Choro, tristeza, frustração: é o que se percebe nos comentários de quem não viu seu ídolo no line-up oficial do Lolla Brasil 2015

 
Finalmente saiu o line-up oficial do maior festival em terras brasileiras (em qualidade, pelo menos).
 
Mas o que mais chama à atenção é o desespero dos fãs das bandas que ficaram de fora do evento.
 
Parece um mar de choro sem fim, com alguns chegando ao cúmulo de dizer que irão vender o ingresso recém-comprado ou que haverá uma torcida para que no dia chova.
 
O problema maior é que havia muita lista fake circulando pela internet e muita gente entrou na onda de especulações.
 
Até uma hora antes do anúncio oficial tinha página dedicada a algumas bandas que dava como certa a participação de seu artista favorito e comemorava a exclusividade da informação.
 
Cheguei a visualizar páginas do Facebook dedicadas às meninas do Haim empolgadas com a chegada das californianas ao Lolla brasileiro desde o sábado (15) e outra do Warpaint descrevendo como seria magnífico fazer parte da turnê das garotas que havia acabado na última semana.
 
Nada disso se concretizou e a frustração foi o que restou para os aficionados pelas bandas.
 
Também havia muita dúvida no que dizia respeito às diferenças (que sempre existem) entre o line-up de cá e os de Chile e Argentina.
 
E a inclusão de Cypress Hill para lá e o de Smashing Pumpkins para cá talvez tenham sido as maiores surpresas, já que estes nomes não circulavam nem nas listas mais mentirosas possíveis.
 
A colocação de Pharrell Williams para o evento que já era dada como certa também vem para incluir um pouco de pimenta na história da diversidade musical que tanto se abomina em festivais por aqui. Mas a qualidade do rapaz deve diminuir a grita geral contra sua presença.
 
Quanto ao restante, ter Jack White e Robert Plant ao lado de Smashing Pumpkins e Pharrell como os possíveis head-lines é mais do que provável, mas não me assustaria com algum anúncio de outra banda top mais à frente se as vendas não derem uma guinada nos próximos dois meses.
 
Acredito, de fato, que o festival tem tudo para dar certo, pois seguindo os mesmos moldes do ano passado ao ser realizado no autódromo de Interlagos, desta vez em 28 e 29 de março, a coisa pode ser até mais bem organizada.
 
A inclusão de gente boa para dar o sustentáculo necessário aos cabeças das duas noites também auxilia bem o evento.
 
Paul Banks e seu Interpol, os esquisitões do Alt-J, o Techno de Skrillex, além de Kasabian, Bastille, a ótima St. Vicent, Foster the People, o carisma de Pitty, os goianos do Boogarins e mais uma renca de boas bandas da cena alternativa proporcionarão um festival com boa qualidade.
 
 É óbvio que a gente sempre espera alguma coisa a mais, mas não dá para todo mundo sair feliz de uma lista dessas. Aguardemos os próximos capítulos sobre o festival, pois a cada novidade o blog fará valer sua ideia de informar.
Interpol – All the Rage Back
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