O espírito da Grécia antiga pela poesia de Friedrich Hölderlin

Friedrich_hoelderlin

Este poeta alemão nasceu em 20 de Março de 1770 em Lauffen, ao lado do rio Neckar tendo falecido em 7 de Junho de 1843 em Tübingen.

Não teve grande repercussão durante sua vida e foi esquecido ao longo do século XIX todo.

Mas foi por meio dos olhares de Friedrich Nietzsche, sempre críticos e atentos à cultura da época, que o escritor acabou tendo alguma admiração de seus contemporâneos.

A vida do autor tem a curiosidade de passar por uma conturbação extrema a partir de sua loucura evidencial em 1807. Dali até à sua morte, Hölderlin ficaria a cargo dos cuidados do amigo Ernst Zimmers, além de sua esposa.

Por outro lado, é já nos anos 1900 que sua poesia é mais valorizada pelos seus conterrâneos alemães. Nos dias atuais, Hölderlin é bastante citado em sua terra natal, e por toda a Europa, como um dos mais respeitados poetas líricos de seu tempo.

Neste sentido, a obra de Friedrich Hölderlin possui um lugar mais autônomo entre a profundidade do Romantismo de Goethe e o Classicismo de Weimar.

É poesia lírica que passeia pelos campos da Grécia Antiga e que pastoreia as palavras como se fosse uma protetora de um tempo da qual não pertence, mas que povoa sua alma.

Dois exemplos de sua poesia tanto na tradução quanto em sua profundidade alemã:

Meio da vida

pic1

Com peras amarelas
E repleta de rosas silvestres
A terra estende-se por cima do lago,
Vós graciosos cisnes!
E embriagados de beijos
Molhais a cabeça
Na sagrada e sóbria água.

Pobre de mim ! onde irei buscar
Quando for Inverno, as flores e
Onde o brilho do Sol
E as sombras da terra ?
Frios e mudos,
os muros erguem-se;
ao vento, as bandeiras tilintam.
Hälfte des Lebens
Mit gelben Birnen hänget
und voll mit wilden Rosen
das Land in den See,
ihr holden Schwäne,
und trunken von Küssen
tunkt ihr das Haupt
ins heilignüchterne Wasser.

Weh mir, wo nehm’ ich, wenn
es Winter ist, die Blumen, und wo
den Sonnenschein,
und Schatten der Erde?
Die Mauern stehn
sprachlos und kalt, im Winde
klirren die Fahnen.

O poema conciso

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Porque és tão curto? Já não amas, como noutros
Tempos, o cântico? Nesse tempo , ainda jovem,
Quando em dias de esperança cantavas,
Nunca encontravas o fim.

Como a minha sorte, assim é minha canção. Queres-te
banhar, feliz, no pôr do Sol? Já passou! E a
Terra é fria e o pássaro da noite sibila,
Incômodo, perante os teus olhos.

Die Kürze

Warum bist du so kurz? Liebst du, wie vormals, denn
Nun nicht mehr den Gesang? Fandst du, als Jüngling, doch,
in den Tagen der Hoffnung,
Wenn du sangest, das Ende nie!

Wie mein Glück, ist mein Lied. Willst du im Abendrot
Froh dich baden? Hinweg ist’s! Und die Erde ist kalt,
Und der Vogel der Nacht schwirrt
Unbequem vor das Auge dir.

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