Via Crucial

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Esperança acordou…
Abriu os pés,
Colocou os olhos no chão,
Passou pela porta do banheiro,
Entrou no quarto.

Cerrou os dentes,
Escovou as mãos,
Sorriu para janela,
E olhou para o espelho.

Saiu para a sala
E ligou o fogo.
Foi à cozinha
E acendeu o radio.

Deu de comer ao pão
E passou manteiga no cão.
Abriu na xícara de café
E bebeu o jornal do dia
Enquanto comia um pensamento do pão
E fazia um pedaço do dia.

Como já estava de roupa própria para banho
Esquematizou tempo para um correr depois.
Saiu ao vizinho para tomar um ar
Vendo o porquê lá ao longe.

Após uma hora de tranqüilo descanso
Fez uma pausa para o passeio

Já se fazia necessária em seu rosto
Quando o sol já batia no trabalho.

O celular vibrou anunciando o inicio do dever
E ela então tocou quando atendeu um cliente.

Contatos: era o que precisava naquele dia para mexer
Enquanto as horas passam para quem se vende
À tarde já pervertida pelo tempo.
Via a cansada ação dos negócios.
Somente o instante de seu trabalho a acolhia
E seu método era testado a toda dureza.

Aquilo o que fazia era promíscuo a toda prova
E seu pensamento cansativo lhe revelava vontade de sair.
Finalmente chegou o chope
E uma saída para o fim do trabalho:
Por duas ou três horas se esqueceu de ser vadia
E se apoderou de uma verdadeira sensação de frescor;

Quase noite… A aparente felicidade momentânea da heroína já não redime
E a descontração vai devagar embora.
Começa a chegar o trem,
Ela pega o sono e some na escuridão.
Chega à Lua de todos os dias
E adentra em sua casa iluminada pela hora.

Só quer saber de puta, vaca, e safada
E lembra daquela cliente chamá-la “sua cadela” e depois, cama e banho.
Olha novamente para a noite terrível
E contempla a poluição linda.
Pensa em dormir,
Mas quer mesmo se matar.
O que vem primeiro é o sono
E o suicídio não mais é necessário.
A mão a apunhala com o auxilio do cobertor
E o pontiagudo é manto que ajuda a entrar no mundo dos sonhos.
O rádio havia ficado derramado desde manhã
E o sangue segue ligado por baixo dos lençóis.
O desenrolar macio de seus braços condecoram o fechar de seus suspiros
E o silêncio é sugerido pelos seus olhos.
Perpétua então dorme.

Qüiproquó

Perpétua acordou…
Abriu os olhos,
Colocou os pés no chão,
Passou pela porta do quarto,
Entrou no banheiro.

Cerrou as mãos,
Escovou os dentes,
Sorriu para o espelho
E olhou para a janela.
Saiu para a cozinha
E ligou o rádio
Foi à sala
E acendeu o fogo.

Deu de comer ao cão
E passou manteiga no pão.
Abriu o jornal do dia
E bebeu na xícara de café
Enquanto comia um pedaço do pão
E fazia um pensamento do dia.

Como já estava de roupa própria para correr
Esquematizou tempo para um banho depois.
Saiu ao parque para tomar um ar
Vendo o vizinho lá ao longe

Após uma hora de tranqüilo passeio
Fez uma pausa pra o descanso.

Já se fazia necessária em seu trabalho
Quando o sol já batia no rosto.

O celular tocou anunciando o início do dever
E ela então vibrou quando atendeu um cliente.
Contatos: era o que precisava naquele dia para quem se vende
Enquanto as horas passam para quem se mexe.

À tarde já cansada pelo tempo
Via a pervertida ação dos negócios.
Somente a dureza de seu trabalho a acolhia
E seu método era testado a todo instante.

Aquilo o que fazia era cansativo a toda prova
E seu pensamento promíscuo lhe revelava vontade de sair.
Finalmente chegou o fim do trabalho
E uma saída para o chope:
Por duas ou três horas se esqueceu de ser uma vendedora
E se apoderou de uma vadia sensação de frescor;

Quase noite: a aparente felicidade momentânea da descontração já não redime
E a heroína vai devagar embora.
Começa a chegar o sono,
Ela pega o trem e some na escuridão,
Chega à casa de todos os dias
E adentra em sua lua iluminada pela hora.

Só quer saber de sua cadela e depois banho e cama
E lembra daquela cliente chamá-la de puta, vaca e safada.
Olha novamente para a noite linda
E contempla a poluição terrível.
Pensa em se matar,
Mas quer mesmo dormir.
O que vem primeiro é o suicídio
E o sono não mais é necessário.
A mão a apunhala com o auxilio do pontiagudo
E o cobertor é manto que ajuda a entrar no mundo dos sonhos.
O rádio Havaí ficado ligado desde manhã
E o sangue segue derramado por baixo dos lençóis.
O desenrolar macio de seus braços condecoram o fechar de seus olhos
E o silêncio é sugerido pelos seus suspiros.
Esperança então dorme.

Qüiproquó

Vadia acordou…
Abriu os suspiros,
Colocou os dentes no chão,
Passou pela porta do sono,
Entrou no promíscuo.

Cerrou os olhos,
Escovou as xícaras de café,
Sorriu para a Lua
E olhou pelo terrível.

Saiu para a hora
E ligou o descanso,
Foi à descontração
E acendeu o trabalho.

Deu de comer ao instante
E passou manteiga no banho
Abriu derramado
E bebeu o trem
Enquanto comia um rosto do pão
E fazia um parque do dia.
Como já estava de roupa própria para se matar
Esquematizou tempo para um fogo depois.
Saiu aos olhos para tomar um ar
Vendo o espelho lá ao longe.

Após uma hora de tranqüilos pés
Fez uma pausa para o pão

Já se fazia necessário em seu sono
Quando o sol já batia na puta, vaca e safada.

O celular mexe anunciando o início do dever
E ela então vende quando atendeu um cliente.

Contatos; era o que precisava naquele dia para vibrar
Enquanto as horas passam para quem se tocar.

À tarde já vendedora pelo tempo
Via a cansada correr dos negócios.
Somente a cansada de seu trabalho a acolhia
E seu método era testado a chope

Aquilo o que fazia era pé a toda prova
E seu pensamento pontiagudo lhe revelava vontade de sair.
Finalmente chegou o cobertor,
E uma saída para o fim do suicídio:
Por duas ou três horas se esqueceu de ser o jornal do dia
E se apoderou de uma janela sensação de frescor;

Quase noite… A aparente felicidade momentânea da pervertida já não redime
E a cansativa vai devagar embora.
Começa a chegar o ligado,
Ela pega o pensamento e some na escuridão,
Chega ao passeio de todos os dias
E adentra em sua casa iluminada pela perpétua.

Só quer saber de mãos
E lembra daquela cliente chamá-la trabalho.
Olha novamente para a noite heroína
E contempla a poluição esperança.
Pensa em sua cadela e depois banho e cama,
Mas quer mesmo cozinha;
O que vem primeiro é o rádio
E o dormir não mais é necessário.
A mão a apunhala com o auxílio do pedaço
E o quarto é manto que ajuda a entrar no mundo dos sonhos
O banheiro havia ficado derramado desde manhã
E o vizinho segue ligado por baixo dos lençóis.
O desenrolar macio de seus braços condecoram o fechar de sua sala
E o silêncio é sugerido pela sua dureza.
Linda então dorme.

Dhiancarlo Miranda

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