1º Concurso de Desenho de Terror do Riva: também tem prêmio

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E não é que a temporada de premiações do Riva não termina?!

Depois da entrega das coleções e livros para os melhores autores de histórias de terror a escola também promoveu nesta segunda-feira (23) a premiação dos alunos do ensino fundamental I (1º ao 5º Ano) que participaram do Concurso de Desenhos de Terror que ocorreu durante todo o mês de outubro.

Além da alegria dos meninos e meninas estampada no rosto de cada um, também foi legal perceber a torcida pelas melhores pinturas visto que a professora Regiane Biecco instaurou suspense em todas as salas para saber quem havia conquistado o primeiro lugar.

Dessa forma, o evento se tornou muito justo, pois em cada sala houve votação entre os próprios colegas e assim foi eleito o melhor desenhista em disputas acirradas.

Abaixo, veja algumas das fotos dos alunos com seu certificado de participação na atividade junto ao seu prêmio (um kit com livro, estojo de lápis de cor, canetinha e bombom).

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3º Concurso de Contos de Terror do Riva: a premiação!!!

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Depois de um mês de Outubro de intensa atividade na EMEF Professor Rivadávia Marques Junior com a participação dos alunos no 3º Concurso de Contos de Terror do Riva tivemos uma festa de Halloween inesquecível que brindou os esforços de todos no sucesso do evento.

Com a eleição das dez histórias de terror concluída a expectativa era, portanto, saber quais eram os ganhadores e, posteriormente, os prêmios.

Dessa forma, abaixo listamos a classificação geral do pleito com os quatro primeiros colocados sendo agraciados com coleções de livros e um novidade neste ano: o prêmio do júri para o melhor conto.

Concurso de Contos de Terror do Riva

Classificação Final:

O Diabólico Usuário 666 (Thiago de Freitas 9º A) – 271 votos (1º Lugar)

Chapeuzinho: A Vingadora (Lucas Vinícius 6º C) – 233 votos (2º Lugar)

The Five Demons (Lucas Oliveira 9º A) – 190 votos (3º Lugar)

O Orfanato Lauren Rhalf (Milena Sousa 9º A) – 162 votos (4º Lugar)

Solitária (Mateus Mucci 9º A) – 155 votos (5º Lugar)

A Boneca (Lívia Ferreira 6º A) – 98 votos (6º Lugar)

O Mosteiro de Satanás (Laura Belém 6º D) – 56 votos (7º Lugar)

O Massacre de Jack Temmor (Brenda Bueno 9º A) – 47 votos (8º Lugar)

O Velho Cinema (Denner Santos 6º D) – 25 votos (9º Lugar)

As 3 Amigas e o Vale (Mirella Oliveira 5º B) – 22 – votos (10º Lugar)

A premiação:

1º Lugar: Coleção Stephen King

2º Lugar: Coleção Harry Potter

3º Lugar: Coleção Maze Runner

4º Lugar: Coleção Supernatural

Premio Especial do Júri: Livro A Bela e a Adormecida

Abaixo, veja algumas fotos dos participantes com seus prêmios:

A Boneca

 

Era uma vez, numa noite sombria, um homem que estava passando pelo cemitério.

De repente, ele encontra uma boneca jogada no chão do portão do cemitério e ele desce do carro e a pega, mas mal sabe ele que essa boneca era habitada por um espírito do mal.

Ele volta para casa dele com essa boneca e presenteia sua filha Sofia com a boneca.

A esposa dele pergunta: “Onde você pegou essa boneca tão limpinha e bonita?”

Ele responde: “Eu achei na porta do cemitério!”

Ela se assusta e o manda levar o brinquedo sinistro de volta para onde ele achou, mas só que a filha dele começa a chorar e a pedir que a deixe ficar com a boneca.

A mãe fala: “Tudo bem, pode ficar, só que se acontecer alguma coisa você chama a mim e a seu pai, ok?”

A filha responde: “Tá bom, mãe, pode deixar.”

Portanto, eles vão dormir e quando acordam percebem algo de diferente, a casa estava muito quieta e sempre que eles acordavam a Sofia estava brincando, mexendo nas coisas, bagunçando.

