“Querubins”: Primeiro Romance de Martha Ricas vale pela densidade da construção de seus cenários e personagens

 

Sempre que se analisa o debut de um autor na literatura em geral prestamos muita atenção na maneira como é descrita a obra, como são desenhados os personagens, mas não é toda hora que visualizamos com atenção a construção dos cenários expostos durante a trama.

Não é que o caso de “Querubins” (Editora Novo Século – 2015) de Martha Ricas tenha problemas nos outros quesitos, mas um ponto alto de sua natureza é a maneira como a autora consegue proporcionar à nossa imaginação a visão dos locais onde se passam os pontos importantes da história.

Sim, por que estamos diante de acontecimentos que são separados por muitos anos entre o primeiro núcleo de personagens e o segundo. Mais do que isso, além do espaço de tempo também há uma diferenciação na localidade escolhida para as coisas ocorrerem.

Para compreender melhor é importante sermos apresentados a Chaya, uma querubim que fora lançada à Terra para proteger uma localidade das ações de criaturas da escuridão. O fato de não haver afinidades da divindade pela raça humana não se torna empecilho, pois ela aceita a missão diretamente de Deus e vive disfarçada entre as pessoas de Kernev.

É por lá que ela conhece Vougan, um homem bondoso que logo cativa seu coração para que sejam amigos e, com o auxílio dele, sua missão se torna menos penosa. Em dado momento, o próprio descaso pelos humanos será transformado em afeição e algo mais acontecerá.

O outro núcleo tem como principal representante Mary Grace Davidson, uma jovem sensitiva que tem uma vida normal com seus pais e quando começa a  ouvir e ver seres espirituais começa a entrar em conflito consigo mesma. Isso se notabiliza, pois a moça já tem um relacionamento conturbado com a mãe por conta da insistência desta para que a filha encontre um bom partido para forjar um casamento contra a vontade dela.

Tudo tem uma reviravolta quanto Mary Grace se aproxima de Anton Haven, um jovem misterioso que se torna o único a compreendê-la e que sabe de seus dons mediúnicos. O fato dessa parte sobrenatural não ser usada apenas como aditivo ilustrativo é outro ponto positivo para o livro.

Portanto, temos uma representante dos céus de um lado e uma jovem dos tempos da era vitoriana do outro, mas que possuem pontos muito comuns entre si que serão explicados pela escrita segura de Martha Ricas.

Se há um componente místico e barroco da guerra entre o Bem e o Mal que ligará Chaya e Mary Grace durante as descrições do romance é esta maneira como são desenvolvidas tais situações em cada uma das épocas que toma de assalto a atenção do leitor.

Do mesmo jeito que conseguimos enxergar a vila modesta no seu cenário, mas rica na maneira como é desenvolvida sua história também podemos ver a maneira com a qual as pessoas se vestem, agem e pensam na era vitoriana. E isso ganha nossa mente com pouco tempo de desenvolvimento.

“Querubins” evolui através da narração de suas protagonistas e o fato de não nos entregar pessoas apenas frágeis por meio de suas dificuldades internas, mas sim promovendo sua força em contato com tanta complexidade a enfrentar também pode ser considerado um livro de empoderamento feminino.

Além disso, a atividade tanto de uma época quanto de outra não findam sem dar nós na trama e essa interligação ocorre com bastante fluidez sem ter exagero de didatismo.

Outra situação importante percebida é que, por mais que haja componentes esotéricos e até religiosos em toda a história não há um exagero melodramático e não é piegas ou pedante. Tudo funciona como se fosse qualquer um dos contos de fada modernos das melhores franquias de sagas mostradas nos últimos anos por aí.

Há pitadas de mistério em conjunção com os carregamentos românticos que conseguem promover emoção sem que se permita ao sentimentalismo vazio.

Por fim, a maneira como a viagem através da história é feita não nos deixa perdidos e os cortes entre um lugar/tempo e outro funcionam bem em nossa cabeça.

Ponto positivo para mais um talento da literatura nacional jovem.


Serviço:

Editora: Novo Século
Lançamento: 2015
Gênero: Ficção / fantasia brasileira
Número de páginas: 239
ISBN: 978-85-428-0464-5

Como reagir a isso? Popload Festival traz a São Paulo o Wilco. Simplesmente!!!

Desta vez o local muda, mas não altera o sentimento quanto à qualidade do evento.

O Popload Festival de 2016 chega a sua 4ª edição num novo espaço em uma arena de shows ao ar livre, no Urban Stage (próximo à estação do metrô Tietê).

E não é que a primeira confirmação já supera todas as expectativas? Wilco, minha gente. O WILCO!!!

