Diretamente da Pitchfork: Yowler é pra prestar atenção

 

Na verdade, seu nome é Maryn Jones, mas agora se esconde atrás do pseudônimo Yowler e é fácil notar que a ideia é transformar toda a superfície dream pop em algo mais palpável e virtuoso ao longo do primeiro disco “The Offer”.

São oito canções extremamente bem tocadas e bem produzidas para que o soar do violão e da voz da garota possam se aprofundar no subconsciente de que as escuta. Se Jones era conhecida por seu trabalho à frente do All Dogs e junto com o Saintseneca, ela acaba por proporcionar mais densidade em seu curto trabalho solo. Parece que sempre estamos diante do mar ou de um lugar bucólico tamanha é a paz que se obtém com seu disco.

Através de sintetizadores, percussão e vozes extras é natural que se tenha a impressão de uma banda (a primeira que vêm à cabeça é a inglesa Daughter), mas a marca vocal de Jones sempre se aplica para tatuar a sonoridade.

Há canções como a própria “Yowler” sobre a necessidade que as pessoas têm de rotular as coisas e a música não escapa a isso, mas também há poesia e depressão em “Water” quando é cantado o verso “Eu sou nada, sou apenas uma forma”.

Situações são contadas acerca de afogamentos em “festas” que ela acaba por chamar de gestação. Ela imagina seu corpo flutuando debaixo de uma camada de gelo e ela usa palavras que pretendem descrever uma nova vida.

Há esperança em sua música, mas não existe falsidade ou eufemismo. “Se eu voltar meu corpo para o preto escuro correndo … ele vai ser eu? Vou me ver?” Jones pergunta. “Será que as pessoas se separam quando o corpo faz, ou se há uma forma diferente que você não pode ver?”

Neste sentido, o álbum é uma profunda e triste forma de conforto, só que mais complexo do que parece à primeira vista, como um lago congelado e ainda contorcendo-se com a vida.

Dessa forma, ouvir faixas como “Bedroom Wall” ou “In The Bathroom” acabam sendo quase que imediatos complementos de ideias que se interligam ou a atenção necessária em “Belle” ou “The Offer” nos fazer raciocinar acima dos elementos contidos na letra. A composição acústica também faz um caminho de lentidão com pequenas alterações de ritmo e compasso, o que satisfaz tanto a indies quanto a quem deseja um pouco de paz interior.

Portanto, um trabalho tão intenso merece ser revisitado mais de uma vez, além do fato de que produz ecos ao longo das novas audições. Bela pedida para momentos solitários e de ponderação.

*** Com informações do Site Pitchfork ***


Yowler – The Offer

Water 03:22

Bedroom Wall 02:57

Yowler 03:50

Holidays 03:14

Towers 02:59

Belle 03:12

In The Bathroom 03:05

The Offer 04:54


Bedroom

 


 

The Offer

 


 

 

Belle

 


 

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