Tá esperando pelo Popload Festival? Olha a novidade do Death Cab For Cutie

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Se o Lollapalooza virou o grande evento musical com um toque indie do primeiro semestre o Popload Festival já tem cadeira cativa como principal atividade do meio alternativo do final do ano.

Para este ano há motivos suficientes para que as pessoas amantes da música indie apareçam no Memorial da América Latina no dia 15 de Novembro, pois Blondie, Mallu Magalhães e Tim Bernardes, At The Drive In e a grande atração Lorde já estão confirmados.

Porém, muitos desses artistas já lançaram seus novos álbuns recentemente e estarão em turnê quando chegarem por aqui. O caso do Death Cab For Cutie era um pouco diferente já que seu último álbum “Kintsugi” foi lançado ainda em 2015. Pois bem, era uma exceção.

Eis que hoje o grupo soltou na rede um anúncio para divulgar o lançamento de um novo álbum para o mês de agosto.

O teaser foi postado nas redes sociais e no site oficial da banda.

O grupo que iniciou como um projeto solo de Bem Gibbard ainda no final dos anos 90 também anunciou novas datas para a turnê, com shows a partir de junho em países da Europa (Holanda, Inglaterra), Estados Unidos, além da já conhecida data no Brasil.

Veja abaixo o vídeo com o anúncio:

 


 

 


 

The Alienist se segura nas influências e na discussão de subtemas

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Quando foi noticiado que haveria uma série americana intitulada “The Alienist” a empolgação inicial errônea de que teríamos finalmente Machado de Assis sendo prestigiado por uma produção mais bem engendrada e seriedade na roteirização de suas obras adaptadas para a tela (com exceção de “Capitu” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas” o bruxo nunca foi realmente bem produzido na tv ou cinema) não se confirmou.

Depois de retificado o equívoco a empolgação foi substituída pela curiosidade por causa da escalação do elenco (Daniel Brühl, Dakota Fanning, Luke Evans, Brian Geraghty) e do mistério em torno do assunto da produção.

O fato é que, dirimidas as dúvidas, a aparente minissérie (nunca se sabe atualmente quando um show faz sucesso se aquilo vira ou não serial) é baseada no livro best seller homônimo de Caleb Carr e a trama segue um médico (que acaba por receber a alcunha de alienista) que tenta desvendar crimes ocorridos nos becos sujos de uma Nova York do final do século XIX seguido de uma equipe forjada por algumas situações meio forçadas pelo argumento do roteiro.

Por outro lado, se a utilização de personagens reais para participar de uma ficção não é nenhuma novidade, a forma como acontece acaba por gerar uma necessidade por pesquisa que pode fazer da obra televisiva apenas um ponta-pé para outras leituras.

Na série como um todo, estamos diante de mudanças científicas intensas e evoluções tecnológicas como a cinematografia, o telefone, medicina mais avançada e tais atividades acabam por auxiliar na investigação dos assassinatos que vitimizam especificamente meninos de rua que ganham a vida como podem sendo aliciados pela indústria da prostituição infantil daquela época (como se não houvesse hoje também).

Entra em cena o tal alienista que tenta fazer uma análise do perfil psicológico do criminoso sem que tenha qualquer pista de quem possa ser. Para isso contará com a ajuda da primeira mulher a trabalhar para a polícia de Nova York, dois detetives “faz-tudo” do departamento e um ilustrador famoso do New York Times, além do próprio chefe de polícia que teria papel importante para a história real do país.

Obviamente que um dos pontos fortes da produção da Netflix é a ambientação dos cenários para tudo parecer acontecer verdadeiramente como há cento e poucos anos e a maquiagem e guarda-roupas utilizados trazem muito dessa sensação em todos os 10 capítulos que talvez sejam mais bem digeridos se assistidos não em maratona, mas dia-após-dia para melhor degustação da trama, dos diálogos e do roteiro que, apesar de ter alguns furos, possui boas soluções.

A produção, portanto, é bem acabada e o trabalho dos atores e atrizes é bem competente. Os assuntos tratados na maioria dos episódios também fazem um bom papel, como a dificuldade das mulheres em encontrar um lugar naquele momento histórico, mas isso não quer dizer que se precise aprofundar em temas como feminismo ou sufragismo para poder demonstrar que a luta está sendo travada. Portanto, o tema não é relegado a um segundo plano tanto pelo roteiro quanto pelos personagens.

Outras coisas aparecem aqui e ali e são feitos assim como demonstrado na situação com as mulheres. Por exemplo: quando se fala sobre o racismo não há necessidade de ser panfletário, pois a questão é tratada no dia-a-dia daqueles que ali estão; a discriminação contra indígenas; os maus-tratos contra crianças; o problema da sujeira (em muitos sentidos) nos serviços públicos daquela época. Não se dá respostas fáceis sobre nenhum desses elementos, mas se há uma clara referência a eles já quer dizer que não foram olvidados pelo roteiro.

