Por que as meninas estão dominando o universo indie?

A resposta para essa pergunta eu realmente não sei, mas só tenho a comemorar.

Muito, é óbvio, vem da qualidade de seus trabalhos, porém sabemos como ainda vivemos num mundo machista e misógino. O fator meramente qualitativo não seria motivo suficiente para os barões da música engolirem as garotas. Daí, a ênfase em falar da cena indie.

Aliás, o que tem acontecido, muito por conta dessa dificuldade de entrar no mainstream, é o empenho das meninas em realizar a própria produção de seus trabalhos, demonstrando assim capacidade de mixagem, distribuição e publicidade de suas músicas.

Há muita garota por aí que está se metendo em atividades que os homens diziam ser sua praia.

Além disso, tanto no mundinho indie quanto no mercado musical mais expansivo o público tem se rendido à voz feminina. Se há tempos essa voz ficava restrita a um nicho mercadológico pequeno hoje são elas que lideram listas da Billboard de hits executados em rádios e álbuns vendidos. Isso explica muito o sucesso de meninas que ainda nem atingiram trinta anos: são os casos, por exemplo, de Miley Cyrus, Lorde e Iggy Azalea.

E olha que a menina neozelandesa só está nessa parte do grande público depois de povoar o universo independente-alternativo.

Portanto, nem vou me ater muito a ela, mas sim às outras meninas que ainda estão do outro lado, correndo para lá e para cá nos festivais de menor porte, fazendo carreira em rádios alternativas americanas e inglesas e buscando um lugar ao sol.

Algumas são vocalistas de bandas que possuem homens também, outras preferiram surfar na onda acompanhadas apenas de outras meninas.

Cito aqui a virtuose de Courtney Barnnet, umas das revelações desses últimos tempos, por conta de sua pegada forte de guitarra e seu vocal simples. Ela vem da Austrália, algo que poderia gerar uma comparação ao sucesso de Lorde, mas acredito que ela caminhará ainda algum tempo pela cena indie fazendo ótimas apresentações ao vivo.

Minha empolgação prossegue com duas bandas da cena de rock eletrônico que possuem meninas nos vocais: Phantogram tem Sarah Barthel dando um show de carisma e potência vocal junto de seu companheiro Josh Carter e temos a queridinha lauren Mayberry no não menos querido Chvrches. Até um tempo atrás ainda tínhamos também Baria Qureshi do The XX, mas ela saiu do grupo em 2009.

Outra vocalista perfeita do mundinho eletro-rock é Skye Edwards do Morcheeba.

Por outro lado, meio na cena indie, meio no mercado fonográfico grande, não há como negar a comoção que Lana Del Rey lança em seus fãs e depois do sucesso de seu mais recente disco há evidências suficientes para acreditar que a moça irá reinar nessa praia por muito tempo.

No quesito “banda só de meninas” temos as sensacionais Warpaint e Haim que são explosivas e potentes ao vivo. Algo que é elevado à última potência quando falamos de outra banda só de muheres, as maravilhosas Savages.

Podemos citar os vocais de Nana Hilmarsdóttir do Of Monsters and Men, Florence Welch do Florence and the Machine e a perfeição da voz de Elena Torna do Daughter.

Desse modo, é claro que esquecerei de alguém, mas só a citação dessas garotas já dá o tom de como elas estão dominando a cena indie mundial.

Até mesmo aqui no Brasil esse universo está sendo povoado por meninas como as doidinhas do Cansei de ser Sexy, a delícia de vocal da Alyssa Aquino do Audac e a suavidade de Luiza do Inky.

Enfim, é um prazer saber que as mulheres estão ultrapassando os marmanjos na atividade musical alternativa e que seus trabalhos são de suma importância para a maior justiça entre os gêneros. Além disso, é necessário enfatizar a qualidade de todos esses trabalhos e torcemos para que continuem surgindo garotas malucas que sonham em tocar numa banda de rock para povoar nossas rádios mundo afora.

Abaixo, algumas apresentações da meninas citadas acima:

Courtney Barnnet – History Eraser

Phantogram – Fall in Love

Lana Del Rey – Ultraviolence

Warpaint – Disco//Very

Of Monsters and Men – Little Talks

Audac – Distress

Hoje tem Courtney Barnnet ao vivo na KEXP. Vai perder?

