1º Concurso de Desenho de Terror do Riva: também tem prêmio

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E não é que a temporada de premiações do Riva não termina?!

Depois da entrega das coleções e livros para os melhores autores de histórias de terror a escola também promoveu nesta segunda-feira (23) a premiação dos alunos do ensino fundamental I (1º ao 5º Ano) que participaram do Concurso de Desenhos de Terror que ocorreu durante todo o mês de outubro.

Além da alegria dos meninos e meninas estampada no rosto de cada um, também foi legal perceber a torcida pelas melhores pinturas visto que a professora Regiane Biecco instaurou suspense em todas as salas para saber quem havia conquistado o primeiro lugar.

Dessa forma, o evento se tornou muito justo, pois em cada sala houve votação entre os próprios colegas e assim foi eleito o melhor desenhista em disputas acirradas.

Abaixo, veja algumas das fotos dos alunos com seu certificado de participação na atividade junto ao seu prêmio (um kit com livro, estojo de lápis de cor, canetinha e bombom).

3º Concurso de Contos de Terror do Riva: a premiação!!!

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Depois de um mês de Outubro de intensa atividade na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior com a participação dos alunos no 3º Concurso de Contos de Terror do Riva tivemos uma festa de Halloween inesquecível que brindou os esforços de todos no sucesso do evento.

Com a eleição das dez histórias de terror concluída a expectativa era, portanto, saber quais eram os ganhadores e, posteriormente, os prêmios.

Dessa forma, abaixo listamos a classificação geral do pleito com os quatro primeiros colocados sendo agraciados com coleções de livros e um novidade neste ano: o prêmio do júri para o melhor conto.

Concurso de Contos de Terror do Riva

Classificação Final:

O Diabólico Usuário 666 (Thiago de Freitas 9º A) – 271 votos (1º Lugar)

Chapeuzinho: A Vingadora (Lucas Vinícius 6º C) – 233 votos (2º Lugar)

The Five Demons (Lucas Oliveira 9º A) – 190 votos (3º Lugar)

O Orfanato Lauren Rhalf (Milena Sousa 9º A) – 162 votos (4º Lugar)

Solitária (Mateus Mucci 9º A) – 155 votos (5º Lugar)

A Boneca (Lívia Ferreira 6º A) – 98 votos (6º Lugar)

O Mosteiro de Satanás (Laura Belém 6º D) – 56 votos (7º Lugar)

O Massacre de Jack Temmor (Brenda Bueno 9º A) – 47 votos (8º Lugar)

O Velho Cinema (Denner Santos 6º D) – 25 votos (9º Lugar)

As 3 Amigas e o Vale (Mirella Oliveira 5º B) – 22 – votos (10º Lugar)

A premiação:

1º Lugar: Coleção Stephen King

2º Lugar: Coleção Harry Potter

3º Lugar: Coleção Maze Runner

4º Lugar: Coleção Supernatural

Premio Especial do Júri: Livro A Bela e a Adormecida

Abaixo, veja algumas fotos dos participantes com seus prêmios:

A Boneca

 

Era uma vez, numa noite sombria, um homem que estava passando pelo cemitério.

De repente, ele encontra uma boneca jogada no chão do portão do cemitério e ele desce do carro e a pega, mas mal sabe ele que essa boneca era habitada por um espírito do mal.

Ele volta para casa dele com essa boneca e presenteia sua filha Sofia com a boneca.

A esposa dele pergunta: “Onde você pegou essa boneca tão limpinha e bonita?”

Ele responde: “Eu achei na porta do cemitério!”

Ela se assusta e o manda levar o brinquedo sinistro de volta para onde ele achou, mas só que a filha dele começa a chorar e a pedir que a deixe ficar com a boneca.

A mãe fala: “Tudo bem, pode ficar, só que se acontecer alguma coisa você chama a mim e a seu pai, ok?”

A filha responde: “Tá bom, mãe, pode deixar.”

Portanto, eles vão dormir e quando acordam percebem algo de diferente, a casa estava muito quieta e sempre que eles acordavam a Sofia estava brincando, mexendo nas coisas, bagunçando.

Eles levantam e vão ver o que estava acontecendo e quando eles chegam até a sala veem a filha deles desmaiada, a mãe olha para o lado e vê a boneca que o pai deu para Sofia em cima dela com as mãos no pescoço da Sofia.