Eles levantam e vão ver o que estava acontecendo e quando eles chegam até a sala veem a filha deles desmaiada, a mãe olha para o lado e vê a boneca que o pai deu para Sofia em cima dela com as mãos no pescoço da Sofia.

A mãe olha para o pai e fala: “Tá vendo? Eu disse pra você levar essa porcaria de boneca de volta para o cemitério.”

O pai fala: “Eu não sabia que essa boneca iria fazer algum mal para a nossa filha. Ah, não creio que você acredita em espírito! Sai fora, isso não existe!”

A mãe fala: “Você é um idiota, não acredito que você está falando isso.

E assim vai rolando a briga.

E enquanto isso…

A boneca levanta e vai para o banheiro. Quando eles olham para Sofia percebem que a boneca não esta mais lá.

Lucas, o pai, olha para Lívia, no caso a mãe, e fala: “Como assim? A boneca não esta mais em cima da nossa filha. Cadê ela?!”

A mãe fala: E lá eu vou saber? Estou falando que essa boneca tem alguma coisa de errado. Só que ninguém acredita em mim. Então tá bom! Se vira, vai procurar a boneca enquanto eu levo nossa filha ao carro.

Ele olha na cozinha, nos quartos, na lavanderia, mas quando ele olha no banheiro lá estava a boneca com uma faca na mão. Ele corre até a boneca e quando ele chega perto da escada a boneca enfia a faca nele.

Quando Lívia volta para dentro de casa para ver onde estava Lucas ela o vê jogado no chão com a boneca em cima dele com a faca enfiada em seu corpo.

Lívia fica transtornada, chora muito e diz: “Foi essa boneca! Ela quer matar minha família, mas eu não vou deixar”.

Ela corre para o carro novamente e leva sua filha ao médico e quando chega lá a filha dela faz vários exames e consta que ela está com uma bolsa de sangue na cabeça.

A mãe começa a gritar de raiva, medo e tristeza num misto de sentimentos ruins.

Pensa no marido esfaqueado e na filha que está tão adoentada por causa de uma boneca.

Pensa em ir à polícia, mas sabe que ninguém acreditaria em sua história. Sabe que não pode contar com pessoas ditas “normais”.

Faz uma breve pesquisa na internet e tem uma ideia. Ela iria atrás de uma médium.

Quando Lívia chega à casa da médium, bate à porta da casa da mulher e esta se abre e de lá surge a pergunta: “O que você quer, moça?”

Lívia, meio que atabalhoada, explica tudo de forma ofegante enquanto a médium escuta calmamente.

Então, Lavínia, a médium, fala: “Pois bem, filha, essa boneca possui um espírito do mal dentro dela e este ser é de uma menina que já morou lá em sua casa, mas vamos lá a sua casa ver essa boneca.”

Lívia achou tudo aquilo estranho, mas Lavínia era uma médium muito respeitada e decidiu acreditar piamente na mulher.

Quando elas chegam lá a boneca estava passivamente sentada no sofá enquanto olhava para Lucas e de uma hora para outra dá uma risada maléfica.

O susto é imediato e Lívia começa a chorar copiosamente E daí diz: “Amor, eu me esqueci de você, me desculpa. Volta pra mim, por favor. Eu não sei como eu vou viver sem você e sem a nossa filha. Volta pra mim, por favor.”

Ela se aproxima de Lucas e percebe que ele já está morto, coloca a mão onde a boneca maldita o esfaqueou e tenta, sem sucesso, estancar o sangue que ainda jorrava dele.

Nisso, a médium olha fixamente para a boneca, vira para Lívia e fala: “Vamos embora, deixe ele aí e vamos sair daqui. Não há mais nada a fazer. Se ficarmos aqui ela também nos matará.”

Lívia fala: “Eu não posso deixar meu marido!”

Lavínia diz: “Vamos logo, o espírito da boneca está furioso com você. Vamos, corra!

A mulher sai correndo, mas antes dá um beijo nele e fala: “Meu amor, um dia nos encontraremos de novo no reino do céus.

O espírito vem atrás e começa a dar risada e fala no ouvido da médium: “Ela nunca reencontrará o marido dela.”

Elas correm da casa e ligam para a polícia para avisar sobre o assassinato.

Enquanto elas chegam à casa da médium a polícia chega até a casa de Lívia e se assustam por causa de um vulto que passa na entrada da casa.