Junto a eles também estão confirmados os nova-iorquinos do Battles e a cantora brasileira Ava Rocha.

Capitaneada pelo cantor, compositor e guitarrista Jeff Tweedy a banda volta ao Brasil após 10 anos trazendo na bagagem o mais recente (e bem bom) álbum “Star Wars”, lançado de surpresa em julho do ano passado e indicado na categoria “Melhor Álbum de Música Alternativa” no Grammy deste ano. O homem até deu entrevistas dando conta de que há material suficiente para novo disco, portanto sua conhecida proficuidade prossegue bem aguçada. A apresentação na capital paulista é, por enquanto, única no país.

Quanto à segunda atração confirmada, BATTLES, trata-se de um trio que faz um tipo de rock mais chegado aos experimentalismos e complexidade instrumental. O estilo vai do free-jazz ao eletrônico em minutos e para quem ainda não conhece nada deles pode procurar pelo último trabalho de estúdio, o instrumental “La Di Da Di” que também se lança a um retorno às raízes eletrônicas do grupo.

Por fim, AVA ROCHA é da safra de boas revelações da cena musical  brasileira e desde o ano passado faz sucesso fora do circuito mainstream nacional com o álbum “Ava Patrya Yndia Yracema” que ganhou o prêmio Multishow de artista revelação e que proporcionou na mesma noite a vitória da música “Você não vai passar” na categoria “Melhor Hit”.

Por enquanto, é apenas isso o informado sobre o festival e assim que houver mais sobre outras atrações o blog estará em cima para passar a novidade.


POPLOAD FESTIVAL

  • 08 de outubro, sábado, no Urban Stage, em São Paulo.
  • Ingressos a partir de R$150,00.
  • Maiores Informações: poploadfestival.com

 


Wilco – Random Name Generator

 


 

Battles – The Yabba

 


 

Ava Rocha – Auto das Bacantes

 

 


 

Chamem os paramédicos: Edward Sharpe and the Magnetic Zeros junto com Courtney Barnett. Aqui. Em Novembro!

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A notícia saiu hoje cedo lançada pelo site da Popload.

Se ainda não há nenhuma informação sobre o festival anual da produtora que trouxe Iggy Pop, Belle and Sebastian e Tame Impala nossa últimos anos aqui em São Paulo uma bomba foi transmitida via internet.

Edward Sharpe and the Magnetic Zeros e Courtney Barnett serão os astros de uma noite na Audio Club em novembro e os ingressos já serão colocados à venda logo logo.

Se a primeira banda citada acima já se destaca há alguns anos como um dos melhores representantes do folk americano é da Austrália que vem a grande revelação do rock do ano passado tendo seu disco “Sometimes I Sit and Think… Sometimes I Just Sit” situado entre os melhores álbuns de 2015.

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Courtney Barnett tem sido comparada com grandes ídolos da história recente da cultura underground do rock, mas tem brilho próprio e pode fazer do dia 16 de novembro um momento inesquecível.

Veja abaixo, apresentações ao vivo dos artistas que farão o blog gastar mais alguns reais não programados no segundo semestre.

Mas que será um gasto com muito prazer isso será!

Brasil: um país de não-leitores. Podemos mudar isso?



 

***Com informações do Blog Babel de Maria Fernanda Rodrigues do Estadão***

 

A Pesquisa se chama “Retratos da Leitura no Brasil” e foi encomendada pelo Instituto Pró-Livro, órgão mantido pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pela Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros). O Ibope ouviu 5012 pessoas, sendo estas alfabetizadas ou não. O resultado será analisado mais profundamente em seminário em São Paulo com a apresentação de livro sobre o tema que será publicado na próxima Bienal do Livro de São Paulo, em agosto.

Pelo que foi analisado na amostra da pesquisa até há uma evolução no número de pessoas que dizem ler no país. Se em 2011 eles representavam 50% da população, em 2015 eles são 56%.

O problema é que este nível de leitores numa nação que conseguiu diminuir muito seus índices de analfabetismo ainda é muito menor, se comparado com outros países emergentes. Se a comparação for feita com países desenvolvidos o abismo ainda é bem maior.

O índice de leitura indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano.

Uma coisa é importante deixar claro: para a pesquisa, é considerado leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Em contrapartida, não-leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses. Isso vale mesmo para aqueles que afirmam ter lido um livro nos últimos 12 meses.

Também foi verificado pela pesquisa que “A Bíblia” é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. A obra é tanto aquela lida por último quanto o livro mais marcante para um boa parcela da população.

Cerca de 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses e entre os que compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book.

