Considerações sobre o Lolla Brasil 2017

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Sim, há alguns pontos positivos na apresentação oficial do Line up do festival, mas é preciso considerar erros aqui e ali, na nossa humilde opinião.

Se houve problema na hora dos acertos com alguns artistas ausentes na lista final isso ficará muito no campo da especulação, mas a questão é que isso pode ser mais comentado do que a respeito dos nomes que figuram agora no line up.

Sabemos o quanto é difícil realizar um evento deste porte, mas também é importante citar o considerável ágil nos ingressos em relação aos anos anteriores. Dessa forma, esperava-se que as atrações anunciadas fossem o top do top do cenário musical mundial, algo que pode facilmente ser contestado.

Abaixo, estão algumas dessas considerações acerca de quem vem (e de quem não vem) ao festival.


Headliners:

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Tudo bem, chamar Metallica para encabeçar o evento tem um teor midiático e pode impulsionar pesadamente as vendas dos ingressos, mas está se tornando cansativo essa necessidade de recorrer aos californianos toda vez que se faz um festival deste porte no Brasil.

Os anos anteriores tiveram exemplos de variação no quesito headliner que contribuem para essa argumentação, pois os casos de Arctic Monkeys em 2013, New Order e Arcade Fire em 2014, Pharrell Williams em 2015 e Eminem em 2016 demonstram diversidade na música e no público chamado para a atividade ocorrida em Interlagos desde dois anos atrás.

Metallica traz mais do mesmo do que pensam eventos como o Rock in Rio e acaba sendo um ponto negativo para o Lolla Brasil que tenta ser um diferencial nesta forma de pensar e agir mega-atividades deste tipo.

Por outro lado, The Strokes formam uma tendência de tentar angariar gente descolada e pessoal mais ligado ao mundinho indie para continuarem sendo massageados no ego pela organização.

Se o nome que ainda não foi anunciado for o de Lana Del Rey a nota para Healiners pode subir consideravelmente.


Nomes ausentes

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Das listas que saiam incessantemente antes do anúncio oficial dos produtores do Lolla Brasil 2017 tinha um nome que era dado como certo: Radiohead.

O que aconteceu para que não vingasse a vinda da banda de Thom Yorke ninguém saberá tão logo, mas é claro que se torna um peso contra a qualidade do festival.

Outro que se tornava favorito para figurar na lista final era o LCD Soundsystem, mas parece que aqueles que garantiram presença nos eventos do verão americano e europeu ou irão descansar no início do ano que vem ou estão de saco cheio. Quanto aos custos, não acredito ter sido empecilho tão grande para que não tivessem vindo.

Há nomes como Warpaint (com disco novo), Arcade Fire, Grimes e Calvin Harris que poderiam figurar na lista, não sei se por desejo mesmo de muita gente ou por tratativas realizadas com os organizadores, mas a questão é que ficaram para uma próxima mesmo.

Isso não necessariamente pode ser um grande problema, já que em alguns casos exista a possibilidade e/ou facilidade para que alguns deles venham em shows solo no ano que vem ainda. Lembrando que agora há um fatiamento maior de atrações entre mais festivais durante o ano. Vide o caso do Popload Festival deste ano que conseguiu trazer dois nomes de peso como The Libertines e Wilco para um espaço consideravelmente menor.


Nomes Secundários

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Claro que não é somente de nomes do mainstream que vive um festival dessa magnitude e, portanto, atrações secundárias são muito bem-vindas e, em determinados casos, rendem os melhores momentos do Lollapalooza.

Neste ano, estão escalados para estas funções gente do porte do The XX, The Weenknd, Duran Duran, Two Door Cinema Club, Rancid, MØ, Catfish and the Botleman e The 1975.

Há também o retorno precoce de Cage the Elephant que fez um show muito razoável no ano passado e outros artistas que tentarão se tornar surpresa para o público que vai com a cabeça aberta para conhecer coisas novas do cenário musical mundial.

Dentre essas novas caras tenho aposta boa em cima de Tove Lo, Chainsmokers, Olivier Heldens, o duo Nervo e Glazz Animals. Mas, como sempre, espero que outros surjam naturalmente quanto mais perto se tornar o festival ou que tenham uma empatia diferenciada com o povo presente no evento.


 

 

Atrações Brasileiras

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Dentre as atrações nacionais é fácil destacar a escalação de Criolo, o rapper que transita muito bem na MPB e que tem feito muito estardalhaço no cenário brasileiro por conta de suas posições políticas e atividade intensa em movimentos  sociais.

Céu é outra que transita bem entre a galera jovem atual e terá oportunidade de participar do festival na condição de uma das grandes cantoras do momento por esses nosso lados.

Mas também acaba se tornando uma surpresa que o Haikaiss, banda muito popular entre a galera da periferia esteja aí junto com eles.

Nesse balaio tupiniquim figuram também os cariocas do The Outs que se tornam uma aposta certa entre aqueles que gostam de um britpop bem feito, há o Doctor Pheabes (que já abriu para os Stones e participou do Lolla de 2015), o DJ Gabriel Boni e o Baianasytem.

O Lollapalooza Brasil 2017 acontece em dois dias: 25 e 26 de Março do próximo ano. Os ingressos já estão à venda.


 

 

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Um comentário em “Considerações sobre o Lolla Brasil 2017

  1. Gostei muitos dos cabeças, mas os secundários não me agradou muito, mas vale a pena conferir o show! Otimo post, abraço

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