Socorro! O Sundance Channel roubou meu controle remoto

Tem sido assim desde novembro. O tempo em frente à tv se tornou mais prazeroso a partir do momento que minha operadora de tv por assinatura decidiu incluir o Sundance Channel em sua programação.

Está certo que o cabo não vive uma escassez profunda de boas opções de filmes já que possui boas alternativas para filmes clássicos (Telecine Cult, MGM e TCM), documentários (HBO) ou filmes de arte (Art 1), mas o bom e relevante em torno do novo canal é que tudo isso pode ser encontrado num lugar só.

Além dessa facilidade de ter tudo reunido num só canal há também outras questões a favor do Sundance Channel: ao contrário de Telecine Cult, MGM e TCM a sua programação não inclui apenas produções basicamente americanas, deixando espaço para o cinema mundial em geral de hoje e do passado, mesmo que às vezes haja alguma boa possibilidade de ver artistas de Hollywood fazendo filmes mais independentes por lá.

Outra coisa importante é que os documentários têm um espaço durante a programação normal do canal não ficando somente uma lacuna para que sejam transmitidos bons filmes desta natureza assim como é feito na HBO que, por vezes, encaixa uma dessas ótimas películas na madrugada.

O que o difere também do Arte 1 é que os filmes que não são dos EUA não focam unicamente na arte, mas também em experimentações técnicas, de atuação ou de filmagem, já que o intuito (importante, aliás) do Arte 1 de fazer isso às se torna maçante e cansativo.

O Sundance Channel tem promovido algum tempo de sua programação às séries mais indies da Inglaterra e dos EUA, programação essa que ninguém irá ver na BBC, na HBO ou na ABC, mas que propõe algo mais do que o entretenimento rasteiro.

Deste modo, durante um dia assistindo ao canal você pode se deparar com uma produção indiana, uma série inglesa de suspense psicológico, um documentário sobre o lendário grupo humorístico Monty Python ou uma película brasileira que você nunca pôde ver por aqui no Brasil.

Em alguns dos dias esse roteiro se torna espetacular, pois pode-se focar na série “Rectify”, drama americano focado na história de um jovem preso por supostamente ter matado sua namorada, mas que se descobre vinte anos depois que não foi ele. Também há a possibilidade de assistir ao premiado filme nigeriano “Mother of George”, do diretor Andrew Dosunmu, além de visualizar o filme independente “Halley” do mexicano Sebastian Hofmann e o documentário “The Meteor”, do francês François Delisle.

Faz-se possível até polemizar ao ver “Circles”, de Srdan Golubovic, o diretor da polêmica produção proibida no Brasil em 2011 “A Servian Film”.

É óbvio que existe toda uma facilidade em torno do canal e de sua programação, pois estamos falando do empreendimento cultural e artístico (e altamente rentável) do ator, produtor e diretor Robert Redford, que através do festival de mesmo nome, abriu espaço para o cinema independente dos EUA e da Europa, mas não há como negar que o esforço do mecenas acabou por encorajar gente do mundo todo a fazer cinema com as próprias mãos e parar de choramingar migalhas das grandes produtoras de Hollywood.

Por este aspecto, o festival de Redford (e o canal) ganha inúmeros pontos para a história do cinema e possibilita que um público que não vai ao cinema ou que só vai para assistir aos blockbusters tenha acesso ao submundo (no bom sentido) da sétima arte.

E continuarei em frente à tv para assistir a mais e mais boas produções do universo independente cinematográfico graças a uma boa sacada de Redford e da tv por assinatura.

Abaixo você vê a Promo do Canal o ano de 2013 para a tv americana:

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