A mãe olha para o pai e fala: “Tá vendo? Eu disse pra você levar essa porcaria de boneca de volta para o cemitério.”

O pai fala: “Eu não sabia que essa boneca iria fazer algum mal para a nossa filha. Ah, não creio que você acredita em espírito! Sai fora, isso não existe!”

A mãe fala: “Você é um idiota, não acredito que você está falando isso.

E assim vai rolando a briga.

E enquanto isso…

A boneca levanta e vai para o banheiro. Quando eles olham para Sofia percebem que a boneca não esta mais lá.

Lucas, o pai, olha para Lívia, no caso a mãe, e fala: “Como assim? A boneca não esta mais em cima da nossa filha. Cadê ela?!”

A mãe fala: E lá eu vou saber? Estou falando que essa boneca tem alguma coisa de errado. Só que ninguém acredita em mim. Então tá bom! Se vira, vai procurar a boneca enquanto eu levo nossa filha ao carro.

Ele olha na cozinha, nos quartos, na lavanderia, mas quando ele olha no banheiro lá estava a boneca com uma faca na mão. Ele corre até a boneca e quando ele chega perto da escada a boneca enfia a faca nele.

Quando Lívia volta para dentro de casa para ver onde estava Lucas ela o vê jogado no chão com a boneca em cima dele com a faca enfiada em seu corpo.

Lívia fica transtornada, chora muito e diz: “Foi essa boneca! Ela quer matar minha família, mas eu não vou deixar”.

Ela corre para o carro novamente e leva sua filha ao médico e quando chega lá a filha dela faz vários exames e consta que ela está com uma bolsa de sangue na cabeça.

A mãe começa a gritar de raiva, medo e tristeza num misto de sentimentos ruins.

Pensa no marido esfaqueado e na filha que está tão adoentada por causa de uma boneca.

Pensa em ir à polícia, mas sabe que ninguém acreditaria em sua história. Sabe que não pode contar com pessoas ditas “normais”.

Faz uma breve pesquisa na internet e tem uma ideia. Ela iria atrás de uma médium.

Quando Lívia chega à casa da médium, bate à porta da casa da mulher e esta se abre e de lá surge a pergunta: “O que você quer, moça?”

Lívia, meio que atabalhoada, explica tudo de forma ofegante enquanto a médium escuta calmamente.

Então, Lavínia, a médium, fala: “Pois bem, filha, essa boneca possui um espírito do mal dentro dela e este ser é de uma menina que já morou lá em sua casa, mas vamos lá a sua casa ver essa boneca.”

Lívia achou tudo aquilo estranho, mas Lavínia era uma médium muito respeitada e decidiu acreditar piamente na mulher.

Quando elas chegam lá a boneca estava passivamente sentada no sofá enquanto olhava para Lucas e de uma hora para outra dá uma risada maléfica.

O susto é imediato e Lívia começa a chorar copiosamente E daí diz: “Amor, eu me esqueci de você, me desculpa. Volta pra mim, por favor. Eu não sei como eu vou viver sem você e sem a nossa filha. Volta pra mim, por favor.”

Ela se aproxima de Lucas e percebe que ele já está morto, coloca a mão onde a boneca maldita o esfaqueou e tenta, sem sucesso, estancar o sangue que ainda jorrava dele.

Nisso, a médium olha fixamente para a boneca, vira para Lívia e fala: “Vamos embora, deixe ele aí e vamos sair daqui. Não há mais nada a fazer. Se ficarmos aqui ela também nos matará.”

Lívia fala: “Eu não posso deixar meu marido!”

Lavínia diz: “Vamos logo, o espírito da boneca está furioso com você. Vamos, corra!

A mulher sai correndo, mas antes dá um beijo nele e fala: “Meu amor, um dia nos encontraremos de novo no reino do céus.

O espírito vem atrás e começa a dar risada e fala no ouvido da médium: “Ela nunca reencontrará o marido dela.”

Elas correm da casa e ligam para a polícia para avisar sobre o assassinato.

Enquanto elas chegam à casa da médium a polícia chega até a casa de Lívia e se assustam por causa de um vulto que passa na entrada da casa.