E por falar nisso, a referência que o roteiro faz a outros programas recentes que também têm suas qualidades acaba por testemunhar contra a originalidade de The Alienist (o que não quer dizer falta de qualidade) já que em muitas vezes você pensa claramente nessa influência como meio para ter conseguido chegar no trabalho final que os produtores queriam com esta série.

São inúmeros momentos em que se vê alguma cola tirada de outros produtos da TV e do cinema nas cenas assistidas nesta produção de Hossein Amini. Quando se visualiza o trabalho do futuro presidente dos EUA Theodore Roosevelt contra a corrupção da polícia da cidade de Nova York é impossível não lembrar de “Gotham” e da atividade do futuro chefe de polícia Gordon.

Do mesmo jeito é bem simples fazer um paralelo entre The Alienist e a fantástica Penny Dreadfull no que se refere à atmosfera densa, tensa e no clima de terror que ronda o ar e os personagens e seus passados; lembre-se de “The Nick” (produção maravilhosa de Soderberg que foi subestimada pela maioria do público) por causa da ótima ambientação e do tema da medicina; e, finalmente, não se esqueça de puxar pela lembrança qualquer série ou filme sobre Jack, o Estripador.

Pois então, The Alienist não é nenhuma história original, a tentativa em ser um thriller de perseguição não rola e muito menos o suspense é tão empolgante assim, além dos furos de roteiro (ou soluções fáceis que depois se perdem ou ficam num limbo que quase é esquecido por quem a assiste) e uma edição que por alguns momentos peca pela necessidade de dar muito tempo de tela para alguns dos protagonistas enquanto há um esquecimento de coadjuvantes importantes.

Porém, ela entrega bons diálogos, boas discussões filosóficas sobre psicologia humana (e neste sentido faz um paralelo, sem querer, justamente com Machado de Assis que sabia como ninguém fazer isso), usa bem a questão sobre o desenvolvimento da tecnologia naquele tempo, produz boa reflexão sobre a situação sociológica do mundo naquele contexto histórico e dos seus personagens e deixa muita coisa para a interpretação mais aprofundada do próprio espectador.

Sendo assim, é interessante degustar aos poucos a minissérie e sua finalização pode render o estudo de vários de seus subtemas e isso é algo que, muitas vezes, vale mais a pena do que o próprio prazer que a produção pode nos proporcionar.

 


 

 


 

Ghost: novo álbum aposta na morte

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“Prequelle” é o nome do quarto álbum do Ghost, a famosa banda que sempre tem uma aposta forte na teatralidade em seus shows. O novo trabalho sai no dia 1 de Junho e já tem possui, inclusive, um single de divulgação, intitulado “Rats“.

Mas o que tem tomado as conversas sobre o novo disco do grupo sueco que mistura Death Metal, Doom Metal e Rock Piscodélico dos anos 60 e 70 é o principal tema das 10 canções da empreitada que será lançada daqui um mês: a morte.

Sim, se há um assunto bastante conveniente para bandas desse gênero musical tem a ver com o fim da vida, mas nesse caso os integrantes e compositores da banda tiveram uma influência importante, a saber, o passamento de figuras conhecidas da música nos últimos anos.

Tobias Forge, o artista por trás o Papa Emeritus e principal mente por trás das principais composições do grupo, disse que o disco será bastante centrado “no fim iminente” por causa de mortes de ícones como Lemmy, do Motörhead, David Bowie e Prince.

“Tinham algumas coisas que queria abordar com o Prequelle que não acho que já haviam sido ditas, e tinham muito pouco a ver com o que veio antes. Esse disco é centrado na morte (…) e recentemente vimos o falecimento de vários de nossos ídolos mais velhos.”

Tobias falou mais detalhadamente sobre Lemmy: “Ronnie James Dio foi um, mas acho que, especialmente quando o Lemmy faleceu, assim como Bowie e Prince logo depois, isso me afetou muito. Parecia que eram nossos pais falecendo. Acho que aceitamos pessoas como o Lemmy como parte do nosso dia a dia – ele sentaria à nossa mesa para sempre, mas agora tem uma cadeira bem vazia. Definitivamente me afetou muito mais do que eu imaginava.”

A complexidade de ideias mais transcendentais parecem ser mais aprofundadas neste disco do que simples processo simplesmente dramáticos no palco ou cenas que podem soar como polêmicas. Isso não quer dizer que isso não vá ocorrer, já que na nova turnê pudemos ver coisas como embalsamento de papas, mas as canções executadas nos shows nos EUA tem na brevidade da vida e na sua ruptura a principal matéria-prima temática.

A entrevista, que também serviu para divulgar o novo Papa que será utilizado como liderança central do Ghost, pode ser conferida de forma completa na revista britânica Metal Hammer.

 


 

 


 

Ghost – Prequelle

 

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1 – Ashes

2 – Rats

3 – Faith

4 – See the Light

5 – Miasma

6 – Dance Macabre

7 – Pro Memoria

8 – Wich Image

9 – Helvetesfönster

10 – Life Eternal