Quem quer entender os gatos?

 
A informação consta de uma matéria da revista Superinteressante deste mês de abril e que possui uma explanação visual através de um vídeo que compartilho ao final deste texto: a população de gatos está crescendo rapidamente ao redor do planeta e há inúmeras explicações para isso.
 
Se em 1985 havia uma distância muito grande entre os cachorros (principal animal de estimação) e os gatos (segundo lugar neste mesmo ranking), de lá para cá esse número só tem caído.
 
Pessoas de todas as origens, etnias e culturas diversas têm se apegado ao felino por inúmeros motivos, mas o fato de que tais animais são mais independentes e sua capacidade de adaptação a lugares menores num contexto social em que o espaço diminui conforme a população humana aumenta tem relação direta com o fato.
 
É óbvio que há muitas curiosidades sobre o bichano que fazem com que o gosto por ele seja tão apaixonado, mas as pesquisas em torno de sua personalidade psicológica e suas características temperamentais demonstram o quanto ele possui particularidades mais profundas do que os seus não tão amigos cães.
 
Eles são mais individualistas, não gostam muito de atender a comandos de autoridade de seus donos e não funcionam muito bem em grupos.
 
Isso tudo pode ser um empecilho grande para quem adotar um gatinho, imagine para quem prefere viver com vários deles e, portanto, a visualização do vídeo postado pela revista citada acima é imprescindível para que o proponente a ter uma relação desigual com seu animalzinho precisa ter ciência de alguns fatos.
 
Gatos não são totalmente domésticos e menos ainda domesticáveis, pois possuem um sentido sensorial de defesa e ataque próprios dos animais selvagens. Sua caça é individualizada e a maneira como enxerga as coisas (tons amarelo e azul) fazem com que ele se torne um explorador seja morando num apartamento quitinete ou numa mansão com jardim imenso.
 
Basta dizer que sua capacidade de velocidade e agilidade com que promove suas aventuras particulares é altamente engendrada e arquitetada com certa antecedência, com treinamentos que se iniciam desde o seu nascimento, mesmo que você ache que é só uma brincadeirinha com uma bola.
 
Ele não o vê como um dono, mas como um gato gigante que o protege e funciona como uma entidade “divina” ou um grande irmão, mas isso não quer dizer que ele o obedece. Ele simplesmente se afeiçoa por seu dono, mas não deve nada a ele só por que este o dá abrigo e comida.
 
Por outro lado, ele consegue identificar e separar a voz de seu dono mesmo que ele esteja em meio a outras pessoas, além de ter certo sentido de proteção quando algum estranho está por perto.
 
A escolha por ter em sua casa mais de um gato dificulta não só a relação entre eles, mas também a deles com o dono. Portanto, quando você tem cinco, seis gatos não necessariamente todos estão do mesmo lado, às vezes até atuando em facções para delimitar seus territórios.
 
Eles são ágeis e dinâmicos não só na característica física, mas também no relacionamento com os outros. Dessa forma, podem ter uma liderança num determinado contexto, mas ser liderado em outro completamente diferente.
 
Se mesmo depois de todas as ponderações acima você ainda quer ter um gato tenha ciência de que terá um cara independente ao seu lado que pouco liga para o que você fala para ele, mas que não deixa de ser uma ótima companhia.
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