Eles ficam meio temerosos, mas mesmo assim entram e conseguem recolher o corpo de Lucas.

Lívia e Lavínia decidem voltar para a casa da mulher, que agora está viúva, mas no meio do caminho acontece um desastre.

 

Por conta de um trânsito muito intenso o carro permanece parado no meio da rua por muito tempo, mas elas são surpreendidas por cinco rapazes encapuzados munidos de armas. Eles dizem para elas: “Passa o carro, vai logo, vai, passa tudo!

Elas reagem e uma mistura de fatalidade e azar acontece: um deles tira a arma do bolso da calça e atira na cabeça das duas mulheres.

Como desastre pouco é bobagem nessa família, horas antes haviam ligado para Lívia avisando que Sofia não tinha resistido e também morrera, mas a mãe, quase que dopada de tanto sofrimento, não havia acreditado. Por isso, queria voltar para casa. Deu no que deu.

Depois disso, parece que a boneca praticamente se apossou da casa da família de Lívia. E o espírito que a habitava começou a conviver naquele lugar. Desde então, nunca mais ninguém teve coragem de morar lá. As histórias de azar e terror em torno daquela família começaram a se multiplicar e não havia Cristo que tivesse coragem de entrar lá naquele espaço macabro cercado por tanta coisa ruim.

Até que um dia…

Bem, um senhor e uma senhora foram morar lá e, por coincidência eles eram médiuns. E eles acharam essa boneca andando pela casa. Acharam tudo muito estranho e então começaram a usar aquela casa para pesquisa.

Dessa forma, descobriram a verdadeira história que havia por trás de tudo aquilo.

Eles pegaram a boneca fizeram todo tipo de exorcismo nela e aprisionaram numa caixa cheia de velas e água benta a fim de não deixa-la solta por aí.

Passou-se bastante tempo desde os primeiros acontecimentos e os novos moradores não tinham mais medo de morar por ali. Eles envelheceram lá e a mulher morreu.

O homem também já debilitado passa então o segredo para o filho de 25 anos e este fica encarregado de guardar as chaves da caixa onde a boneca fica aprisionada.

O problema é que quando o velho senhor morre este se esquece de explicar ao filho que, além das cruzes e da água benta que tinham de ser trocadas de tempos em tempos, o principal cuidado que tinha de ser tomado com a boneca era o medo.

Ela se alimentava desse medo e era por causa disso que aquela família toda havia sido exterminada anteriormente.

E dessa forma, dia após dia, mês depois de mês, ano a ano, o espirito foi se alimentando do medo do rapaz que, ao entrar toda vez no quarto onde a caixa ficava, tremia-se todo de temor.

Até que um dia essa boneca conseguiu quebrar o vidro que a separava da liberdade e conseguiu escapar. E o rapaz que tanto temia a boneca acabou morrendo de infarto ao vê-la solta pela primeira vez em tantos anos.

Desde então, essa boneca já foi queimada, tentaram corta-la de todos os jeitos e maneiras, exorcismos foram realizados e o lixo foi moradia dela por muito tempo, mas sempre ela reaparece perto daquela casa e alguém comete o equívoco de pega-la. E assim, a morte é o único destino para quem se mete a fazer isso, pois depois de um período junto com ela o medo te consome e ela se fortalece a ponto de te sugar as forças dentro de sua alma.

E essa maldição só será quebrada a partir do momento que houver alguém suficientemente corajoso para enfrenta-la.

Alguém se dispõe?

Lívia Ferreira – 6º A

Chapeuzinho: A Vingadora

Todo mundo conhece a história de Chapeuzinho Vermelho, mas ninguém conhece a real, aquela que verdadeiramente aconteceu.

Por que em vez de doces ela levava ossos.

Chapeuzinho quase nunca saía de sua aldeia. Ela conhecia todo mundo e adorava a todos. Ela era uma menina calma e boazinha e quando era pequena ganhou de presente de sua avó uma capa vermelha que ela não tirava nem para dormir.

Por conta disso todos a apelidaram de Chapeuzinho Vermelho.

Num belo dia de sábado sua mãe a mandou ir à outra aldeia a fim de entregar uma cesta de doces para sua avó que havia pedido.

