2° Slam do Riva: os preparativos já começaram

Desde o mês de Junho, em conjunto com a professora Mariângela Jacob, a Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior tem promovido oficinas de poesia para preparar os alunos para segunda edição do Slam do Riva a ser realizado entre os meses de setembro e outubro próximos.

O intuito dessas oficinas também é de promover debates sobre assuntos importantes ara a vida da comunidade, do Brasil e do mundo e que interferem na vida das crianças e jovens direta ou indiretamente.

Neste momento dos preparativos as salas estão realizando discussões variadas nas quais temas como o papel do governo na sociedade atual, o preconceito, os direitos das mulheres, crianças e adolescentes, a questão das drogas, entre outras situações do nosso cotidiano.

Veja abaixo, alguns momentos de debate entre os alunos através de imagens na sala de leitura.

“Mitologia Nórdica”: novo livro de Neil Gaiman chega em breve às livrarias

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Neil Gaiman sempre foi conhecido por tratar de assuntos sombrios e nebulosos em suas obras por meio de personagens lendários e míticos: Em “Sandman” a questão da brevidade da vida e o modo como nossos sonhos são transformados em algo não muito agradável são temas recorrentes, em “Morte”, além da obviedade do tema principal também são questionadas as nossas prioridades durante a vida e como isso pode se tornar obsoleto perante o fim eminente.

Em outros livros como “Deuses Americanos” e “O Oceano no Fim do Caminho” são somados aos temas antes aqui demonstrados o horror como parte integrante de nossa personalidade mais profunda e os mitos e histórias mais antigos que ajudam a ilustrar tudo de maneira bem facilitada. A mitologia toma sua parte nos eventos e proporciona momentos muito bons dentro da literatura contemporânea.

Seguindo a mesma linha que o consagrou, Gaiman decidiu escancarar de vez sua paixão pela mitologia antiga e pela vertente escandinava através de “Mitologia Nórdica”, seu novo livro que sai pela Intrínseca agora em Março em todo o território brasileiro.

A obra segue as ações e reflexões acerca de deuses mais populares como Thor, Odin e Loki, mas também se debruça sobre a história contada para explicar fenômenos naturais e situações antes difíceis de entender, além de divindades menos conhecidas como Ask, Embla e outras situações vividas em Asgard, Midgard e Hel.

Assim como ocorre com a Mitologia Grega, os fatos mitológicos nórdicos se atêm às atividades dos deuses que muitas vezes se assemelham aos seres humanos em seu egoísmo, ambição e até mesmo na luxúria.

“O incrível da mitologia nórdica é que os personagens são eles mesmos: eles têm falhas e são fascinantes”, comenta Gaiman. “Temos Loki e seus três filhos monstruosos. Temos Thor e deuses sendo assassinados e transformados em hidromel por anões malvados que são chantageados por gigantes.”

Foto promocional do autor

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Toda a trama criada por Gaiman tenta não se distanciar da maneira como elas chegaram até nós através das Eddas, escrituras em forma de poesia achadas na região nórdica que possuíam informações sobre as lendas mais antigas daquele povo.

Porém, como muitas dessas fantásticas descrições dos deuses ficaram esquecidas lá atrás ou não conseguiram resistir ao tempo, Gaiman lamenta que não possa usar mais informações e não se sinta preparado para criar em cima delas. Ele compara com a mitologia grega e romana e diz que é como se apenas as histórias de Teseu e Hércules ainda estivessem vivas.

“Há muitas deusas nórdicas. Sabemos seus nomes e alguns de seus atributos e poderes, mas suas histórias, seus mitos e rituais, não sobrevivem ao tempo. Queria poder recontar as histórias de Eir, a médica dos deuses; de Lofn, a consoladora, a deusa nórdica do casamento; ou de Sjofn, uma deusa do amor. Isso sem falar em Vor, a deusa da sabedoria. Até consigo imaginar algumas delas, mas não sou capaz de desvelar seus mitos”.