Hoje, às 18 horas (horário de Brasília), a australiana Courtney Barnnet fará apresentação na programação da Rádio KEXP de Seattle. O show terá transmissão em live streaming pelo canal da emissora americana no Youtube.

A moreninha de 26 anos está na ativa desde 2010, quando ainda tocava segunda guitarra pela banda de garagem Rapid Transit, mas só foi chamar a atenção do público americano e inglês a partir de “The Double EP: A Sea of Split Peas”, um EP alongado que ela lançou em maio do ano passado pela Milk Records.

Logo, começaram a pipocar boas críticas sobre a garota e o seu trabalho chegou a ser considerado o álbum da semana pela publicação eletrônica “Stereogum” que avalia milhões de trabalhos da cena indie mundial pela internet quase que simultaneamente aos seus lançamentos.

Aliás, em julho de 2014, a australiana já havia feito uma apresentação com o selo de autenticidade da KEXP quando, junto com sua banda de apoio, realizou um pocket show na casa Triple Door. A atividade era parte da “KEXP’s VIP Club”, uma série de concertos que a emissora da terra do Nirvana faz de vez em quando.

Ao que tudo indica, público, rádio e cantora gostaram da ação e repetem o procedimento apenas três meses depois.

O som tirado da guitarra de Courtney, do baixo de Bones Sloane e da bateria de Dave Mudie é basicamente um folk-country-rock pesado que passeia pelo garage rock e anda de mãos dadas com o indie rock.

A virtuose de Barnnet no lido com o instrumento de seis cordas chama à atenção, além de sua voz cheia de personalidade que não se mete com pirotecnias, falsetes e elevações desnecessárias.

O som da menina é simples e seu jeito de ser faz a cabeça do público indie. É uma ótima aposta para tomar conta da música alternativa nos próximos anos.

Portanto, fica a dica para acompanhar a apresentação de Courtney hoje à tarde. Provavelmente, você irá atrás de mais coisa da australiana posteriormente a isso.

Abaixo, o show que a garota de franjinha fez em julho para a mesma KEXP.

Contos de Terror do Riva: Já temos os vencedores!

Foi um processo longo, cansativo, mas prazeroso e gratificante.

O Concurso de Contos de Terror do Riva chega ao fim com um saldo muito positivo de trabalhos autorais dos alunos e com massiva participação do público para votar em seus textos favoritos.

A disputa foi acirrada e o empenho dos alunos foi tanto que até propaganda via internet aconteceu por parte de todos.

Para fechar bem a atividade aconteceu na manhã e tarde de ontem uma festa do Halloween (antecipadamente por conta do ponto facultativo de hoje nas escolas) no Rivadávia.

Além do acontecimento gerar um prêmio aos esforços de toda a comunidade escolar em relação à atividade cultural, também houve gratificação aos educandos que tiveram suas fantasias consideradas as melhores do evento. Um pen drive será presenteado para os meninos e meninas considerados os melhores “monstrinhos” da escola.

Quanto ao Concurso de contos de terror já há ideias concretas sobre melhorias e alterações para o ano que vem. Sempre contando com a ajuda de todos os professores, coordenação pedagógica e direção da unidade, além de todos os outros funcionários que fazem parte da estrutura do Riva.

Portanto, abaixo, listamos os cinco alunos ganhadores das coleções de livros e seus respectivos lugares.

Obrigado a todos. Ano que vem tem mais!

1º Lugar: Ornella Teggi 87 votos

2º Lugar: Lucas Vinícius Ferreira 86 votos

3º Lugar: Thiago Freitas 79 votos

4º Lugar: Luana Rodrigues 65 votos

5º Lugar Ester Rocha 41 votos

Temporada da NBA “brasileira” começa hoje com promessa de muito equilíbrio

A temporada regular 2014/15 da NBA começa hoje. E será um ano muito especial para o basquete brasileiro, pois este será um campeonato com sete jogadores inscritos oriundos do país sul-americano, o que se torna um recorde do Brasil na liga.

Quando a bola começar a bater nas quadras norte-americanas, logo mais à noite,  os jogadores Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Leandrinho Barbosa (Golden State Warriors), Nenê Hilário (Washington Wizards), Vítor Faverani (Boston Celtics) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs), primeiro brasileiro campeão da NBA, poderão estrear também.

