Novo álbum do Foals finca terreno definitivo da banda na cena mundial

O grupo de Oxford, Inglaterra, já vem preparando os fãs há algum tempo.

Entre junho e julho três faixas foram lançadas como singles: a ótima e nervosa “What Went Down”, a contida “Mountain at my Gates” e a densa “A Knife in the Ocean”.

Pronto: pela qualidade presente nas três faixas era inevitável que tanto que já acompanha faz tempo a banda quanto os críticos tivessem boas razões para aguardar ansiosamente pelo lançamento do quarto disco dos rapazes liderados por Yannis Philippakis.

Desde 2008, quando o debut “Antidotes” passou meio desapercebido, o Foals foi crescendo devagar e sempre, tanto no cenário inglês, em meio a uma Europa que foi acreditando mais e mais no potencial deles até chegar aos grandes festivais americanos dos últimos anos.

Se lá no começo havia uma ideia de se parecerem demais com o Coldplay (para o bem e para o mal), conforme saíram “Total Life Forever” e “Holy Fire”, o segundo e terceiro álbum, respectivamente, uma identidade nova, criativa e intensa foi sendo visualizada por quem acompanhou o passo a passo do Foals.

O novo trabalho dos ingleses é fruto do amadurecimento natural do ser humano ao chegar na casa dos 30 anos. E isso se verifica pelas próprias letras incluídas em “What Went Down”.

Imagem da Capa do Disco

E analisar profundamente os LPs anteriores é verificar o quanto os meninos sabem se reinventar a cada pulo na carreira. Seja dentro dos próprios álbuns seja entre um e outro é perfeitamente possível sentir que as frustrações, as dúvidas vivenciais, o bom humor e a porra-louquice andam de mãos dadas para serem apresentadas para quem quiser entrar no mesmo bonde que eles.

Se na faixa título o vocalista grita “When I see a man, I see a liar” transformando a música numa análise da própria condição humana, ela se junta com “Lonely Hunter” e “London Thunder”  para mostrar bons exemplos da evolução climática das músicas do Foals.

Tanto Philippakis, num trabalho vocal intenso e desgastante, quanto Jack Bevan que esmerilha na bateria e Jimmy Smith com um trabalho de velocidade em contrapartida a seguidas pausas de sua guitarra se juntam a Walter Gervers num baixo nervoso e Edwin Congreave com seu teclado que dá ambiente complexo.

Nesse sentido, todos promovem melodias que situam esse novo momento da carreira da banda.

Além dessas é pertinente visualizar que canções como “Birch Tree” e “Give it All” se situam entre o que a banda parece pretender para o futuro e a contemplação do que deu certo nos álbuns passados.

Por outro lado, também há tons sombrios que pintam outras faixas como “A Knife in the Ocean”. Outras luzes mais vivas colorem a eletrônica “Snake Oil” e a alegre “Night Swimmers”.

Sendo assim, “Albatross” acaba por ser uma faixa vigorosa dentro de um trabalho vocal potente de Yannis.

Assim como anteriormente “What Went Down” também foi gravado e produzido longe da terra natal dos caras. Desta feita, o Foals preferiram se instalar em Saint-Rémy-de-Provenc, na França, num estúdio chamado La Fabrique.

Tudo foi produzido por James Ford (conhecido pelo trabalho junto ao Arctic Monkeys) e foi bastante elogiado por todos os músicos do grupo.

Portanto, o sentimento que fica ao finalizar a audição da nova empreitada é de que estes britânicos estão mais pesados e intensos na utilização de seus instrumentos. E tal sensação não é exclusividade do ouvinte, já que o próprio guitarrista Jimmy Smith acredita que isso acontece: “Sim, admito que estamos soando mais pesados, mas não é algo que programamos antes. Não foi nada científico, calculado. Aconteceu naturalmente.” 


Foals – “What Went Down” – Track List

1 – What Went Down

2 – Mountain At My Gates

3 – Birch Tree

4 – Give It All

5 – Albatross

6 – Snake Oil

7 – Night Swimmers

8 – London Thunder

9 – Lonely Hunter

10 – A Knife in the Ocean


What Went Down


Mountain At My Gates


A Knife in the Ocean

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