Mas algumas situações podem ser consideradas absurdas como no caso da lembrança de que 30% dos entrevistados nunca comprou um livro. Outra questão preocupante é que para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória. Daqueles que tiveram tal empurrão alheio, 33% que tiveram alguma influência, sendo que 11% tiveram a mãe ou qualquer representante do sexo feminino como maior incentivador, seguido de perto pelo professor com 7%.

No quesito comparativo de gênero as mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores.

A pesquisa também mostra que aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos – de 53% em 2011 para 67% em 2015. Isso para sinalizar para bons resultados de programas especiais do governo federal quanto ao incentivo da leitura nas escolas e a criação de Salas de Leitura em redor do Brasil nos últimos anos. É óbvio que isso é apenas uma suposição, mas não deixa de ser uma coincidência bastante grande.

Focando a pesquisa apenas entre os leitores é interessante notar que as principais motivações para ler um livro estão o gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%).

E se os adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%) é por que algo após esta idade provoca a fuga dos meninos e meninas da frente de uma obra literária.

Também é válido ressaltar que os não-leitores explicam como principais desculpas para não ler a falta de tempo (32%), o não gosto pela leitura (28%), a falta de paciência (13%), a preferência por outras atividades (10%), a dificuldades para ler (9%), o cansaço (4%), ausência de bibliotecas por perto (2%), o preço alto dos livros (2%), ou falta de dinheiro (2%). Houve quem indicasse o motivo por não saber ler (20%).

No que diz respeito à importância da leitura no dia-a-dia de cada um a leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte.

Quase tudo ganha da leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).

A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%) e livrarias online (15%), entre outros.

Uma situação grave é quando a fonte da pesquisa são os professores, já que quando foi-lhes perguntado sobre o último livro lido 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia.

Mesmo entre os outros títulos citados há muita obra de autoajuda, esotérica ou religiosa como “O Monge e o Executivo”, “Bom dia Espírito Santo”, “Livro dos sonhos” e “Nunca desista dos seus sonhos”.

Isso demonstra que muitos dos profissionais da Educação não estão mais preocupados com questões de foro religioso ou de incentivo a si mesmo sem se aprofundar em suas próprias áreas de atuação ou da literatura clássica e universal. Nesse quesito falta mais contato com outros tipos de autores da filosofia, da sociologia ou setores afins e sobra empenho em ir atrás de gente como Augusto Cury, Içami Tiba e Parde Marcelo Rossi.

Ainda assim, há alguma esperança quando, mesmo dentre os leitores que não são professores, ainda são muito citados escritores como Monteiro Lobato, Machado de Assis, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e José de Alencar, mesmo que já apareçam atrás dos já citados no parágrafo anterior.

Há 36 anos a música perdia Ian Curtis. E junto se foi a sua magia!

 

Ian Curtis nasceu em Manchester, Inglaterra, em 1956. Filho de Doreen Elizabeth Curtis e Kevin Curtis ele cresceu na área de Hurdsfield em Macclesfield e ainda muito jovem já demonstrava talento para a composição de músicas e poesia.

Embora tenha se formado na King’s School de Macclesfield aos 11 anos de idade, Ian nunca demonstrou interesse no sucesso acadêmico, focando seus interesses apenas às ambições da área musical.

A paixão pela música era notória e isso o levou a trabalhar numa loja de discos por um curto tempo na adolescência. Ele também trabalhou como funcionário público em Manchester e em Macclesfield, mas seu destino parece ser sido decidido após ter assistido a uma apresentação dos Sex Pistols em 1976, pois ali estava a maneira como ele queria se comportar em cima de um palco.

Daí ao contato com outros dois jovens de ideias e aspirações musicais parecidas como o eram Bernard Sumner e Peter Hook foi um pulo.

Ian tinha visto o cartaz dos dois garotos que estavam tentando formar uma banda e ele se propôs a ser o vocalista e escritor das letras. O acordo estaria logo firmado e a banda praticamente completa.

O baterista acabou sendo Stephen Morris e o Warsaw iniciava seus trabalhos. Logo, tiveram que mudar o nome por causa de outro grupo homônimo e se lançaram no circuito underground da cidade como Joy Division.

O ano era 1978 e a persistência de Curtis ajudou a conseguir um contrato de gravação com a gravadora Factory Records, de Tony Wilson, à época ainda sob outra nomenclatura. O convencimento de Ian proporcionou que o dono do selo os permitisse a tocar “Shadowplay” no Granada Reports — um programa regional de televisão. E a partir deste pontapé eles conseguiram se estabelecer para um trabalho profissional.

