Precisamos falar sobre a apresentação de Lady Gaga no Super Bowl

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O que foi aquilo?

Um misto de espetáculo visual, entrelinhas de crítica ao atual presidente estadunidense muito sutis, pirotecnia, habilidade vocal e corporal, audácia e coragem para voar por todo um estádio, facilidade para trocar o ritmo de uma música para outra enquanto os passos de dança iam saindo muito naturalmente, além de uma simpatia e carisma com a plateia e rédea total da situação.

Sim, esta foi Lady Gaga e sua apresentação impecável no Super Bowl.

Enquanto o Atlanta Falcons amassava o New England Patriots após dois primeiros quartos da decisão nacional do Futebol Americano e os intervalos comerciais batiam recorde de valores investidos pelos anunciantes Lady Gaga subia ao palco (na verdade, o estádio todo foi o palco) para tocar alguns de seus maiores sucesso no que foi mais um pout pourri do que que qualquer outra coisa.

Mas, por mais que pareça uma falta de respeito com a própria cantora ou com seu público, a decisão de deixar tudo picado foi altamente acertada, já que isso tornou tudo muito rápido, alucinante e devastador.

Ao final dos quinze minutos em que não havia como olhar para outro lugar do que para a performer americana o que apenas restava a dizer era alguma interjeição embasbacada ou um palavrão empolgado de surpresa com tudo o que havia ocorrido antes.

No final, algumas palavras aqui e ali para ressaltar a capacidade dos EUA de receber gente de todo o mundo e de celebrar a diversidade e outras pequeninas amostras de desagravo com Donald Trump, mesmo que não tenha sido totalmente explícito.

Enfim, Lady Gaga entra para o rol de apresentações memoráveis do Super Bowl neste que chegou a sua 51ª edição. O que a moça fez parecer até fazer Tom Brady acordar e realizar a façanha inédita de um time conseguir virar um jogo de final nacional no qual o primeiro tempo acabara em uma diferença de 25 pontos. Teve empate no tempo normal e vitória do time do marido de Gisele por placar final de 34 a 28.

Se os números do evento surpreender por toda a parafernália presente e o dinheiro investido, o show dentro e fora de campo não deixou a desejar e nisso os caras conseguem se superar a cada ano. Parabéns NFL, parabéns Patriots, parabéns Lady Gaga!


 

 


 

Vamos falar de proibismo no Brasil?

Na verdade, tal verbete nem existe.

Escolhi me utilizar de tal neologismo para tentar explicar o que tem se convencionado a fazer aqui no Brasil quando algo dá errado ou se mostra muito problemático.

A questão não é nova e nem desconhecida: uma situação ruim começa a ser repetida num meio social e os três poderes do país (esqueçamos um pouco o quarto e o quinto poder) vêm logo para acudir com medidas (ahaaaa) proibitivas.

Ou seja, é melhor proibir algo do que analisar o problema e tentar resolvê-lo de outra forma.

Tive a ideia de escrever tão porcas e parcas linhas por conta de um caso que visualizei ontem através do canal de esportes ESPN Brasil: o repórter Flávio Ortega apresentava diante do Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP), local onde aconteceria o jogo entre São Bento e Corinthians pelo Campeonato Paulista de Futebol, informações sobre a contenda, mas numa de suas intervenções citou um caso interessante, porém esdrúxulo, de uma proibição da entrada de pessoas vestidas com camisas de times que não sejam os dos respectivos adversários daquela partida.

A bem da verdade, a tal regra já está valendo desde o início do torneio paulista, mas além da quase nula divulgação de que isto está acontecendo ser um percalço para quem deseja ir ao estádio, também se percebe ser absurdamente imbecil sua prática.

Logo vêm as perguntas perplexas dos comentaristas do estúdio do canal (o excelente Antero Greco era um deles) e há uma resposta de um dos capitães da Polícia Militar do Estado de São Paulo dando conta de que tal regra se deve ao fato de que já houve no passado algum tipo de atrito entre torcidas por ter alguém vestindo tal indumentária.

