Conheça o documentário que irá mergulhar na história do metal nacional

***Com informações extraídas de reportagem de Leonardo Rodrigues para o UOL ***

A produção só foi possível sair do papel e da mente de algumas pessoas por conta do financiamento via crownfunding, mas o conteúdo recheado de aproximadamente 80 entrevistas com músicos, jornalistas, produtores, lojistas, fãs e interessados profissionais ou curiosos sobre o Heavy Metal brasileiro já está no momento de finalização e, por mais que crises econômicas tentem, o projeto terá êxito.

O nome  do documentário é “Brasil Heavy Metal” e conta com participações mais do que importantes de Igor Cavalera, empresários metidos com o mundo da música como Roberto Medina e se estendem por gente que influenciou a cena tupiniquim como Sérgio Dias, fundador dos Mutantes. Tudo isso acabou sendo inspirado pela vida pessoal adolescente de Ricardo Michaelis, produtor e idealizador da empreitada.

Trailer oficial do filme:

Ele conta ao UOL que “queria documentar todos os personagens envolvidos naquele momento embrionário, quando ainda não havia muita vontade e nenhum profissionalismo, e que não fossem só músicos” e demonstra que começou a pensar num filme com tal tema a partir de 2008, pois percebera ali o quanto era escasso o material sobre a história deste gênero musical.

Portanto, entre as paradas e reinícios da atividade, o projeto se estendeu por pelo menos sete anos. A produtora Idea House chegou a ter problemas com logística, alterações de formato do filme (inicialmente apenas com entrevistas) e esbarrou principalmente na falta de patrocínio.

Micka, como é conhecido esclarece que há mudanças na maneira de se fazer música daquele primeiro momento para hoje: “muita coisa melhorou desde aquela época, mas ainda não existe investimento para o metal. O dinheiro e toda e infraestrutura para o filme vieram do nosso bolso.”

Dessa forma, com dinheiro vindo do patrocínio de pessoas físicas somente havia necessidade de dar satisfação a quem se prestou a ajudar.

Também é notável que se tenha conseguido realizar uma trilha sonora através do auxílio de gente do meio do rock. Nela exista a participação de bandas do gueto metal como Salário Mínimo, Chakal e Korzus, além de outras parcerias sonoras.

No que tange às histórias contadas na produção há destaque um episódio surreal envolvendo a estreia do Viper nos palcos de São Paulo, bastidores dos primeiros shows do Sepultura em Belo Horizonte e a treta acontecida entre punks e headbangers durante um festival de metal no ABC paulista.

O produtor do filme leva a entender que a grande qualidade da película é conseguir mostrar a evolução do rock pesado dentro de nosso país mesmo tendo que enfrentar ao longo do tempo a precariedade com que sempre foi tratado. A participação de fanzines, troca de ideias de fãs e jornalistas engajados ajudou muito para que o metal não morresse por aqui e isso parece que será bem perceptivo durante os 100 minutos de duração do documentário.

Além disso, a participação de outras figuras como João Gordo, que já transitou entre o hardcore, punk e metal, Charles Gavin (ex-Titãs), Roger (Ultraje a Rigor) e Paulo Ricardo (ex-RPM), que fez entrevistas com o Iron Maiden quando trabalhou como jornalista dão um tom de conciliação a um gênero que sempre foi conhecido por abrigar gente meio xiita que não aceita outras formas de fazer música.

Sem data ainda de lançamento, a produção possui um papel importante para a história da música brasileira, pois documenta através de imagens e depoimentos fatos relevantes acerca de um gênero musical que sempre arrastou multidões por aqui e que ainda respira graças ao empenho e dedicação de artistas e bandas que insistem em tocar pesado para um público seleto em casas e ginásios cada vez mais difíceis de se encontrar por aí.


 

Abaixo, o vídeo com a música (de 2011) composta especialmente para o documentário:

 

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