Impressões sobre o Lollapalooza Brasil 2014

Lollapalooza 2014 Patrocinadores

Foram dois dias de muito esforço físico, mas valeu a pena.

O Lollapalooza Brasil 2014 foi um upgrade para o festival inventado por Perry Farrel, mas ainda não é perfeito (talvez nunca será).

As atrações foram muito bem escolhidas, porém o fato de domingo ter sido um dia mais recheado atrapalhou quem gostaria de assistir a mais shows e foi muito árduo escolher entre Arcade Fire e New Order. O grupo britânico acabou vencendo por pontos, mas ainda há a tristeza por ter perdido a festa que foi a apresentação da banda de Win Buttler.

Paciência!

Ano que vem tem mais. E a produção já começou a perguntar aos fãs quais são as bandas que as pessoas gostariam de assistir no ano que vem. O site é lollapaloozabr.com

Meus shows favoritos foram:

Savages:

As meninas foram a maior surpresa boa dos dois dias de festival. Uma cantora francesa que canta em inglês e que usa todo seu sex apeal para desfilar as músicas do único álbum da banda, Silente Yourself. Sua voz a la Siouxxie e uma presença de palco semelhante ao que Ian Curtis fazia ainda nos anos 70 faz de seu pós-punk uma das coisas mais legais que apareceu nos últimos anos.

O Show foi melhor ilustrado pelo ótimo trabalho instrumental da baterista e da histórica presença da baixista que parecia possuída em cima do palco. Daqui a alguns anos as Savages devem ser headliners dos principais festivais do mundo.

She Will

Johnny Marr:

Algumas músicas dos Smiths, a presença relâmpago de Andy Rourkie (ex-baixista do grupo inglês) para tocar “How Soon is Now”, canções do ótimo trabalho solo de Marr e sua interação com o público que se torna mais espontânea conforme vai passando o tempo. Johnny demorou para engrenar a carreira solo, mas quando o fez não desapontou. E ainda soltou a frase “Essa vai para um amigo meu” antes de tocar “Bigmouth Strikes Again”. Ah, esse humor britânico!

New Town Velocity

Café Tacuba:

Foi muito interessante ver o Café Tacuba num palco Interlagos quase vazio, mas com um pessoal cheio de energia na frente dançando todas as músicas. A mistureba de ritmos e metais se sai muito bem ao vivo e o tempo passa voando. Muito legal mesmo!

Cafe Tacvba

Pixies:

Não, o show não é bom. A interação de Francis Black é nula com o público, mas se pelo menos fizesse um show matador ninguém reclamaria. O problema é que quando Kim Deal saiu também foi embora o carisma da banda e a nova baixista Paz Lenchantin parece ser proibida de fazer algo a mais no palco se limitando a tocar muito acanhadamente seu instrumento e parece a todo momento pedir a aprovação dos outros integrantes. Joey Santiago e Dave Lovering continuam sendo ótimos instrumentistas, mas o negócio não vinga no palco. Mesmo assim, poder ouvir clássicos como “Heres Comes your Man” “Where is my Mind” e “Hey” vale pela questão histórica da coisa.

Heres Comes Your Man

Lorde:

Era inevitável que a menininha saída da Nova Zelândia causaria alvoroço ao tocar pela primeira vez no Brasil, em seu auge. Mas o que aconteceu no Palco do Lollapalooza foi especial. Ela estava acompanhada apenas de um tecladista e um baterista a coisa esquentou desde o momento em que a garota vestida de sapato plataforma, calça branca e top preto entrou no palco. Sua timidez se transforma em carisma quando inicia qualquer uma das canções de “Pure Heroine” e o público foi cativado desde o primeiro instante. Sua sinceridade juvenil foi ponto alto e suas características dancinhas estilo macumba-convulsiva fizeram sucesso. Uma das melhores apresentações dos dois dias. Ela e o público se emocionaram.

Royals e Team

New Order

Vale pela história da banda, mas que Peter Hook faz falta isso não há dúvida. Dessa forma, o show que é calcado na primeira metade da carreira do grupo tem o apoio de três ou quatro músicas do extinto Joy Division e há de se louvar a melhoria comunicativa de Bernard Summer ao tentar conversar com o público. Não é nenhuma maravilha ao vivo, mas não se pode negar que escutar “Bizarre Love Triangle”, “Blue Monday”, “Regret” e “True Faith” é único. Eles fecharam o noite com “Love Tear Us Apart”.

Bizarre Love Triangle

Arcade Fire:

Como falar de uma apresentação que você não assistiu? Simples: a escolha tinha que ser feita. Assisti ao New Order, não me arrependo, mas o Arcade Fire está na minha lista para ser assistido nos próximos meses. Portanto, dizer que a banda cresceu de tamanho desde seu primeiro álbum e que hoje faz uma das melhores apresentações ao vivo dentre todos os grupos atuantes é chover no molhado. Win Buttler e sua mulher seguram o show na mão o tempo todo e a interação com o público nessa turnê Reflektor é bem maior do que nas anteriores. Músicas como “Suburbs” e “Wake Up” são maravilhosas ao vivo e por aqui não foi diferente. Acabei de assistir a reprise e sua gravação será ouvida várias vezes nos próximos dias. Belo fechamento para o Lollapalooza Brasil 2014.

Neighborhood

Menções honrosas:

O show do Julian Casablancas é horrível, a apresentação do Nine Inch Nails não empolga, mas não é decepcionante. Em relação ao Vampire Weekend a alegria de suas batidas funciona bem no palco e público aprova, enquanto o Soundgarden soube escolher bem o repertório se baseando mais nos álbuns Badmotorfinger e Superunknown.

The I Tried To Live (SoundGarden)

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Um comentário em “Impressões sobre o Lollapalooza Brasil 2014

  1. Milena Poeta disse:

    Republicou isso em ALMA DE POETAe comentado:
    Um som!

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