Eles ficam meio temerosos, mas mesmo assim entram e conseguem recolher o corpo de Lucas.

Lívia e Lavínia decidem voltar para a casa da mulher, que agora está viúva, mas no meio do caminho acontece um desastre.

 

Por conta de um trânsito muito intenso o carro permanece parado no meio da rua por muito tempo, mas elas são surpreendidas por cinco rapazes encapuzados munidos de armas. Eles dizem para elas: “Passa o carro, vai logo, vai, passa tudo!

Elas reagem e uma mistura de fatalidade e azar acontece: um deles tira a arma do bolso da calça e atira na cabeça das duas mulheres.

Como desastre pouco é bobagem nessa família, horas antes haviam ligado para Lívia avisando que Sofia não tinha resistido e também morrera, mas a mãe, quase que dopada de tanto sofrimento, não havia acreditado. Por isso, queria voltar para casa. Deu no que deu.

Depois disso, parece que a boneca praticamente se apossou da casa da família de Lívia. E o espírito que a habitava começou a conviver naquele lugar. Desde então, nunca mais ninguém teve coragem de morar lá. As histórias de azar e terror em torno daquela família começaram a se multiplicar e não havia Cristo que tivesse coragem de entrar lá naquele espaço macabro cercado por tanta coisa ruim.

Até que um dia…

Bem, um senhor e uma senhora foram morar lá e, por coincidência eles eram médiuns. E eles acharam essa boneca andando pela casa. Acharam tudo muito estranho e então começaram a usar aquela casa para pesquisa.

Dessa forma, descobriram a verdadeira história que havia por trás de tudo aquilo.

Eles pegaram a boneca fizeram todo tipo de exorcismo nela e aprisionaram numa caixa cheia de velas e água benta a fim de não deixa-la solta por aí.

Passou-se bastante tempo desde os primeiros acontecimentos e os novos moradores não tinham mais medo de morar por ali. Eles envelheceram lá e a mulher morreu.

O homem também já debilitado passa então o segredo para o filho de 25 anos e este fica encarregado de guardar as chaves da caixa onde a boneca fica aprisionada.

O problema é que quando o velho senhor morre este se esquece de explicar ao filho que, além das cruzes e da água benta que tinham de ser trocadas de tempos em tempos, o principal cuidado que tinha de ser tomado com a boneca era o medo.

Ela se alimentava desse medo e era por causa disso que aquela família toda havia sido exterminada anteriormente.

E dessa forma, dia após dia, mês depois de mês, ano a ano, o espirito foi se alimentando do medo do rapaz que, ao entrar toda vez no quarto onde a caixa ficava, tremia-se todo de temor.

Até que um dia essa boneca conseguiu quebrar o vidro que a separava da liberdade e conseguiu escapar. E o rapaz que tanto temia a boneca acabou morrendo de infarto ao vê-la solta pela primeira vez em tantos anos.

Desde então, essa boneca já foi queimada, tentaram corta-la de todos os jeitos e maneiras, exorcismos foram realizados e o lixo foi moradia dela por muito tempo, mas sempre ela reaparece perto daquela casa e alguém comete o equívoco de pega-la. E assim, a morte é o único destino para quem se mete a fazer isso, pois depois de um período junto com ela o medo te consome e ela se fortalece a ponto de te sugar as forças dentro de sua alma.

E essa maldição só será quebrada a partir do momento que houver alguém suficientemente corajoso para enfrenta-la.

Alguém se dispõe?

Lívia Ferreira – 6º A

Chapeuzinho: A Vingadora

Todo mundo conhece a história de Chapeuzinho Vermelho, mas ninguém conhece a real, aquela que verdadeiramente aconteceu.

Por que em vez de doces ela levava ossos.

Chapeuzinho quase nunca saía de sua aldeia. Ela conhecia todo mundo e adorava a todos. Ela era uma menina calma e boazinha e quando era pequena ganhou de presente de sua avó uma capa vermelha que ela não tirava nem para dormir.

Por conta disso todos a apelidaram de Chapeuzinho Vermelho.

Num belo dia de sábado sua mãe a mandou ir à outra aldeia a fim de entregar uma cesta de doces para sua avó que havia pedido.

Infelizmente havia uma rixa entre as duas localidades e o povo de sua aldeia odiava os moradores da outra aldeia. Eles brigavam muito entre si durante muitos e muitos anos e desde então só o que existia entre eles era animosidade.

E lá se foi Chapeuzinho…

Chegando lá, uma cena terrível foi visualizada por seus olhos, a pequena menina encontrou sua pobre vozinha morta e cheia de sangue por todos os lados.

Chapeuzinho começou a chorar desesperada e voltou correndo para sua aldeia. Porém, segurou a informação e não contou nada a sua mãe.

No dia seguinte, Chapeuzinho chamou seus primos Zeca e Pedro para falar a respeito do que tinha acontecido e eles ficaram revoltados. Combinaram de ir lá à noite e foi o que fizeram.

Quando lá estavam viram o Lobo Mau com a boca cheia de sangue e desconfiaram que havia sido ele o autor do assassinato brutal. Os três voltaram para a sua aldeia e ouviram a notícia de que um casal tinha morrido.

Dessa forma, eles foram ver o novo ocorrido e Chapeuzinho percebeu que o casal possuía as mesmas características vistas em sua avó assassinada. A mesma forma como fora morta, as mesmas marcas.

Foi assim que a menina teve certeza que fora o lobo o autor do crime contra sua avó. Desse modo, ela ficou revoltada e na noite seguinte se reuniu com seus primos e voltaram à outra aldeia e o plano era um só:

Matar todos daquele lugar!

E assim foi. Cada dia era mais um que matavam na outra aldeia e a cada morte acontecida Chapeuzinho entoava uma sinistra canção enquanto segurava sua cesta cheia de ossos. A música macabra era assim:

“Pela estrada afora eu vou bem sozinha levar essa faca para o lobo mal;

Ele mora longe e o caminho é deserto e vou me vingar pela minha avó.

Mas à tardinha ao sol poente mato o lobo mal e dormirei contente.”

Ela guardava os ossos das pessoas que matava no sótão de sua casa. E a cada dia, mais ossos e mais ossos.

Porém, acontece que na própria aldeia de Chapeuzinho Vermelho também estavam morrendo muitas pessoas misteriosamente e assim ela decidiu, junto a seus primos, bolar um plano de matar o lobo e aguardaram na calada da noite a próxima vítima do lobo.

E aguardaram, aguardaram…

E numa noite bem escura viram o lobo, correram atrás dele com uma rede e o prenderam, mas ele era muito ágil e conseguiu escapar levando consigo a própria Chapeuzinho.

Os meninos desesperados correram atrás dele, mas não alcançaram. Zeca e Pedro começaram a andar sem parar e se perderam, pois não conheciam o bosque e assim eles dormiram na floresta.

Na manhã seguinte, acordaram e avistaram um caçador. Falaram com ele e explicaram o que havia acontecido e todos foram atrás do lobo.

Só tinha um grave problema: o caçador, na verdade, era o lobo!

Chegando à casa do lobo, viram chapeuzinho amarrada ao lado de uma fogueira e o caçador abriu a porta e foram desamarra-la.

Chapeuzinho percebeu que o caçador tinha um aspecto estranho e exclamou:

– Que orelhas tão grandes!

– É para te ouvir melhor.

– E porque esses olhos tão grandes?

– É para te ver melhor.

– Mas, caçador, por que esses dentes tão enormes e afiados?

E num susto ele gritou: – É para te comer!

Ele se desvencilhou das roupas que estavam escondendo sua verdadeira face e avançou.

De súbito, todos ficaram apavorados, mas conseguiram se entreolhar para tentar um último golpe para se salvar.

Chapeuzinho e seus primos pegaram o instrumento mais próximo que viram, uma enxada enferrujada, e mataram o caçador-lobo com a maior ferocidade possível sem que tivessem piedade. Só o que vinha a suas memórias era o número de pessoas vítimas de sua violência.

Assim, voltaram a sua aldeia e contaram a todos o que tinha acontecido e tentaram viver o mais tranquilamente possível. Só que depois de tudo o que viveram isso se tornou um sonho distante.

Desse modo, conforme foi passando o tempo, o apelido daquela menina doce e pacata foi mudado para Chapeuzinho, a vingadora.

Lucas Vinícius – 6º C