Deep Purple e o clássico “Machine Head”: eis aqui um dos maiores álbuns de todos os tempos

Se há uma infinidade de recursos tecnológicos nos dias atuais para melhorar o desempenho de um artista em estúdio não era bem assim que as coisas funcionavam nos anos 70.

Muitas das alterações vocais ou mudanças sonoras de algumas bandas não muito boas daquele período só eram possíveis graças à ajuda e criatividade de produtores sensacionais, verdadeiros Midas dos sons.

Mas, também é verdade que alguns músicos não precisavam tanto assim de modificações para que sua atividade fosse classificada como algo fora de série.

O Deep Purple é um destes exemplos, não somente por conta da genialidade de seus integrantes, mas muito por causa do entrosamento com o pessoal de estúdio que atrapalhava o menos possível para que suas canções chegassem ao produto final quase sempre sem defeito algum.

Para ficarmos num único exemplo do trabalho perfeccionista da banda britânica o disco “Machine Head” pode representar bem a audácia e evolução rítmica e profissional deles.

O álbum lançado em março de 1972, concebido para preceder o ótimo “Fireball”, é foi gravado todo na Suíça, tendo como resultado final uma coleção de faixas que viriam a ser demonstrações definitivas da importância do grupo para a música inglesa e mundial.

E para compreender algumas peculiaridades acerca do trabalho anterior e durante o processo de gravação do disco é preciso explicar algumas questões: a primeira é que a escolha de Montreux para trabalhar tinha como critério primordial a recomendação feita pelos contadores e advogados da equipe da banda que enfatizavam a possibilidade de ter menos despesas com impostos se isso fosse feito fora da Inglaterra;

Além disso, o Deep Purple inicialmente teria compromissos nos EUA ao final de 1971, mas por recomendação médica (Ian Gillan havia contraído hepatite) os rapazes tiveram que cancelar os shows e transferir (e antecipar) a gravação das novas músicas para um lugar menos atribulado do que a efervescente Inglaterra.

O fato de toda essa mudança de última hora ter sido realizada no final do ano fez com que Ritchie Blackmore tomasse a frente dos trabalhos (enquanto Ian se recuperava) e começou a escrever novas letras, dentre elas “Space Truckin'” e “Smoke on the Water”;

A escolha de Martin Birch para ser o responsável pela engenharia de som se mostrou acertada, pois o cara participou de outros grandes álbuns (antes e depois) de bandas como Blue Öyster Cult, Black Sabbath, Jeff Beck, Faces, Iron Maiden, Rainbow e Fleetwood Mac.

Vale lembrar que a gravação do disco seria dentro do Montreaux Casino e é por causa disso e da apresentação de Frank Zappa anteriormente que um dos versos mais icônicos da historia do rock foi escrito.

Durante o show do guitarrista americano algum louco disparou um sinalizador e o teto suspenso do casino pegou fogo, fazendo com que a música “Smoke on the Water” tivesse sua marca registrada após Roger Glover ter dado a ideia do título dias depois.

Por mais que tenha facilitado a escrita de uma das músicas mais conhecidas da banda, a ocorrência atrapalhou deveras a finalização do projeto, pois sem condições de usar o Casino, e após a saída da banda do teatro local “The Pavillion”, que recebia reclamações incessantes dos vizinhos, a solução final foi trabalhar no Grand Hotel, que estava meio deserto naquela época e deixou com que os integrantes do Purple utilizassem seus corredores para colocar colchões e cobertores em seu espaço e isolar bem o som saído de seus instrumentos. Não dá para discordar que o resultado disso tudo tenha sido o mais relevante possível.

E também não se pode esquecer que a gravação aconteceu sem que houvesse retoques posteriores. O que se ouve na bolacha lançada ao redor do mundo é exatamente o que se fez nos dias de gravação.

A banda levou três semanas para concluir tudo e o fez praticamente num take só. A única exceção é Ian Paice, que perfeccionista, realizava pelo menos 10 takes ou mais até que Ritchie Blackmore e Jon Lord cansavam de seus instrumentos e Paice continuava insistindo para mais tentativas de aperfeiçoamento.