Infelizmente havia uma rixa entre as duas localidades e o povo de sua aldeia odiava os moradores da outra aldeia. Eles brigavam muito entre si durante muitos e muitos anos e desde então só o que existia entre eles era animosidade.

E lá se foi Chapeuzinho…

Chegando lá, uma cena terrível foi visualizada por seus olhos, a pequena menina encontrou sua pobre vozinha morta e cheia de sangue por todos os lados.

Chapeuzinho começou a chorar desesperada e voltou correndo para sua aldeia. Porém, segurou a informação e não contou nada a sua mãe.

No dia seguinte, Chapeuzinho chamou seus primos Zeca e Pedro para falar a respeito do que tinha acontecido e eles ficaram revoltados. Combinaram de ir lá à noite e foi o que fizeram.

Quando lá estavam viram o Lobo Mau com a boca cheia de sangue e desconfiaram que havia sido ele o autor do assassinato brutal. Os três voltaram para a sua aldeia e ouviram a notícia de que um casal tinha morrido.

Dessa forma, eles foram ver o novo ocorrido e Chapeuzinho percebeu que o casal possuía as mesmas características vistas em sua avó assassinada. A mesma forma como fora morta, as mesmas marcas.

Foi assim que a menina teve certeza que fora o lobo o autor do crime contra sua avó. Desse modo, ela ficou revoltada e na noite seguinte se reuniu com seus primos e voltaram à outra aldeia e o plano era um só:

Matar todos daquele lugar!

E assim foi. Cada dia era mais um que matavam na outra aldeia e a cada morte acontecida Chapeuzinho entoava uma sinistra canção enquanto segurava sua cesta cheia de ossos. A música macabra era assim:

“Pela estrada afora eu vou bem sozinha levar essa faca para o lobo mal;

Ele mora longe e o caminho é deserto e vou me vingar pela minha avó.

Mas à tardinha ao sol poente mato o lobo mal e dormirei contente.”

Ela guardava os ossos das pessoas que matava no sótão de sua casa. E a cada dia, mais ossos e mais ossos.

Porém, acontece que na própria aldeia de Chapeuzinho Vermelho também estavam morrendo muitas pessoas misteriosamente e assim ela decidiu, junto a seus primos, bolar um plano de matar o lobo e aguardaram na calada da noite a próxima vítima do lobo.

E aguardaram, aguardaram…

E numa noite bem escura viram o lobo, correram atrás dele com uma rede e o prenderam, mas ele era muito ágil e conseguiu escapar levando consigo a própria Chapeuzinho.

Os meninos desesperados correram atrás dele, mas não alcançaram. Zeca e Pedro começaram a andar sem parar e se perderam, pois não conheciam o bosque e assim eles dormiram na floresta.

Na manhã seguinte, acordaram e avistaram um caçador. Falaram com ele e explicaram o que havia acontecido e todos foram atrás do lobo.

Só tinha um grave problema: o caçador, na verdade, era o lobo!

Chegando à casa do lobo, viram chapeuzinho amarrada ao lado de uma fogueira e o caçador abriu a porta e foram desamarra-la.

Chapeuzinho percebeu que o caçador tinha um aspecto estranho e exclamou:

– Que orelhas tão grandes!

– É para te ouvir melhor.

– E porque esses olhos tão grandes?

– É para te ver melhor.

– Mas, caçador, por que esses dentes tão enormes e afiados?

E num susto ele gritou: – É para te comer!

Ele se desvencilhou das roupas que estavam escondendo sua verdadeira face e avançou.

De súbito, todos ficaram apavorados, mas conseguiram se entreolhar para tentar um último golpe para se salvar.

Chapeuzinho e seus primos pegaram o instrumento mais próximo que viram, uma enxada enferrujada, e mataram o caçador-lobo com a maior ferocidade possível sem que tivessem piedade. Só o que vinha a suas memórias era o número de pessoas vítimas de sua violência.

Assim, voltaram a sua aldeia e contaram a todos o que tinha acontecido e tentaram viver o mais tranquilamente possível. Só que depois de tudo o que viveram isso se tornou um sonho distante.

Desse modo, conforme foi passando o tempo, o apelido daquela menina doce e pacata foi mudado para Chapeuzinho, a vingadora.

Lucas Vinícius – 6º C

O Velho Cinema

 

Numa estrada que passava por uma floresta vinha um homem de carro com sua namorada.

