Robin Williams: Perdemos mais um talento para a depressão?

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A triste informação está pipocando por milhares de sites e agências de notícias ao redor do mundo.

Robin Williams morreu. Ele tinha 63 anos, foi encontrado inconsciente em sua residência na cidade de Tiburon, California, e foi declarado morto minutos depois.

A assessora de imprensa do ator, Mara Buxbaum, confirmou a informação em nota:

“Robin Williams faleceu esta manhã. Ele lutava contra severa depressão, ultimamente. Esta é uma perda trágica e repentina. A família pede, respeitosamente, que sua privacidade seja preservada neste período difícil de luto”.

Além da nota oficial emitida por sua assessora, também houve manifestação por parte da esposa do ator, Susan Schneider:

“Esta manhã, perdi meu marido e meu melhor amigo, enquanto o mundo perdeu um de seus mais amados artistas e mais belos seres humanos. Estou com o coração partido.”

Mas a gravidade da situação e o que vale mais analisar, além da perda irreparável do talento é que o ator já lutava contra a depressão e contra o assumido vício em álcool e cocaína.

Recentemente, em julho, Williams deu entrada em uma clínica de reabilitação em Minnesota para um programa destinado à sobriedade a longo prazo.

Tal questão foi recolocada na vida do ator desde, pelo menos, 2006, quando ele havia dado entrada em uma instituição do tipo por conta de uma recaída depois de 20 anos de sobriedade.

Algo que faz pensarmos sobre a grande quantidade de estrelas do mainstream mundial que perderam a batalha contra a depressão. Além disso, é fatal visualizar que a maioria dessas personagens tinham como principal característica em sua ascensão artística a verve humoristica, cômica.

Penso não ser algo apenas coincidente, como se a alegria que demonstrassem em público e para o público escondesse a verdadeira faceta triste e depressiva que mora em suas almas.

Talvez seja um estudo para ser realizado com mais tempo e seriedade do que num comentário qualquer como este, mas fica a percepção de que alguma coisa está errada nessa era que nos mata aos poucos ao mastigar nossa felicidade e nossa paciência sem nos dar tempo para fugir dessa angústia.

Williams, nascido em 1951, ganhou um Oscar por “Gênio Indomável”, ganhou dois prêmios Emmy, seis Globos de Ouro, dois prêmios do Screen Actors Guild e cinco Grammys e dublou filmes como “Aladdin” e “Happy Feet 2”.

Também deu vida ao médico Patch Adams no cinema, protagonizou muitos sucessos, como “Amor Além da Vida, “O Homem Bicentenário”, “Bom Dia, Vietnam” e “Sociedade dos Poetas Mortos” e foi corajoso ao atuar em filmes que não utilizavam sua veia cômica como “Insônia” e “Amor Além da Vida”

Por outro lado, nos últimos anos fez inúmeras bombas e isso manchou de alguma maneira a sua carreira no cinemão americano.

Uma pena, pois assim como ele há atores na atualidade que são sub-aproveitados em Hollywood, casos de Eddie Murphy, Jim Carrey e Steve Martin, todos com timing para o humor que se perdaram em algum momento da carreira. Outro ponto para prestar atenção, aliás.

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Um comentário em “Robin Williams: Perdemos mais um talento para a depressão?

  1. Verdade, recentemente perdeu-se também Philip Seymour Hoffman para as drogas e álcool. Ele e Robin Williams trabalharam juntos em Pach Adams, um dos meus filmes preferidos. Agora ambos estão mortos por situações bastante semelhantes. Suas histórias, diferentemente do cinema, não tiveram final feliz.

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