A abertura do álbum já é apoteótica através da maluquice da guitarra de “Highway Star”, que Blackmore confessa que talvez tenha sido o único solo que ele trabalhou em cima, pois normalmente era muito espontâneo com essa parte que lhe cabia.

Com relação às músicas de trabalho, “Never Before”, era a faixa escolhida para primeiro single, mas a convicção inicial dos integrantes não se mostrou assim tão forte, como veremos a seguir. Por outro lado, “When a Blind Man Cries”, não entrou no álbum, simplesmente pelo descontentamento de Blackmore.

O caso de “Smoke on the Water” também é bastante peculiar, pois só entrou para a edição final do álbum por ter sido mostrada a Claude Nobs (fundador do festival de Montreaux) e ele ter ficado empolgado ao ponto falar com os irmãos Warner (donos da famosa gravadora) e estes convenceram a banda de que a faixa deveria substituir a canção que haviam escolhido anteriormente.

Gillan também teve um trabalho importante em algumas faixas como “Space Truckin'”, que idealizou uma era moderna vivendo na função de “caminhoneiro espacial”. Na mesma canção pode-se perceber uma leve semelhança com o tema da série “Batman” dos anos 60, uma das preferidas de Blackmore.

A viagem sonora de “Lazy”, com sua evolução construída a partir da ajuda de incontida e constante de todos os integrantes da banda, “Maybe I’m Leo” e “Pictures of Home” são a completude das sete músicas desse capítulo único da história do rock.

Logo no lançamento, “Machine Head” atingiu o primeiro lugar nas paradas britânicas permanecendo no top 40 por 20 semanas. Nos EUA, conseguiu alçar um voo até o sétimo lugar e permaneceu na parada por dois anos.

Estima-se que nesses 43 anos de vida do álbum já tenha ganhado mais de 50 versões em vinil. Também é proveitoso dizer que “Machine Head” figura na lista dos “50 álbuns mais pesados do rock” da Revista Q Magazine.

Até Ozzy Osbourne considera o disco como um dos seus dez mais de todos os tempos.

Em 2002 foi lançado um documentário chamado “Deep Purple – The Making of Machine Head” do diretor Matthew Longfellow sobre as curiosidades envoltas à gravação do álbum e inúmeras entrevistas com personagens envolvidos com este trabalho.

A banda homônima formada em 1991 tem este nome, obviamente, por causa do clássico disco do Deep Purple.



Deep Purple – Machine Head (1972)

 

Lado A

 

Highway Star

Maybe I’m Leo

Pictures of Home

Never Before

 

Lado B

 

Smoke on the Water

Lazy

Space Trucking

Fontes de Pesquisa:

http://www.collectorsroom.com.br/2009/04/discos-fundamentais-deep-purple.html

http://ricmais.com.br/sc/rifferama/resenhas/rifferama-basica-os-classicos-do-heavy-metal-4-deep-purple-burn-1974/

http://whiplash.net/materias/curiosidades/215961-deeppurple.html#ixzz3hT9bBeXw

Soy loco por ti, cinema Latino-americano!

Gosta de cinema latino-americano?

Se a resposta for sim então você não pode perder a oportunidade de ver algum ou vários filmes do 10º Festival de cinema Latino-americano.

O evento tem início nesta quinta-feira (30) e vai até quarta-feia que vem (05/08).

A programação é composta por 111 filmes advindos de 17 países diferentes da região.

 Um empurrãozinho a mais para que deixe a preguiça de lado para apreciar a produção cinematográfica destes lados do globo é que a edição deste ano tem entrada franca para todas as sessões.

O evento que sempre traz uma série de homenagens no meio de suas atividades celebra neste ano o trabalho dos cineastas Hector Babenco e Lírio Ferreira com alguns de suas produções dentro de seu acervo.

Mas, assim como nas edições anteriores, são os longas inéditos que fazem a mostra ser tão disputada pelos cinéfilos mais atentos.

