O que aprender com Porto Rico

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Em tempos de mamadeira de piroca e kit gay sendo veiculados pela extrema direita tosca da maneira mais absurda possível e de candidato meia boca ser eleito no Brasil presidente da República por causa da ódio de setores da sociedade contra o outro partido que estava disputando o governo é de se pensar que algo muito estranho está acontecendo por aqui.

Junte a isso a maneira como as mentiras são contadas dia após dia pelo tal alcaide eleito por meio de fake news tão inverossímeis e a sua habilidade em fazer besteira (tanto com a boca, quanto com sua caneta Bic) e temos um quadro mais do que favorável para protestos massivos em toda a nação.

Pois eis que já os tivemos: os protestos pela educação no mês de Maio foram volumosos e quantitativos, faziam uso de um discurso que a população apoia (o respeito pela educação pública no país), mas tinham como foco central a destituição do ministro da pasta e a revogação de cortes no setor que vinham afetando as universidades públicas.

De certa forma, as manifestações foram benéficas naquele momento, pois houve um terremoto na área do governo em que mais se acenavam lugares ao núcleo duro dos asseclas do presidente e de seu guru Olavo de Carvalho, porém havia uma reação calculada dos correligionários ligados à milícia neofascista e duas manifestações também foram realizadas em favor da família, bons costumes e o papo furado da luta contra a corrupção.

Foram robustas as atividades de apoio ao presidente e ao ministro ex-juiz? Óbvio que não, mas só a possibilidade da existência de ações conjuntas ao redor do país com características semelhantes ou idênticas às de 1964 que levaram ao golpe militar daquele ano já resumem que vivemos tempos difíceis e complexos.

A questão é que o ex péssimo militar eleito para gerenciar essa terra durante os próximos 4 anos comete atos ilícitos, ilegais, imorais, insanos e boçais a cada dia sem que haja um contraditório à altura de suas barbaridades para que ele e sua massa ficassem vermelhos de vergonha.

Além desses acintes contra a democracia e a favor de uma ideologização forçada da maneira como caminhar com qualquer tipo de questão nas diferentes pastas do governo há também, e isso é tão ou mais sério ainda, denúncias gravíssimas contra filhos do presidente no que tange à corrupção ativa e passiva, cheques esquisitos em conta da primeira-dama, Queiroz (o assessor desaparecido que se percebia ser a pista a levar a muitas outras coisas mais cabeludas) e ainda as conversas da Vaza-Jato que dão conta de um processo de eliminação do maior adversário do atual presidente na eleição passada, isso sem falar na esquisitíssima aproximação do administrador da nação com os assassinos de Marielle Franco.

Ou seja, motivos para gigantescas atividades populares contra este governo não faltam. Enormes gatilhos para que se haja uma movimentação da opinião pública contra o presidente são promovidos por ele próprio a cada segundo que abre a boca, mas o que parece ser um indício de anestesiamento popular esconde outros problemas em conjunto que falaremos mais à frente.

Enquanto isso, um pouco mais acima no globo terrestre um caso chama à atenção: o governador de Porto Rico, estado livre associado aos EUA, Ricardo Rosselló, está prestes a renunciar ao cargo por conta de mensagens vazadas de uma conversa que teve dias atrás com outras autoridades e conselheiros do governo em que seu conteúdo promove zombarias e insultos contra jornalistas, artistas, grupos LGBT e políticos em geral.

Logo em seguida ao vazamento das conversas em que o governador participou (veja bem, em nenhum momento foi sequer considerado não ser utilizado pela imprensa tal situação já que o seu conteúdo é extremamente relevante) houve profunda reação da sociedade porto-riquenha e de sua opinião pública. Figuras conhecidas da localidade como Rick Martin (homossexual assumido) tomaram a frente das manifestações que logo saíram do âmbito virtual (mensagens indignadas no Twitter e Facebook) para a convocação de manifestos e protestos nas ruas.

Os políticos que não estavam no meio dessas conversas não muito republicanas e, principalmente aqueles que foram alvo delas, inflaram os pedidos por explicações imediatas de Rosselló e a imprensa do lugar deu voz  para que os manifestantes explicassem o motivo da ira e de sua justificação.

Ora, mas isso não tem sido feito aqui também no Brasil?

Não!

Então vejamos: se colocarmos em evidência somente as conversas vazadas do ex-juiz que virou ministro do país tendo participado em seu antigo cargo da condenação do principal adversário do atual presidente da República em que combinados entre defesa e judiciário renderam procedimentos usados na própria condenação do réu que, muito provavelmente, teria sido eleito no lugar de quem ganhou, temos um conteúdo muito mais explosivo do que ocorreu com o governador de Porto Rico.

