Casa da Eternidade

 

Olá minhas crianças, como vocês têm passado? Espero que tenham dormindo bem à noite.

Deixem-me começar dizendo que um dia uma amiga minha veio para mim e disse: “Giovana, precisamos conversar”. Eu notei que ela estava meio assustada.

Ela me disse a respeito de uma “casa da eternidade” onde havia nove cômodos e que possuía um desafio para quem conseguisse ficar lá: se você saísse de lá ganhava dois mil reais. Também explicou que a casa tinha esse nome, pois ninguém que lá entrou jamais saiu.

A casa era fora da cidade, mas eu achei tudo bem besta, e quis ir lá, pois 2000 reais era um valor bom demais para ser verdade.

Então, fui lá na noite seguinte.

Assim que entrei parecia como se fosse uma entrada de hotel, enfeitado para o Halloween. Uma placa foi colocada onde deveria ter um funcionário.

Nela constava a mensagem: quarto 1 por aqui, chegue ao fim e vencerá. Então eu ri, pois tudo aquilo era ridículo. Eu fui para a porta.

O quarto 1 tinha uma decoração de Halloween de um hotel barato, no outro lado tinha uma porta que era o quarto e assim que entrei tinha uns morcegos no teto que soltavam sons estáticos, que qualquer pessoa encontrava em uma loja de 1,99.

Porém, foi no terceiro quarto que as coisas começaram a mudar.

O quarto era vazio, menos por uma cadeira e uma lâmpada fraca.

Mal tinha entrado e já estava apavorada e foi naquele momento que eu pensei que tinha algo de errado.

No mesmo instante tentei abrir a porta, mas esta já estava trancada pelo outro lado e isso me deixou apavorada.

Veio à minha cabeça que alguém estava trancando as portas conforme eu progredia.

O porquê daquilo? Não havia como! Eu teria ouvido!

Não sei, mas estava assustada para pensar, eu me voltei para o quarto e a sombra da cadeira havia sumido comecei a andar devagar e olhei para baixo, e a minha sombra havia sumido. Corri o mais rápido que pude para outra porta, a porta 4.

O cômodo me deixou apavorada e assim que fechei a porta, estava tudo escuro à minha volta. Eu fiquei ali rodeada pela escuridão e não consegui me mexer: eu não tenho medo do escuro, mas estava totalmente apavorada.

Eu não consegui saber o que estava à minha frente. O que teria ali?

Não consegui ouvir nada. Estava um silêncio mortal.

Quando você está em uma sala à prova de som é capaz de ouvir sua própria respiração e seu próprio coração batendo rapidamente.

O silêncio foi quebrado por um zumbido, ficou cada vez mais alto, parecia me secar, mas eu sabia que o que estivesse causando o barulho estava na minha frente e se aproximando, dei um passo para trás, eu nunca senti este tipo de medo, não estava com medo de morrer, mas do modo que isso iria acontecer.

As luzes piscaram, e aí eu vi algo lá, que não tentarei descrever, o zumbido era agora um guincho selvagem, algo estranho.

Corri para trás e procurava a maçaneta da porta, mas antes cai dentro do quarto 5.

Intrigante!

O que eu vi não me assustou, mas me surpreendeu. Árvores tinham crescido e não parecia haver teto, eu andei por horas, começaram a vir mosquitos diante do meu corpo.

Comecei a rastejar, alcancei a árvore mais próxima e coloquei a mão na maçaneta, os insetos foram embora.

O quarto 6 era o próximo.

Este quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, a porta que eu havia entrada havia sumido, e não havia para onde sair. No começo eu comecei a arranhar a parede, e sabia que a porta estava lá, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede, mas nada adiantou.

“Você esta bem?”

Virei-me contra a parede e vi o que falou comigo e até hoje me arrependo de ter virado.

A garotinha tinha um vestido branco e longos cabelos pretos, pele branca e olhos vermelhos cor-de-sangue.

Enquanto olhava a menina, via algo atrás dela e não era humano. Eu estava presa com aquilo e não havia saída. Daí então a menina disse: “Giovana, você deveria ter escutado sua amiga”.

Mas outra coisa falou atrás de mim, e falou várias e várias vezes:

– “Você nunca sairá daqui! Você morrerá aqui!”.

Eu não sabia o que fazer, a casa estava brincando comigo, e de repente apareceu um 7 arranhado na parede. E virei e rapidamente entrei no quarto 7. Eu estava fisicamente e mentalmente fraca, e me toquei onde estava.

Eu finalmente tinha saído, eu tinha saído da casa e entrei no carro e fui para casa, entrei na sala e vi o que estava gravado para sempre na minha cabeça.

Os meus pais estavam cobertos de sangue, os órgãos foram removidos e suas cabeças decapitadas estavam me olhando, mas a pior coisa é que a expressão nos seus rostos dava a aparência de que estavam felizes em me ver.

Vomitei e comecei a chorar ali mesmo, foi então que vi o que nunca estava lá antes com o numero oito riscado com o sangue dos meus pais.

Simplesmente fiquei sem chão, era aterrorizante eu não entendia, eu já tinha saído. Então, como estava dentro da casa?

Comecei a andar e a porta atrás de mim fez as coisas ficarem piores.

O quarto era uma cópia do quarto 3 e 6, só que na cadeira tinha alguém, era eu mesma. Que de repente virou para mim e disse:

– “Por favor, não me machuque”.

Eu respondi “Calma eu não vou te machucar”.

“Não, você vai me machucar. Se você quiser sair daqui você vai me machucar, você vai me machucar”, ela que sou eu, disse apavorada.

A Giovana que estava sentada lá estava usando as mesma roupas que eu, com a única diferença de um 9 na camisa.

Debaixo da cadeira tinha uma faca e um envelope com “Parabéns, você conseguiu chegar ao final” e junto tinham 2000 reais.

Eu peguei a faca e a outra eu tinha parado de choramingar.

“O que você pensa em fazer?” disse a outra eu, sentada na cadeira. Logo respondi: “Eu vou sair daqui!”, disse eu com uma faca na mão. “Você nunca vai sair daqui!”, disse ela com uma voz demoníaca.

Eu não pensei, só o ataquei. Segurei-a no chão enquanto eu enfiei a faca no seu peito. E do nada o quarto se encheu de escuridão.

Finalmente a casa eterna tinha um fim e eu o alcancei.

De repente eu estava realmente fora da casa, eu ri tanto que pareceram horas, eu ri enquanto dirigia até minha casa, de tanta alegria de conseguir sair dali, eu ri enquanto eu estacionei na garagem e ao abrir a porta da minha casa e eu ri quando eu vi um 10 gravado na porta.

Giovanna Orçati Ferola -7C

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10 comentários em “Casa da Eternidade

  1. Essa confusão mental que, às vezes, as histórias de terror nos fazem sentir são ótimos chamarizes para aterrorizarem nossa mente. Fantástica a sua história!!!

  2. Guilherme disse:

    Muito medo 😮

  3. Giovanna parabéns fiquei impressionada com seu conto é o melhor que eu já vi meu voto é para vocês quero que vc ganhe ass : Sua amiga

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