Seminário Sala de leitura: A importância da Leitura Literária na Adolescência

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Aconteceu no último dia 17/05/2019 (Sexta-feira passada) o Seminário “Sala de Leitura: a importância da leitura literária  na adolescência” promovido pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo com vistas à formação continuada dos professores orientadores de sala de leitura da cidade.

Na ocasião foram convidados a palestrar para os professores presentes um conjunto de três gênios da literatura infanto-juvenil e adolescente nacional: Heloísa Prieto, Toni Brandão e Ricardo Azevedo.

Heloísa promoveu uma discussão acerca da interferência da cultura pop atual no imaginário popular e juvenil e o que isso pode promover ou atrapalhar na leitura da literatura  realizada para essa faixa etária através da palestra “Leituras de Descobertas”.

Toni Brandão auxiliou na discussão com o debate “Literatura juvenil na vida dos jovens” e incluindo na conversa muitos exemplos de sua própria literatura escrita ao longo dos anos.

Ricardo Azevedo, no alto de sua larga experiência de escrita para crianças e jovens e na facilidade com que transita entre estes mundos promoveu uma troca de ideias com a palestra “Literatura juvenil, escola e sistema cultural dominante” no qual também se debruçou sobre questionamentos acerca de como anda o processo editorial brasileiro atualmente.

Além de ser altamente rico o período em que os três escritores falaram foi benéfico também pelo fato de ter podido contar com um tempo bom para que houvesse uma série de perguntas por parte dos professores presentes.

Neste sentido, a formação serviu não só como norte para as atividades em sala de leitura, mas também na reflexão do papel do professor enquanto mediador na escola e na preparação dos jovens para o mundo.

Após esse deleite literário houve apresentação do contador de histórias Fábio Lisboa que permeou suas ações entre os contos populares e a promoção da quebra da parede do texto com o jovem no mundo tão interativo de hoje.

Enquanto rolavam tais atividades no palco houve intervenção literária durante todo o evento de alunos de escolas municipais com leituras ao pé do ouvido, algo que já se tornou tradição aqui na educação municipal com a mediação de professores orientadores de sala de leitura.

Portanto, num Brasil em que há cada vez mais ataques ao trabalho libertador da educação e do ensino público é um suspiro de alívio saber que ainda possamos ouvir, falar e debater ideias tão ricas a respeito da leitura e da literatura como um todo.

Que sigamos enfrentando o obscurantismo intelectual e a ode à ignorância. E que a busca por estudo e pesquisa não sejam mais vítimas de tantos ataques e quando forem que tenhamos as armas necessárias para ataca-las: a voz e a vontade de aprender!

 

 

 


 

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Abril é pra surtar: veja o último teaser da temporada final de GoT

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Se o final do mês nos reserva uma alucinada corrida aos cinemas para assistir a Vingadores: Ultimato o meio de Abril terá algo muito parecido na televisão.

Game of Thrones chega à última temporada (a oitava) fazendo jus ao seu tamanho. Muitas são as teorias, inúmeros são os medos dos fãs e alguns desejos podem ou não se tornar realidade quando ao final dos próximos seis episódios soubermos o que de fato se deu em Westeros.

Ontem saiu o último teaser (um comercial de tv de 1 minuto) e somente vemos a área central de Winterfell tomada pela neve enquanto alguns objetos jogados na cena nos trazem a lembrança de algum personagem importante.

Não parece ser um trecho de qualquer parte da série em si, mas traz um sentimento de que algo ruim acontecerá. Sim, tem a ver com os caminhantes brancos e sim, aquilo que Gerorge R.R. Martin nos disse lá atrás – “o final será agridoce” – pode realmente ser mais picante do que o esperado.

Game of Thrones em sua última temporada tem início em 14 de Abril com exibição pela HBO com estreia mundial e acompanhamento do blog de todos os episódios e teorias.

 

 


 

 

Resultado do VI Concurso de Contos de Terror do Riva

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Como sempre fazemos no dia 01 de novembro de cada ano segue abaixo o resultado final do Concurso de Contos de Terror do Riva em sua versão 2018.

Os prêmios serão entregues diretamente aos concorrentes vencedores e mesmo aqueles que não ficaram entre os três primeiros colocados receberão certificados de comprovação de sua participação.

A ideia é que nos próximos anos tenhamos algumas outras surpresas e o sucesso da atividade só aumenta conforme vai passando o tempo.

