Show do Mak Lanegan = Show cool

 
Ir a um show do Mark Lanegan e achar que não vai se embasbacar com sua qualidade vocal é, no mínimo, inocência.
 
O cara amealhou ao longo dos seus anos de carreira uma importância grande no que se refere à música indie internacional.
 
Ele se associou a grandes artistas que auxiliaram nessa qualidade sonora e ambiental de suas canções assim como emprestaram também variedade para suas escolhas rítmicas.
 
Fez coisas ótimas com Isobel Campbel (tanto em estúdio quanto em apresentações ao vivo), P.J. Harvey, a musa underground, Josh Home (Queens of the Stone Age), Dave Groll, Duke Garwood, entre outros.
 
Além disso, conseguiu constituir uma banda de apoio de respeito que o acompanha nas apresentações de sua turnê.
 
O show do último sábado realizado no Cine Joia foi baseado em Phanton Radio, disco lançado em outubro do ano passado e que figurou em algumas boas listas de melhores de 2014 (inclusive a nossa).
 
Se a sua já conhecida voz cavernosa dão o tom da maioria das canções também é de se notar o mix de gêneros dessas mesmas faixas. O blues é onipresente em sua discografia, mas se trata de um blues que fica ainda mais pesadão com a contribuição de seu guitarrista (que tem a cara do Elvis Costelo) e do trabalho do baixista.
 
O ambiente de todas as músicas ficam a cargo de seu operador de mesa de som que ainda consegue tempo para algumas participações com riffs de guitarra e um baterista que parece ter formação no free jazz.
 
Também é notória o hard rock dos anos 70 que pôde ser condensado já de maneira mais complexa através do som indie-rock de sua antiga banda, o Screaming Trees.
 
No palco transparece a ideia de que a música independente americana pode ser revisitada e dissecada a cada novo hit de Mark Lanegan.
 
Canções como a complexa “Phantasmagoria Blues” (do álbum Blues Funeral de 2012),  a contida “One Way Street” (Field Songs de 2001), “Floor on the Ocean” e a blueseira “Sleep With Me” soam muito bem num palco intimista como o que foi utilizado sábado à noite.
 
E ele é um cara que não tem medo de submeter seu vocal a músicas lentas, tensas e densas como as bonitas “Judgment Time” e “The Gravedigger’s Song” e nem a canções mais rápidas e fortes, como são os casos da sensacional “Hit the City” e da nova “Harvest Home”.
 
Deste modo, seu show é uma montanha russa de emoções e de queixos caídos com a intensidade que ele dá aos seus sons. A banda ajuda muito e Lanegan utiliza sua garganta como mais um instrumento.
 
No fim, o que foi um show de pouca conversa entre o anfitrião e o público nem faz diferença, pois o que todos queriam era ouvir a voz do rapaz.
 
Um ponto que pode ser considerado como negativo é o tempo curto (1h15) tamanho é o set de músicas que poderia ser usado por Mark numa apresentação mais comprida.
 
Abaixo, a foto do set list colocado como uma “cola” para a banda no palco do Cine Joia.
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