contradição, uma coincidência ou mesmo uma explicação. “A cultura que ele encarnava proporcionou uma espécie de inspiração inversa para muitas das bandas”, acrescentou.

Para começar, os 13 grupos têm duas ideias em comum, uma reinterpretação muito pessoal do “punk” britânico dos anos 70 e, acima de tudo, o slogan “faça você mesmo”.

“O DIY (Do It Yourself) era a chave. Se uma banda faz música não convencional, as grandes gravadoras trabalham com eles. Assim, os grupos tiveram que encontrar uma maneira de existir sem o seu apoio e sem a forma habitual de fazer as coisas”, lembrou o autor.

Ao recontar como tudo isso aconteceu Azerrad emprega força à obra, relembrando a energia, violência, miséria e tudo que caracterizava os jovens daquela época que culminou num estrondo de procurar superar limites, fazer barulho, e demonstrar raiva e e insatisfação com o sistema.

Fugazi durante show
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Algo que perpassa todas as histórias é a maneira pela qual aqueles jovens acreditavam no punk como um estado emancipatório de tudo o que estava ao seu redor.

Diz o autor, o que é verdade que “pode-se apreciar o livro sem gostar deste tipo de música. Escrevo sobre como um artista perseverante que tenta fazer qualquer coisa na adversidade. Qualquer um pode apreciar a mensagem em qualquer lugar do mundo”.

Para Azerrrad ainda há uma revolução em curso do que ficou conhecido como “do it yourself” já que muitas bandas atuais seguiram os passos dos pioneiros dos anos 80. Mas no lugar de “fanzines fotocopiados, há blogs; no lugar de rádios universitárias, há rádios pela internet; em vez de cassetes, listas de reprodução”.

É uma atividade que se multiplica muito mais rápido do que antigamente e que chega a mais gente do que há trinta anos. Isso sem dúvida é uma forma de fazer comparações entre o que o escritor relata nas ações dos personagens daqueles anos difíceis de fazer música com o atual período que produz uma concorrência infinitamente maior.

Para o escritor e jornalista todos esses grupos que entrevistou para o livro viveram em uma época que não se repetirá, mas seguiram sempre a frase que lidera o livro, do poeta inglês William Blake: “Devo criar um sistema, se não quero ser escravo de outro homem”. Vida que segue no undergound.

Tropico: O Curta de Laninha!

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Após nos abençoar com sua beleza vocal e física no Planeta Terra há duas semanas, Lana Del Rey, através de sua página no Facebook, anunciou que irá estrear seu curta-metragem, Tropico, no site de vídeos Vevo no próximo dia 5 de dezembro.

A trilha-sonora do filme é retirada de “Born to Die: The Paradise Edition”, EP com a inclusão de extras do lançamento de 2012 da cantora.

A história de Tropico, produzido por pelo figura Rick Rubin e dirigido por Anthony Mandler, é baseada na Bíblia e mostra Lana Del Rey como Eva (imaginou?). Ao lado da menina estará o modelo Shaun Ross(desnecessário!).

Veja abaixo o trailer oficial:

50 anos de Doctor Who: Por que isso é uma façanha?

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A data valeu até uma menção na capa do Google. E ontem foi ao ar o episódio de celebração desta data impossível para qualquer show televisivo. Mas como isso é possível?

O ano é 1963 e a BBC precisa de um programa para preencher a sua programação do sábado à noite, entre o Juke Box Jury, programa já voltado para o público adolescente, e o programa de esportes Grandstand. O engraçado é como essas coisas mitológicas da tv podem acontecer.

A ideia era fazer algo voltado para as crianças, mas que também agradasse ao público adulto e a BBC queria provar que não era uma emissora formal além da conta já que outro canal, a ITV tomava conta do país.

Daí fora recrutado o canadense Sydney Newman, criador também da série The Avengers (que nada tem a ver com os heróis da Marvel), na própria ITV. Fã de ficção científica, ele foi convidado a se tornar o Chefe do Departamento de Drama da BBC e trouxe com ele sua estagiária do canal concorrente, Verity Lambert, a primeira mulher a se tornar produtora de um programa de televisão na Inglaterra.

Dessa forma, ficou a cargo deles desenvolver uma série com um personagem chamado Doutor que tinha uma máquina do tempo pequena por fora, mas enorme por dentro. Mas o grosso da ideia era que o tal Doctor Who fosse um personagem para ensinar ciência de forma divertida, mas o objeito não passava por uma duração tão longa.

Portanto, o formato de “An Unearthly Child”, o primeiro episódio da série, foi moldado aos poucos.

Por pouco Doctor Who não foi por água abaixo por causa de um fato inesperado: em 22 de novembro, um dia antes da estreia, o então presidente dos Estados Unidos John Kennedy foi baleado no Texas. Devido ao fato, a BBC decidiu reapresentar o primeiro episódio da série na semana seguinte, em 30 de novembro.