Ok, quer dizer então que em frente a um problema mínimo como este a Polícia demonstra toda a sua incapacidade de lidar com a segurança pública (ué, não é esta sua função?) e decide então proibir o livre direito da pessoa ir e vir vestida da forma como deseja?

No próprio futebol há outras decisões cretinas como essa: se já houve alguma briga entre torcidas e alguma bandeira foi utilizada para desferir golpes em alguém então que se proíba a bandeira de entrar no estádio, se pessoas de uma torcida organizada brigam proíbe-se a organização, mas não a pessoa.

Vejam, que no último caso, o brigão poderá participar normalmente de jogos enquanto não uniformizado. Perceba que nos casos anteriores os violentos cidadãos continuarão a ir às praças esportivas, mas desde que sem a vestimenta que identifica sua torcida.

Se tal situação é recorrente no futebol então tal absurdo se visualiza na sociedade como um todo: se há assaltos acontecendo no período noturno dentro de bancos 24 horas então que se feche o banco (que tem o sugestivo nome de 24 horas), se há assaltos realizados por pessoas em motocicletas com duas pessoas então proibiremos a garupa.

O que dá a entender é que os governantes se deliciam com tais medidas, pois isso tira o buzanfã deles da reta e se torna um procedimento populista. Os mais desavisados e incautos até passam a acreditar que o seu político favorito está fazendo o bem sem olhar a quem.

Mas o que há por trás de tal conduta, seja ela feita por Executivo, Legislativo ou Judiciário é a assinatura do atestado de incompetência diante do caos. Ou da manutenção do caos sem que ele seja mais mencionado como parte do estorvo.

Tal questão pode ser mais debatida de maneira a encontrarmos na história brasileira pontos que explicam que a determinação para essa preguiça de ações vem de um Estado que se acostumou a fazer o mais fácil para o governo e mais difícil para a população.

Vem de um currículo nacional que já teve no Império de Portugal as migalhas para cá e a corrupção de seus governadores-gerais daqui; prosseguiu com um reinado tosco brasileiro que só enxergava na corte a dimensão do país; passa pela implantação de uma república que nem bem se acostumou a fazer algo de bom (ou não quis?) pelo brasileiro e que logo foi tomada pelo punho cerrado de Vargas; continuou pelas armas e pela repressão de uma ditadura que não enxergava nada além do lucro e de si próprio e ainda vaga desorientada pela redemocratização que se preocupou em enfiar dinheiro no bolso da população sem lhe dar Educação.

Somos um país onde o jeitinho também se tornou verbete, mas que o senhor de engenho tenta colocar a sujeira unicamente em nossas mãos. Realizamos um presente em que o passado não se redescobre e nem pode, pois logo Alckmin já vem para colocar sigilo por cima enquanto o futuro não se resolve já que Dilma e PMDB não se decidem se fodem ou se apenas nos fodem.

Dessa forma, o termo “proibismo” que acho ter inventado agora, acaba por ser uma ótima resolução dos governantes para que continuemos a implorar por restos de comida que caem dos pratos de vossas excelências, para que procuremos na religião, no futebol e na cachaça (alguém diria a Netflix) um bom estímulo para aguentarmos o baque e que, dessa maneira, possamos continuar recebendo as chicotadas sem nem reclamar.

Aliás, acredito que tal proibismo seja uma herança do próprio pensamento judaico-cristão no qual fica explícita pelos dez mandamentos, por bíblias e torás que há que se estabelecer um limite entre o que os deuses podem fazer deles próprios e conosco e aquilo que devemos realizar (para eles, de preferência). Assim, a Igreja angariou para si todo o poder na mente das pessoas através do medo de ultrapassar as barreiras do desconhecido e desagradar com suas ações (muitas delas inofensivas) os seus senhores dos céus e da terra.

Portanto, só teremos uma sociedade brasileira mais justa, igualitária e livre de burocracia e corrupção a partir do momento que tais proibições estapafúrdias continuarem a mascarar os verdadeiros entraves das ruas, escritórios e cabeças.

