“Cabeça Dinossauro”: o tempo em que os Titãs tinham fôlego de sobra para causar na música brasileira

Este é o terceiro álbum de estúdio dos Titãs e foi lançado em junho de 1986.
 
Cabeça Dinossauro não só marcou a estreia da parceria da banda com o produtor Liminha como também garantiu o primeiro disco de ouro para a banda, algo que aconteceu em dezembro do mesmo ano.
 
Estamos vivendo a época de ouro do rock brasileiro e grupos como Legião Urbana e Paralamas do Sucesso também estão no topo de sua criatividade artística.
 
Antes do início das gravações do álbum houve a prisão de Arnaldo Antunes e de Tony Bellotto, no final de 1985, ambos por porte de heroína, e tal situação pode ter engajado a banda de alguma forma a tirar forças maiores para realizar um trabalho mais primoroso ainda do que poderia ter feito.
 
A vontade da banda era a de buscar uma unidade sonora mais pesada do que o que havia acontecido com “Titãs” (1984) e “Televisão” (1985), discos que se baseavam mais na poesia de Arnaldo Antunes do que na potência das guitarras.
 
A força e rapidez de “Cabeça” promoveram uma mudança estética na banda,  que após isso investiram mais na capacidade irônico-sarcástica das letras e a aceleração de algumas de suas músicas.
 
A capa do álbum é um esboço do pintor italiano Leonardo Da Vinci, intitulado “A expressão de um Homem Urrando” e outro desenho de Da Vinci, “Cabeça Grotesca”, foi parar na contracapa do disco.
 
A influência evidente do punk rock do final dos anos 70 é uma característica forte da produção, mas há também um processo mais eclético em criar a sonoridade para as músicas do que nos trabalhos anteriores. Vide o caso de  “Família” que possui uma levada reggae e o funk de “O Quê?”, em divergência com o peso sujo de “Bichos Escrotos” e “Estado Violência”.
 
No que diz respeito às letras, vários assuntos de diversas áreas da sociedade foram discutidos da maneira mais corajosa possível, sem que fosse esquecido o poder da acidez e sarcasmo dos principais letristas da banda.
 
Canções como “Bichos Escrotos” (Arnaldo Antunes, Sérgio Britto e Nando Reis), “Polícia” (Tony Belotto), “Igreja” (Nando Reis) e “Estado Violência” (Charles Gavin) são relevantes tanto no âmbito sonoro quanto na abordagem polêmica das letras.
 
Neste quesito, não se pode esquecer que o álbum teve censurada a execução de “Polícia” e “Bichos Escrotos” nas rádios brasileiras por conta de palavrões contidos nas letras, resquício ainda da ditadura que acabara de ser vencida pela campanha das Diretas Já.
 
Até mesmo músicas menos pesadas como “Homem primata” e “Dívidas” incluíam críticas pesadas à sociedade de consumo e à burocracia do Estado.
 
Uma curiosidade acerca do álbum é que “Bichos Escrotos”, já era tocada desde 1982, uma sinalização do amadurecimento e da coragem dos integrantes em polemizar.
 
Outra importante avaliação que pode ser tirada de “Cabeça Dinossauro” é o seu apelo popular já que 11 das 13 faixas foram executadas em rádios. Somente “A Face do Destruidor” e “Dívidas” ficaram de fora do dial nacional.
 
Até hoje são ecoados elogios pela qualidade de “Cabeça Dinossauro”. Em 1997, a revista Bizz elegeu o disco como sendo o melhor álbum de pop-rock nacional.
 
A própria revista realizou uma eleição com críticos em que “Cabeça Dinossauro” foi listado como um dos 100 melhores discos da música brasileira. Sua posição foi a 19ª.
 
Em 2012, em comemoração aos 30 anos da banda, a banda passou realizar shows temáticos do álbum executando-o na íntegra.
 
Além disso, as 13 canções originais foram relançadas em conjunto com as versões demo delas e a inédita “Vai pra Rua”, de Arnaldo Antunes e Paulo Miklos.
 
Uma dessas apresentações foi registrada e lançada em CD, DVD, Blu-ray e Download digital, como o nome “Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”.
 
1 – “Cabeça Dinossauro”
2 – “AA UU”        
3 – “Igreja”         
4 – “Polícia”
5 – “Estado Violência”    
6 – “A Face do Destruidor”     
7 – “Porrada”        
8 – “Tô Cansado”  
9 – “Bichos Escrotos”     
10 – “Família”       
11 – “Homem Primata”     
12 – “Dívidas”
13 – “O Que”
 
Cabeça Dinossauro
 
AA UU
 
Igreja
 
Bichos Escrotos
 
Homem Primata

Os jogos Vorazes de Lorde: Sai novo single da neozelandesa responsável pela trilha da terceira parte da saga

E não é que a menina sobreviveu pelo primeiro de sucesso, passou pelo segundo ano como estrela musical e entra no terceiro ano já tendo responsabilidades maiores do que a maioria consegue?

Lorde chega neste dia 29 de setembro de 2014 com uma marca importante: é a curadora oficial da trilha sonora de “Jogos Vorazes” – A Esperança Parte 1.

Sim, a menina de 19 anos tem a possibilidade de confirmar quem entra e quem sai da parte musical do filme mais esperado do ano.

Ela lançou hoje o single “Yellow Flicker Beat”, primeira canção liberada da película dirigida por Francis Lawrence (Eu sou a Lenda, Constantine) que tem na atriz Jennifer Lawrence sua maior estrela e trunfo artístico.

A música é mais uma peça meio-eletro-meio-minimalista em que a voz de Lorde é o importante e a instrumentação ambient house no fundo dá todo o clima misterioso. Uma canção perfeita para a dancinha stranger da menina.

Confira abaixo o single:

Listinha para acabar com a amizade: o ranking que a Kerrang! fez com as “melhores bandas da atualidade”

 
É óbvio que listas foram inventadas para causar certo furor, para termos a possibilidade de concordar ou discordar da mesma forma apaixonada com que defendemos outros tipos de opinião em nossa sociedade, mas ninguém se habilita a exterminar essa atividade.
 
Todos querem botar o seu bedelho na lista alheia.
A Kerrang!, revista britânica especializada em Rock, em uma de suas mais recentes edições elegeu as 60 maiores bandas dos dias atuais.
Ok. Tem muita barbaridade, como é o caso de algumas das que estão nas primeiras colocações, mas não deixa de ser um bom termômetro da indústria musical nesses dias de músicas por streaming e a apple dando disco de graça do U2 para seus usuários.
 
Mas tudo nessa vida tem uma explicação.
 
No caso do ranking da Kerrang! alguns dados foram colhidos e algumas regras foram utilizadas para considerar a banda “relevante” no cenário roqueiro atual.
 
Foram considerados os números de álbuns vendidos, ingressos e participações em shows e festivais, materiais de merchandising e os números que essas bandas apresentam nas redes sociais.
 
Portanto, não estamos falando necessariamente de qualidade, mas mesmo assim, é evidente que dá certo susto ver umas coisas pitorescas nesse top 60. Do mesmo modo que muita gente de sucesso no mercado interno britânico ou americano também dá as caras por aqui, o que pode surpreender quem não tem conhecimento mais profundo dessas bandas.
 
Vamos à lista em ordem decrescente:
 
60. Marmozets
59. Airbourn
58. Halestorm
57. Bury Tomorrow
56. Shinedown
55. Sleeping With Sirens
54. Deaf Havana
53. Yellowcard
52. While She Sleeps
51. Deftones
50. Young Guns
49. Don Broco
48. Neck Deep
47. The All-americans Reject
46. Leftlive
45. Bullet For My Valentine
44. Killswitch Engage
43. Issues
42. We Are The In Crowd
41. Mallory Knox
40. Lower Than Atlantis
39. Twin Atlantic
38. Black Veil Brides
37. Of Mice & Men
36. Steel Panther
35. Papa Roach
34. Tonight Alive
33. Weezer
32. All Time Low
31. Enter Shikari
30. The Offspring
29. Panic At The Disco
28. Jimmy Eat World
27. Pierce The Veil
26. Korn
25. Falling In Reverse
24. Pearl Jam
23. Green Day
22. Asking Alexandria
21. Rammstein
20. Limp Bizkit
19. AC/DC
18. You Me At Six
17. Black Stone Cherry
16. Bring Me The Horizon
15. A Day To Remember
14. Avenged Sevenfold
13. Muse
12. The Pretty Reckless
11. 30 Seconds to Mars
10. Queens of The Stone Age
09. Paramore
08. Slipknot
07. Biffy Clyro
06. Blink 182
05. Iron Maiden
04. Foo Fighters
03. Metallica
02. Fall Out Boy
01. Linkin Park

II Concurso de Contos de Terror do Riva: confira quais são as coleções de livros para a premiação

Os prêmios que serão oferecidos aos vencedores do Concurso são os seguintes:

1º Lugar – Coleção “Crônicas de Gelo e Fogo”

2º Lugar – Coleção “Assassin’s Creed”

3º Lugar – Coleção “Livros de Terror (Drácula, Frankenstein, O Médico e o Monstro, O Exorcista)”

4º Lugar – Coleção “Dragões de Éter”

5º Lugar – Coleção “Jogos Vorazes” 

As inscrições para o II Concurso de Contos de Terror do Riva serão encerradas no próximo dia 29 de setembro.