O homem tinha acabado de vir do velho cinema da cidade. Eles tinham assistido a um filme de terror. Então, o homem estacionou o carro e falou para a sua namorada:

“Quer casar comigo?”

Ela disse: “Sim, quero.”

Daí o namorado sentiu uma dor na barriga terrível e sua namorada perguntou a ele o que estava acontecendo.

Ele disse que não sabia e abaixou a cabeça. Quando este levantou a cabeça os olhos começaram a ficar amarelos, as unhas dele ficaram grandes, o cabelo ficou comprido e os dentes ficaram semelhantes aos de um vampiro.

A namorada demorou um pouco a perceber o que estava ocorrendo, mas, num surto, gritou enlouquecidamente:

– Socorro!

Em seguida, pulou rapidamente do carro e correu desenfreadamente do namorado que agora tinha feições diferentes e animalescas.

Sim, a pobre moça estava fugindo de uma criatura sinistra e só quem testemunhava aquela cena era a noite escura iluminada apenas pela lua cheia.

A correria foi intensa e a menina tropeçou e sem que pudesse fazer nada o bicho ensandecido a alcançou e começou a devora-la.

O grito foi alto e os olhos se abriram assustados.

Era apenas um sonho!

Após saírem do cinema a moça havia sentido muito sono e dormira no carro no retorno para sua casa.

O namorado que dirigia percebeu o susto da amada e perguntou o que ocorrera e ela acabou relatando o pesadelo que tivera. Ele também explicou que havia se sentido mal após sair do cinema, mas que não passou disso.

Passaram-se, exatamente, sete dias daquela cena que a namorada havia visto e que tinha sido tão real para ela. O casal voltou ao cinema e, após a insistência do rapaz, eles assistiam a mais um filme de terror.

Só que este filme parecia ser ainda mais pesado e violento e, ainda no meio do filme, os namorados saíram da sala do cinema.

O problema é que quando chegaram à rua esta estava deserta e sinistra como nunca antes haviam visto. A moça tremia de frio e pavor e o rapaz tentou acolhe-la em seus braços. Quando tentou virar as costas para visualizar se ainda havia forma de voltar para o cinema somente viu o responsável pela bilheteria colocar um aviso de “Fechado” na frente do estabelecimento.

Não deu muito tempo de pensar: mais do que de repente um vento forte começou a desvendar a lua no céu e o que estava nublado começou a demonstrar toda a beleza e intensidade daquela bola branca.

A menina se lembrou do pesadelo que teve e quando ia dizer isso ao namorado este simplesmente pareceu se transformar.

Não, não era apenas uma mudança física, com aquele pelo todo cobrindo seu corpo e aqueles dentes simplesmente parecendo querer devorar qualquer coisa a sua frente; a mudança era de humor, de temperamento, aquele não era mais o namorado que ela estava acostumada a ter.

Ela correu, mas não foram mais do que dez passos.

Caiu beirando a calçada que ficava em frente a um parque estadual e dali em diante rolou ladeira abaixo.

A criatura sinistra a seguiu, ninguém viu nada depois disso e tudo virou uma grande lenda urbana.

O que muitos contam é que viram o que se parecia com um animal em pé brigando com a moça, enquanto outros tantos dizem ter visto a mulher correndo de um lobo. Mas não há uma única filmagem e os dois nunca mais foram vistos.

Desde então, naquela cidadezinha, as pessoas têm um medo profundo de assistir a filmes de terror em noites de lua cheia e os cinemas daquele lugar acabaram abandonados.

Ninguém teve coragem de abrir nada no lugar, mas ainda há quem diga que misteriosas sombras passam perto do velho cinema e do parque, lugares que escondem tantos mistérios até hoje.

Denner dos Santos Pereira – 6º D

O Mosteiro de Satanás

1952, quinta feira, dia 23 de dezembro.

Leonel saiu de casa para passar o Natal com a família no Rio de Janeiro. Nas estradas mineiras chovia como ele nunca tinha visto antes.

Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se estivesse prestes a morrer.

Na mesma hora ele parou o carro.

Começou a sentir febre e a suar frio e na estrada não passava um veículo, pois a chuva tinha apertado mais e parece que ninguém queria se aventurar naquela tempestade.