Sendo assim, que a luta civil seja por mais direitos sendo respeitados, que o governo se preocupe mais com suas questões administrativas para desfazerem os nós que enrolam o país e que deixem as pessoas viverem suas vidas com mais liberdade de expressão em contrapartida a colocar novamente o Brasil nos eixos.

Pois, ao nos proibir de fazer coisas simples do cotidiano como ler um livro ou censurar a apresentação de uma peça de teatro, os nossos juízes, autoridades policiais ou governantes nos tratam como crianças, não sei se para nos manter longe das coisas mais interessantes da  vida ou para nos afastar da condução de nossas próprias pernas. E isso antigamente tinha um nome: Ditadura!

Viva o 7×1!

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Um ano!

Minha justa e singela homenagem a esta data histórica para o esporte bretão nacional.

Nada irá superar a beleza e a alegria dessa seleção movida a “selfies”, sorrisos embasbacantes de Neymala, choro compulsivo de Tiago Tristeza, a malemolência das madeixas de David Luís e da fluência de Dante. É difícil que algo no futebol supere e competência tática de Felipão, amante de Pinochet, e a ombridade de Mr Parreira,  amante de Dona Lúcia.

A alegria nas pernas de Bernard e a reverência de Júlio César (a si mesmo, é claro) nunca mais será alcançada por quaisquer outros times de futebol.

E a torcida-canarinho formada por uma geração bunda-mole, vintage-hipster que, só não ia com máquinas de escrever para o estádio, pois ainda não tinham lançado a tal moda estúpida? Que lindeza aquele verde-amarelo!

Mas também devo falar de outra parcela fã do mantra “com muito orgulho, com muito amor” e apreciadora da coxinha de osso buco. Essa mesma facção que mal sabia o que estava fazendo dentro das novas, lindas e super-faturadas arenas, pois estava mais preocupada em tuitar ou postar fotos no banheiro chic para o Instagram.

Essa homenagem também vai para os corruptos que, além de ter ganho muito dinheiro com a pré-Copa, esperavam desfrutar do bônus de uma vitória no pós-Copa, para a entidade máxima de nosso futebol nacional que ainda está perdida depois da prisão de seu ex manda-chuva e se urina toda pela investigação de outros reis seus.

Além disso, vai um viva aos Galvões e outros pachecos que não perdem tempo para faturar em cima de vitórias do time da CBF (sim, pois essa seleção não é nossa) e de sua emissora e patrocinadores que ganham muito em cima de um time que não nos representa.

Mas  ainda fica a convicção de que todos os envolvidos naquele dia prosseguem estáticos vendo cada bola entrar no gol e presencia do o que até o fim e alemão não conseguia compreender.

Esta é, enfim, uma homenagem ao futebol que não tem nada de brasileiro há muito tempo e que foi roubado por uma corja nojenta picareta sem que haja esperança de ser devolvida tão cedo.

Viva o 7×1!!!

Imagens dos alunos do Riva em atividade no Sesc – Itaquera

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Nas últimas semanas, por iniciativa das professoras de Educação Física Adelina Pimenta e Katia Souza da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior, houve diversas atividades culturais com os alunos de inúmeras turmas no interior do Sesc Itaquera.

Como o Complexo Cultural e Esportivo se localiza próximo à sede da escola o trajeto tem sido realizado a pé com a escolta da GCM  (Guarda Civil Metropolitana) e o trecho também tem servido para um bom exercício físico.

Dessa maneira, já foi visitada a exposição sobre Rosa Branca, a lenda do basquete brasileiro, foi realizada atividade com os monitores do parque,  além dos alunos terem assistido à apresentação teatral “Tupiliques” no auditório do local.

Abaixo,  listamos o registro de algumas imagens dos alunos e das atividades feitas por eles nesses últimos dias.

E sexta-feira tem mais!