A chegada do livro de um autor tão renomado mundialmente é importante para tirar a mitologia nórdica de uma vala na qual fica bem abaixo da irmã grega quando se trata em conhecimento do grande público. Além de poucas pesquisas disponíveis para os leitores em geral falta mais diversidade no tratamento do que simples citações em histórias em quadrinhos ou filmes de super-heróis. Que venham mais obras sobre o tema e pesquisas embasadas sobre a história por trás de um movimento cultural tão rico do passado de um povo.


IV Concurso de Contos de Terror do Riva: começa daqui a pouco!

A competição entre os contos de terror escritos pelos alunos da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior terá início daqui a pouco, às 12 horas, e ficará valendo até o último segundo do dia 02/11.

Fique esperto e vote no seu conto favorito.

Para isso faça um comentário no post da historia que você mais gostar.

Os três primeiros mais votados serão premiados com coleções de livros de terror e suspense e um em especial será eleito como o de melhor qualidade. Neste caso, os jurados serão os próprios professores da escola.

Portanto, não perca tempo e participe. Os alunos-autores agradecem!!!

Nobel Folk: Bob Dylan é laureado pelo prêmio de literatura

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Ninguém tasca, pois Mr Robert Allen Zimmerman tem mais um prêmio em reconhecimento à sua contribuição para a música e letras em geral.

Sim, caros amigos, o homem mais conhecido no mundo todo nos últimos sessenta e pucos anos como Bob Dylan acaba de ser anunciado como o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2016.

A informação foi dada pela pela porta-voz da academia sueca, Sara Danius, agora há pouco, às 8 horas da manhã no horário de Brasília.

A surpresa que causou na comunidade literária mundial só não foi maior do que a satisfação de vários membros do setor de que o homem merece demais esse mimo. Se não foi por meio de livros que o cantor de Folk e Rock americano ficou globalmente famoso é através das mesmas letras que conseguiu construir textos críticos, líricos e poéticos o suficiente para notabiliza-lo como grande escritor.

O resumo rápido lido pela representante do Nobel para divulgar que Dylan é vencedor deste ano inclui que ele teria sido agraciado por ter “criado novas expressões poéticas dentro da grande tradicional canção americana”. Além disso, Danius traçou paralelos entre a sua obra e a dos poetas gregos Homero e Safo. “Eles faziam poesia para ser ouvida e para ser apresentada com instrumentos. Nós lemos ambos e gostamos até hoje. É o mesmo com Dylan. Ele pode ser lido, deve ser lido e é um grande poeta da língua inglesa. E ele faz isso se reinventando constantemente”.

São várias as questões que indicam que a premiação do compositor seja diferente das anteriores (no ano passado, a bielorrussa Svetlana Alexievitch havia sido a vencedora), mas uma curiosidade é que antes deste ano o último americano a ser laureado fora Toni Morrison em 1993. Bob Dylan também recebeu 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,7 milhões) junto ao título do Nobel.

Apesar de reconhecidamente ter um elo forte com a música americano desde os anos 1960, Dylan também possui ótima vivência na literatura através de livros como “Tarântula” (1966) e a autobiografia intitulada “Crônicas Volume I” (2005), totalizando 30 livros publicados até hoje.

Mas foi na música que o reconhecimento nunca parou tendo, por exemplo, em 2004, sido eleito pela revista americana “Rolling Stone” o segundo melhor artista de todos os tempos, atrás apenas dos Beatles.
O autor ainda não pronunciou oficialmente acerca do prêmio recebido.

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O Diário do Erasmo no Riva. Sucesso total!!!

Hoje foi um dia muito especial tanto para os professores da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior quanto para os alunos por conta da visita do escritor do livro “O Diário de Erasmo”, Robson Cuer.

Porém, é importante salientar que o próprio autor teve um momento diferente, pois foi nessa mesma escola que ele se formou e voltar a este ambiente foi extremamente gratificante para ele.

Dessa forma, o bate-papo entre Robson e os alunos foi realmente algo de igual para igual sem as barreiras de uma pessoa distante que escreve livros, mas de alguém que dialoga bem com as crianças.

Portanto, tanto as perguntas feitas pelos meninos e meninas quanto os conselhos que o ex-estudante do Riva tiveram foram maneiras esplêndidas de unir o passado o presente e o futuro num mesmo lugar.

Sendo assim, a experiência foi muito produtiva e abaixo podemos visualizar algumas dessas imagens.

