Julia Holter: você pode estranhar, mas no final irá gostar

Julia nasceu na Califórnia em 1984 (tem 31 anos já), saiu para o mundo, mas o lar não saiu dela.

Na verdade, nem ela também.

A cantora, compositora, produtora musical e artista performática prossegue com sua vida totalmente ligada à terra natal, pois a sede de suas maiores atividades é em Los Angeles.

Por lá, ela já havia frequentado a Academia de Música da Alexander Hamilton High School e a CalArts onde se graduou no estudo de Composição Musical. Isso contribuiu para a criação de inúmeras canções, situação que teve seu auge em 2008 com a inclusão de várias delas em alguns álbuns de compilações de novos artistas.

O primeiro disco dela sozinha foi lançado em 2011 e levou o nome de “Tragedy”. A curiosidade sobre a moça cresceu e a promoção do trabalho por meio de bons shows e participação em programas de college radios do mundo indie americano em conjunto com o método profícuo de criação de Holter contribuíram que seu segundo álbum já aparecesse em 2012. Este tinha o título de “ekstasis”.

Julia tem a façanha de se desdobrar entre vários trabalhos paralelos e é fácil colher parcerias dela com músicos como Nite Jewel, Linda Perhacs e Michael Pisaro.

Enquanto florescia essa sanha por projetos pessoais também crescia sua fama no meio musical em outras partes do planeta e convites para festivais começaram a pipocar.

E isso, obviamente, facilitou o processo para a melhoria profissional e o terceiro disco “Loud City Song” já sairia pela Domino Records em 2013. Comparações com artistas dos anos 70, como Kate Bush e Laurie Anderson e as experimentações indies do Stereolab fariam eco ao trabalho da garota junto às boas análises da crítica especializada.

Foto de Divulgação

A colaboração no trabalho de outras pessoas pareceu se estender a partir daí e atividades com a cantora Nite Jewel também vieram.

Em 2015, Holter o quarto álbum é finalmente concebido e seu lançamento demonstra que a consolidação da carreira da cantora está  mais do que estabelecida. Sua banda é quase uma big band e os sons extraídos dali variam entre o rock experimental, art pop, ambient rock e música eletrônica.

Julia gosta muito da cultura e literatura grega e muitos temas retirados de textos conhecidos da mitologia de lá foram reutilizados por ela em suas canções.

Desa forma, muitas vezes também se consegue deduzir sons mais antigos são percebidos em seu trabalho. Até mesmo a temática barroca pode ser alcançada quando se tem bastante atenção aos seus sons.

Sua voz ajuda muito nisso tudo, pois consegue ser bem intimista ao mesmo tempo que sobe um pouco o volume para demonstrações de sua técnica vocal.

Enfim, pode causar certa estranheza à primeira audição, mas nunca se fica indiferente à execução de suas apresentações que invariavelmente são chamadas de belíssimas.

Atualmente, Holter está colaborando com Jean-Michel Jarre em uma canção para a segunda parte do álbum duplo Electronica, que deverá ser lançado em 18 de julho de 2016. Isso quer dizer que a moça não gosta de ficar parada e por isso acompanhar sua carreira pode ser deliciosamente corrido.

Acompanhe abaixo uma apresentação de Julia Holter do ano passado para a já conhecida KEXP de Seattle.

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