Pausa forçada

Devido a problemas no aplicativo e a necessárias mudanças no sistema utilizado pela página o blog fará uma pausa nesta semana prevendo retornar já na segunda-feira próxima.

Peço desculpas pelo inconveniente e aproveito para convidar a todos que naveguem pelo site para visualizar os textos, sons, imagens e afins que estão em nossos arquivos.

Desde já agradeço a compreensão de nossos amigos e leitores.

Até já!

Dhiancarlo Miranda

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Está na internet, nas revistas, na boca do povo indie, no mundo todo… A volta do Blur com disco novo!

 
E não é que o homem tem fôlego mesmo…
 
Depois de realizar em 2014 o ótimo “Everyday Robots”, disco ótimo cheio de participações especiais, o cantor britânico Damon Albarn andou soltando por aí no final do mês passado que o Gorillaz estaria próximo de lançar coisa nova. O boato se concretizou mais ainda quando Jamie Hewlett, desenhista responsável pela banda visual, postou imagens com os integrantes Murdoc e Noodle (baixista e guitarrista, respectivamente do grupo animado).
 
Já seria muito trabalho para o artista que é conhecido pela sua proficuidade aguçada no mundo da música, mas eis que o cara e mais os outros integrantes do Blur, grupo ícone da cena britpop dos anos 80 e 90, voltam aos holofotes nesta semana com três anúncios importantes e alguns possíveis agendamentos.
 
Primeiro, foram várias imagens coloridas que foram sendo postadas no Facebook e no Twitter da banda, para que depois houvesse a notícia mais completa acerca do lançamento mundial do novíssimo álbum.
 
Mais tarde, eles nos brindaram com o single “Go Out”, canção que não abre mão do experimentalismo característico do quarteto, moldado também pelos frequentes ruídos e a voz de Albarn enterrada no meio da mixagem. Apesar desse clima nebuloso a construção é excelente e a boa mão de todos os instrumentistas se sobressai.
 
Aqui, as imagens:
 
Aqui, o single:
 
 
O disco vai se chamar “The Magic Whip”, e sucederá “Think Tank” (2003), última parceria integral entre Albarn, Coxon, James e Rowntree como banda mesmo, já que depois disso o guitarrista Graham Coxon se afastou do Blur para cuidar de projetos pessoais e o grupo lançou uma coisa aqui e outra ali, mas nunca mais um disco cheio no estúdio.
 
A bolacha chega às lojas dia 27 de abril, tem doze faixas e foi inteiramente gravada em Hong Kong com produção dos próprios músicos. O curioso é que o anúncio feito hoje coincide com a comemoração do ano novo no calendário chinês, motivo também pelo qual estão explicadas as imagens acima.
 
Depois de todo esse caminhão de revelações da banda também foi informado um show deles no Hyde Park, em Londres, para o dia 20 de junho. Tal atividade começa a se tornar tendência já que ano passado o Libertines utilizou o mesmo local para fazer a apresentação de retorno aos palcos.
 
Além disso, e até mesmo pelo período em que acontecerá o evento, torna-se evidente que o Blur se figura neste momento como um dos favoritos para ser uma as grandes atrações dos festivais de verão da Europa.
 
No Brasil, o grupo que abriu portas no Reino Unido e Europa para Elastica, Pulp, Supergrass (e de certa forma até mesmo para o Oasis), fechou a noite do último Planeta Terra que aconteceu em São Paulo em 2013. Quem sabe com novo disco na praça os caras não se animam a dar mais uma passada por aqui.

Dissipada a polêmica: Win Butler acaba com a treta Kanye West/Beck

 
A crise musical do ano aconteceu no Grammy há duas semanas.
 
Para quem não sabe do que se trata, no último dia 08 de fevereiro durante a maior premiação da música, Beck foi laureado com o prêmio de melhor álbum do ano.
 
O que parecia apenas uma corriqueira ida do artista ganhador ao palco para realizar os agradecimentos se transformou numa cena de saia justa: Kanye West, por um momento, fez menção em repetir a sua infame interrupção no VMA 2009, quando invadiu o palco e roubou o microfone de Taylor Swift para dizer que quem merecia o prêmio era a Beyoncé.
 