Mesmo nos primeiros shows do Joy Division, Ian Curtis já conseguira desenvolver um estilo único de dançar, reminiscente dos ataques epiléticos dos quais sofria, algumas vezes até mesmo no palco. O efeito era tal que as pessoas que estavam no público não sabiam se ele estava dançando ou tendo um ataque.

Chegou-se ao momento da necessidade de algumas vezes haver a atendimento médico dele ainda no palco, já que sua saúde sofria com a intensa rotina de apresentações do grupo.

As canções escritas por ele eram carregadas com ilustrações de dor emocional, alusões à morte, violência, alienação e degeneração urbana. Tais assuntos recorrentes levaram os fãs e a esposa de Ian, Deborah, a acreditar que as letras sempre eram autobiográficas. O próprio cantor disse certa vez que escrevia “sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles”. Se havia uma intensidade sobre si mesmo nelas isso ficou apenas com ele.

Curtis cantava com um estranho timbre baixo-barítono, o que fazia com que sua voz parecesse pertencer a alguém muito mais velho que ele realmente era. Além disso, o vocalista também acabou fascinado pela escaleta Hohner, um instrumento que foi mostrado a ele pela esposa de Tony Wilson, Lindsey Reade., pouco tempo antes da morte de Ian. Ele utilizou o instrumento ao vivo pela primeira vez durante uma passagem de som do Leigh Rock Festival em 1979, após o que ele adquiriu uma coleção de oito desses instrumentos. A fascinação de Ian Curtis pela escaleta levaria Bernard Sumner a utilizar o instrumento tempos depois, no próprio New Order.

A morte de Ian Curtis ocorreu pouco mais de um ano após o Joy Division ter lançado o seu primeiro disco, “Unknown Pleasures”.

Neste curto período, cantor e banda deixaram sua marca na música: a atmosfera gélida e as letras sombrias influenciaram boa parte do rock feito nos anos 1980, tanto na Inglaterra quanto no resto do mundo. Aqui no Brasil, inclusive!

A precocidade de seu falecimento também auxiliou na transformação do cantor em objeto de culto, assim como aconteceu com outros artistas que se foram ainda com pouco tempo de carreira, casos de Jim Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplin.

Esse fanatismo por Ian Curtis aumentou muito nos últimos anos, tanto pela proficuidade com que se lançaram novas bandas com influências de sua maneira de compor, de cantar e até mesmo de dançar, mas também pela facilidade de pesquisa na internet e suportes de outras mídias para mostrar a carreira do cantor. Até no cinema ele vem aparecendo sazonalmente. Em 2002, Curtis foi um personagem secundário de “A Festa Nunca Termina” e em 2007, sua vida foi retratada em “Control”, com Sam Riley no papel principal.

Hoje, podemos citar que grupos novos como Interpol, The Editors, Arcade Fire, The Killers, Warpaint, Savages e Bloc Party possuem algum tipo de reverência ao Joy Division ou ao estilo de seu vocalista, mas grupos mais antigos como Depeche Mode, U2, Nine Inch Nails, The Cure, Radiohead e até mesmo o Legião Urbana aqui por nossos lados.


Curiosidades sobre a curta carreira de Ian Curtis

 

  • O Joy Division foi formado em 1976, mas adotou este nome apenas em janeiro de 1978. Antes, a banda chamava-se Warsaw, em referência à música “Warszawa”, de David Bowie;

  • Curtis cantava no registro baixo-barítono, mas ao falar sua voz não era tão grave. Suas primeiras gravações, ainda na época do Warsaw, trazem um registro mais próximo de sua voz falada;

  • Ian Curtis casou-se com Deborah Woodruff em agosto de 1975, quando ele tinha 19 anos e ela 18. O casal teve uma filha, Natalie, nascida em 1979;

  • A última apresentação do Joy Division aconteceu em 2 de maio de 1980, duas semanas antes da morte de Curtis, em Birmingham, na Inglaterra. Trechos deste show estão na coletânea “Still”;

  • Curtis sofria de epilepsia. Ele foi diagnosticado em janeiro de 1979. Também escreveu uma canção sobre a doença, “She’s Lost Control”. A música está no disco “Unknown Pleasures”;

  • Antes de cometer suicídio, Curtis assistiu ao filme “Woyzeck”, dirigido pelo alemão Werner Herzog. O último disco que ele ouviu foi “The Idiot”, de Iggy Pop;

  • A canção mais conhecida do Joy Division, “Love Will Tear Us Apart”, foi lançada um mês após a morte de Curtis. O segundo disco da banda, “Closer”, saiu dois meses depois de seu suicídio;

  • O túmulo de Curtis traz as inscrições “18 – 5 – 80” e “Love Will Tear Us Apart”. Em 2008, a lápide foi roubada do cemitério de Macclesfield e teve que ser substituída por uma nova;

  • Após o suicídio de Curtis, os integrantes da banda (o guitarrista Bernard Sumner, o baixista Peter Hook e o baterista Stephen Morris) formaram o New Order. Seu primeiro single, “Ceremony”, foi composto por Ian Curtis;

  • Em 2010, Peter Hook fez uma série de shows com músicas do Joy Division. Seus ex-companheiros de banda o criticaram por supostamente se aproveitar da memória de Curtis.