Um dos destaques certos é a obra “As Fábulas Negras”, dirigida por Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins. Mas também filmes como “A Misteriosa Morte de Pérola” de Guto Parente, “Trago Comigo” de Tata Amaral e “Que viva la musica” de Carlo Moreno.

O evento de cinema terá inúmeros espaços diferentes nos quais serão exibidos os filmes. Serão usadas salas do circuito alternativo como Cinesesc, Memorial da América Latina, Cine Olido, Cinemateca Brasileira, Cinusp Paulo Emílio, Cinusp Maria Antonia, Reserva Cultura e Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca.

Para visualizar a programação completa ou solicitar maiores informações sobre horários e locais entre na página oficial http://www.festlatinosp.com.br/2015/.

Trailer “Que Viva La Musica”

Algumas constatações da bilheteria brasileira do último final de semana

Se o caro internauta entrar no site Film B (www.filmeb.com.br) verá a bilheteria nacional e o top ten dos filmes em exibição atualmente no país.

Também perceberá algumas idiossincrasias de nossa plateia querida.

Vou começar de cima para baixo:

Durante os meses de abril e maio aconteceu na web internacional uma campanha irritante (e criativa) através do You Tube e outras redes sociais com um vídeo viral do tal “Charlie Charlie” no qual pessoas faziam uma brincadeira com um lápis e um papel para chamar uma entidade do além.

Pois bem, tudo não passava de uma peça de marketing para divulgar o filme “A Forca” escrito e dirigido por Travis Cluff e Chris Lofing.

Toda essa explicação serve para demonstrar que tal explosão popular dos mini-vídeos daquela época não serviram de maneira alguma para incentivar as pessoas a assistirem ao filme. O longa de terror não passou do nono lugar na bilheteria brasileira com um número abaixo de 200 mil espectadores em sua semana de estreia.

É possível melhorar esses números? Sim, mas improvável!

Isso quer dizer que esse tipo de campanha viral pode não surtir efeito quando a história da película não é boa. Toda publicidade pode ser interessante, mas nem toda surte efeito, para trocar em miúdos.

A segunda análise que posso fazer é a de que os filmes advindos de séries, novelas e programas da tv nacional são em certa medida algo parecido com o que ocorre com o cinema americano tendo como adaptação as HQs, Games e Sagas Literárias.

E é óbvio que tanto o investimento financeiro quanto a qualidade dos filmes é o ponto principal de discórdia nessa menção.

Quando tomo como exemplo o filme “Carrossel”, que estreou com mais de 400 mil pessoas o tendo assistido, percebe-se que é grande o interesse do público tupiniquim em ver mais do mesmo na tela grande daquilo que parece não se cansar de ver na telinha de sua casa.

Outro detalhe interessante é que não é só a Globo a detentora dessas ideias pouco criativas, também faz parte deste nicho de mercado o canal do homem do baú e não fique surpreso com a inclusão da Record e suas histórias bíblicas em breve nos cinemas por todo o país.

Por fim, é inacreditável como o consumidor de cinema daqui gosta de comédias com atores ruins e péssimos comediantes.

Adam Sandler é o maior exemplo de atores estrangeiros enquanto que por aqui fico com a figura de Leandro Hassum como estandarte de tal tipo de obra.

No caso de Sandler, o cara tem o carisma de uma ostra e a capacidade de atuar inspirada numa cadeira de balanço com as mesmas caretas e o mesmo personagem sendo repetido inúmeras vezes ao longo dos últimos (vai) dez anos.

E ainda assim consegue liderar com folga a bilheteria daqui. Por outro lado, no mercado americano amarga a posição de um dos atores que mais dá prejuízo no custo/benefício.

E este último filme dele parece que foi feito para redefinir o significado da palavra inverossímil. Como um produtor pode autorizar que se gaste dinheiro com a história de personagens de video-game que invadem a terra para destruí-la (?!).

A resposta é simples: apesar de não ter colado tão bem no mercado americano (até por conta das críticas negativas) e ter chegado ao segundo posto do top ten por lá é por aqui (e em outros mercados menores) que os produtores têm maior expectativa.

