“Voices” é o estilo do Phantogram fincando de vez o pé na cena indie

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Quando surgiu em 2009 com o ótimo “Eyelid Movies”, o Phantogram, ou se você quiser Josh Carter nos vocais e guitarra em conjunto com Sarah Barthel no vocal e teclados, trazia um vento suave de eletronic e psicho rock para a cena americana.
 
Já ali eles possuíam uma boa estrutura rítmica e um entrosamento suficiente para a estreia de um duo, pois ensaiavam havia desde 2007, quando formaram a estrutura do projeto.
 
Cinco anos se passaram, fizeram shows ao lado de grupos mais experientes como Beach House, Metric, Minus The Bear e The XX, surfaram na onda de grandes festivais como Coachella, Sasquatch, Bonnaroo, Treasure Island e Lollapalooza, além de participarem de programas importantes da noite americana como o “Late Night with Jimmy Fallon” (em 2011 e 2013) e agora a pouco no “Jimmy Kimmel Live” e “Late Night with David Letterman” (fevereiro de 2014).
 
No caso, 2014 está sendo particularmente especial para os meninos já que no início do ano eles lançaram “Voices”, segundo álbum de estúdio deles, algo que é motivo de terror para a maioria das bandas do mundo.
 
O disco de aproximadamente 44 minutos e com onze músicas mantém a pegada da primeira bolacha e não frustra quem esperou tanto pela segunda incursão deles em estúdio.
 
Aliás, o trabalho de produção realmente deve ser elogiado, pois o som é extremamente limpo e a voz de ambos os integrantes do grupo soa muito bem aos ouvidos.
 
Ponto para John Hill, produtor que já trabalhou com M.I.A. e Santigold anteriormente.
 
Além disso, a influência que os próprios Carter e Barthel dizem ter continua a flutuar entre os teclados e o ambiente proporcionado pelo trabalho instrumental de ambos.
 
A preocupação com uma variação melodiosa parece vir diretamente dos Beatles e David Bowie, mas há uma sonoridade psicodélica entre o eletrônico e o indie dos anos 80 mais parecida com Cocteau Twins, The Flaming Lips, e Sonic Youth.
 
Até mesmo, há algumas nuances do Jazz e da musicalidade e letra francesa de Serge Gainsbourg que aparecem por ali e um teclado progressivo meio Yes se aventura, às vezes.
 
Os hits indie “Fall in Love” e “Nothing but Trouble” (a primeira do álbum), estão acompanhadas de outras canções como “The Day you Died”, “Bad Dreams”, “Bill Murray”, “Celebrating Nothing” e “MY Only Friend” que possuem ótimos títulos e promovem a manutenção da qualidade do trabalho do início ao fim.
 
Por causa disso, gente forte do mundo alternativo como Reed Fischer da Revista Alternative Press cravou quatro estrelas e meia para o álbum (de um total de cinco), algo que é muito difícil para um mercado que é constituído, geralmente, por gente muito exigente.
 
A mistura das bases eletrônicas com as guitarras faz desse segundo disco uma produção mais pesada e mais potente, musicalmente falando.
 
Deste modo, não há como negar que a grande turnê que o duo está realizando neste momento nos EUA é fruto de trabalho qualitativo, sem dúvida.
 
A perna americana vai até o final de outubro quando finalmente eles pousam na Europa dia 31 de outubro para uma apresentação em Amsterdam, primeira de muitas no velho continente até o fim do ano.
 
Assim sendo, não custa nada projetos bacanas como o Popload ou casas interessantes da noite paulistana darem uma conferida se não haverá um buraco na agenda do Phantogram para emitirem um convite. Perguntar não ofende, não é mesmo?
 
Confira “Fall in Love” abaixo:
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