Em breve haverá mais eventos e, é claro, o blog estará lá para mostrar tudo.

“O que aprendi sendo xingado na internet”: bom humor para falar de intolerância

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Leonardo Sakamoto já passou de tudo na profissão de jornalista: tendo coberto conflitos armados por diversas ocasiões e o desrespeito aos direitos humanos em países como Timor Leste, Angola e Paquistão, viu com clareza o quão cruel pode ser a ação do ser humano por conta das diferenças de crença, etnia ou mesmo pensamento.

Por outro lado, ao ser designado para ser diretor da ONG Repórter Brasil e representante da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, começou a ser perseguido pelos grupos mais conservadores brasileiros, sejam pessoas de organizações constituídas ou meros nervosinhos do Facebook, por rotulá-lo como “inimigo das empresas” ou “defensor de bandido” simplesmente pelo fato de ter na defesa dos direitos humanos uma de suas condutas primordiais.

Obviamente, Sakamoto não é perfeito e isso se explicita muitas vezes quando faz apologia de ações de governos de esquerda, mas é importante salientar em sua defesa que o faz pensando nas benfeitorias sociais desses últimos anos de governos Lula e início de governo Dilma.

Porém, por conta da batalha diária que faz na rede social para falar abertamente sobre tolerância e respeito às diferenças, muita gente que não é muito afeita a esse discurso de justiça igualitária promove os mais sujos ataques aos seus textos e, pasmem, à sua conduta profissional e pessoal.

É a partir desse ataque rotineiro e das ofensas das quais foi alvo que surgiu a ideia de realizar este projeto editorial chamado “O que aprendi sendo xingado na internet” (Leya Brasil – 2016). O livro é separado em partes com nomes deveras bem humorados: “Somos educados a tomar partido”, “Boatos são eternos”, “Falta Lexotan na água desse povo” e “Odiar é fácil. Difícil é dialogar” são alguns dos títulos presentes na obra.

Sakamoto quer, através dessa discussão literária, abranger, de forma simples (ou como poderíamos dizer “um papo reto”), os principais sintomas do período atual em que vivemos em que tudo gera polêmica ou que todos acreditam ter a opinião final sobre tudo. Falta diálogo e visão do outro lado para compreender assuntos do dia-a-dia imprescindível para uma sociedade mais justa. O fato de ainda haver gente que se acha superior a outros dificulta que possam desejar os mesmos direitos ao semelhante.

Dessa forma, o jornalista dá lugar ao cronista em alguns momentos para analisar o cotidiano dele próprio ao ter de se deparar com xingamentos e insultos de uma parcela dos internautas que simplesmente não quer dar ouvido ao contraditório de uma conversa comum.

Leonardo Sakamoto é professor de jornalismo pela PUC-SP e escreve diariamente sobre direitos humanos em seu blog no portal UOL e, deste modo, recebe bomba de todos os lados. Em entrevista recente, ele próprio já disse que “a comunicação cara a cara está sendo preterida em detrimento do diálogo virtual e, com isso, a internet pode se tornar um púlpito de onde se fala, mas não se ouve”.

Ele demonstra preocupação, pois “sem as interferências e complexidades do diálogo real, a tela de um computador ou de um tablet serve como anteparo e escudo protetor para que o interlocutor emita qualquer tipo de opinião, com uma segurança garantida e sem ter que ‘sentir’ o outro e, quem sabe, ser convencido a mudar de opinião – como, muitas vezes, acontece quando se fala cara a cara”.

Outra preocupação de Sakamato e que é demonstrada através de seu livro é a demonização da Esquerda brasileira, pois quando se percebeu que o PT era um partido que também participava da corrupção histórica da classe política nacional aqueles que queriam voltar ao poder se adiantaram em jogar toda essa culpa de 500 anos apenas nos anos de governos mais voltados ao social. Esqueceram-se de dizer que, mesmo o PT traiu a causa social, afastou-se da causa trabalhista e se alinhou aos anseios dos patrões e empresas multinacionais.

O problema é que nem mais adianta falar sobre isso com qualquer interlocutor conservador, pois este não mais quer saber de argumentações, mas apenas achincalhar quem não pensa igual.

Assim como já escrevemos aqui sobre o livro de Márcia Tiburi anteriormente, a obra aqui analisada também tem por objetivo tentar a aproximação do entendimento, da compreensão antes mesmo de espinafrar o outro. O problema é que para isso acontecer de fato terá de receber a atenção de quem não quer ouvir.

E isso está difícil!


Serviço:

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Autor: Leonardo Sakamoto

Livro: O que aprendi sendo xingado na internet

Editora: Leya Brasil

Ano: 2016


***Com informações de agências nacionais, Wikipedia, Site Vermelho.org e Site da Livraria Cultura***

Como conversar com um fascista? Márcia Tiburi responde

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Em tempos de Fla x Flu de opiniões políticas via internet nada como a sensatez.

Se há um sem número de pessoas preocupadas em vociferar através das redes sociais seu ódio ao interlocutor que possui um pensamento diverso sobre qualquer assunto é importante frisar que existem outros seres humanos mais alinhados com o pensamento de tentar entender esse comportamento.

Filósofa famosa por participar de programas na TV e por ter um extenso currículo de estudos e artigos sobre temas variados do comportamento social atual, Márcia Tiburi também é assídua no Facebook e Twitter (e também precisa lidar com o ódio alheio).

Desde o acirramento de discussões entre esquerda e direita no Brasil que se intensificou depois da reeleição de Dilma Rousseff em 2014, Tiburi se debruçou sobre questões relacionadas à intolerância de lado a lado e da confusão que alguns (ou seriam muitos?) fazem entre o que é opinião e apologia do crime ou de coisas antiéticas.

O livro que foi lançado ano passado pela Editora Record é um apanhado bem organizado de ensaios inéditos e outros já lançados pela autora na Revista Cult.

Se Márcia, graduada em artes e doutora em filosofia, já havia falado em feminismo em “As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002) e “Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero” (EDUNISC, 2008), tocou em assuntos sociais em “Filosofia em Comum” (Ed. Record, 2008), “Filosofia Brincante” (Record, 2010), “Olho de Vidro” (Record 2011) e tentou desembrulhar o pensamento crítico para os mais leigos em  “Filosofia Pop” (Ed. Bregantini, 2011) é nesta nova obra que tenta condensar suas preocupações com o modo como as pessoas defendem ideologias (ou simplesmente tentam minar a do outro com falas pobres ou até infantis).

É público e notório que a professora é militante da esquerda e que tende a falar mais sobre as agruras da direita conservadora, mas não se limita a isso, pois coloca o dedo na ferida de que muitos alinhados com o pensamento socialista não sabem ouvir o outro lado e acabam por se tornar fascistas em potencial por conta de sua incapacidade de dialogar.

Por outro lado, questões como homofobia, misoginia e racismo se tornam pontos de partida para Márcia citar pesquisas de Adorno, por exemplo, para explicar o motivo pelo qual muitos abandonaram a necessidade de aprender e de se relacionar com o diferente para se fechar num ciclo de que somente o que importa é o que pensa.

Márcia percebe que setores mais conservadores preferem não se informar sobre coisas como justiça social ou movimentos do mesmo sentido por que como têm dificuldade em lidar com aquele que é diferente assim se torna mais fácil de repeli-los.

Portanto, percebe a ignorância como uma doença dos dias atuais e a arrogância como sintoma disso. Obviamente, esse sentimento não é exclusivo das classes mais abastadas economicamente, mas infelizmente aparece bastante entre os mais favorecidos por conta de um temor interno dos ricos brasileiros em dividir o bolo com quem nunca teve tal possibilidade de igualdade. Na verdade, até mesmo uma dificuldade dos próprios pobres.

Dessa forma, “Como conversar com um Fascista” é um libelo acerca do pensamento crítico, da conversa em vez do conflito, da necessidade de entender o outro.

Então, leia o livro sem ódio e, mesmo que não concorde com muitas das opiniões de Tiburi, tente entendê-la. É assim que se faz um mundo mais justo, é assim que a gente consegue conviver!

 


 

Serviço:

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Livro: Como Conversar com um Fascista

Autora: Márcia Tiburi

Editora: Record

Ano de Lançamento: 2015