O Pulular da Solidão

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Entre os muitos dos pouco profícuos
Surge um espaço negro
De luz branda; de branca feitiçaria.

Sobre os olhos abobados
Criam-se abóbadas cintilantes
Numa cabeça sem simetria com os deuses.

Sob o fogo eterno que jamais se inicia
Procede a procela desesperada
Num quinto dos quartos trancados.

Cansaço e Desejo tornam-se doenças
E as vacinas são manufaturas intensas
Por que tensas são também as relações.

Que Quimera é essa?
Qüiproquó desorientado por um pleonasmo!

Fogo que o artifício do tempo ignora,
Por mais que a ignorância persista,
Por mais que Perseu prossiga,
Por menos que sejam, o dia e a noite,
Irmãos; donos de vidas opostas que se completam.

Fagulhas que atormentam a água
E se dissolvem no vazio do amor;
Postura pós-apocalíptica de uma gênese,
De um genitor, de uma genitália, de um gênio.

De um dois acaba um
Por dois sós um sol não se forma;
Por várias variáveis a vida segue
Vivendo ao léu, sobrevivendo a ela mesma.

Dhiancarlo Miranda

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