Agradecemos a todos os participantes, aos votantes e ao auxílio da gestão, coordenação e professores da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior, além, é claro, dos alunos que fazem este processo ser possível.

Obrigado a todos!

 


Resultado do VI Concurso de Contos de Terror do Riva:

 

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1º – O Menino Sanguinário (Hiury Ricardo Petrolino da Silva – 6º Ano A): 30 comentários + 3 curtidas = 33 votos

2º – Casa Amaldiçoada (Richard Lucas Cordola Mezzalira Zaniratto – 5º Ano C): 23 comentários + 4 curtidas = 27 votos 

3º – Um Belo Dia para Morrer (Kaiki Nascimento – 8º Ano C): 25 comentários + 1 curtida = 26 votos 

4º – A Possessão (Agatha Julia Martins Silva – 7º Ano A): 16 comentários + 3 curtidas = 19 votos

5º – Pesadelo na Floresta (Giovana Cristina Veiga da Silva – 5º Ano D): 10 comentários + 3 curtidas = 13 votos 

6º – Gram, A Vovó Assassina (Larissa Barbosa Miranda – 5º Ano B) e A Babá do Mal (Mikaele Borges dos Santos – 5º Ano A): 11 comentários + 1 curtida = 12 votos

8º – O Boneco do teatro Charlet (Maria Eduarda Almeida – 5º Ano B): 6 comentários + 4 curtidas = 10 votos

9º – O Espírito Maldito (Wallace Pereira da Silva – 6º Ano A): 7 comentários + 2 curtidas = 9 votos

10º – O Orfanato do Terror (Ana Carolina Brito – 6º Ano C): 2 comentários + 1 curtida = 3 votos

11º – A Caixa (Guilherme Ribeiro Santos – 5º Ano A) e A Noiva do Elevador (Gustavo Nikolajuni Foloni – 5º Ano C): 1 comentário + 1 curtida = 2 votos

13º – O Caso Robert (Maria Eduarda Morais Iani – 4º Ano C): 1 curtida = 1 voto

 


VI Concurso de Contos de Terror do Riva

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A tradição já existe há algum tempo e o projeto parte para sua sexta edição.

A atividade chamada Concurso de Contos de Terror do Riva surgiu como uma ação de envolvimento entre professores da área de Letras, a Sala de Leitura da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior e os alunos com o principal intuito de promover novos talentos na escrita e trabalhar o gênero do Terror e Mistério com crianças e adolescentes.

O concurso ocorre de hoje até 31/10 (dia do Halloween) e acontece por meio de eleição direta via Internet.

Os contos estão todos perfilados aqui no site Outros Sons e qualquer ser humano do planeta pode votar efetuando um comentário no post de sua história favorita.

Os três primeiros colocados ao fim do mês ganham coleções de livros de terror.

 


 

Abaixo, a lista completa dos inscritos no concurso:

1 – Agatha Julia Martins Silva (7º Ano A)

2 – Ana Carolina Brito Silva (6º Ano C)

3 – Giovana Cristina Veiga da Silva (5º D)

4 – Guilherme Ribeiro dos Santos (5º Ano A)

5 – Gustavo Nikolajuni Foloni (5º Ano C)

6 – Hiury Ricardo Petrolino da Silva (6º Ano A)

7 – Kaique Nascimento Teixeira (8º Ano C)

8 – Larissa Barbosa Miranda (5º Ano B)

9 – Maria Eduarda Almeida (5º Ano B)

10 – Maria Eduarda Morais Iani (4º Ano C)

11 – Mikaele Borges dos Anjos (5º Ano A)

12 – Richard Lucas Cordola Mezzalira Zaniratto (5º Ano D)

13 – Wallace Pereira da Silva (6º Ano A)

 


O Boneco do Teatro Charlet

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Numa noite muito escura havia um casal (ele chamava Breyne, ela Naynne) e como gostavam muito de comer comida japonesa eles fizeram o pedido e ficaram aguardando em casa. Quando chegou a entrega eles notaram algo muito estranho.

Naynne abriu a caixa e viu que lá havia um boneco de madeira. Ela achou fofo, mas seu marido achou exatamente o contrário já que tinha um aspecto assustador.

Enquanto Naynne queria ficar com o brinquedo seu esposo achou melhor perguntar se havia tido algum engano no restaurante. Como não conseguiram o contato telefônico ele achou melhor ir até lá, mas a mulher pediu que enquanto isso ficasse com o boneco, pois tinha gostado muito dele e que até pagaria para o restaurante, se fosse o caso.