Naquele momento, quase cego com aquele monte de água caindo, Leonel avista uma luminosidade não muito longe dali. Caminhando com dificuldade o pobre homem chega até o portão do que parecia ser um mosteiro franciscano. Ele bate na porta e grita por ajuda, mas desmaia antes de alguém lá chegar.

Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro.

Ele estava deitado numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido. Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de monge entra no quarto.

“Você deve deixar o mosteiro imediatamente” falou uma voz preocupada.

“Estou doente, não podem me mandar embora deste jeito. Por favor, deixe-me ficar”, agonizou Leonel quase chorando.

O monge não disse mais nada e se retirou do recinto.

Preocupado em ter que ir embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer. Por instinto, Leonel desce pelas escadas da masmorra.

Uma voz o chama.

Ela vem de uma cela, a porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque conversa com Leonel.

“Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você também se não fugirmos logo. Por fa…”

Antes de o sujeito concluir o monge alto grita com Leonel. “Saia daí!!!” agarrando-o pelo braço. Assim, o monge arrasta o enfermo rapaz escada acima. O pobre Leonel não tinha forças para reagir e foi levado facilmente.

Já em uma sala gigantesca, repleta de monges, Leonel se vê como um réu sendo julgado. O franciscano que parecia o líder falou: “Rapaz, você deve ir embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui. Sabemos do seu estado de saúde, mas não podemos deixá-lo ficar”.

Leonel mal ouviu o homem e desmaiou novamente. O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra.

A porta do quarto estava aberta e Leonel sai à procura do homem que estava preso no andar de baixo.

Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade já pedindo ajuda.

“Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de uma seita maligna. São adoradores de Satanás.”

Tremendo como uma vara verde em dia de chuva, Leonel corre até um pequeno depósito em busca de uma ferramenta capaz de abrir a cela. Minutos depois ele retorna com um imenso pé de cabra.

Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabado de ser contada.

Sem saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de cara com um monge de quase dois metros de altura.

“O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o franciscano.

“Me solte! Me solte, seu filho de Satanás!” gritava Leonel, já tentando se soltar do agarrão do monge.

Com um olhar de temor e raiva o homem alto encara o pobre Leonel…

“Você não sabe o que fez… sua vida está condenada agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo predileto. Sua alma será dele”.

Logo após o monge ter terminado de falar Leonel dá um grito de pavor…

… seu último grito de pavor.

Naquele instante, o pobre e inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma, literalmente, para os quintos dos Infernos ao lado do, agora, seu eterno mestre: Satanás.

Laura Belém – 6º D

As Três Amigas e o Vale da Morte

Era uma vez três amigas que foram passear num lugar chamado “O Vale da Morte”.

Durante o caminho elas estavam muito alegres e brincalhonas. Ana, Maria e Bruna mal sabiam o que vinha pela frente, a caminhada delas seria tenebrosa assustadora e sem volta. Já na entrada do Vale perceberam barulhos, ventos e gritos assustadores.

Assim que passaram perto de uma cabana avistaram um lobisomem assustador uivando e ficaram paralisadas sem saber o que fazer até que saíram correndo. Durante essa correria Ana tropeçou, caiu e se machucou tanto que até o lobisomem conseguiu atacá-la.

Com pouquíssimos golpes ele arrancou sua cabeça e seu coração.

Enquanto isso, Maria e Bruna estão correndo ainda e se escondendo atrás das árvores. Logo atrás delas havia uma bruxa que avançou sobre Maria e a levou para o seu caldeirão da morte que ficava logo ali naquele maldito lugar.

De lá Maria não sairia mais viva.

Bruna desesperada saiu correndo, sem saber o que fazer até que ela caiu num buraco profundo e lá se deparou com uma figura muito feia e macabra, o chamado homem do Vale da Morte.

Ele rapidamente a atacou e, em questão de segundos, picotou a pobre menina em inúmeros pedaços. Arrancou-lhe seus olhos, cabeça e coração e, sem mais nada para despedaçar, enterrou o resto de seu corpo.

Foi quando ele gritou: “Nunca mais ninguém voltará ao Vale da Morte. Pois este é o meu domínio. Ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha ha!!!”

Mirella Oliveira de Souza

Série 5’B

Sala 11