Of Monsters and Men: o segundo álbum é ainda melhor que o seu debut

A Universal Music está lançando nesta semana o novo disco da banda islandesa Of Monsters and Men intitulado “Beneath the Skin” e a aposta na turma de Nana Brinds e Ragnar Borhallson se mostra extremamente acertada.

A banda conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo com muito carisma e com apresentações intensas e interativas, até por conta de suas músicas do LP “My Head is a Animal” terem sido feitas para se cantar em uníssono.

Aqui no Brasil também tiveram seu quinhão de sucesso com um show muito bom no Lollapalooza Brasil 2013, um vídeo especial realizado posteriormente ao festival e alguma fama por causa do hit “Little Talks”.

A confirmação da banda no cenário mundial parece estar garantida com a saída deste novo trabalho, pois se percebe desde o primeiro acorde de “Crystals”, música que inicia o segundo álbum, melhorias em relação ao seu debut de 2012.

Alguns motivos aparecem por conta da produção realizada pela banda e pela supervisão e colaboração do renomado produtor Rich Costey, situação que faz com que o som saia mais nítido, mais puro e a parte instrumental (que já era muito boa) seja mais notada agora.

Além disso, o vocal de Nana, que era uma mistura de Björk com elementos próprios possui em 2015 mais personalidade e se condensa mais significativamente com o trabalho instrumental da trupe islandesa.

Dessa forma, o topo do Top 200 da Billboard conseguido há quatro anos pode se repetir e se comprova que os mais de dois milhões de cópias de seu álbum de estreia não foram realmente um golpe de sorte.

A parte estética musical da banda está mais apurada e densa e todo o restante acaba por se tornar mais organizado sem que isso se torne mecânico.

Outra situação que já se verificava anteriormente e que agora evolui é o clima e ambiente proporcionados pelo som da banda que agora promove cada vez mais temas grandiosos e robustos neste álbum. Por outro lado, alguns momentos mais festivos vividos no primeiro álbum não se repetem desta vez.

Assim sendo, dá para definir uma certa coesão mais aparente em “Beneath the Skin” e promove assim uma evolução musical sem que tenha sido necessário alguma revolução em sua forma de tocar.

Se “Crystals” já se transforma no hit óbvio, também há destaque para a faixa “Organs”, que é investida de sons mais singelos para que sua simplicidade seja testada pela banda nos palcos por aí.

Outras músicas importantes como “Hunger” e “Empire” são fortes por serem conduzidas num tom mais profundo enquanto “I Of The Storm” e “Wolves WithoutTeeth” são temas mais próximos de um clima épico.

Por fim, basta aguardar pelas apresentações do OMAM, pois estas já se transformaram em grandes celebrações musicais feitas para dançar, cantar e viajar para um ambiente cheio de temas bucólicos, medievais passando pela cultura islandesa e por assuntos ligados ao campo. Não perca a oportunidade de ouvir esse novo álbum.

                                                       Of Monster And Men – Beneath the Skin 

1 – Crystals

2 – Human

3 – Hunger

4 – Wolves Without Teeth

5 – Empire

6 – Slow Life

7 – Organs

8 – Black Water

9 – Thousand Eyes

10 – I Of The Storm

11 – We Sink

Crystals

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