The War on Drugs conquista a América

A banda que chegou ao seu terceiro LP ano passado conseguiu ultrapassar a vagação apenas pela cena indie americana para alçar voos maiores de lá para cá.

Se havia feito algum barulho nas rádios universitárias com “Wagonwheel Blues” (2008) acabou por esfriar as expectativas da crítica com o fraco “Slave Ambient” (2012). Essa irregularidade qualitativa do grupo criado na Filadélfia o atrapalhou bastante para se firmar na cena interna, o que dirá na viagem pelos ouvidos da galera de fora do país.

Mas a excelência do álbum “Lost in the Dream” posicionou Adam Granduciel e seus comparsas num patamar que era irreal para eles até então. A vida dos caras não tem sido fácil e a atual turnê do grupo acarreta até 20 shows por mês (tendendo a aumentar isso já que farão uma esticada à Europa e Japão).

Com participação em alguns mega-festivais americanos desde o ano passado culminando na atividade única que proporcionou aos fãs que compareceram ao Coachella semana passada, a banda saboreia o sabor da fama e a necessidade de se mostrar para um público cada vez maior em locais nos quais não estão acostumados a aparecer.

Isso se comprova bastante na ida dos rapazes ao programa vespertino de Ellen Degeneres durante esta semana para se apresentarem meio sem jeito à plateia de senhoras da comediante.

Eles  tocaram a linda “Red Eyes” e percebe-se que ainda não foram sugados pelo mainstream tanto na fala de seus integrantes quanto em seu posicionamento no palco e até mesmo nas roupas por eles usadas. A música é um misto da aura possante de Bruce Springsteen em consonância com crueza e habilidade narrativa de Bob Dylan numa letra que fala de depressão e altos e baixos de quem passa por este problema após a perda de um amor.

Na verdade, o último disco todo tem essa característica narrativa, mas também investe em guitarras bem ritmizadas dentro de uma sonoridade que alia os cânones americanos já citados com alguma influência de R.E.M. e Wilco.

É difícil ficar alheio à música do The War on Drugs executada neste trabalho que está sendo tão bem divulgado ao redor dos E.U.A., o que confere à banda o apelido de “queridinhos da América” da vez por parte de alguns especialistas no rock de lá, talvez até por resgatarem essa potência de um som mais adulto ianque.

Em tempo: já se falam em algumas conversas de bastidores para que o grupo venha ao Brasil, mas parece ser complexo o processo ainda para este ano, não só pela inflação dos cachês por conta do súbito sucesso deles, mas também por conta da agenda cheia. Quem sabe em 2016, certo?

The War on The Drugs – Red Eyes (Ellen Degeneres Show)

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