O público daqui parece não se importar com a necessidade de sentido numa história de duas horas de duração. Vide o caso dos “Transformers” e “Velozes e Furiosos” da vida que quebram recordes todo ano em nossos cinemas.

O que tem valido para nossa plateia pouco exigente são as explosões, o humor raso e de baixo teor intelectual, além de possibilidades de continuações infinitas que só servem para mostrar a mesma coisa acontecendo ad-eternum.

Dessa forma, não sei como os investidores de cinema por aqui compreendem este fenômeno e nem consigo imaginar se há alguma análise precisa de tal ponto por conta da inconsistência da maneira do público brasileiro perceber as obras que chegam por aqui.

Tudo é muito pueril na maneira das pessoas daqui visualizarem os blockbusters e por isso o investimento em nosso mercado não é pautado em qualidade de história ou em complexidade estilística, tudo se finaliza a partir da escolha de um Adam Sandler abobado ou de por meio de uma série de explosões indiscriminadas durante qualquer produção non-sense.

E assim caminha (ou não) a humanidade cinéfila brasileira.

Para provar a genialidade do filme do ator americano veja o trailer abaixo:

E agora veja a lista completa da bilheteria nacional no último final de semana:

1 Pixels * 10.343.583
2 Homem-Formiga 7.176.311
3 Carrossel, o filme * 5.741.440
4 Minions * 5.675.842
5 Meu passado me condena 2 * 2.554.105
6 Divertida mente 2.265.712
7 Cidades de papel 1.480.741
8 O exterminador do futuro – Gênesis 1.330.989
9 A forca 1.140.000
10 Jurassic World – O mundo… * 862.742

Guia completo sobre vampiros: cuidado ao encontrar um!

Para quem curte um história de vampiro ou tem curiosidade sobre alguns pontos relevantes na mitologia destes seres este texto é perfeito para sanar qualquer dúvida dos sugadores de sangue noturnos.

Você também curte histórias sobre esses sanguinários seres das trevas? Com o passar dos anos mitos e pequenas regras sobre os dentuços mudaram exponencialmente de autor para autor nas histórias contadas nos livros e no cinema. Este artigo revive um pouco das lendas originais sobre os seres das trevas mais sanguinários de todos os tempos… Dracula-1931

1- Regra geral:
Vampirizar: Apenas ser mordido por um vampiro não é o bastante para tornar-se um. Segundo as antigas lendas, além da mordida o postulante ao cargo de chupador de sangue deve ainda passar por um ritual de batismo, bebendo também do sangue do pulso de seu algoz… Eca!

2- Dos poderes: Um vampiro pode ter diversos poderes que para muitos soariam como coisas legais, a exemplo:

Mutação: O vampiro, depois de um certo tempo de transformação e alguma maturidade, pode se tornar em um ou muitos morcegos. Esse dom é usado geralmente para se evadir…

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“Go Away”: Weezer e Best Coast fazem uma “selfie” juntos

Foram quatro anos de espera entre “Hurley” (2010) e “Everything Be Allright In The End” para que o Weezer mostrasse que ainda continuava vigoroso e intenso.

O lançamento deste disco também foi uma forma de provar que Rivers Cuomo continuava perfeito em sua verve para o rock básico talhado desde meados dos anos 90.

E talvez por conta da influência da meditação em seu dia-a-dia o tema recorrente naquele álbum era, digamos, bem transcendental. “O tema predominante do álbum é o aumento da consciência sobre a impermanência de tudo que temos como certo”, dizia Cuomo à época do lançamento.

Além disso, algumas parcerias foram acertadas durante as gravações do álbum e a mais vibrante atende pelo nome de “Go Away”, em consonância com o Best Coast, duo californiano formado pela bela e provocadora Bethany Cosentino e o multi-instrumentista Bob Brunno.

O Best Coast promete para este ano ainda a liberação do terceiro (e esperado) álbum de estúdio que precederá o divertido “The Only Place” e possui uma interessante e interativa página no Facebook e uma conta no Twitter que é alimentada diariamente pela própria vocalista do grupo.

