Espaço dos colaboradores: que tal voltar a Twin Peaks?

  • Por Giovana Bastos Oliveira

 

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Passaram-se 25 anos desde que vimos pela última vez os picos gêmeos desta cidade interiorana.

Pois não é que David Lynch e Mark Frost decidem voltar a este passado?

Em algum momento de 2017 teremos uma nova temporada de Twin Peaks e os ânimos desde quando isso foi anunciado se elevaram novamente.

A cidade é retratada como uma localidade pacata, abrigo de segredos e simbolismos ocultos que envolvem todos os seus moradores. Diversas tramas se interligam em prol de única alma perdida: Laura Palmer.

Lynch consegue manter a dualidade sobrenatural em suas personagens, deixando uma única mensagem implícita em cada uma delas: há ambiguidade em todos nós. “As corujas não são o que parecem”. Quando o bondoso e otimista agente Dale Cooper começa a investigar o assassinato de Palmer, entra num labirinto sem fim que parece levá-lo a si mesmo.

Garotas em suéteres e saias colegiais, garçonetes coando café, policiais bem-intencionados, pais de família em luto: todos estão sujeitos ao mal que ronda a cidade, aos espíritos que rondam Twin Peaks e assolam as mentes desatentas.

A série dos anos 90 teve um desfecho inusitado, causado pela diminuição de interesse do público. Afinal, uma vez que o grande mistério de quem matou Laura Palmer foi solucionado, alguns espectadores desavisados se sentiram no direito de abandonar o barco. O que pode ser considerado uma pena, levando em conta a magnitude da segunda temporada. Lynch e Frost se aprofundaram ainda mais na persona do espírito BOB, no misticismo rudimentar da trama e também na própria figura de Cooper. O último episódio pode ser considerado uma obra-prima, utilizando de sua simbologia pessoal (um pouco mais visível no filme do que na série de TV) para explicar pontos-chaves da história.

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Imagem promocional da nova temporada

As cortinas vermelhas e o chão em padrões de cor preta e branca tornaram-se icônicos. O “salão negro” é associado por muitos á uma espécie primitiva de inferno e ali entendemos que fim levou a alma perturbada de Laura Palmer. E ali também compreendemos que nada é o que aparenta ser.

A mensagem estava ali desde o início. “As corujas não são o que parecem”. Dale Cooper adentrou o Salão Negro com “coragem imperfeita”, deixando uma irônica ressalva da natureza de Twin Peaks e do imaginário Lynch. Repetindo: “As corujas não são o que parecem”.

Lembre-se disso antes de mergulhar neste mundo. Estamos desesperadamente curiosos com o que virá em 2017. Afinal, foi uma longa espera de 25 anos.

  • Meanwhile: esperamos para ver o que aconteceu com Annie.

Teaser da nova temporada

 


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Um comentário em “Espaço dos colaboradores: que tal voltar a Twin Peaks?

  1. AMO Twin Peaks! Ansioso demais pela temporada especial!

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