A nova cara do metal vale a pena?

 
As informações preliminares para a realização deste texto foram colhidas a partir do excelente site especializado em música Collectors Room (collectorsroom.com.br) que listou em uma de suas publicações algumas novas bandas para que o amante do bom rock pesado possa prestar atenção na atualidade.
 
O intuito é válido e bastante precioso para sairmos da mesmice dos mesmos grupos de sempre darem o tom do que se deve ser produzido dentro da cena do Heavy Metal mundial, mas não deixa de ser interessante e notório perceber o quanto da força dos anos 80 essa tendência musical perdeu nos últimos anos, principalmente no que se refere à criatividade e evolução sonora.
 
É óbvio que não se pede aqui que o rock nascido a partir dos riffs de guitarra de Tony Iommi e dos falcetes de gente como Ian Gillan e Rob Halford tenha de se reinventar em sua ambientação para seguir os passos de outras demonstrações extremamente diversas, mas o que mais vemos por aí é mais do mesmo.
 
Mesmo assim, percebe-se que há uma clara perda de preconceito em se desenvolver projetos baseados na mistura de inúmeros gêneros musicais. O Rap, o Hip Hop e o Eletrônico não são mais mal vistos ao serem incluídos na sonoridade dessas novas bandas.
 
Por outro lado, cito, por exemplo, o caso de uma banda como Avenged Sevelfold que claramente copia tintim por tintim os riffs e os vocais do Metallica. Não considero como um demérito passível de morte tal coisa, mas tira muito do brilho que eles poderiam alçar originalmente caso tentassem se desgarrar dessa clonagem.
 
Outra importante análise deve ser feita em relação ao visual das bandas mais atuais, pois se percebe uma mistura entre o Emo de uns anos atrás misturado com a necessidade de sempre parecerem perfeitos nas fotos. Assemelha-se mais com um comercial da C&A do que com imagens de bandas de metal.
 
Sei que também neste quesito é necessário compreender que são outros tempos e que a aparência cavernosa de tempos passados não é mais o que vende para gravadoras e produtores musicais.
 
Então, fazendo-se essa ressalva, promovo abaixo a lista de 10 bandas que devem, pelo menos, serem ouvidas para que os fãs tirem suas próprias conclusões.
 
OBS – Lembrando que todas as bandas possuem páginas e álbuns disponíveis nas plataformas de streaming e que podem ser ouvidas com facilidade em qualquer um destes suportes.
 
Rise of the Northstar
 
Essa banda francesa já possui dois trabalhos de estúdio em seu currículo – o EP “Demonstrating My Saiya Style” (2012) e o primeiro álbum cheio chamado “Welcame” (2014). As letras são todas baseadas em mangás japoneses, enquanto a parte instrumental traz o metal turbinado por elementos de hardcore e hip hop.

 

 Code Orange Kids
 
O quarteto de Pittsburgh já atua desde 2008 e possui dois álbuns, “Love is Love//Return to Dust” (2012) e “I Am King” (2014), ambos cheios de sons  bastante particulares, fazendo do sludge e do hardcore uma boa mescla. Também há uma espécie de post-hardcore que pode ser percebida durante a audição de seu trabalho. Dessa forma, o produto final é bem pesado e a música da banda tem chamado muito a atenção de seus fás conterrâneos e europeus.
 
 

Polyphia
 
No último mês de setembro a banda Polyphia lançou o álbum intitulado “Muse” e conseguiu receber boas críticas de diversos sites especializados mundo afora. O pessoal detém ótima técnica instrumental (não há nenhum vocal nas músicas) e constrói composições bem complexas que demonstram muita qualidade estilística.
 
 

Black Moth
 
O Stoner Rock, mais conhecido na voz de Josh Home e seu QOTSA, possui alguns súditos. Essa banda vem de Leeds, Inglaterra, é já se tornou um dos principais expoentes do rock pesado inglês moderno. Com apenas quatro anos de vida e dois álbuns gravados, “The Killing Jar” (2012) e “Condemned to Hope” (2014), já é possível perceber que os riffs em contraste com a voz da bela Harriet Bevan são o ponto alto do grupo. Um interessante contraponto ao tipo de som que sempre soou tão masculinizado.
 

 
Skálmöld
 
O Folk Metal tem tido um crescimento enorme entre os fãs de música pesada e sua tendência visual e artística de optar por ambientes medievais,  batalhas sangrentas e porres de hidromel tem muito a ver com isso. A banda islandesa Skálmöld é assim. Transitando entre o viking e o já citado folk metal, o grupo cativa com facilidade. São composições fortes, sempre com melodias grudentas e riffs pegajosos, o que estimula a criação de músicas para serem cantadas em coro, um coro da Idade Média.

  
Trioscapes
 
Metal cheio de virtuosismo com uma pegada meio jazzística. É mais ou menos o que faz o trio norte-americano Trioscapes. Eles já possuem em seu currículo dois discos, “Separate Realities” (2012) e “Digital Dream Sequence” (2014), nos quais põem em prática a proposta de uma música com personalidade forte e própria, baseada num trabalho de baixo e bateria que se casam perfeitamente com o sax imprevisível de Walter Fancourt. Perfeita escolha para quem gosta de não ficar apenas no convencional.
 

 
Aphyxion
 
Esta banda dinamarquesa prossegue com a tradição que o país tem de nos entregar bons sons na linha do Death Metal melódico. Eles trilharam um caminho tortuoso e cansativo de três EPs para finalmente chegarem ao primeiro álbum em setembro passado. A melodia, o peso e as mudanças de ambiente promovem ação e movimento em alguns momentos e calmaria e viagem em outros.
 

 
Cavorts
 
Outra banda com característica Stoner tendo ainda um pé na hard oitentista, principalmente no que se refere às guitarras. Até mesmo o punk é resgatado em alguns movimentos sonoros e pelo vocal agressivo. A produção do álbum de estreia da banda também ajuda nessa mistureba bem engendrada. Mesmo assim, não é uma banda virtuose e se qualifica mais pela pegada intensa e tensão provocadas pelo seu ritmo agressivo.

  
Krokodil
 
Os ingleses do Krokodil demonstram que sabem captar toda a intensidade de uma boa música através de ótimos e profundos riffs ao longo de suas músicas. Isso ficou evidente em seu disco de estreia, “Nachash”, lançado em novembro de 2014 pela Spinefarm. As influências claras vão de Mastodon e  Queens of the Stone Age até Meshuggah e é perceptível que os caras sugaram o que havia de melhor dessas bandas.
 

 
Prosperina
 
Proveniente do País de Gales, o Prosperina já está em seu segundo álbum e sua música pega muita coisa do Heavy Metal tradicional para moderniza-lo através de uma sonoridade rica e mais complexa que se arvora em climas variados e ar soturno para entregar um ambiente pesado. 
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