E a questão maior é que mesmo sendo assim a situação envolvendo o administrador do Estado situado na América Central algo considerado menor também é passível de repulsa e discordância imediata. Envolve misoginia, homofobia e zombaria impróprias não só com o teor do cargo que ocupa, mas para qualquer pessoa que preza pela tolerância e boa convivência humana. É crime e crime contra os direitos humanos.

O caso no Brasil é que o presidente faz isso todo dia. E pode incluir, além das questões citadas acima nos crimes cometidos por Ricardo Rosselló também o de xenofobia, racismo, prevaricação e crimes de responsabilidade invariavelmente dia assim e dia também.

No caso do ex-juiz temos conversas que explicitam a infração do código de ética do judiciário, de combinados que podem ter promovido ilicitude com dinheiro público, abuso de autoridade e outras coisas não citadas ainda.

E qual é a real importância dada pela imprensa nacional? Quase item de curiosidade, um exotismo do atual governo. Os poucos que falam algo nos grandes jornais e principais meios de comunicação do país não são relevantes para o grande público, para a imensa massa, é gente que fala para uma fatia da população que ou está pouco se lixando para isso ou que concorda com isso. Há ainda uma parte que se importa, mas que ainda não é tão grande ou não está sabendo transferir essa fala para a base do povo.

São os sindicalistas, os representantes da esquerda no Congresso e no Senado, os humoristas e artistas em geral que continuam apostando no mundo virtual para proferir sua indignação.

No protesto do último final de semana, lá em Porto Rico, Rick Martin empunhava orgulhoso em cima de um automóvel, uma bandeira LGBT e a balançava de um lado para o outro como quem diz: “Eu sei que preciso mostrar isso aos quatro ventos, pois senão tal situação será esquecida facilmente”.

Alguém pode dizer que se trata de um show pirotécnico desnecessário, mas é fácil discordar: o que a extrema-direita tem feito no Brasil (e em outros locais ao redor do mundo nos últimos anos) é realizar apresentações de  luzes e de cores para gritar pra todo mundo ouvir sua indignação seletiva com a corrupção e “com tudo o que está aí” sabendo que esconde por trás disso a manutenção de seus privilégios.

Se a esquerda não acordar e perceber que precisa mostrar aos olhos de quem vê esse monte de loucuras acontecendo com coisas palpáveis e expressivas não vai parar de haver o enchimento do barril de chorume que tantos representantes dessa nova linhagem neofascista tem ajudado a ocorrer.

Os líderes político-partidários realmente relevantes precisam dar voz aos que já se percebem livres das fake news e pós-verdades para que se desamarrem também das cordas da mídia alinhada com o atual governo.

A reforma da previdência tem custado muito caro a quem é pobre, pois por conta do patrocínio de muitos dos meios de comunicação a ela vários podres do governo de apenas sete meses de atuação têm ficado embaixo do tapete.

Existe um bom número de pessoas que ou já sabia ou já percebeu que isso está acontecendo? Sim, existe, mas não está conseguindo penetrar nos corações e mentes da parcela que realmente precisa entender: quem passa fome, quem está desesperado por um emprego ou quem mesmo está perdendo seu poder de compra precisa ser laçado por gente dona da palavra, possível dona da mudança dessa narrativa.

São os artistas que não querem sair da  militância de celular, são os partidos de esquerda que ainda acreditam nas ações judiciais para que atos inconstitucionais sejam revertidos, são os advogados progressistas que creem na reviravolta de muitas situações injustas e ilegais no STF, são mesmo os esportistas famosos e cheios de fãs que precisam gritar aos microfones que não aceitam o que está acontecendo, são até os sindicalistas que fazem acordo com o governo e com o congresso para que as perdas sejam as mínimas possíveis esquecendo que o principal ativo de sua instituição são os seus associados.

Enquanto isso, há gente brava e guerreira na própria periferia, como os líderes e integrantes dos Slams (batalhas de poesias) que inflamam a plateia com suas ideias e seus gritos vociferando contra essa caravana de reacionarismo e mediocridade, há também os movimentos sociais como MST, MTST, Movimentos Negros em geral e LGBTs que já conseguem chegar às cabeças de meninos e meninas para enfrentar a violência, a fome, a falta de moradia e falta de livre pensar.