É importante salientar que a série clássica de Doctor Who compreende o período de 1963 até o seu cancelamento, em 1989, além do filme de 1996. O retorno em 2005 já tinha Cristopher Ecclestone no papel principal.

Desde o primeiro doutor, Willian Hartnell, passando por Patrick Troughton, Jon Pertwee, Tom Baker, Peter Davison, Colin Baker, Sylvester McCoy e Paul McGann, até chegar a Christopher Eccleston, o personagem dos tempos atuais, as regenerações de Dr Who trouxeram histórias maravilhosas e curiosas com os atores e a produção do programa, mas nada supera o que aconteceu nos anos 70 e início dos 80 com Baker (a quarta regeneração do Doutor).

Seu papel como o doutor se caracterizava muito pelo cachecol colorido de três metros e meio de comprimento e as famosas Jelly Babies, tornando o mais famoso da série. Sua versão foi criada em plena Guerra Fria fazendo do Doutor o líder de rebeliões de escravos de planetas distantes contra seus opressores. Neste momento, o personagem faz um contraponto com o poder dominante e tinha seu toque excêntrico mas, ao mesmo tempo, era amável e doce com seus companheiros.

Essa miscelânea foi determinante para a popularidade de Baker, que se fez notar até mesmo para o público dos Estados Unidos. Em sua época, a audiência voltou a subir, chegando a picos de 10 milhões de espectadores.

Com ele, viajaram na TARDIS algumas das companheiras mais marcantes da série: Sarah Jane e as Senhoras do Tempo Romana I (Mary Tamm) e Romana II (Lalla Ward), além de Leela (Louise Jameson), uma selvagem de Sevateem.

Mas o mais curioso ocorre a partir do sétimo ano vivendo o personagem em que Baker começou a achar que era o Doutor na vida real. Seus problemas com a bebida pioraram e, na entrada dos anos 1980, a BBC buscou renovação para a série. Para isso, é chamado o produtor John Nathan-Turner.

Turner foi o produtor que permaneceu por mais tempo na série, desde 1980 até o cancelamento, em 1989, e foi responsável por escolher outros atores para o mesmo papel posteriormente. Peter Davison, Colin Baker e Sylvester McCoy foram fruto do ok de Turner.

Mas assim que entrou, Nathan-Turner quis reformular tudo aquilo que, para ele, estava errado na série. Ele temia que o público pensasse que Doctor Who estava se tornando muito caricato e engraçadinho demais. Daí, diminuiu o cachecol de Baker, amenizou as cores, deixando tudo mais opaco, tirou de cena o simpático cãozinho K-9 e destruiu a chave de fenda sônica, além de modificar a abertura da série, tanto na música-tema como na mudança do rosto de Tom Baker, que era o mesmo desde 1974.

Como era de se esperar, Baker que já estava passando da conta com sua excentricidade, não aprovou nenhuma vírgula disso, já que estava acostumado a mudar os roteiros dos episódios na hora das filmagens e atuar como bem entendesse (afinal de contas, ele era o próprio Doutor). Foi então que decidiu abandonar a série, para a tristeza de sua enorme legião de fãs, mas entrou na história como o ator que ficou mais tempo no papel principal da série.

Ontem, portanto, foi o dia do episódio comemorativo dos 50 anos da série. A BBC fez questão de recrutar um elenco de peso para realizar o filme e apesar de todos os comentários anteriores à exibição do programa “The Day of the Doctor”, consegue surpreender até aos fãs mais descrentes.

Isso sim pode ser chamado de homenagem a uma série tão importante para a história da tv mundial. As expectativas eram altas e a ideia era utilizar a regeneração a partir do personagem vivido por Christopher Eccleston, mas com sua recusa em participar houve a necessidade de algumas modificações num processo que já é conhecido nos especiais do programa. Eles sempre trouxeram vários Doutores interagindo entre si.

No entanto, a “substituição” por John Hurt caiu muito bem e, junto com Matt Smith e David Tennant, eles conseguiram dar vida a um especial multidoutores para ninguém botar defeito.

Atualmente, O Doutor é interpretado por Peter Capaldi, que assume o papel depois da aparição final de Matt Smith no Especial de Natal exibido em 25 de dezembro de 2013.

50th Anniversary Dr Who: The Day of the Doctor

Cinquenta Tons de um Mago

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Não sou fã de Paulo Coelho. Nunca fui.

Dito isto, prossigo esse post mencionando que à época em que era letrista ao lado de Raul Seixas o autor brasileiro pôde experimentar vários ritmos de composição artística ajudando-o a forjar uma carreira escritora muito frutífera.