Dessa vez, novamente sua Beyoncè seria a pessoa defendida, e parecia ser a favorita por ser a cantora com mais indicações, mas foi só um segundo de incômodo, já que o cantor/ produtor se sentou logo em seguida.
 
Muitos apostaram que aquilo se tratava de uma brincadeira, mas durante a cena ridícula é nítido a cantora e seu marido Jay-Z ficarem apreensivos com a atitude de West e pedirem para que ele não fizesse aquilo.
 
Além disso, para sanar qualquer dúvida em relação à ação do rapper o próprio declarou após a festa: “Eu e outros artistas estamos “cansados” de sermos desrespeitados pelo Grammy.” (ok!)
 
Quanto a Beck, este apenas observou e ficou meio indeciso em receber ou sair do palco, mas logo se recompôs e seguiu o caminho natural das coisas.
 
Pois bem, passou-se a conturbada semana pós-Grammy, que repercutiu a polêmica em redes sociais, revistas especializadas, sites de fofoca e afins.
 
Mas o lance foi resumido da maneira mais bem-humorada possível por alguém que nem tinha vínculo algum com a disputa que se tornou assunto geral.
 
Win Butler, vocalista do Arcade Fire, realizou um mash-up com músicas dos dois cantores para encerrar a disputa de maneira cômica, mas com bastante estilo.
 
Assim como mencionou a Rolling Stone “talvez um mash-up entre West e Beck não seja uma ideia muito original, mas foi Butler quem arregaçou as mangas para realizar a façanha.”
 
E é isso mesmo o que aconteceu: através do perfil DJ Windows 98, o músico compartilhou uma mistura entre “Jesus Walks”, de Kanye West, e “Loser”, hit do início de carreira de Beck. E não é que ficou bacana a coisa?!
 
Mas até Beck preferiu fazer algo parecido com a própria derrotada por ele na disputa de melhor álbum. Junto com Beyoncé realizou uma parceria que pode alçar voos maiores nas paradas de sucesso. Trata-se de outro mash-up chamado “Single Loser (Put A Beck On It)” que mistura também a célebre “Loser” com a música “Single Ladies (Put a Ring on It)” da cantora americana.
 
Ouça as duas músicas abaixo:
 
 
 

Pronto, acabou o Carnaval. Agora é hora de pensar no Lollapalooza

 
 
A folia de Baco nem bem terminou e já é momento de pensar em outra bagunça que está próxima: o Lollapalooza Brasil 2015 chega em São Paulo em março (28 e 29).
Festival que trouxe alguns dos melhores artistas da cena indie mundial nos últimos anos e outros tantos pesos pesados do mainstream da música, o Lolla 2015 promete shows do mesmo naipe.
Para este ano o evento de Perry Farrel escolheu como headliners Robert Plant, Jack White, Pharrel Williams e Smashing Pumpkins, além de promover ótimos sustentáculos a estas apresentações com Skrillex, Kasabian, Interpol, St Vincent e Alt J.
Claro que no meio desse balaio todo haverá surpresas agradáveis e outras decepções, mas gente conhecida do mundo eletrônico e do underground global como Bastille, Marina and the Diamonds e Steve Aoki, além de bandas de respeito como Pitty, Boogarins e Banda do Mar estarão por lá para dar certo gás aos bambambãs da noite, o que é sempre bom.
Tirando o fato de haver alguma troca de última hora o festival já está completo, algo que pontua a seu favor (vide o caso do Rock in Rio que ainda nem anunciou seus principais artistas). Portanto, agora só falta a informação acerca dos horários dos shows, situação que faz fãs arrancarem os cabelos pelo desespero de ter que escolher uma ou outra atração. No ano passado pessoas ficaram enlouquecidas pelo fato de ser necessário favorecer ou Arcade Fire ou New Order (o show de ambos era exatamente no mesmo horário).
Abaixo, listamos algumas atrações que o Blog Outros Sons julga serem imperdíveis, mas mais à frente realizaremos inúmeros posts contando a trajetória de outros artistas que se apresentarão nos dois dias no Autódromo de Interlagos (outra ótima sacada que funcionou otimamente em 2014 e agora se repete).
 