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A tortura de assistir a um jogo narrado por Galvão Bueno

 
O cara é chato, irritante mesmo!
 
Ao longo dos anos infindáveis como principal narrador do país, dentre os quais muitos foram trabalhando para a maior emissora desta nação, o jornalista Galvão Bueno poderia ser um profissional mais adorado.
 
Mas não o é.
 
É claro que muita dessa antipatia por ele é justamente por trabalhar para a Globo, que apesar de ser a detentora da maior audiência ainda, já não é essa unanimidade toda e sofre uma rejeição que se alonga dia após dia.
 
Também é importante frisar a necessidade onipresente que toma conta deste senhor já que gosta de dar pitaco em tudo durante as transmissões de qualquer esporte em que esteja atuando para “soltar sua garganta”.
 
Além de locutor do evento em questão, ele também comenta a atividade tática, técnica, os possíveis problemas médicos ocorridos com os atletas, além de reportar aos telespectadores o que se passa na cabeça de treinadores, árbitros e torcida.
 
O homem realmente também não é amado por algumas declarações, digamos, marrentas. Já deu entrevistas se vangloriando de seu alto salário global, mostrando empáfia pelo fato de que só sai de sua casa (até recentemente situada no principado de Mônaco) se a narração valer muito a pena e não é uma das pessoas mais queridas entre os próprios profissionais com quem ele trabalha.
 
Outra atividade que não lhe rende joínhas é a forma como trata câmeras e produtores durante os programas em que participa.
 
Algumas brigas conhecidas e notórias com Reginaldo Leme, Arnaldo Cezar Coelho, Renato Maurício Prado, Pelé, entre outros, estão aí para não nos deixar mentir.
 
Há também as gafes horripilantes, desnecessárias e (muitas vezes) até engraçadas. Os atos falhos e a forma festiva com a qual leva suas locuções, vira e mexe, transforma-se num verdadeiro show de horror das bobagens faladas por ele.
 
Mas a questão é: não há nada que realmente tira mais os fãs do esporte do sério do que a maneira desesperada com que Galvão torce por alguns fazendo-o ser pouco empolgante com outros e transformando sua narração numa grande rasgação de seda para uns e um profundo velório para o outro lado.
 
Muitos podem até argumentar a favor dele dizendo que ele tem o direito de torcer para quem quiser, mas o fato é que na posição de um narrador esportivo ele trata de situações em que há dois lados. Uma ação mais coerente com o seu trabalho é ser isento, fazer com que a informação seja passada e não se empolgar demais com feitos cometidos apenas por seus preferidos.
 
Mesmo numa competição em que envolva o país sendo representado manda a cartilha do bom jornalismo que haja contenção na forma com que o cronista narra as vitórias brasileiras. Moderação nunca fez mal a ninguém.
 
Também haverá quem diga que o melhor é simplesmente ignorá-lo e não dar audiência para alguém que possui tantas más qualidades. Concordo e faço coro para tal feito. O problema é que por ser contratado da maior rede de televisão do Brasil, Galvão Bueno pode se tornar a única opção para alguns eventos esportivos.
 
Aconteceu isso em 2002, quando a Copa do Mundo ficou a cargo tão e unicamente nas mãos da Rede Globo, acontece mesmo hoje ainda na Fórmula 1 por conta do contrato de exclusividade do canal com a categoria  automobilística, acontece com quem não tv por assinatura.
 
E infelizmente, aconteceu comigo sábado.
 
Marquei um churrasco com alguns amigos para curtir a grande final da Champions League praticada entre Barcelona (favorito) e Juventus (por quem eu estava torcendo, mesmo sabendo que seria difícil).
 
Mas no local a tv (que não era a cabo) não pegava bem e apenas a Globo tinha boa resolução de imagem. Daí o remédio era mesmo aguentar as doses cavalares de “o menino Neymar!” rasgando meus ouvidos.
 
O problema da torcida inconteste que ele fez para o Barcelona é que dá um ar de antagonismo para o outro time. Suas faltas se tornam mais feias, suas jogadas não são tão bonitas quanto as do seu time predileto e até mesmo os gols não são gritados da mesma forma e com a mesma força.
 
Tanto não é mentira que o twitter foi invadido no mesmo dia pela hashtag galvãoneymarzete tamanho o incômodo causado nos torcedores.
 
Também causa asco a forma como trata sua gama de amizades. “Meu amigo Daniel Alves” dá um tom de intimidade fazendo com que você tenha certeza de que este terá maior complacência na maneira com que a narração será realizada.
 
Por isso, faça o seguinte: quando tiver de fazer o que tive de fazer no último sábado leve sempre consigo um fone de ouvido e enquanto o evento rola solto na tv e há um Galvão Bueno se esgoelando e rasgando a roupa para mostrar todo o seu amor por algum de seus ídolos recentes você escuta de boa um som mais ameno como um Slayer ou um Behemoth para limpar os tímpanos recém inundados de bobagens ditas por este senhor.
 
Cala a boca, Galvão!

Hoje termina o Brasileirão? (lições sobre um campeonato mal tratado)

Hoje não é a última rodada do campeonato brasileiro, mas há muita coisa em jogo neste dia que pode ser definido, senão matematicamente, mas pelo menos virtualmente.
 
A disputa do título que tem se mostrado bem chinfrim entre Cruzeiro (favoritaço, para parafrasear o jornalista Arnaldo Ribeiro) e São Paulo (o melhor time do segundo turno) pode ter seu último capítulo hoje à noite.
 
A questão é que o time mineiro tem um jogo dificílimo contra o Grêmio do ex-família Felipão e isso se torna a última gota de esperança para o clube paulista já que a distância de quatro pontos entre as duas agremiações que agora se fotografa é irreal já que a raposa possui um jogo a menos que os meninos de Muricy Ramalho.
 
Ora, se o São Paulo teve tantas chances durante o segundo turno de suplantar o Cruzeiro e não conseguiu este é o momento mais crucial para o time paulista, pois depois desta noite restarão quatro jogos para ambos e se o plantel de Marcelo Oliveira conseguir uma vitória é muito improvável que haja reação do rival tendo tão pouco tempo e um clássico (Santos) ainda por vir.
 
Mas mesmo que a disputa nunca tenha sido tão empolgante é possível perceber que os times se equivalem e o que tem pesado a favor de Cruzeiro é a maior organização tática do time de Minas e o elenco mais bem engendrado ao longo dos últimos dois anos. O Tricolor paulista pode ter mais craques (ou projetos de), mas o Cruzeiro tem mais equilíbrio.
 
Além disso, o fato é que nosso campeonato ainda sofre de uma doença crônica: a falta de organização por parte de televisão, confederação brasileira de futebol, clubes e patrocinadores.
 
Não me venham colocar a culpa apenas em CBF, pois todos os outros ficam babando em cima da entidade e nada fazem para mudar. Inclusive, os clubes são os que mais reclamam, mas não levantam a mão para discordar dos absurdos executados por esses picaretas donos do dinheiro da bola.
 
A situação poderia até ter tido uma melhora com a criação do Bom Senso Futebol Clube, mas os seus criadores ficaram solitários nesta batalha já que somente uma pequena parcela da imprensa apoiou a empreitada bem vinda e os clubes permaneceram quietos, incólumes com os desmandos da entidade máxima do futebol brasileiro.
 
Quanto à dona dos direitos televisivos, a vênus platinada, há muito o que contestar, pois se hoje eles têm um lucro absurdo em cima do campeonato isso poderia ser ainda maior se houvesse um interesse em moralizar o sistema todo. E poder para isso ela tem, mas os interesses políticos por trás disso não deixam a família Marinho arredar o pé do lado da CBF.
 
E até mesmo os clubes, que sempre são prejudicados por amistosos imbecis arrumados por conta de dólares e petrodólares ao redor do globo, preferem emudecer diante de tão desfaçatez e esperam, sempre do lado de fora da sede da entidade com um penico na mão, a merreca que é jogada de lá de dentro.
 