 


 

 

Transmition

 


 

Disorder

 


 

Shadowplay

 


 

 

Depois de amanhã: os malucos do Die Antwoord lançam coisa nova

Foi uma das gratas surpresas do Lollapalooza Brasil deste ano com sua rave demoníaca.

O Die Antwoord já era figurinha carimbada nas rodas underground de eletro-music desde o começo da década e não havia nada novo no currículo do duo Ninja e Yo-Landi Vi$$er desde 2014.

Pois eis que agora para suceder o ótimo e enlouquecido “Donker Mag” de dois anos atrás a espera acaba dia 19 (mais conhecido como depois de amanhã).

Os sul-africanos irão disponibilizar uma nova mixtape intitulada “Suck on This” que .foi produzida por GOD com arte de capa já sendo mostrada via internet (veja aqui).

Porém, a divulgação do trabalho já teve início com a abertura para soundcloud de “Dazed and Confused” e “BUM BUM” ambos os singles portadores do mesmo hip hop pesado misturado com batidas potentes que os dois mostraram por aqui no último mês de março.

Confira aqui embaixo as duas canções:

 

 


 

 


 

21 longos anos depois: a volta gloriosa do Stone Roses

Nenhuma espera é tão longa que não possa acabar (ou pelo menos a maioria delas).

A frase acima pode ser aplicada de maneira convencional ao Stone Roses desde o seu início.

Primeiro, lançaram um ultra-cultuado autointitulado disco em 1989 que veio a se tornar um verdadeiro clássico, graças a canções como “I wanna be adored”, “Waterfall”, “She bangs the drums” e  “Made of Stone”.

Foi nessa mesma fase que os caras se posicionaram na música pop britânica ao lado de Happy Mondays, Inspiral Carpets, The Charlatans e Primal Scream como embaixadores de uma sonoridade que resgatava o pop e o rock dos anos 1960 numa mistura com a cena acid-house daquela transição entre anos 1980 e 1990.

Pelo fato dessa galera ser ligada intrinsecamente ligada à cidade de Manchester (nem todos eram da cidade, mas a maioria tinha a mesma ideologia musical ou fez a estreia nos palcos por lá) eles ficaram conhecidos como a turma de “Madchester”.

Tudo foi tão explosivo para a banda que se esperava um punhado de apresentações e álbuns enfileirados a partir desta largada.

Ledo engano!

Foram necessários mais de cinco anos de espera dos fãs para que algo novo deles viesse à luz. O LP “Second Coming” só foi concluído após o término da briga entre a banda e a gravadora Geffen e este trabalho dividiu opiniões, mas entregava uma música honesta, sem empolgação, mas mais cheia de experimentalismos produzidos pela fábrica de ideias de Ian Brown (vocais), John Squire (guitarra), Mani (baixo) e Reni (bateria).

Se não havia mais tretas para atrapalhar a continuação da carreira então o prosseguimento deles seria inevitável, certo? Errado!

Passaram-se mais 21 anos para que algo novo saísse da cabeça dos meninos para a produção dos estúdios. Houve até apresentações ao vivo esporádicas em 2011, por exemplo, mas sem nada novo sendo mostrado.

O que nos chega agora é o single “All for One”, foi produzida por Paul Epworth, e não é que seja uma unanimidade no que diz respeito à recepção de crítica e público. Porém, quando se passa tanto tempo assim entre um álbum e outro é possível que ainda estejam um pouco enferrujados.

Os mais entusiastas tem enaltecido o empenho em torno de uma letra positiva e o ambiente instrumental que remete para a identidade sonora, com as guitarras abrasivas, o ritmo balanceado, o psicodelismo e a voz de Ian Brown enquanto podemos citar que não se trata de uma produção motivada por novas experiências. Mas dá para o gasto, sejamos sinceros, e o refrão é muito bom.

A canção fará parte do álbum que o grupo prepara para estrear em julho, portanto estamos diante apenas de uma avant premiere.

Confira o nova canção clicando aqui embaixo: