Stranger Things melhor que GoT? No IMDb é sim!

 

E não é que Stranger Things está fazendo história?!

Além da série da Netflix ser um sucesso entre o público jovem e a galera saudosista que viveu plenamente os anos 80, também tem sido uma prova de que a produtora americana continua a pleno vapor lançando coisa boa por aí.

O programa que faz inúmeras referências a filmes de 30 anos atrás como “E.T.”, “Conte Comigo”, “The Thing”, “It”, “Carrie: A Estranha”, entre outros, ganhou notoriedade muito rapidamente entre os fãs do aplicativo de cinema e séries e foi se alastrando pela rede com muita gente reverberando o quanto os seus 10 episódios valem a pena serem assistidos.

Agora, a sensação é que foi conseguido pela Netflix um empenho de seus admiradores semelhante ao que acontece com outras produções mais antigas como “The Walking Dead”, “Supernatural” ou “Game of Thrones” já que Stranger Things conseguiu ser trending topic do Twitter, assunto muito comentado pelo Facebook e fóruns de cinemaníacos ao redor de todo o globo nos últimos dias.

Aliás, o nome de GoT tem relação direta com a produção dos Duffer Brothers, pois acabou de ser ultrapassada por ela na votação da página do IMDb que mede a satisfação das pessoas com relação aos programas assistidos por eles.

A série da HBO estrelava o primeiro lugar do site há muito tempo, tendo como segundo lugar o também maravilhoso Mr. Robot.

Agora, o jogo virou e Stranger Things ultrapassou ambos para ficar imponente na primeira posição. É bom lembrar que por ser uma série nova ainda existe pouca rejeição, mas é claro e evidente que essa febre por ela é bastante significativa e sua qualidade é inegável.

O fato gerou até tuíte do chefão da Netflix sambando na cara da HBO. Veja abaixo a mensagem de Reed Hastings e o print da página do IMDb com a prova do crime:

 

 

hastingsst

 

Stranger Things trata do desaparecimento repentino de Will Byers, filho de Joyce (Winona Rider) e do quase que automático aparecimento da esquisita Eleven (Millie Brown) numa pequenina cidade dos EUA durante o ano de 1983.

Cheia de referências ao período e à cultura pop do período em questão a série é uma mistura de terror, suspense e aventura mirim.

A série já foi confirmada pela Netflix para sua segunda temporada.

 


 

 

Resenha Literária: “A Menina Submersa: Memórias” é um livro com emoções à flor da pele

A autora Caitlín R. Kiernan era conhecida apenas como paleontóloga, mas ficou famosa mesmo como autora de livros de ficção científica e fantasia dark. Já chegou a escreveu dez romances, dezenas de histórias em quadrinhos e mais de 200 contos e novelas. Entre seus trabalhos, destacam-se os romances Silk (1998), Threshold (2001) e ambos foram ganhadores do International Horror Guild Award e The Red Tree (2009). Também tem no currículo a série em quadrinhos “The Dreaming”, um spin-off de Sandman, de Neil Gaiman, com quem também escreveu uma adaptação da lenda de Beowulf (2007).

Porém, foi com este “A Menina Submersa: Memórias” que teve os maiores louros da vitória. O Prêmio Bram Stoker, obviamente dedicado a obras de terror e o James Tiptree Jr, para obras de ficção científica ou de fantasia, são duas conquistas importantes para a carreira da escritora e para a história da obra em questão.

Normalmente apresentado como uma “obra-prima do terror e da fantasia dark da nova geração”, “A Menina Submersa: Memórias” é um conto de fadas em que fantasmas, sereias e lobisomens se encontram pela história toda. Porém, antes de mais nada, há uma grande história de amor que não é bem explicada (assim como o amor não pode ser também) e construída com bastante empenho para que este quebra-cabeça pós-moderno seja uma viagem através de uma cabeça atormentada pela esquizofrenia.

No romance existe uma série de camadas, mitos, mistérios, beleza e horror e é isso que prende a cada página ainda mais o leitor que se vê dentro de um labirinto moldado pela desorientação mental da personagem principal.

Aqui o real e o imaginário dançam juntos e a fantasia se torna escura e densa.

Mas é o trabalho meticuloso e profundo de Caitlín R. Kiernan que nos empolga do início ao fim, pois sua condução da escrita é perfeita ao nos mostrar India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico e que é filha e neta de mulheres que deram fim ao sofrimento de suas doenças através do suicídio. Ela vê na escrita de memórias e contos esquisitos um jeito interessante de enfrentar o problema.

A maneira como a personagem passa a entrar no universo criado por ela mesma para a construção de sua obra literária faz com que se aproxime de referências estilísticas e até biográficas de autores conhecidos do público do gênero de terror como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, mas também promove ligações com autores contemporâneos da cultura pop como David Lynch, Neil Gaiman e Tim Burton e seus mundos sombrios. O que se percebe sempre é que todos com quem ela dialoga em suas divagações têm na fuga da realidade uma maneira de se libertar.

Por outro lado, é impossível não analisar aproximações no ritmo e na temática com autores como Lewis Carrol, Emily Dickinson e até mesmo a filosofia de Shakespeare.

Da mesma forma, como podemos nos esquecer da própria vida e obra de Virginia Woolf na construção de Imp? Se foi proposital ou apenas uma coincidência é difícil dizer, mas há todo o indicativo de que elas se parecem muito em sua personalidade.

É interessante a narração não linear do livro e o modo como nos cativa a prosa criada pela autora da obra que faz com que tenhamos a sensação de estarmos diante de um verdadeiro thriller psicológico de altos e baixos (assim como o temperamento instável de uma pessoa com problemas psiquiátricos).

Os pedaços de memórias, as circunstâncias em que se modifica a cabeça de Imp e suas interrupções e lapsos são táticas que confundem e ao mesmo tempo cativam o leitor e isso faz com que o drama e o suspense em torno da menina sejam tão intensos.

Neste caminhão de sentimentos instáveis, insólitos e solúveis até mesmo o Radiohead entra no balaio, pois é por meio de um trecho da canção “There There” que tenta se explicar a mente da garota: “Sempre há um canto de sereia lhe seduzindo para o naufrágio”. O livro, portanto, caminha neste sentido como se estivesse prestes a pular do barco em direção à ninfa (ou à morte certa).

E sim, é através das lembranças que somos levados para a leitura focada desta obra e sua instabilidade lembra a montanha-russa que pode ser uma cabeça atormentada.

A última edição traz uma capa dura toda trabalhada que te hipnotiza a comprar de qualquer jeito. Deixe-se levar!


Ficha Técnica
Título | A Menina Submersa: Memórias
Autor | Caitlín R. Kiernan
Tradutor | Ana Resende e Carolina Caires Coelho
Editora | DarkSide®
Edição | 1ª
Idioma | Português
Especificações | 320 páginas
Dimensões | 14 x 21 cm
Lançamento Original: Maio de 2014
Editora DarkSide®

“Menino 23” e a aterradora história do flerte do Brasil com o nazismo

 

Um misto de trabalho de investigação histórica com pesquisa jornalística intensa: é esta a sensação que se tem ao se deparar com o material final do documentário “Menino 23 – Infâncias Perdidas no Brasil” que estreia hoje em todo o país.

Mais do que isso, estamos diante da revelação embasbacante de que o Brasil tinha mais do que apenas algumas perigosas ações semelhantes com a prática nazista alemã.

Todo esse processo de estudo aconteceu graças ao trabalho minucioso do historiador Sidney Aguilar, que descobriu a atividade de uma espécie de campo de concentração no interior de São Paulo para o qual 50 meninos negros foram levados durante os anos 1930 para serem submetidos a um trabalho escravo e ficarem sendo identificados apenas por números.

O documentário em si foi dirigido por Belisário Franca e surpreende pela maneira como mostra a ocorrência de um grande namoro entre as práticas dos regimes nazista e fascista e o Brasil, principalmente entre as décadas de 30 e 40.

O que se imaginava ser exclusividade apenas de alguns países europeus e de republiquetas africanas daquele período foi também promovido por esses nossos lados com igual ou semelhante empolgação por alguns setores específicos da sociedade brasileira.

Essa ideia de sistemas totalitaristas vigente na primeira metade do século XX em algumas localidades do globo teve sim algumas ressonância por aqui. É o que mostra, por exemplo, o depoimento de um dos historiadores ouvidos pelo filme: “Tínhamos o segundo maior partido nazista fora da Alemanha”.

Uma das bases de “Menino 23” é a tese de doutorado “Educação, autoritarismo e eugenia: exploração do trabalho e violência à infância no Brasil (1930-1945)”, defendida em 2011 por Aguilar, na Unicamp e para ilustrar algumas passagens explicadas pelo documentário há também dramatizações que demonstram o quão dura era a realidade de quem viveu aqueles momentos complexos.

Imagem do filme

O título do filme faz referência a um dos personagens ainda vivos que participa da filmagem e auxiliou muito na reconstrução dos fatos acontecidos há tanto tempo. Aloisio Silva, senhor já nonagenário, detalha situações que acabam levando a outros dois sobreviventes: Argermiro Santos e José, que também eram tratados por simples algarismos enquanto foram mantidos em cativeiro.

De acordo com os homens que viveram tal tortura muita coisa que pareceria muito coisa da imaginação atormentada de gente acostumada com teorias da conspiração tinham o peso da realidade naquele local onde viveram e do qual não querem voltar nem em sonho.

Como o documentário é um dos nichos cinematográficos mais bem utilizados pelos realizadores brasileiros não é nenhum achado arqueológico saber da qualidade desta produção, mas a sua excelência é perceptiva pela forma como consegue vasculhar questões tão pesadas e ainda assim ser didático com temas como o racismo e a desmitificação de personagens como Getúlio Vargas, por exemplo, já que foi em seu governo que houve esta aproximação tão intensa e invisível ao mesmo tempo.

Sendo assim, não é um filme para relaxar, mas sim para pensar e fazer inúmeras pesquisas posteriormente. Vale muito a pena, portanto!

Você gosta de participações especiais? Então assista ao novo vídeo de Courtney Barnett

 

A preferida da casa e atração do palco do Audio Club em São Paulo no mês de Novembro próximo, a cantora Courntey Barnett prossegue colhendo os louros da vitória de seu álbum de estreia “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”.

Se a turnê por solo americano tem sido um sucesso com suas participações nos principais festivais do verão estadunidense seu empenho em divulgar o álbum que lhe conferiu notoriedade, prêmios e lugar cativo nas listas de melhores do ano passado não fica só nisso.

Para celebrar o novo single “Elevator Operator” a menina australiana que todo mundo está se empolgando em ouvir lançou um videoclipe para lá de divertido.

Com a própria fazendo o papel principal de ascensorista coube a uma série de convidados o papel secundário da peça.

Com um asterisco de principais divindades da música a participar da peleja televisiva estão Jeff Tweedy, seu filho e as meninas do Sleater Kinney, mas há uma infinidade de outras pessoas no meio do filme.