St Vincent
A cantora, compositora e guitarrista não pode ser considerada uma revelação (já fez inclusive um memorável disco ao lado de David Byrne intitulado “Love this Giant”), mas se tornou mais conhecida do grande público com seu ótimo álbum homônimo que faturou vários prêmios e que figurou em muitas listas do ano passado.
Ela faz uma apresentação enérgica, cheia de mudanças em seu ritmo e toca guitarra como poucas (os). Vale a pena conferir o show que deve se situar entre o final da tarde e o começo da noite do dia 28 de março num dos grandes palcos do festival.
O tamanho da apresentação deve ter em média 50 minutos, mas mesmo assim dará tempo suficiente para dançar ao som de “Digital Witness”,  Birth in Reverse”, “Bring Me Your Loves” e “Cheerleader”, além de covers de Nirvana, entre outras músicas. Seu som se classifica entre o art rock e indie pop e é garantia de que seu ingresso não será apenas para as bandas do final da noite.
Digital Witness

 Interpol
A banda que agora tem na figura de Paul Banks sua cara e estilo se reinventou após a saída de Carlos Dengler e provocou estardalhaço em 2014 com o lançamento de “El Pintor”, disco no qual volta à potência sonora de seu primeiro trabalho, “Turn on the Brigth Lights”.
A pegada dos caras oriundos de Nova York se fixa entre a instrumentação favorecendo as guitarras a la Joy Division e o indie rock do final dos anos 80, como Pixies, Sonic Youth e Jesus and Mary in Chain.
Deste modo, a apresentação de Banks e sua banda deve ser por volta das 17 horas do domingo (29 de março), quando não teremos mais horário de verão e poderemos ver e ouvir o Interpol no começo da noite paulistana.
Músicas de forte apelo vocal e ótimo acompanhamento instrumental como “Evil”, “NYC”, “C’Mere” e “Obstacle 1”, dos primeiros discos, além das ótimas e potentes “All the Rage back Home”, “Everything is Wrong” e “My Desire” do último álbum darão o ar das graça durante a apresentação. Não perca!
Everything is Wrong

 Alt J
Já faz tempo que o Blog avisa sobre a estranheza auditiva que acomete o indivíduo quando este ouve a banda inglesa Alt J. A questão é que junto a esta primeira impressão sonora também é possível perceber um jeito diferente e interessante de se fazer música.
O estilo meio de grupo vocal que, às vezes, dá a ideia da banda logo muda para uma banda indie e que se transforma numa garage band voltada às brigas de suas guitarras.
Tudo isso pode ser incluído numa simples apresentação desse pessoal que só está no segundo disco e que angariou boas colocações nas listas de melhores do ano passado.
E o que parecia difícil acabou acontecendo: o Alt J tem algumas músicas na parada mundial e já pode ser ouvido em rádios mais conservadoras lá e cá.
Seu set deve conter “Breezelblocks”, “Every Ohter Freckel”, “Hunger of the Pine” e “Left Hand Free”, mas sempre há algumas surpresas no show que deve acontecer lá pelas 20 horas do dia 28 de março. Ótima sugestão para apresentação do festival.
Breezelblocks

“Nick Cave: 20.000 Dias na Terra” – O que mais é necessário para um filme ser indicado ao Oscar?

Bem filmado e dirigido, com edição fantástica, roteiro belíssimo, sem nem falar da perfeita trilha sonora. Este é “20.000 dias na Terra”, filme sobre Nick Cave, que nem está indicado ao Oscar.

Enquanto isso, bombas como “Birdman”, “Foxcatcher” e “A Teoria de Tudo” estão na disputa.

E o mais interessante é o seguinte: todas as películas citadas acima são sobre personagens extremamente interessantes, mas as produções descambam para soluções fáceis, roteiros mirabolantes que sabem mais ser visualmente vibrantes do que no conteúdo completo, além de dramalhões que bem podiam estar no horário nobre do SBT.

O que acontece com “20.000 Dias…” é que ele bem podia ser sobre um personagem fictício, um indivíduo inventado, inverídico e que poderia fascinar menos a plateia do que o próprio Nick Cave o faz durante a projeção do filme.

É ele o dono do roteiro em parceria com Iain Forsyth e Jane Polland, dupla que também dirige o longa travestido de documentário (ou seria o inverso?).

Tal script funciona inicialmente como um grande poema, mas vai se transformando numa narração entre a biografia do cantor australiano e uma divagação sobre assuntos etéreos e/ou transcendentais.