E não é que ambos cometeram o melhor vídeo-clipe dos últimos anos ao fazer uma crítica bem humorada à geração “Selfie Ostentação”?

Então chega de mais delongas e assista o clipe e ouça a música com cara de balada sessentista acrescentada de guitarras potentes na qual estrelam o líder do Weezer e a vocalista do Best Coast.

“Quando os livros foram à guerra”: não li, mas já adorei!

De vez em quando há um livro, um filme, uma peça ou qualquer outra obra de arte que nos pesca ou nos afugenta apenas por causa de seu título ou por conta do tema abordado.

Pois bem, temos aqui um exemplo deste sentimento captado por amantes da cultura mundo afora.

A Editora Casa da Palavra está lançando neste mês de agosto o livro “Quando os livros foram à guerra” (When Books Went to War: The Stories that Helped Us Win World War II) da jovem autora Molly Guptill Manning, que havia debutado na literatura com a obra “The Myth of Ephraim Tutt: Arthur Train and His Great Literary Hoax(sem tradução para o português).

Somente o título já fascina, pois toca num ponto interessante e pouco analisado acerca da Segunda Guerra Mundial: a questão da comunicação e divertimento para as tropas baseadas por toda a Europa para participar do confronto não era constituída somente de shows de strip tease mostrados nos filmes de Hollywood. Havia uma questão estratégica que levava principalmente americanos e ingleses a distribuir livros para seus soldados.

É evidente que tal tese a seguir não poderia funcionar com todos, mas demonstrar como pensavam grandes estrategistas da história a respeito das diferentes necessidades de tomadas de decisão, os principais conceitos filosóficos e até mesmo obras religiosas tinham como intuito promover o prosseguimento do foco na mente dos homens que ali estavam.

Como eu disse logo no início do texto ainda não li o livro, até por que ele só sai mês que vem, mas o conceito por trás de sua proposta é ótimo e interessante e espero que atenda à minha expectativa sua qualidade. Também ajuda o fato de o New York Times o ter incluído em sua lista de Best Sellers para me empolgar com a obra.

Daí, saber que a análise de Molly não fica apenas na atividade de um lado faz com que o vislumbre de um grande documento seja realmente um alvo quase certo.

Sabe-se que, mais do que bombas e estratégias técnicas, uma das principais armas de Hitler era seu próprio livro “Mein Kampf”.

Portanto, muitos livros que poderiam refutar as ideias do Füher foram o contra-ataque dos Aliados para rebater a intolerância e a crueldade daqueles escritos. Espero que muita coisa referente a isso seja abordado na obra da autora americana.

Assim que sair por aqui e eu dissecar o livro todo volto ao tema até para saber se vou corroborar com a análise de hoje. Aguardem!

Os sons que Noel Gallagher levaria para uma ilha deserta

A BBC Radio 4, estação das mais interessantes e bacanas do Reino Unido, possui um programa chamado “Desert Island Discs” no qual artistas renomados falam sobre álbuns e músicas que não poderiam faltar em sua bagagem no caso de uma estada numa ilha deserta.

É óbvio que o formato não é inédito tampouco inovador, mas dá um caldo legal quando se trata de gente que a gente respeita.

E Noel Gallagher tem o nosso respeito, sem dúvida nenhuma! Além do que, o cara não foge de pergunta nenhuma, transformando-se, nos últimos anos, num dos caras mais legais do música mundial.

Abaixo, listamos oito canções que fariam o irmão de Liam esquecer da vida no meio do nada.

Há muitas citações de músicas que aludem à sua infância, mas também não se deixa de perceber no meio desse balaio aí algumas influências para a própria carreira do Oasis e do High Flying Birds.

Além disso, as citações de Noel podem soar até como uma homenagem aos últimos 40 nos da cena musical britânica.

Confira a lista abaixo adicionada de um pequeno comentário do próprio Noel:

The Sex Pistols – “Pretty Vacant”

“Eu tinha oito anos de idade ou algo perto disso e me lembro de estar na rua e ver um skinhead – ele tinha um ponto de exclamação de spray na cabeça. Eu me lembro de estar com a minha mãe e pensar, ‘Wow, o que é isso?’ Eu adoro o disco porque a música era ótima e era um grande álbum pop. O Sex Pistols mudou tudo. Era o renascimento da cultura jovem, que estava morta.” 



David Bowie – “Let’s Dance”

“Eu me lembro muito bem de uma noite em que tinha esse negócio passando na TV chamado ‘The 5 Minute Profile: David Bowie’. Eu nunca tinha prestado atenção em David Bowie, ele não significava muito para mim. Eu nunca tinha ouvido a canção ‘Heroes’ antes e fiquei surpreso. Eu fiquei, tipo, ‘Isso é maravilhoso’. O único motivo pelo qual não vou escolher ‘Heroes’ é a minha esposa – a adorável Sarah – que me disse de manhã, ‘Você vai escolher Let’s Dance do David Bowie, não vai?’ e eu disse, ‘Bem, eu ia escolher Heroes’. Ela disse, ‘Escolha Let’s Dance, você me faz ouvir essa música três vezes por semana. Você estragou a música para mim. Eu agora odeio a música porque você toca demais. Não vá até o Desert Island Discs sem escolher essa música.” 



Pink Floyd – “Nobody Home”

“Eu sei a letra inteira. Posso cantar em sequência facilmente. Roger Waters: eu adoraria conhecê-lo. As composições são tão simples, mas ainda assim a história é tão grandiosa e tudo é tão épico. Eu gostaria de poder compor um álbum como The Wall – com um conceito. Essa faixa entorta a minha cabeça. Eu provavelmente roubei trechos dela pelo menos umas três vezes.”



The Smiths – “Hand In Glove”

“Um dos únicos empregos que tive foi em uma empresa de serigrafia, e o rádio sempre estava ligado. Eu me lembro de um dia tocar The Smiths à tarde e eu fiquei tipo, ‘Wow, o que é isso?’. Eu amo essa faixa porque foi o primeiro single e tem um charme especial. Eles são muito importantes para a música nesse país, particularmente a música alternativa. A última vez que saí com Morrissey foi em Los Angeles. Meu queixo doía de tanto rir, principalmente porque ele estava tirando sarro de Russell Brand.”



A Guy Called Gerald – “Voodoo Ray”

“Após o punk rock, que foi a segunda explosão da cultura jovem, a terceira, que foi o acid house em 1987, aconteceu em uma casa noturna chamada Hacienda. Ficava a 40 segundos a pé da minha casa. Eu me lembro de ir até lá uma noite e, é claro, sem nunca ter consumido ecstasy, pensava: ‘Isso não faz sentido. Que tipo de música é essa? Não há letra, é só uma bateria eletrônica e não consigo ouvir mais nada”. E aí eu tomei ecstasy, voltei e pensei ‘Isso é a melhor coisa que já ouvi na minha vida.’ A música amo até hoje.” 



U2 – “With Or Without You”

“Na época, o disco The Joshua Tree era apenas mais um disco. Você ouve hoje e, honestamente, é facilmente um dos melhores conjuntos de músicas que já foram compostas em todos os tempos. Eu amo o U2. Se você não entende a banda, não entende, e sinto muito se você não entende.”


The Ronettes – “Be My Baby”
“Eu conheci a Sarah em uma balada em Ibiza. Você não deveria conhecer a sua futura esposa em uma balada em Ibiza. Se eu pensar em uma pessoa com quem gostaria de sair para a noite, seria Sarah. Uma pessoa com quem gostaria de ir a um almoço com bebidas, seria ela. Eu não consigo enxergar minha vida sem ela, ela é tudo para mim. Essa foi a música da primeira dança em nosso casamento.

The Beatles – “Ticket To Ride”

“Não posso terminar sem mencionar os Beatles. A primeira guitarra que eu comprei quando juntei algum dinheiro foi uma Epiphone, que era a que eles costumavam tocar. Eles significam muito para mim musicalmente. Eles são simplesmente a melhor coisa que já existiu na música.”