Veja abaixo essa lista e posteriormente tente encontrar todos ouvindo a bela canção da moça:

 

 

Sleater-Kinney
Glory! Bangs
Courtney Barnett
Bones Sloane & Dave Mudie
Magda Szubanski
Tim Rogers
The Finks
Tweedy
The Drones
Garret and Will Huxley, Gabi Barton
Sunny Leunig
Vincent Juggernaut
Tain Stangret
Izzi Goldman and John
Nicholas & Thea Jones
Batpiss
Loose Tooth
Camp Cope
Jo Syme (Big Scary)
East Brunswick All Girls Choir
Paul Kelly
Michael Leunig
Meaghan Weiley, Jess Tyler, Thommy Taranto (Milk! Records)
Jen Cloher
Fraser A. Gorman
Ouch My Face
Marni Kornhauser & Radar Rad

 


 

Elevator Operator

 


 

As Spice Girls também são Girl Power 20 anos depois

Uma campanha promovida pelo projeto Everyone, fundado pelo cineasta Richard Curtis, que tem exatamente o intuito de mostrar metas sociais aprovadas pela ONU com ideia de serem cumpridas até 2030, está dando o que falar pelo tema musical escolhido.

Eles colocaram o hit “Wannabe”, das Spice Girls, que acaba de completar 20 anos desde o seu lançamento, para virar um hino de empoderamento feminino através de uma campanha publicitária da ação.

O vídeo original de “Wannabe”

 

O esquema tem a intenção de promover a luta contra diversas formas de violência contra as mulheres e o vídeo, quando visto pela internet, vem seguido da hashtag “#WhatIReallyReallyWant” (O que eu realmente realmente quero).

No filme há a participação de artistas indianas, da Nigéria, da África do Sul, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

Mulheres de todo o globo têm sido incentivadas a publicar mensagens em suas redes sociais que reproduzam seu sentimento quanto à luta do sexo feminino em todas as áreas sociais e a mensagem #WhatIReallyWant aparece para acompanhar o texto.

Além disso, a campanha acrescenta a frase “Se você fizer barulho, levaremos sua mensagem aos líderes mundiais no encontro das Nações Unidas em setembro”.

Até mesmo uma das donas da canção, a ex-Spice Girls Victoria Beckham, fez questão de tornar pública sua empolgação com a iniciativa em, sua conta no Facebook: “20 anos depois – O poder das meninas está sendo usado para empoderar a nova geração. Estou muito orgulhosa das Metas Globais #WhatIReallyWant”.

Outra Spice Girl, Melanie C postou no Twitter: “Lisonjeada e honrada que nossa louca música esteja sendo usada tão lindamente”.

A diretora do clipe, MJ Delaney, disse ao britânico The Guardian que o trabalho foi criado para enfatizar o chamado girl power.

“As Spice Girls eram um grupo de mulheres diferentes se juntando e se tornando mais forte por meio de sua união. Essas diferenças são o que queremos celebrar nesse vídeo, enquanto mostramos que há coisas universais que todas as meninas, de todos os lugares, realmente querem”.


Querida KEXP: Temos shows do The Lumineers e do Deep Sea Diver para mostrar

A linda e indie KEXP de Seattle continua nos presenteando dia após dia com seus shows especiais de bandas que adoramos.

A maioria dessas apresentações pode ser acompanhada pelo aplicativo dos caras ou pelo site kexp.org.

Mas isso não é possível quando a banda (ou artista solo) se apresenta fora dos estúdios da rádio. Aconteceu isso, por exemplo, duas vezes em Abril passado.

A primeira vez ocorreu com o incrível Deep Sea Diver da gatíssima Jessica Dobson quando ela e sua banda se apresentaram num evento da estação americana durante o dia 16 daquele mês.

Foram tocadas “Secrets”, “See These Eyes”, “Notice Me”, “Wide Awake” e “Always Waiting” mostrando toda a força de sons do disco recém-lançado “Secrets”, muito elogiado pelo blog.

 

 

O outro exemplo foi um pouco antes com o folk do The Lumineers que dia 01/04 (não é mentira) mostrou músicas de sua curta e estrelada carreira no palco do  Columbia City Theater. Lá estava a produção da rádio para registrar o concerto e liberar para nó apenas agora.

