Vinyl vale a pena mesmo se não for bom

 

Não é mistério para ninguém que a HBO possui uma das melhores áreas de produção de conteúdo próprio da televisão mundial.

Também é fato conhecido que suas produções focam inicialmente na qualidade de seus roteiros e de suas ações para depois se preocupar com seu público, o que acaba sendo quase um processo simbiótico já que este nível artístico alto chama a atenção de um telespectador cansado da mesmice da telinha.

Além disso, já foi discutido por aqui que tanto a HBO, como a Netflix e a BBC são três das emissoras mundiais que estão salvando o conteúdo da televisão atual.

Pois bem, desde o ano passado sabia-se do projeto de Martin Scorsese e Mick Jagger em realizar uma série sobre a cena musical dos anos 70 e quando ficou evidente que a atividade seria alçada à tela pela HBO os fãs do assunto ficaram arrepiados e em polvorosa.

A revolução musical daquela época será contada através da visão Richie Finestra (Bobby Cannavale) dono da gravadora American Century Records, que, na falta de um nova estrela do rock para alavancar suas vendas, luta para não ver o sonho de sua vida ir à falência.

“Vinyl” estreia na madrugada de domingo para segunda-feira, à Meia-Noite. Pelo que vem sendo mostrado nos teasers e nos comentários dos produtores a série promete abusar de inúmeras referências do rock, do pop e da disco music.

O que se tem como sinopse do início da trama é que o personagem principal se verá diante do interesse de uma poderosa companhia alemã em sua gravadora enquanto passa por um acontecimento que muda a sua vida e faz com que a sua paixão pela música renasça. Também há indícios de que a Disco Music tenha algo a ver com isso!

O problema é que o resgate de sua essência boêmia em conjunto com a cada vez maior parceria com o lados obscuros do meio musical atrapalharão seu relacionamento com a esposa Devon (Olivia Wilde).

Como tem realizado com algumas de suas maiores atrações, a HBO já confirmou que o primeiro episódio de “Vinyl” terá duas horas de duração.

Fora a chancela de peso dos astros Jagger e Scorsese na empreitada também há o roteiro de Terence Winter (“Boardwalk Empire” e “Família Soprano”) que possibilita o vislumbre de algo qualitativo.

Mas mesmo que tenhamos a decepção de um programa ruim ainda haverá o prazer de assistirmos a uma obra que percorre um período da cultura pop que nunca mais será esquecido: os infindáveis e criativos anos 70. Vale a pena conferir!

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