Diante de tudo isso, é de se comemorar que ainda haja gente corajosa o suficiente para ir a estádios de futebol acompanhar o seu time do coração.
 
E não faltam razões para ficar longe das arquibancadas: a profunda desorganização, os valores exorbitantes puxados pelos projetos faraônicos dos elefantes brancos criados para abastecer alguns cofres por conta da Copa do Mundo recém-terminada, a violência que insiste em aumentar dentro e fora dos estádios (e que é sumariamente esquecida pelo poder público), além da concorrência de outras atividades culturais e de lazer no dia-a-dia nacional.
 
Tudo isso pode ser motivo suficiente para afastar o torcedor do campo de jogo ou uma prova substancial que há muito penso cá com meus botões: o brasileiro não é tão apaixonado assim por futebol.
 

E os próprios fatos informados anteriormente provam isso. Muitos são os problemas em outras partes do mundo e, inclusive, a má fase do time, tornam-se empecilhos para o aficionado por seu clube não ir ao estádio. Mas sempre acontece o contrário. Pode-se argumentar a respeito de valores ou do poder aquisitivo da população do lugar, mas o que podemos dizer de Inglaterra na qual o custo de vida é altíssimo, mas a atividade de ir ao estádio no domingo é religiosamente repetida toda semana?

 
Portanto, é complexo e longo o assunto, mas nada me tira da cabeça a ideia de que o brasileiro perdeu o tesão pelo esporte bretão e isso pode, mais à frente, modificar os traços culturais de nossa gente.
 
E esperar por isso com a chegada das próximas gerações, mas já percebo muitas crianças preferindo outras atividades e brincadeiras a ter que chutar uma bola por aí.
 

Temporada da NBA “brasileira” começa hoje com promessa de muito equilíbrio

A temporada regular 2014/15 da NBA começa hoje. E será um ano muito especial para o basquete brasileiro, pois este será um campeonato com sete jogadores inscritos oriundos do país sul-americano, o que se torna um recorde do Brasil na liga.

Quando a bola começar a bater nas quadras norte-americanas, logo mais à noite,  os jogadores Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), Bruno Caboclo e Lucas ‘Bebê’ Nogueira (Toronto Raptors), Leandrinho Barbosa (Golden State Warriors), Nenê Hilário (Washington Wizards), Vítor Faverani (Boston Celtics) e Tiago Splitter (San Antonio Spurs), primeiro brasileiro campeão da NBA, poderão estrear também.

Os Spurs, atuais campeões, recebem o Dallas Mavericks, no AT&T Center, mas além de Splitter, contam com a força do elenco para tentar novo triunfo.

Além do time de San Antonio, Oklahoma, Dallas, Portland e Clippers cresceram, se reforçaram, do lado do Oeste, e podem atrapalhar as chances do time de Tim Duncan.

Mas no lado Leste, com Cleveland tendo Lebron James como principal destaque das contratações de início de temporada, há também a tendência de Miami prosseguir postulando ao título, mesmo sem ter mais seu principal jogador, e Chicago aparecendo como uma nova velha potência.

Portanto, é esperar para ver inúmeros jogos inesquecíveis, como é todo ano, mas tendo uma certeza de que nesta temporada a coisa estará mais equilibrada e que terá ainda mais esta pimentinha de possuir vários brasileiros para que o público daqui tenha mais identificação ainda com o esporte que se acostumou a empolgar também a nós.

Algo que também começa a acontecer com a NFL que tem se mostrado um mercado promissor no Brasil e em outros países pelo mundo afora.

Tudo muito bem engendrado por conta de uma organização realizada com esmero e excelência, o que dá muita inveja para quem espera ver, algum dia, quem sabe, o mesmo procedimento profissional com nosso campeonato brasileiro de futebol, que jaz nas mãos da CBF e de cartolas preocupados mais com seu ego do que com a melhoria dos clubes que eles dirigem.