“(What’s the Story) Morning Glory?” – 20 anos do clássico do Oasis

Lá se vão 20 anos do lançamento do álbum mais bem sucedido comercialmente do Oasis.

“(What’s the Story) Morning Glory?” vendeu aproximadamente 22 milhões de cópias ao redor do mundo, balançou as estruturas do mercado americano e ainda persiste como um dos discos mais vendidos de todos os tempos no Reino Unido.

Não sói isso não é pouca coisa como também explica muito da importância dos irmãos Gallagher para a música dos últimos tempos.

É curioso que depois de ter uma recepção calorosa da crítica com “Definitely Maybe”, álbum de estreia da banda de Manchester, e posteriormente às constantes tretas (forjadas?) com o Blur, o Oasis tenha sido recebido pela imprensa especializada com tanta frieza.

A frase que se repetia na NME, na Uncut ou na Rolling Stone é que “o trabalho poderia ter sido melhor”. Mas poderia mesmo?

Nunca se sabe quando o parâmetro é um álbum de estreia. Se “ser bom” significa seguir os mesmos padrões do debut isso quase não acontece, tendo em vista o temperamento de artistas tão diferentes quanto Noel Gallagher e Liam Gallagher. A questão é que caras assim querem sempre melhorar, inovar, ser diferentes. Daí, não haver muito da repetição do primeiro álbum para tentar convencer crítica de que devem ser aceitos no clubinho.

Além disso, o grupo nunca foi feito apenas dos irmãos, mas a mão de ferro de Noel faz parecer que só ele contribuía para o sucesso de todos. Ledo engano, já que Paul Arthurs (guitarra), Paul McGuigan (baixo) e Alan White (bateria) tinham sua parcela de contribuição á atividade toda.

Mas é óbvio que Noel impera no meio de todos os outros. Para tudo ao redor dele e da banda!

O fato de ter sido lançado depois de apenas um ano de sua estreia não foi um empecilho para que canções fortes como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova” estivessem presentes nessa segunda empreitada.

Os irmãos posando para fotos durante divulgação do trabalho

Além disso, outras faixas não tão fortes comercialmente, mas que tinham poder ao vivo e criaram peso na discografia da banda estão dentro do mesmo trabalho, casos de “Hello”, “Some Might Say” e “Roll With It” que ainda são muito pedidas, mesmo nas carreiras solo de Noel e Liam.

É bem verdade que coisas boas ficaram de fora do álbum por pura antipatia de Noel e também por causa da necessidade de escolha rápida por conta da produção que ficou espremida. Dessa forma, pérolas como “Talk Tonight”, “Round Are Way” e “Acquiesce” só vieram a ser conhecidas muito mais tarde.

E por falar em produção essa foi realizada em forma de parceria entre Noel Gallagher e Owen Morris.

E o próprio Morris diz até hoje que tudo “fluiu de forma alucinante e perfeita”.

Ele já chegou a dizer que a coisa era tão fortemente corrida que logo na primeira semana foram gravadas cinco faixas: Segunda-feira: “Roll With It”; Terça-feira: “Hello”; Quarta-feira: “Wonderwall”; Quinta-feira: “Don’t Look Back In Anger” e Sexta-feira: “Champagne Supernova”.

A própria ajuda do profissional ficou em xeque, pois este havia acabado de produzir de forma seguida “Definitely Maybe” e “A Northern Soul”, do The Verve, e não aguentava mais de cansaço.

Acaba sendo importante dizer que as composições de Noel estavam mais maduras e menos aceleradas do que em seu primeiro disco e isso diminuiu a necessidade de ajustes de produção. As canções chegavam quase prontas ao estúdio e uma ou outra alteração era feita ali mesmo na hora, sem que houvesse precisão de nova composição no meio de tudo.

Assim sendo, até mesmo as músicas menos conhecidas como “Hey Now!”, “Cast No Shadow”, “She’s Electric” e a faixa-título “Morning Glory” têm uma sonoridade tão bem executada que caíram rapidamente no gosto dos fãs da banda.

O álbum também foi responsável pela proliferação definitiva do Britpop em todo o mundo e transformou os irmãos brigões em capa das maiores revistas, sejam de música, entretenimento ou de qualquer outro assunto.

E o Reino Unido foi deles por alguns meses, coisa que somente os Beatles conseguiram anteriormente e ninguém chegou perto posteriormente.

Também é importante registrar que nesse período algumas das apresentações da banda tiveram públicos recordes (vide as duas apresentações em Knebworth em agosto de 1996 vistas por 250 mil pessoas) e os shows eram concisos, empolgantes e precisos, algo que nunca mais pôde acontecer de forma tão intensa para o Oasis.

Wonderwall

Roll With It

Don’t Look Back In Anger

Champagne Supernova


Com informações dos Sites Vagalume, Oasis News e Wikipedia

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