Os Spurs, atuais campeões, recebem o Dallas Mavericks, no AT&T Center, mas além de Splitter, contam com a força do elenco para tentar novo triunfo.

Além do time de San Antonio, Oklahoma, Dallas, Portland e Clippers cresceram, se reforçaram, do lado do Oeste, e podem atrapalhar as chances do time de Tim Duncan.

Mas no lado Leste, com Cleveland tendo Lebron James como principal destaque das contratações de início de temporada, há também a tendência de Miami prosseguir postulando ao título, mesmo sem ter mais seu principal jogador, e Chicago aparecendo como uma nova velha potência.

Portanto, é esperar para ver inúmeros jogos inesquecíveis, como é todo ano, mas tendo uma certeza de que nesta temporada a coisa estará mais equilibrada e que terá ainda mais esta pimentinha de possuir vários brasileiros para que o público daqui tenha mais identificação ainda com o esporte que se acostumou a empolgar também a nós.

Algo que também começa a acontecer com a NFL que tem se mostrado um mercado promissor no Brasil e em outros países pelo mundo afora.

Tudo muito bem engendrado por conta de uma organização realizada com esmero e excelência, o que dá muita inveja para quem espera ver, algum dia, quem sabe, o mesmo procedimento profissional com nosso campeonato brasileiro de futebol, que jaz nas mãos da CBF e de cartolas preocupados mais com seu ego do que com a melhoria dos clubes que eles dirigem.

Top 10 com músicas sobre New York (mas bem que podia ser um top 20)

Nunca fui a Nova York, mas é inegável que a cidade mais cosmopolita do mundo é importante demais para o universo musical do último século e ainda prossegue com sua relevância, não só por nos presentear com uma cena artística profícua, mas também por ser presenteada com muitas homenagens.

Após uma pesquisa um pouco mais profunda sobre o tema percebi que a produção de um post sobre o assunto daria muito mais trabalho do que imaginava. A ideia original era realizar um top ten com músicas tendo New York como tema, mas é aposta certa que tal atividade conseguiria gerar um top twenty, thirty, quem sabe até mais.

Como o blog é muito teimoso prosseguirá a regra do top 10, já que foi priorizado uma gama de bandas, cantores e cantoras que incluíram o tema na letra da música e não somente nas entrelinhas, além de sempre prestigiar a qualidade da canção.

Abaixo, listo algumas músicas não tão conhecidas do mainstream, mas que soam mais diretas e honestas do que muita coisa encomendada.

É certo também que após os eventos de 11 de setembro de 2001 o tema sobre a cidade americana aumentou bastante, e é por isso que tento me ater aos bons títulos de antes e depois.

Como sempre, a lista não tem caráter qualificatório e não há ordem certa de 1 a 10. Somente o que há é a magia por uma cidade que respira música e que possui uma cena tão forte na área.

Portanto, vamos lá:

R.E.M. – Leaving New York

Uma faixa que fala sobre amor, perda e solidão. Mas, obviamente, também pode ser considerada uma elegia sobre a cidade pós-11/09. Muito bonita canção que retrata o espanto quanto ao que aconteceu num dia que parecia comum, mas que se tornou atordoante e que não sai da cabeça do eu-lírico da música. “Você poderia ter rido se eu contasse” é uma das frases que demonstra tal surpresa.

Interpol – NYC

A banda de Paul Banks fala sobre os podres e mazelas da cidade de Nova York, mas mesmo assim demonstra seu apreço pela metrópole dizendo que “Nova York se importa”, além de visualizar na noite de lá a antítese entre a luz e as trevas. “Depende de mim agora; acenda as luzes brilhantes” é o último verso da canção.

Joey Ramone – New York City

A frase mais falada na canção é simples e direta: “I Like New York City”, portanto não precisa explicar muito o motivo pelo qual a música está nessa lista. Também ajuda o fato da faixa fazer parte do segundo álbum solo da carreira do ex-Ramone que veio a falecer antes mesmo de ouvir o disco pronto nas prateleiras das lojas. O clipe também vale uma menção honrosa já que é constituído de cenas com inúmeros moradores (famosos ou não) da cidade americana.

AC/DC – Safe in New York City

A faixa possui o DNA da banda australiana. Riffs de guitarra pegajosos e pesados by Angus Young, o vocal característico de Brian Johnson e um refrão que não sai da mente. Mas não há quem fique parado ao ouvir essa música sobre como um forasteiro se sente ao chegar em Nova York. Cita todos os desconfortos da primeira vista, mas não se cansa de repetir depois que “Eu me sinto seguro em New York City”.

