HQ “Bom de Briga” se utiliza da cultura de violência para contar boa história

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“Bom de Briga” de Paul Pope (tradução de Daniel Pellizzari) é uma HQ que saiu nos EUA em 2013 e que prima não só pela tamanho (são 208 páginas), mas também pela qualidade técnica com que a Aventura Quadrinhos lança agora no Brasil.
 
“Battling Boy”, como é conhecida no original em inglês, é um comic book que apresenta crianças que precisam descobrir um mundo novo (qualquer coisa para uma criança é novidade) e o medo de enfrentar tais descobertas.
 
Mesmo que “Bom de Briga” possua uma ação que envolva monstros e deuses, a principal meta de Pope é demonstrar como se dá a maturação do jovem quando é impelido a fazer isso de qualquer jeito.
 
O quadrinista é bem conhecido por desenhar minisséries de Batman na DC Comics, “Year 100” é um exemplo disso, e tal situação deve ter dado a ele experiência suficiente criar a  história do menino que é enviado à Terra para defender a pobre cidade de Arcópolis de monstros.
 
Deste modo, tudo é uma desculpa para ser incluída na aventura a provação de se tornar responsável.
 
Pope inclui seu inconfundível traço que se expande na página com o pretexto  de nos trazer imagens com toques pós-modernos e personagens com estilo punk e vilões bem caracterizados numa espécie de crossover entre o traço de Jack Kirby com elementos estilísticos de Mark Twain e Charles Dickens.
 
O primeiro volume de “Bom de Briga” termina com um clímax necessário para ganhar não só uma continuação, mas também informações sobre a história antes dos acontecimentos do que foi apresentado nesta HQ.
 
Será interessante visualizar como será feita essa mistura de referências e se tal situação se tornará bem aproveitada.
 
Pope visivelmente aposta num visual mais cartunesco e isso inclui uma forma interessante às armas, tanto da Terra quanto dos deuses e isso suaviza o clima mais soturno em certos momentos.
 
Tudo isso em conjunto com o impacto das cenas mais grandiosas dos duelos que vira e mexe acontecem.
 
A simples demonstração de violência não é o jogo que Pope deseja jogar, ele quer se apropriar da linguagem das ruas e do fetiche com que é tratada a cultura das gangues.
 
Essa história moderna de super-heróis acaba por produzir um desfile de ótimas cenas, mas o diálogo ganha em larga escala a atenção de quem se dá conta das nuances das histórias de Pope.
  
Ótima história que pode render mais informações num futuro próximo. 
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