No dia 01 de outubro já haverá a postagem no blog de todos os contos concorrentes e a eleição popular estará valendo. Lembrando que a atividade de votação é aberta para qualquer pessoa seja da escola ou não.

O processo eleitoral para elegermos os cinco primeiros colocados do concurso termina no dia 29 de outubro, pois no dia seguinte (30) haverá uma festa de premiação na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior com uma atividade cultural sobre o Halloween (Dia das Bruxas).

Alunos, corram para participar do concurso. Amigos leitores do blog, prestigiem a atividade votando naquele conto favorito.

Observação: somente valerá um voto por pessoa para cada conto.

Queens of the Stone Age conta com ajuda do público para realizar apresentação apoteótica em São Paulo

Queens of the Stone Age Resenha: Queens of The Stone Age em São Paulo

Nenhuma parafernália pirotécnica. Nada de telões ligados durante o show. Informação zero no palco a respeito de banda ou nome da turnê.

Foi assim que o público presente ao Espaço das Américas em São Paulo visualizou o local onde o Queens of the Stone Age iria tocar.

Numa época em que tudo aquilo que rodeia uma apresentação de música é tão ou mais importante do que a execução das músicas feita pelos artistas tal situação acontecida ontem na capital paulista é um alento para os amantes do bom e velho rock’n roll.

Ponto positivo em vários aspectos também para a organização do evento que, apesar de ter embaçado bastante para fazer uma fila quilométrica andar teve bom desempenho para receber os fãs e executar a entrada sem muitos vacilos ao interior da casa de espetáculos.

Não presenciei nenhum incidente grave e o comportamento dos presentes ao evento também contribuiu para um bom andamento da atividade da noite agradável que foi esta quinta-feira.

Além disso, o papel dos seguranças teve preponderância no que diz respeito á detecção dos espertinhos que queriam acender seus cigarros num espaço tão fechado como é o local. Mesmo assim, há de se elogiar o ar condicionado da casa já que aguentou bem a energia de um público que não parava de pular nenhum minuto e que, por este motivo, poderia elevar demais a temperatura ambiente.

No quesito “banheiros” mesmo com as filas sempre bastante grandes para adentrar aos sanitários ainda havia certa organização e lá dentro havia a conservação de certa limpeza.

Para quem conseguiu vencer a imensa fila logo na abertura da casa ainda pôde assistir a uma apresentação ok do músico americano Alain Johannes que segurou bem o público (que já estava ansioso pelo show principal) no esquema simples do banquinho e violão.

Após uma pausa de aproximadamente quarenta e cinco minutos o QOTSA subiu ao palco e começou a tocar sua pedradas sem nem precisar falar um boa noite para demonstrar a simpatia de todos do grupo. “You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire” foi a primeira música a ser executada.

Josh Homme, líder da banda, só foi falar com a galera presente no Espaço das Américas ao final da segunda ou terceira música.

Com uma precisão cardíaca na execução das canções, todos os instrumentistas ganham aqui uma menção honrosa já que a energia perceptiva nos discos do Queens não se perde no palco. Pelo contrário, há potência na maneira de promover as músicas e quando há tempo pequenas extensões delas acontecem ser necessariamente parecerem maçantes a quem escuta.

Alguns pontos altos da noites ficaram com a execução de músicas do disco “…Like a Clockwork” (notadamente “My God is the Sun”, “Smooth Sailing” e If I Had a Tail”) que foram cantadas por Josh em companhia dos fãs mais jovens que obviamente se identificam mais com o último trabalho dos caras.

Mas também houve espaço para as porradas dos discos anteriores. “Sick Sick Sick” foi uma desculpa perfeita para a abertura de algumas rodas de bate-cabeça que se mostraram muito empolgantes, “Feel Good Hit of the Summer” foi estendida e isso levou a plateia à loucura com um cover posterior de “Never Let Me Down Again” do Depeche Mode.

Mesmo nas músicas mais lentas como “Make It Wit Chu” a participação dos fãs foi quase que em uníssono.

Depois de algum tempo cantando, Josh parou algumas vezes para conversar bem rapidamente com o público meio que para descansar, mas era visível que a força das canções tocadas pelo grupo contagiaram demais o pessoal presente ao show e isso retornou de forma evidente na atividade dos rapazes no palco. Troy Van Leeuwen, Dean Fertita, Michael Shuman eJon Theodore souberam como deixar o líder do QOTSA à vontade para hipnotizar de vez a plateia. O Trabalho destes instrumentistas realmente é muito bem feito.

Outra jogada de mestre da banda é saber como utilizar toda sua discografia para realizar o set list de suas apresentações e ontem não foi diferente: “Mexicola”, única do primeiro disco, “No One Knows” do Songs for the Deaf e “Monstersof the Parasol” do Rated D se mostraram muito bem ao lado de músicas novas como “I Sat by the Ocean” e “I Appear Missing”.

A primeira parte do show terminou com a ótima “Go With the Flow” para que depois de um minuto os menino voltassem com a trinca “The Vampyre of Time and Memory”, “Do it Again” e “A Song for the Dead”, esta última finalizada de uma maneira tão apoteótica que levou os fãs á loucura (literalmente).

Muita gente ainda parecia dançar mesmo depois do término da música, do acendimento das luzes e do desaparecimento de Josh e companhia do palco.

Simplesmente fantástico.

Desde já, rivaliza com a apresentação fora de série do Arcade Fire no Lollapalooza Brasil deste ano.

Abaixo, veja o set list completo da apresentação de ontem e um vídeo de “Fairweather Friends” feira por uma fã. O responsável pelo blog gravou a clássica “Feel Good Hit of the Summer”, mas ficou tão péssima a qualidade do vídeo que prefere não passar vergonha:

  1. You Think I Ain’t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionaire
  2. No One Knows
  3. My God Is the Sun
  4. Smooth Sailing
  5. Monsters in the Parasol
  6. I’m Designer
  7. I Sat by the Ocean
  8. …Like Clockwork
  9. Feel Good Hit of the Summer / Never Let Me Down Again (Depeche Mode)
  10. The Lost Art of Keeping a Secret
  11. If I Had a Tail
  12. Little Sister
  13. Fairweather Friends
  14. Make It Wit Chu
  15. I Appear Missing
  16. Sick, Sick, Sick
  17. Mexicola
  18. Go With the Flow
  19. The Vampyre of Time and Memory
  20. Do It Again
  21. A Song for the Dead

Feel Good Hit of the Summer Ao Vivo

Games: Velocity 2X é sequência ok para a saga espacial

 
Quando chegou ao mercado mundial Velocity iniciou uma febre entre os gamers por ter uma jogabilidade simples e viciante.
 
Por conta dessa empolgação da galera indie com o título, este novo título da produtora Futurelab, acabou por ser bem antecipado.
 
Dessa forma, Velocity 2X traz novamente uma combinação muito boa entre a forma com que se joga com a alta velocidade. Esse processo flui muito bem e a adição de fases 2D ao jogo promove variedade ao que já era interessante.
 
O roteiro do game é este: a tenente Kai está perdida no espaço e acaba capturada por uma raça alienígena que escraviza outras espécies e se transforma numa líder de uma causa rebelde que tentará iniciar uma revolução.
 
A narrativa é entrecortada, isto é, as informações aparecem por meio de cenas cortadas ao longo do jogo, algo que pode até ser um empecilho para a compreensão da história em dados momentos, mas isso se torna irrelevante, pois a missão já está dada e a evolução de telas é bastante autoexplicativa.
 
E no final das contas a saga de Kai serve mesmo como desculpa para a maneira como ela é suplantada através de sua jogabilidade.
 
No que diz respeito ao design de cada fase não há o que reclamar. As coisas podem ser superficiais e bem lineares no começo, mas os caminhos da tela são rapidamente abertos, o que forma diferentes rotas sincronizadas por vezes com mini-estágios 2D dentro das fases espaciais e quebra-cabeças que pedem atenção, memória e precisão.
 
Acerca dessas fases realizadas no espaço há certa preguiça do desenho das imagens e da evolução das coisas já que se parecem muito com o game original, mas isso logo se dissipa com a colocação da câmera de cima para baixo, onde o jogador controla uma nave equipada de um potente acelerador e uma variedade de armas.
 
A viagem em teletransporte, por exemplo, é um componente que permite esquecer as falhas do design descrito anteriormente, pois permite à Kai levar sua nave de um ponto para o outro.
 
Sua realização requer foco total do jogador e a atenção com que deve ser promovida a viagem é dos momentos mais tensos do jogo.
 
Dessa forma, Velocity 2X até se torna fácil de aprender, mas a dificuldade reside em seu domínio com precisão.
 
Há também que se tomar cuidado com a mira do sistema quando se realiza a viagem de teletransporte longa, pois não é tão sincronizada e qualquer vacilo impede o jogador de acertar o alvo.
 
Por último, a sequência completada de todas as 50 fases do segundo título da saga espacial pode ser apenas um início de desafio consigo mesmo já que a luta pode prosseguir para completar as mesmas fases de maneira mais perfeccionista.
 
O game Velocity 2X está disponível para PlayStation 4 e PS Vita.