Kiss – New York Groove

A música que era uma tentativa do Kiss de incluir um som mais “groove” fala sobre alguém que retorna a Nova York após um longo tempo fora e se delicia com o glamour da noite novaiorquina. Não é das melhores coisas já feitas pelo Kiss, mas o refrão forte acaba por merecer menção por aqui.

Jay Z featuring Alicia Keys – Empire State of Mind 

Já vimos muita gente do pop realizar homenagens a Nova York. De Lady Gaga a Madonna, passando por Taylor Swift e Susane Vega, mas não há nada comparado com a parceria entre Jay Z e Alicia Keys. Um passeio pela cidade, uma olhadela por todos seus meandros e buracos nos quais o próprio rapper andou desde cedo. É um poema à cidade. Uma manifestação sincera de quem realmente a conhece. E o refrão é potente com a frase “Selva de concreto onde são feitos os sonhos, não há nada que você não possa fazer”.

Sonic Youth – NYC Ghosts and Flowers

Como não podia deixar de ser a música é cheia de experimentações. Mas há mais aí nesse balaio de guitarras distorcidas. Ouvimos a voz de Thurston Moore recitando frases pesadas como “Ele virou pó agora, um dos poucos escolhidos deixado de fora na chuva, fora da cidade novamente”. Ao que parece, a letra fala do desespero que é viver numa cidade tão cheia de ambiguidades como é Nova York, tão cheia de “fantasmas e flores” ao mesmo tempo, como diz o próprio título. Vício, depressão, solidão e agonia são as coisas que nos restam para conviver com tudo o que a cidade nos apresenta.

Lou Reed –  AWalk on the Wild Side

Drogas, prostituição e convivência com o que há de mais desumano na cidade de Nova York. Lou Reed passou por tudo isso na própria pele e ele sabe como ninguém retratar essa situação por meio de alguns relatos acerca de travestis, michês e garotas de programa que se mudam para New York City e precisam “walk on the wild side” da metrópole americana. Música com toada jazzística que atenua o peso de sua letra. Uma das mais lindas canções sobre a cidade já feitas.

John Lennon – New York City

Lennon retoma a pegada mais rock da época dos Beatles e de quebra faz uma homenagem à cidade que o adotou (e que foi seu local de derrocada posteriormente). O rapaz demonstra conhecer bem New York através da narração de um passeio por alguns locais conhecidos da megalópole e por esbarrar com algumas figuras típicas do lugar. Não dá para passar batido o fato de que ele diz que “a estátua da liberdade disse, vem” e ele foi. Será que teria sido diferente se ele tivesse recusado o convite?

Frank Sinatra – New York New York

Pode parecer chavão, mas não dá para realizar uma lista sobre música sobre New York sem ter “a voz”. A música é um marco na forma de homenagear cidades. É com essa canção que qualquer ser humano no mundo conhece a potência e força do vocal de Sinatra e é por meio da faixa que conseguimos ter atração pela cidade, mesmo com toda a sua atribulação e correria do dia-a-dia. Enfim, a junção de uma boa orquestra com o carisma de Frank Sinatra faz com que essa seja a canção perfeita para retratar New York.

Olha a pérola do ano passado que o blog achou: QOTSA sendo mágico em sessão para a KCRW de Santa Monica

Uma pesquisinha de vez em quando na internet pode nos preencher por completo.

A curta passagem pelos canais favoritos no YouTube pode ser uma experiência fantástica para quem gosta de música (boa!).

Foi numa dessas garimpadas que o dono deste blog conseguiu achar esse tesouro perdido (pelo menos para mim). Ainda mais para quem viu faz pouco tempo um show épico do Queens of the Stone Age no Espaço das Américas no final do mês passado em São Paulo.

Sim, estamos falando da banda de Josh Home que, para o lançamento do maravilhoso álbum “…Like Clockwork” havia realizado uma mega-jam-session para a KCRW, rádio californiana de Santa Monica, tendo como público uns poucos fãs sorteados pela emissora. A atração aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, mas o que empolga mais é saber que o grupo (também californiano) mantém hoje, um ano e pouco após o evento, a mesma pegada consistente e contagiante daquele dia.