Na ocasião foram tocadas 15 canções entre aquelas do primeiro álbum homônimo de 2012 e o recentemente lançado “Cleopatra” (naquele momento nem havia saído já que foi disponibilizado apenas no dia 08 daquele mês).

Abaixo, você pode assistir a este show na íntegra e se empolgar com a energia contagiante dos meninos.

 

 


Setlist

Sleep On The Floor
Ophelia
Flowers In Your Hair
Ho Hey
Cleopatra
Slow It Down
Dead Sea
Angela
Big Parade
Submarines
Scotland
Gun Song
My Eyes
Charlie Boy
Stubborn Love

Sleep On The Floor
Ophelia
Flowers In Your Hair
Ho Hey
Cleopatra
Slow It Down
Dead Sea
Angela
Big Parade
Submarines
Scotland
Gun Song
My Eyes
Charlie Boy
Stubborn Love

The Big Pink: um novo velho (e ótimo) achado

***

A história por trás da banda é interessante: já não são novatos (o início dos trabalhos deles data de 2007), sua atividade em estúdio não é das mais profícuas (somente dois discos de lá para cá) e uma variedade interessante de ritmos utilizados nas canções.

The Big Pink é (teoricamente e inicialmente) um duo de rock eletrônico fixado em Londres, com uma formação composta por multi-instrumentistas: se no começo havia apenas os fundadores Robertson “Robbie” Furze e Mary Charteris, agora precisam também de Jesse Russell e Free Hallas. Muitos outros participantes recorrentes já atuaram na banda, mas essa galera é aquela que é mais centrada na atividade do grupo.

Como já mencionado antes, é óbvio que os sintetizadores são imprescindíveis para o The Big Pink, mas o ambiente denso das músicas também se vale da destreza das pesadas e balanceadas guitarras de Robbie e de uma batida mais afinada com o prog rock e o Shoegazing clássico do final dos anos 80.

Com uma marcação constante do vocal mais acentuado de Mary em consonância com a ponderação da voz de Robbie que juntos produzem uma profundidade sonora e marcações que lembram a sensualidade da pulsação do The Kills, mas também The XX’s e outros representantes da eletrônica atual como The Chvrches e Phantogram, os ingleses possuem contrato com a gravadora independente 4AD desde 2009, momento em que gravaram “A Brief History of Love”, debut da banda que ganhou o Prêmio Radar NME Philip Hall para melhor primeiro álbum do ano.

Capa do primeiro disco do The Big Pink

“Future This”, segundo álbum deles, veio a ser lançado em Janeiro de 2012 e foi acompanhado por alguns singles bem executados pelas rádios universitárias da Europa e dos EUA.

O problema é que mesmo depois disso tudo e de alguns bons shows no circuito alternativo mundial meio que eles deram uma sumida.

Com uma aparição aqui e ali e nenhuma coisa nova acontecendo por muito tempo ficou subentendido que os caras do grupo estariam dando mais importância para outros projetos de sua carreira, mas eis que surge há pouco tempo uma apresentação legal pacas deles no programa de Troy Nelson na sempre presente Rádio KEXP de Seattle.

No evento radiofônico foram tocadas quatro canções e uma breve conversa com o DJ da estação americana.

Próximos passos não são compreendidos com muita exatidão já que foram muito reticentes quanto a novos projetos (talvez uma contribuição junto com Miike Snow), mas parece que a simples amostra deste pocket show comprova que eles estão na ativa e prontos para novas situações ao vivo e em estúdio.

Que venham mais coisas deles, pois o som é uma delícia!

***Nota do Blog (07/07/2016)***

O desavisado Blog descobriu que a banda lançou um EP intitulado “The Empire Underground” em 04 de  Março de 2016, de onde saíram as deliciosas “Hightimes” e “Beautiful Criminal”


The Big Pink – Full Performance (Live on KEXP)

 

Songs:

Hightimes
Decoy
Velvet
Beautiful Criminal