Mas para que a primeira leva (o mainstream) se encontre com a segunda (o pessoal do chão de rua) há a necessidade de que a pauta seja a mais próxima possível. A luta ainda é a de classes e tudo o que vem junto é bem vindo, mas numa situação como a que vivemos precisamos de holofote, precisamos de visão e muito mais criatividade.

 

Que aprendamos com Porto Rico para não perdermos mais do nosso presente e não seja destruído inteiramente nosso futuro.

 

Sem que haja um pensamento mais ativo e em prol de uma ação direta não haverá realmente uma frente popular e forte contra esse governo estúpido e criminoso. Sem uma base indignada sapiente do alvo que precisa atingir não se conseguirá promover a real meta: que este governo pare de nos matar e avacalhar com este país dia após dia.

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Seminário Sala de leitura: A importância da Leitura Literária na Adolescência

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Aconteceu no último dia 17/05/2019 (Sexta-feira passada) o Seminário “Sala de Leitura: a importância da leitura literária  na adolescência” promovido pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo com vistas à formação continuada dos professores orientadores de sala de leitura da cidade.

Na ocasião foram convidados a palestrar para os professores presentes um conjunto de três gênios da literatura infanto-juvenil e adolescente nacional: Heloísa Prieto, Toni Brandão e Ricardo Azevedo.

Heloísa promoveu uma discussão acerca da interferência da cultura pop atual no imaginário popular e juvenil e o que isso pode promover ou atrapalhar na leitura da literatura  realizada para essa faixa etária através da palestra “Leituras de Descobertas”.

Toni Brandão auxiliou na discussão com o debate “Literatura juvenil na vida dos jovens” e incluindo na conversa muitos exemplos de sua própria literatura escrita ao longo dos anos.

Ricardo Azevedo, no alto de sua larga experiência de escrita para crianças e jovens e na facilidade com que transita entre estes mundos promoveu uma troca de ideias com a palestra “Literatura juvenil, escola e sistema cultural dominante” no qual também se debruçou sobre questionamentos acerca de como anda o processo editorial brasileiro atualmente.

Além de ser altamente rico o período em que os três escritores falaram foi benéfico também pelo fato de ter podido contar com um tempo bom para que houvesse uma série de perguntas por parte dos professores presentes.

Neste sentido, a formação serviu não só como norte para as atividades em sala de leitura, mas também na reflexão do papel do professor enquanto mediador na escola e na preparação dos jovens para o mundo.

Após esse deleite literário houve apresentação do contador de histórias Fábio Lisboa que permeou suas ações entre os contos populares e a promoção da quebra da parede do texto com o jovem no mundo tão interativo de hoje.

Enquanto rolavam tais atividades no palco houve intervenção literária durante todo o evento de alunos de escolas municipais com leituras ao pé do ouvido, algo que já se tornou tradição aqui na educação municipal com a mediação de professores orientadores de sala de leitura.

Portanto, num Brasil em que há cada vez mais ataques ao trabalho libertador da educação e do ensino público é um suspiro de alívio saber que ainda possamos ouvir, falar e debater ideias tão ricas a respeito da leitura e da literatura como um todo.

Que sigamos enfrentando o obscurantismo intelectual e a ode à ignorância. E que a busca por estudo e pesquisa não sejam mais vítimas de tantos ataques e quando forem que tenhamos as armas necessárias para ataca-las: a voz e a vontade de aprender!

 

 

 


 

Abril é pra surtar: veja o último teaser da temporada final de GoT

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Se o final do mês nos reserva uma alucinada corrida aos cinemas para assistir a Vingadores: Ultimato o meio de Abril terá algo muito parecido na televisão.

Game of Thrones chega à última temporada (a oitava) fazendo jus ao seu tamanho. Muitas são as teorias, inúmeros são os medos dos fãs e alguns desejos podem ou não se tornar realidade quando ao final dos próximos seis episódios soubermos o que de fato se deu em Westeros.

Ontem saiu o último teaser (um comercial de tv de 1 minuto) e somente vemos a área central de Winterfell tomada pela neve enquanto alguns objetos jogados na cena nos trazem a lembrança de algum personagem importante.

Não parece ser um trecho de qualquer parte da série em si, mas traz um sentimento de que algo ruim acontecerá. Sim, tem a ver com os caminhantes brancos e sim, aquilo que Gerorge R.R. Martin nos disse lá atrás – “o final será agridoce” – pode realmente ser mais picante do que o esperado.

Game of Thrones em sua última temporada tem início em 14 de Abril com exibição pela HBO com estreia mundial e acompanhamento do blog de todos os episódios e teorias.