Discussões sobre Deus, o amor, a perda, o relacionamento familiar e paterno, a crise existencial da meia idade, a relação com as drogas e a Igreja são muitas das diversas falas entre Nick e seus interlocutores.

Além da óbvia e necessária apresentação de sua esposa, Susie, que interessantemente não possui nenhuma fala durante o filme, mas que recebe uma homenagem do artista numa das mais belas declarações de amor já vistas no cinema, até os encontros com Warren Ellis, amigo e companheiro de Bad Seeds, até os outros músicos da banda como Thomas Wydler,Jim Sclavunos e a D.R. com Mick Harvey (ex-integrante do grupo), num dos momentos tensos do longa, tudo é muito bem feito em “20.000 Dias…”.

As conversas com o psicólogo Darian Leader rendem questionamentos profundos e as sacadas de Cave só são possíveis por que o doutor realiza as perguntas necessários para isso. Isso rende reminiscências precisas do cantor e, mesmo sem revelar uma infância doída, traz à tona um saudosismo que, de vez em quando se vê em suas canções.

Aliás, muito do que é o repertório do artista se descortina por meio de suas conversas e monólogos narrativos.

Logo, tratar da saudade da infância não significa especificamente um sentimento ruim, mas um repeito ao passado, tanto que ao lembrar de tempos difíceis ligados ao envolvimento com todo tipo de droga pesada, não há constrangimento nem meias palavras. E este trecho revela uma das melhores sacadas do filme quando ele diz que costumava ir atrás de drogas pouco depois de ir à Igreja todos os dias: “Quando conheci Susie ela logo me disse que eu teria de largar isso de uma vez por todas, pois estava me fazendo muito mal. Ou eu parava de ir à Igreja ou iria ao fundo do poço”.

Até mesmo quando fala de seus diferentes locais de moradia, muita coisa interessante é lançada ao espectador: um causo sobre um momento em que morava em Berlim (e as fotos tanto da banda quanto de seu quarto são ótimas), quanto sua mudança para Brighton geram instantes mais do que reveladores sobre a essência do australiano.

Outras passagens que podem se tornar inesquecíveis são as conversas em seu carro (destaque para Mick Harvey e Kylie Minogue), a conversa sobre Nina Simone com Warren Ellis (que é apenas uma repetição da mesmo história contada ao psicólogo) enquanto comem uma deliciosa enguia e a visita ao seu arquivo pessoal.

O fato também de o filme ser realizado ao mesmo tempo em que os ensaios estão a pleno vapor para “Push the Sky Away”, serve para impulsionar a trilha sonora, pois estamos diante de uma das melhores fases da carreira de e Cave e da Bad Seeds.

Há também três ou quatro momentos de rara sensibilidade do detentor da câmera durante a passagem de som da banda no estúdio ou no palco antes de algum show que retratam a profunda transformação da qual Nick fala a respeito em duas ou três ocasiões.

Enfim, o filme pode parece lento para quem não conhece a relevância de Nick Cave para a música dos últimos quarenta anos, e pode ser que seja mesmo, mas este é o detalhe que talvez o espectador não perceba como mais importante para a beleza do filme. Está se tratando aqui não de uma ode a um artista, mas sim ao desnudar de sua condição como ídolo inalcançável.

Ao final da produção pode até não ser possível entender totalmente o que é este cara chamado Nick Cave, mas suas palavras não saem mais de você após a apresentação de tudo o que se viu. Vê-se, portanto, que a magnitude de uma carreira artística não precisa somente ser um sucesso total e global, mas carece de profundidade na forma e no conteúdo com que é demonstrado a quem se deixou levar pela sua genialidade. E isso Nick Cave tem de sobra (e o filme também).

Veja o Trailer:

Aborto: exemplo de cidadania de um lado e ignorância de outro

Não é segredo para ninguém que o tema do aborto libera os mais fortes sentimentos encrustados na alma dos conservadores, principalmente naqueles ligados intrinsecamente à religião.

Para os que são a favor do ato normalmente tenta-se deixar de lado essa questão da fé, mas o fato é que muitas das vezes, o assunto não é tratado como situação de utilidade e saúde pública.

Pois bem, nos últimos dias um texto postado no Facebook chamou à atenção pelo fato por ser de autoria de uma moça chamada Gaabriela Moura, mulher que está grávida pela segunda vez, e que escrevia em apoio às mulheres que optam por terminar a gravidez. Até agora, seu manifesto tem mais de 25 mil “curtidas” e cinco mil compartilhamentos.

Reprodução Facebook / Gaabriela Moura

Veja no link abaixo, o texto sobre o caso  na íntegra (https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/gravida-faz-texto-em-apoio-ao-aborto-e-gera-debate-nas-redes-sociais/)

Apesar do apoio que o texto recebeu nas diferentes redes sociais, surgiu logo em seguida uma horda de meninas grávidas vociferando contra a atitude de Gaabriela.

Infelizmente, ao realizar uma pequena busca em grande parte das páginas destas meninas, você logo percebe que fazem parte de Igrejas Evangélicas ou são ligadas à Igreja Católica. Pode parecer uma generalização de minha parte, porém o que se escuta ultimamente por aí são pastores, padres e líderes religiosos em geral realizando um discurso retrógrado e difamatório acerca de temas que deveriam ser tratados no que tange à individualidade das pessoas: aborto, orientação sexual, direitos e igualdades de condição entre gêneros, tudo é jogado num balaio de gatos pelos sacerdotes religiosos e acaba por não ser considerado “de Deus”.

Para não alongar o assunto em relação aos outros temas espinhosos (não a mim e nem àqueles que respeitam as individualidades) aos religiosos mais conservadores, vamos nos ater apenas ao assunto do aborto.

Minha dica é para essas meninas que se dizem contra o aborto e que possuem como principal argumento o fato de estarem grávidas. É possível notar que muitas delas (uma grande maioria, talvez) têm menos de 18 anos, idade em que ainda há muitas gravidezes indesejadas e na qual muitas meninas ainda têm muitas dúvidas a respeito de sexo, vida e cidadania, além de muitas não terem concluído o ensino médio ou mesmo tiveram a necessidade de deixar o ensino fundamental para trás.

Ótimo, perfeito, você são contra o aborto. Mas por que esse desespero em pautar o direito de quem é a favor?

O princípio é simples: se você é contra basta não fazer, ficar se metendo na vida alheia e dizer o que a mulher deve ou não fazer com o próprio corpo, além de degradante, é também um sinal do pensamento retrógrado e religioso que toma conta de uma parcela considerável da população. Faz mal para o debate e não ajuda em nada aquelas que estão com problemas por conta do assunto.

A situação deve ser tratada no terreno científico, precisa ser debatida como caso de saúde pública para o país, necessita de uma visão mais ampla e social, além de ter precisão para que haja apoio psicológico a quem quer ou não fazer valer este direito.

Se realmente o aborto for liberado algum dia, isso terá de ser acompanhado de todo o aporte governamental para que as meninas que pensem nele tenham certeza se querem ou não realiza-lo, mas no final das contas é o corpo feminino que está em jogo, é o futuro da garota que precisa ser contrabalanceado e toda e qualquer interferência externa, apenas e exclusivamente por que um livro esotérico ou um líder religioso se intrometeu a dizer que não deve ser feito, não ajuda, só gera preconceito e discriminação.

Pensem nisso, percebam que uma menina angustiada com a situação de ter uma gravidez indesejada não terá nenhuma melhoria em sua condição ao ver gente feliz e radiante com uma condição igual. Isso é desumano, não menos que isso!

Leitura & Carnaval!

Um pouco de boas dicas literárias não faz mal a ninguém

é carnavalo país do carnaval

Olá! Se você, assim como eu, aproveita o carnaval para descansar e não cair desembestadamente na folia, ler deve ser uma das coisas que você mais curte nesta época, né?

Estava aqui pensando em histórias da nossa literatura que tivessem como o tema o carnaval, e olha, encontrei umas bem interessantes!

De longe, o autor que mais deu destaque à festa mais popular do país foi Jorge Amado. Seu primeiro livro se chama O País do Carnaval, em que um brasileiro, após muito tempo morando no exterior, dá de cara com todo o jeito nosso de ser e não, isso não é um elogio. Há muito de crítica sobre o que a gente também pode entender com “tudo nesse país vira carnaval”. Jorge sempre destaca a festividade em seus outros livros, mas uma vez que considero marcante acontece em Dona Flor e seus dois maridos, em que, bem…

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