Quando Eu Era Joe: Um Retrato das Angústias de um Adolescente

quando eu era joe

Keren David iniciou sua carreira como mensageira num jornal de Hatfield, sua cidade-natal, no interior da Inglaterra.

O fato de ter galgado degraus pouco a pouco em sua carreira jornalística, tendo sido jornalista free-lancer no velho Fleet Street Journal, depois editora do Independent, e mais tarde, editora de um agência de fotojornalismo na Holanda, deu suporte a esta escritora para produzir com maior proficuidade.

Também é fato que os assuntos abordados pela autora variaram posteriormente a esse “Quando Eu Era Joe” (Editora Conceito) em 2010.

É verdade que somente agora o livro está saindo no Brasil com a tradução em língua portuguesa, mas já era um pequeno hit independente nas rodinhas de aficionados por leitura.

Neste momento, o livro está apenas em pré-venda nas principais livrarias já que o seu lançamento está marcado para fevereiro de 2014.

A obra é apenas o início da vida de um adolescente londrino que volta a ser retratado por Keren no romance “Almost True” (sem lançamento no Brasil) do final de 2010.

“Quando Eu Era Joe” conta a história de Ty, típico garoto do subúrbio de Londres, com 14 anos, no auge de suas mudanças físicas e comportamentais, mas que por conta de sua timidez e insignificância perante seus amigos mais próximos sempre está à sombra de todos.

Num belo dia, o menino presencia um crime bárbaro num parque de Londres e, a partir desse momento, tudo muda para ele: a polícia o inclui no programa de proteção à testemunha, e Ty é obrigado a assumir uma vida diferente, numa outra cidade.

Toda aquela aura de menino introspectivo some e dá lugar (em favor da mentira que precisa contar para todos a quem vai conhecendo) a um adolescente chamado Joe que faz sucesso com as meninas, se torna um esportista de sucesso e uma figura popular da escola.

O sucesso nessa nova vida (envolta de invenções para ninguém descobrir sua verdadeira identidade) faz Ty acreditar que ser Joe é bem melhor do que o que tinha antes e coloca nele uma ponta de empáfia.

Mas, o problema todo é que os eventos que o obrigaram a abandonar aquela velha vida não o deixam em paz nem quando pensa no que houve nem por causa dos perigos que ele e sua família correm por conta dos desdobramentos daquele terrível crime presenciado pelo garoto ainda inocente.

Por mais que o livro demonstre uma situação hipotética sobre um menino que precisa morrer para nascer um adolescente em seguida que, aparentemente, está encontrando seu jeito de ser, o livro aborda isso de forma tão profunda que faz com que qualquer um que já passou por essas transformações se veja no lugar do rapaz.

A complexidade da juventude é retratada através da figura de alguém que não queria ser quem ele é, mas que encontra na figura inventada para lhe proteger uma maneira de transbordar seus sonhos para a realidade.

Um livro que bate na tecla da necessidade de se escolher, da coragem de dar passos importantes durante nosso percurso e sobre causa e consequência. Boa leitura para adolescentes, mas também para quem já tirou essa casca e tenta desesperadamente entender como chegou até o capítulo seguinte da vida.

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