Falo isso com base em bandas que realizou enormes turnês e que, naturalmente, pode-se pega-los fazendo um feijão com arroz bem do sem-vergonha depois tanto tempo na estrada promovendo algum álbum.

Felizmente não é caso do Queens of the Stone Age, que capitaneado pelo ótimo headlinner que se tornou Home, realiza um show melhor que o outro, fazendo gostos da plateia e tudo o mais.

No caso específico desta apresentação para a KCRW obviamente que “… Like Clockwork” é o estímulo maior para a banda e o frescor das novas músicas transparece na maneira de tocar de todos, mas há mais coisa no ar.

Vemos um Josh Home livre dos fantasmas que o levaram à depressão num passado quase recente.

O rapaz está falante e a tequila ajuda neste processo. Na divertida e extensa interação com o locutor da rádio percebe-se um Josh Home bastante bem-humorado e com prazer em falar ao seu público. Conta algumas histórias engraçadas, fala sobre as novas músicas, sobre ele próprio e os outros caras da banda. Sensacional!

E dá-lhe mais tequila!!!

A lista completa da apresentação você vê abaixo e mais abaixo ainda você assiste ao show matador:

01. If I Had A Tail
02. My God Is The Sun
03. …Like Clockwork
04. Keep Your Eyes Peeled
05. (Interview)
06. The Vampire Of Time And Memory
07. I Sat By The Ocean
08. Smooth Sailing
09. I Appear Missing
10. Litte Sister

Conheça o Louvre do Oriente

Monet, Da Vinci e Van Gogh estão de mudança para Abu Dhabi.
 
Não! Não estamos falando de um processo de remoção dos restos mortais destes gênios da história da arte para as terras movidas pelos petrodólares.
 
O que há, na verdade, é a iminência da construção de uma das mais ambiciosas obras arquitetônicas voltadas para as artes de todos os tempos.
 
O Louvre Abu Dhabi será um megainvestimento de alguns empresários daquela localidade para comportar obras provenientes dos mais requisitados museus ao redor do mundo.
 
A construção é um apanhado de 47 edifícios, onde haverá uma filial do Guggenheim e da New York University.
 
Na empreitada há uma concentração de aproximadamente 7 mil trabalhadores e 250 arquitetos para colocar em prática o projeto do renomado francês Jean Nouvel.
 
Os donos da obra faraônica desembolsaram muito capital para poder utilizar o nome do Louvre no projeto, mas embutiram mais dinheiro ainda para levar, em comodato por 30 anos, obras imprescindíveis para a arte mundial como “Mulher Desconhecida” e “La Belle Ferronière” de Da Vinci, “Estação de Saint Lazare” de Claude Monet e “Big Eletric Chair” de Andy Warhol.
 
A megaestrutura será inaugurada em 02 de dezembro de 2015, mas já causa furor pelo esforço empreendido no projeto artístico e na maneira como os moradores locais irão se relacionar com algumas obras nas quais o nu é destaque.
 
É claro que os organizadores juram que não há nenhum mal estar quanto a isso, mas não custa lembrar que estamos falando da capital dos Emirados Árabes, onde o islamismo é a religião principal, mesmo que não seja dos países com maior índice de fanatismo ou antissemitismo com a cultural e sociedade ocidental.
 
Já há quem diga que a abertura desse polo cultural em Abu Dabi será tão ou mais importante que a abertura do Metropolitan em Nova York.
Além das aquisições em comodato de museus da França o Louvre Abu Dhabi também adquir, mas em definitivo, coisas bem relevantes como é o caso de “Breton Boys Wrestling” de Paul Gauguin.
 
Esculturas como a representação de Lorde Shiva (datada do século X) e outra de dez mil anos atrás da região da Mesopotâmia também estão entre as obras magníficas que serão apresentadas no local.
 
O Museu terá 64 mil m², sendo que 6 mil estão reservados para as coleções e 2 mil para exposições esporádicas, com o restante sendo uma ampla área para convívio, cafés, restaurantes e lojas para venda de artigos alusivos ao local.
 
Enfim, mais um projeto suntuoso e megalomaníaco dos malucos de Abu Dabi, mas que, pelo menos, serve a um proposito mais altivo para a humanidade do que simples construções como piscinas infinitas ou estádios feitos em ouro.