Claro que a Sociedade Alternativa que almejava ao lado do Maluco Beleza era inviável, mas foi por meio dela, e de algumas letras do período, que o Mago conseguiu planejar histórias mais complexas a posteriori.

O escritor teve a audácia de colher características do discurso dos livros de autoajuda (que começavam a fazer muito sucesso no final dos anos 80) e a perspicácia de adotar o tom otimista dos livros espíritas para a partir de um esoterismo reinventado por ele realizar best-sellers mundiais como “Diário de um Mago” (Editora Rocco – 1987) e “O Alquimista” (Editora Pergaminho – 1988).

Mas não é só isso que ele conseguiu: virou guru de artistas famosos com suas frases de efeito acerca da vida e da felicidade. É considerado uma espécie de Deepak Chopra tupiniquim.

Mas mesmo com todo esse sucesso global sempre houve muito preconceito com a leitura de seus livros. Muito se diz sobre eles: que são de baixa qualidade cultural, que a linguagem usada nos livros é pobre e que o autor não é original.

Vou falar por mim: li os dois livros citados acima e mais “Maktub” (coletânea de frases e pensamentos do autor) e digo que gostei dos dois primeiros, mas que a sensação é de que à medida em que se vai finalizando cada uma das obras você vai sentindo um procedimento circular tomando conta do romance.

Capa do livro “Diário de um Mago” de Paulo Coelho
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Parece que você já viu aquilo em algum lugar (ou no mesmo livro ou em algum outro) e de que falta tato para finalizar as histórias. Nesse sentido acabei criando uma antipatia pela bibliografia do escritor e nunca mais li nada dele.

É incrível que essas coisas vão passando de um para outro e vira uma tendência. Daí a ser um preconceito é um pulo.

O cara é um best seller no mundo todo, traduzido para todas as línguas, mas não há sequer um único livro didático de língua portuguesa ou literatura do ensino fundamental ou médio que cita Paulo Coelho ou sua obra.

Por outro lado, séries juvenis americanas ou britânicas como Percy Jackson ou Harry Potter são exemplos vigentes em qualquer um dos mesmos livros escolares.

Mas não é nesse ponto que quero chegar.

Percebo, nesse momento, uma histeria (feminina, principalmente) pelo tal “Cinquenta Tons de Cinza”. Fala-se de um casal em que a mulher, submissa aos ataques violentos do amante, atinge orgasmos a cada surra. Inédito? Não. E é aí que está o problema.

Nos anos 1970, Cassandra Rios já fazia sucesso com muito mais erotismo (dado o contexto histórico) aqui no Brasil. Há muita coisa muito mais original por aí e que não causa tanto furor quanto o livro de E. L. James.

Agora cheguei onde queria.

Um livro banal, idiota até quanto esse “Cinquenta Tons…” é aclamado pelos leitores e não vejo nenhum formador de opinião descendo a lenha nele, mas um autor brasileiro, profícuo desenvolvedor de romances de sucesso, não pode ser citado numa roda de intelectuais que já causa azia.

Não é possível que romances como “Brida”, “O Zahir”, “O Monte Cinco”, “Veronika Decide Morrer”, entre outros, todos com grande vendagem, não possua nenhum adjetivo positivo a ser ressaltado, nem que seja a própria capacidade do autor de se repetir (do qual reclamei no início do post) e que isso pode ser, inclusive, uma forma do leitor visualizar uma identidade única em Paulo Coelho, que por essa e por outras, pode ser chamado com toda a pompa de Mago.

Portanto, há momentos em que o sentido das coisas na literatura nacional tem menos a ver com coerência e mais a ver com tendência, qualquer que seja ela. Um equivoco, de todo jeito.

U2 e a incansável música militante

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Extra, Extra: O U2 acaba de divulgar a música de “Ordinary Love”, faixa inédita do grupo. Um trecho da canção já era conhecido pelo público por ter integrado o trailer da cinebiografia “Mandela: Long Walk to Freedom”, lançado no final de outubro.

A banda liberou inicialmente a audição no site oficial para os fã-clubes cadastrados e, na tarde desta quinta, lançou oficialmente o vídeo em sua página do Facebook.

Os irlandeses lançarão ainda neste mês uma outra faixa inédita, “Breath” –também composta para o filme sobre Nelson Mandela, baseado na autobiografia dele, “Longa Caminhada Até a Liberdade” (1994). A estreia está programada para o dia 29 de novembro e tem como protagonistas os atores Idris Elba e Naomie Harris.

As duas músicas sairão no dia 29 no exterior em formato físico, como parte de uma promoção da Black Friday (famosa sexta-feira de descontos dos EUA). A gravadora vai disponibilizar as faixas em 10.000 cópias de vinil ao redor do mundo.

De qualquer maneira, o novo álbum só deve aparecer por aí em 2014 precedendo “No line on the Horizon” de 2009.

Veja o vídeo na íntegra: