Édipo Rei: vai uma tragédia grega aí?

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A tragédia grega é muito importante para a literatura e o teatro universais em todos os tempos, pois demonstra em seu conteúdo toda a diversidade de temas incrustados na mente humana bem como retrata toda a plenitude do mundo real em ilustrações grandiosas que denotam a catarse que todos adoram contemplar.

Se o destino é algo impossível de modificar na tragédia é por meio do andamento da trama que o leitor se amarra de tal maneira que não se importa de saber que irá presenciar alguma desgraça no final.

Nada de “viveram felizes para sempre” para fazer o leitor suspirar de alegria ao término da obra. O que vale é o caminho que leva até este destino traçado aos personagens.

Pensando nisso, o blog separou algumas dessas tragédias para analisa-las e explana-las aos que têm dificuldade em ler a obra completa ou para aqueles que não se importam com spoiler ou simplesmente para os outros que mesmo sabendo do final terão curiosidade suficiente para ir atrás da obra completa.

Desta feita, nosso resumo, na verdade, é uma explicação acerca da obra “Édipo Rei” de Sófocles. Boa leitura!

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Monte Citerão, entre Tebas e Corinto. Com os pés amarrados, um bebê tebano deve ser deixado ali para morrer.

Por piedade, um pastor coríntio consegue levá-lo para sua cidade, onde será adotado pelo rei Pólibo. Muitos anos depois, consultando o oráculo de Delfos para esclarecer uma dúvida sobre sua origem, o jovem, de nome Édipo, é atingido por uma terrível profecia: seu destino é matar o pai e desposar a própria mãe. A fim de evitar o desastre, Édipo abandona Corinto.

Em suas andanças, encontra um velho homem, com quem discute em uma encruzilhada. Encolerizado, mata o viajante e quase toda sua comitiva (um só homem escapa).

Seguindo sem rumo, chega às portas de Tebas, onde a Esfinge propõe-lhe um enigma. Se errar, morrerá. A resposta de Édipo salva a sua vida e a da cidade. Como dupla recompensa, recebe de Creonte – irmão da rainha e até então regente de Tebas – o título de rei e a mão de Jocasta, viúva de Laio, o rei assassinado misteriosamente.

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Passam-se mais de quinze anos. Uma peste terrível assola a cidade. Após consulta ao oráculo de Delfos, Creonte diz ao rei que, para livrar a cidade do flagelo, é preciso encontrar e punir o assassino de Laio.

Édipo diz aos tebanos que o criminoso, banido, será maldito para sempre. O cego Tirésias, chamado para ajudar nas investigações, diz a Édipo que o assassino está mais perto do que ele imagina.

O rei se lembra então da antiga profecia que o fez sair de Corinto e teme ter fracassado na tentativa de se opor ao seu destino. Nesse ínterim, chega um mensageiro de Corinto noticiando a morte de Pólibo, de quem Édipo não era filho legítimo, conforme se vem a saber.

Quase ao mesmo tempo, aparece o homem que compunha a comitiva de Laio no dia em que este foi morto.

Trata-se do mesmo pastor que abandonou o bebê no monte Citerão. Aquela criança está agora diante dele: é o rei de Tebas. Tudo se revela: Édipo matara seu verdadeiro pai (Laio) e desposara sua mãe (Jocasta).

A rainha suicida-se e Édipo fura os próprios olhos. Cego, Édipo decide abandonar a cidade. Seguindo a sugestão de Creonte, porém, permanece por mais algum tempo em Tebas.

Testemunhando a luta de seus dois filhos pelo poder, amaldiçoa-os e torna-se novamente andarilho; sua filha Antígona guia-o. Ao aproximar-se dos bosques de Colono, pressente que logo morrerá. A terra que o acolhe se torna sagrada.

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