Hoje tem Mudhoney em São Paulo. Vai perder?

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A banda Mudhoney se apresenta nesta quinta feira, dentro do Sub Pop Festival, às 20h30, no Audio Club, em São Paulo.

O grupo de Mark Arm tem tido muito trabalho nos últimos meses. Além de ter lançado um grande disco ano passado, “Vanishing Point”, também foi tema de um livro instigante, “Mudhoney: The Sound and the Fury From Seattle”, do jornalista inglês Keith Cameron, e lançou o documentário “I’m Now: The History of Mudhoney” ontem, no Cine Olido, que foi seguido de um debate com o próprio Arm e seu companheiro de banda Steve Turner, além de Chris Slorah, da banda Metz (que também toca hoje), e Chris Jacobs, da gravadora Sub Pop. Quem mediou a discussão foi o jornalista André Barcinski.

O fato de o Mudhoney estar tão em evidência nestes últimos tempos também comprova sua real condição na história do rock.

Eles não podem, e nem deveriam ficar, em segundo plano no que tange ao movimento grunge de Seattle, que estourou no início dos anos 90, nos EUA. Os caras simplesmente tocam por prazer e se mantêm com a formação original desde o começo de seus trabalhos, pelo simples fato de que são amigos que gostam do que fazem.

Muitas foram as vezes de recusa do grupo para participação em festivais e atividades mais grandiosas de gravadoras por estarem atarefados com seus trabalhos oficiais. Mark Arm, por exemplo, trabalha há muitos anos na própria gravadora Sub Pop.

O show de hoje é uma oportunidade de assistir a um bando de malucos que só podem ser chamados de insanos em cima do palco.

A energia passada pelos integrantes da banda é algo quase único no rock pasteurizado de hoje. A discografia do Mudhoney também ajuda muito nessa energia transmitida ao público.

Desde a criação do grupo, em 1988, passando pelos anos da bomba grunge, até o teórico esquecimento da grande mídia no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o Mudhoney só fez álbuns de excelência.

“Mudhoney” (1989), “Every Good Boy Deserves Fudge” (1991), “Piece of Cake’ (1992), que eram pedradas uma atrás da outra, seguidos pelos ótimos “My Brother the Cow” (1995), “Tomorrow Hit Today” (1998) e “Since We’ve Become Translucent” (2002), depois tendo um pequeno hiato para depois voltar arregaçando com “Under a Billion Suns” (2006), “The Lucky Ones” (2008) e o último “Vanishing Point” (2013). São todos maravilhas sonoras cheias de riffs nervosos de guitarra, distorções sem frescura e uma cozinha de bateria e baixo que auxiliam bem a voz semi-rouca de Arm. Só se pode dizer que a banda americana é um verdadeiro expoente do rock de garagem da história da música.

Portanto, deixar de presenciar um show do Mudhoney é perder a chance de visualizar in loco um grupo que influenciou Nirvana, Pearl Jam, Queens of the Stone Age, além de ser uma das favoritas de muitas das bandas neo-punk como The Offspring e Green Day. A facilidade com que Mark Arm dialoga com a plateia também intriga.

Enfim, essa é um bela oportunidade para vê-los já que é difícil combinar as agendas deles para que todos estejam presentes no mesmo evento. É uma apresentação espontânea, cheia de energia e com, principalmente, música rápida e boa. Não perca!

Abaixo, um exemplo de apresentação do Mudhoney tocando “You Got it” e “Suck you Dry” no Button Factory Dublin na capital irlandesa:

Serviço:

SUB POP FESTIVAL, Audio Club

Rock Alternativo, Música ao vivo
Atrações: Mudhoney, METZ, Obits

Horário: A partir das 20h30

Preço: R$160,00 (inteira)

Ingressos e mais informações: http://www.ticket360.com.br/
Evento no Facebook: http://on.fb.me/1iKAHMD
Av. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda

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