 

 


 

 

Resultado do VI Concurso de Contos de Terror do Riva

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Como sempre fazemos no dia 01 de novembro de cada ano segue abaixo o resultado final do Concurso de Contos de Terror do Riva em sua versão 2018.

Os prêmios serão entregues diretamente aos concorrentes vencedores e mesmo aqueles que não ficaram entre os três primeiros colocados receberão certificados de comprovação de sua participação.

A ideia é que nos próximos anos tenhamos algumas outras surpresas e o sucesso da atividade só aumenta conforme vai passando o tempo.

Agradecemos a todos os participantes, aos votantes e ao auxílio da gestão, coordenação e professores da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior, além, é claro, dos alunos que fazem este processo ser possível.

Obrigado a todos!

 


Resultado do VI Concurso de Contos de Terror do Riva:

 

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1º – O Menino Sanguinário (Hiury Ricardo Petrolino da Silva – 6º Ano A): 30 comentários + 3 curtidas = 33 votos

2º – Casa Amaldiçoada (Richard Lucas Cordola Mezzalira Zaniratto – 5º Ano C): 23 comentários + 4 curtidas = 27 votos 

3º – Um Belo Dia para Morrer (Kaiki Nascimento – 8º Ano C): 25 comentários + 1 curtida = 26 votos 

4º – A Possessão (Agatha Julia Martins Silva – 7º Ano A): 16 comentários + 3 curtidas = 19 votos

5º – Pesadelo na Floresta (Giovana Cristina Veiga da Silva – 5º Ano D): 10 comentários + 3 curtidas = 13 votos 

6º – Gram, A Vovó Assassina (Larissa Barbosa Miranda – 5º Ano B) e A Babá do Mal (Mikaele Borges dos Santos – 5º Ano A): 11 comentários + 1 curtida = 12 votos

8º – O Boneco do teatro Charlet (Maria Eduarda Almeida – 5º Ano B): 6 comentários + 4 curtidas = 10 votos

9º – O Espírito Maldito (Wallace Pereira da Silva – 6º Ano A): 7 comentários + 2 curtidas = 9 votos

10º – O Orfanato do Terror (Ana Carolina Brito – 6º Ano C): 2 comentários + 1 curtida = 3 votos

11º – A Caixa (Guilherme Ribeiro Santos – 5º Ano A) e A Noiva do Elevador (Gustavo Nikolajuni Foloni – 5º Ano C): 1 comentário + 1 curtida = 2 votos

13º – O Caso Robert (Maria Eduarda Morais Iani – 4º Ano C): 1 curtida = 1 voto

 


VI Concurso de Contos de Terror do Riva

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A tradição já existe há algum tempo e o projeto parte para sua sexta edição.

A atividade chamada Concurso de Contos de Terror do Riva surgiu como uma ação de envolvimento entre professores da área de Letras, a Sala de Leitura da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior e os alunos com o principal intuito de promover novos talentos na escrita e trabalhar o gênero do Terror e Mistério com crianças e adolescentes.

O concurso ocorre de hoje até 31/10 (dia do Halloween) e acontece por meio de eleição direta via Internet.

Os contos estão todos perfilados aqui no site Outros Sons e qualquer ser humano do planeta pode votar efetuando um comentário no post de sua história favorita.

Os três primeiros colocados ao fim do mês ganham coleções de livros de terror.

 


 

Abaixo, a lista completa dos inscritos no concurso:

1 – Agatha Julia Martins Silva (7º Ano A)

2 – Ana Carolina Brito Silva (6º Ano C)

3 – Giovana Cristina Veiga da Silva (5º D)

4 – Guilherme Ribeiro dos Santos (5º Ano A)

5 – Gustavo Nikolajuni Foloni (5º Ano C)

6 – Hiury Ricardo Petrolino da Silva (6º Ano A)

7 – Kaique Nascimento Teixeira (8º Ano C)

8 – Larissa Barbosa Miranda (5º Ano B)

9 – Maria Eduarda Almeida (5º Ano B)

10 – Maria Eduarda Morais Iani (4º Ano C)

11 – Mikaele Borges dos Anjos (5º Ano A)

12 – Richard Lucas Cordola Mezzalira Zaniratto (5º Ano D)

13 – Wallace Pereira da Silva (6º Ano A)

 


O Boneco do Teatro Charlet

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Numa noite muito escura havia um casal (ele chamava Breyne, ela Naynne) e como gostavam muito de comer comida japonesa eles fizeram o pedido e ficaram aguardando em casa. Quando chegou a entrega eles notaram algo muito estranho.

Naynne abriu a caixa e viu que lá havia um boneco de madeira. Ela achou fofo, mas seu marido achou exatamente o contrário já que tinha um aspecto assustador.

Enquanto Naynne queria ficar com o brinquedo seu esposo achou melhor perguntar se havia tido algum engano no restaurante. Como não conseguiram o contato telefônico ele achou melhor ir até lá, mas a mulher pediu que enquanto isso ficasse com o boneco, pois tinha gostado muito dele e que até pagaria para o restaurante, se fosse o caso.

Breyne saiu e sua esposa foi esquentar o café. Percebeu que havia começado e chover e começou a conversar com o boneco: “vou colocar um pano em cima de você para evitar ficar molhado se for passear lá fora”.

Ela o deixou no corredor de fora de casa e foi ver o café que estava no fogo.

Ao voltar da cozinha percebeu que o boneco não estava mais lá onde tinha deixado. Teve que pensar muito, pois achava que estava louca. Foi até o seu quarto e quando acendeu a luz do cômodo teve um susto horripilante. O boneco estava ali olhando fixamente para ela e quando menos esperou ele pulou em cima dela.

Aquele pequeno brinquedo tinha olhos sanguinários e apertou o pescoço da pobre mulher até que esta estivesse morta.

Breyne chegou em casa já dizendo: “amor, olha que coisa estranha. O pessoal do restaurante disse que não enviou boneco nenhum pra cá”. Quando percebeu que ninguém o respondia ele foi procurar Naynne pela casa toda e qual não foi sua surpresa quando percebeu que o quarto deles estava trancado.

Empurrou com toda a força que encontrou naquele momento e viu que quem bloqueava a sua entrada era justamente o boneco que, imóvel estava em frente a sua esposa morta.

Rapidamente, ligou para a polícia que ao chegar no local do crime achou muito estranho a história contada por ele. Inclusive quando falou da estranheza de ter achado o boneco em frente à Naynne o policial perguntou onde estava o objeto e ele não soube responder. A polícia foi embora, mas o rapaz sabia que seria considerado um grande suspeito devido ao mistério envolvendo aquele caso.

Muito triste e abalado o homem pensou em ir até a casa de seus pais, e quando estava para sair viu no corredor o boneco. Pegou o brinquedo e foi embora.

Quando contou a esquisita história para seu pai e mostrou o boneco sinistro para ele o pai logo arregalou os olhos. “Filho, este boneco é de um teatro onde eu e sua avó fomos uma vez. Deixa eu te contar o que aconteceu”.

Daí o velho homem sentou e começou a conversar com o filho: “Muitos anos atrás eu estava numa apresentação de ventríloquo no Teatro Charlet da cidade junto com sua mãe e a moça segurava um boneco que acredito ser essa aí contigo. Um garotinho no meio da plateia gritou num certo momento que a mulher havia mexido a boca e rapidamente ela perguntou ao boneco e ele respondeu numa voz muito assustadora ‘não, mamãe’”.

“E o que aconteceu depois disso?” – perguntou Breyne.

“As luzes se apagaram e acenderam novamente. Quando isso ocorreu o boneco sumiu.”

Breyne estava muito assustado.

O pai dele prosseguiu com a história – “Depois disso aconteceu algo muito maluco. Eu estava sentado na quarta cadeira da terceira fileira e a moça que parecia estar muito contrariada com a fala daquele garotinho olhou fixamente pra mim e disse ‘acho que o meu filho está ai embaixo da sua cadeira’. Eu olhei e realmente o boneco estava lá. Foi uma correria no teatro todo e a mulher sumiu do palco”.

Aquela história estava fazendo muito mal A Breyne, mas Reyne, seu pai ainda continuou: “Após esse acontecimento, estranhamente sua mãe quis ficar com o boneco até porque não achamos mais a mulher ventríloqua. Muitas coisas estranhas começaram a acontecer em nossa casa e por várias vezes tentei me livrar deste maldito boneco até que ontem à noite coloquei o boneco no correio para ser enviado para seu país de origem, a Romenia”.

Foi aí que Breynne ficou realmente assustado. “Mas ele não foi para a Europa, ele apareceu lá em casa”.

Os dois se olharam e seu pai disse: “Temos que fugir daqui.”

A mãe de Breynne chegou neste momento e viu os dois conversando. Quando viu o boneco ficou muito feliz e o pegou para abraçar. “Estava com tanta saudade!”

O pai de Breynne olhou para ele e disse: “Viu, esse boneco é demoníaco. Ele hipnotiza as pessoas e faz com que fiquem sob seu poder.”

Reyne disse para que o filho fosse arrumar suas coisas em casa que logo depois voltaria lá para irem embora dali e que enquanto isso tentaria mais uma vez se livrar do boneco.

Quando Breynne foi embora Reyne tentou jogar o boneco na lareira para queima-lo, mas sua esposa Helen o impediu e com um pedaço de ferro o matou. Ela escondeu o boneco e ficou na sala toda ensanguentada aguardando pelo retorno do filho.

Breynne voltou e Helen estava lá imóvel. Ele nem precisou perguntar a respeito do pai, pois este estava morto em frente à lareira. Ele gritou: “Onde está o boneco?” e ela nada respondeu. Foi aí que ligou para a polícia e quando chegaram Helen simplesmente estava botando fogo na casa.

O boneco estava na entrada da frente da casa e Breynne só teve tempo de correr pra fora. Sua mãe ficou lá dentro e queimou junto com tudo o que havia lá.

Depois dessa tragédia Breynne foi embora para a Europa a fim de esquecer de tudo e estava trabalhando como relações internacionais na Inglaterra.

Passados três anos do acontecido, ele decidiu voltar a fazer coisas para se alegrar e foi até um teatro no centro de Londres. Pensou se tratar de uma apresentação de balé, mas quando pagou o ingresso e entrou no ambiente do teatro a placa onde estava escrito o nome “Teatro De Ballet de Londres” caiu e por trás apareceu o verdadeiro nome do lugar.

“Teatro Charlet – Apresentação de Ventríloquo”.

 

Maria Eduarda Almeida – 5º Ano B

 


 

Pesadelo na Floresta

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Era uma vez uma família que morava no meio da floresta numa casa mal assombrada. Por isso, aquela família vivia só, sem amigos, totalmente esquecida pela sociedade. E é aqui que a história começa.

Até certo momento, as pessoas faziam passeios por essa floresta para acampar, fazer piquenique ou até mesmo para nadar nos rios e cachoeiras daquele lugar.

O local era lindo e todos comentavam o quanto suas belezas naturais eram únicas e por conta disso sempre havia indicações para outros irem ao mesmo ambiente.

Então, num certo dia, um dos guias que fazia visitas à floresta parou por ali junto com seu grupo de turistas numa parte para explorar a vegetação e visualizar a quantidade imensa de plantas que ali existiam.

O primeiro dia foi emocionante e empolgante para todos que ali estavam e por isso o cansaço tomou conta deles para quando chegasse no final da tarde terem que ali montarem suas barracas para se prepararem para passar ali a noite inteira. A ideia, inclusive, era continuar a exploração de outra parte da floresta no dia seguinte.

Ao amanhecer, todos continuavam felizes e desejosos de uma nova aventura nas cachoeiras dali de perto. Isso os cegava para o perigo que os encontraria logo depois.

Todos pegaram suas mochilas e pertences e seguiram o guia.

Mal sabiam todos que a estranha e sinistra família os observava do outro lado da margem do rio. Por ali já armavam uma armadilha para começarem sua maldade.

Aqueles sádicos tinham prazer em matar, mas antes disso gostavam de torturar suas vítimas. O pior ficava para o final com o banquete canibal que eles faziam comendo os pobres seres humanos mortos pelas mãos deles.

Uma pessoa se afastou do grupo e entrou numa caverna e sem perceber que estava sendo vigiado ficou bem relaxado foi pego sem nenhuma dó por um dos membros da família assassina e cruelmente torturado. Seu fim demorou a chegar com um brutal assassinato.

A irmã e o cunhado do rapaz foram atrás dele e foram as próximas vítimas e assim sucessivamente o grupo foi sendo dizimado numa chacina sem precedentes que fez com que todos sumissem para sempre.

As lendas e as histórias contadas sobre o assunto são muitas, mas sempre terminam dizendo que a tal família se esbaldou com toda aquela carne humana que eles cozinharam posteriormente aos assassinatos.

Obviamente, que posteriormente a isso ninguém mais teve coragem de entrar naquela floresta e mesmo tendo tantas coisas bonitas por lá não há quem queira vê-las de perto.

A família também nunca mais foi vista, mas deve estar por aí espreitando pelas próximas vítimas.

 

Giovana Cristina Veiga da Silva – 5º D