Breyne saiu e sua esposa foi esquentar o café. Percebeu que havia começado e chover e começou a conversar com o boneco: “vou colocar um pano em cima de você para evitar ficar molhado se for passear lá fora”.

Ela o deixou no corredor de fora de casa e foi ver o café que estava no fogo.

Ao voltar da cozinha percebeu que o boneco não estava mais lá onde tinha deixado. Teve que pensar muito, pois achava que estava louca. Foi até o seu quarto e quando acendeu a luz do cômodo teve um susto horripilante. O boneco estava ali olhando fixamente para ela e quando menos esperou ele pulou em cima dela.

Aquele pequeno brinquedo tinha olhos sanguinários e apertou o pescoço da pobre mulher até que esta estivesse morta.

Breyne chegou em casa já dizendo: “amor, olha que coisa estranha. O pessoal do restaurante disse que não enviou boneco nenhum pra cá”. Quando percebeu que ninguém o respondia ele foi procurar Naynne pela casa toda e qual não foi sua surpresa quando percebeu que o quarto deles estava trancado.

Empurrou com toda a força que encontrou naquele momento e viu que quem bloqueava a sua entrada era justamente o boneco que, imóvel estava em frente a sua esposa morta.

Rapidamente, ligou para a polícia que ao chegar no local do crime achou muito estranho a história contada por ele. Inclusive quando falou da estranheza de ter achado o boneco em frente à Naynne o policial perguntou onde estava o objeto e ele não soube responder. A polícia foi embora, mas o rapaz sabia que seria considerado um grande suspeito devido ao mistério envolvendo aquele caso.

Muito triste e abalado o homem pensou em ir até a casa de seus pais, e quando estava para sair viu no corredor o boneco. Pegou o brinquedo e foi embora.

Quando contou a esquisita história para seu pai e mostrou o boneco sinistro para ele o pai logo arregalou os olhos. “Filho, este boneco é de um teatro onde eu e sua avó fomos uma vez. Deixa eu te contar o que aconteceu”.

Daí o velho homem sentou e começou a conversar com o filho: “Muitos anos atrás eu estava numa apresentação de ventríloquo no Teatro Charlet da cidade junto com sua mãe e a moça segurava um boneco que acredito ser essa aí contigo. Um garotinho no meio da plateia gritou num certo momento que a mulher havia mexido a boca e rapidamente ela perguntou ao boneco e ele respondeu numa voz muito assustadora ‘não, mamãe’”.

“E o que aconteceu depois disso?” – perguntou Breyne.

“As luzes se apagaram e acenderam novamente. Quando isso ocorreu o boneco sumiu.”

Breyne estava muito assustado.

O pai dele prosseguiu com a história – “Depois disso aconteceu algo muito maluco. Eu estava sentado na quarta cadeira da terceira fileira e a moça que parecia estar muito contrariada com a fala daquele garotinho olhou fixamente pra mim e disse ‘acho que o meu filho está ai embaixo da sua cadeira’. Eu olhei e realmente o boneco estava lá. Foi uma correria no teatro todo e a mulher sumiu do palco”.

Aquela história estava fazendo muito mal A Breyne, mas Reyne, seu pai ainda continuou: “Após esse acontecimento, estranhamente sua mãe quis ficar com o boneco até porque não achamos mais a mulher ventríloqua. Muitas coisas estranhas começaram a acontecer em nossa casa e por várias vezes tentei me livrar deste maldito boneco até que ontem à noite coloquei o boneco no correio para ser enviado para seu país de origem, a Romenia”.

Foi aí que Breynne ficou realmente assustado. “Mas ele não foi para a Europa, ele apareceu lá em casa”.

Os dois se olharam e seu pai disse: “Temos que fugir daqui.”

A mãe de Breynne chegou neste momento e viu os dois conversando. Quando viu o boneco ficou muito feliz e o pegou para abraçar. “Estava com tanta saudade!”

O pai de Breynne olhou para ele e disse: “Viu, esse boneco é demoníaco. Ele hipnotiza as pessoas e faz com que fiquem sob seu poder.”

Reyne disse para que o filho fosse arrumar suas coisas em casa que logo depois voltaria lá para irem embora dali e que enquanto isso tentaria mais uma vez se livrar do boneco.

Quando Breynne foi embora Reyne tentou jogar o boneco na lareira para queima-lo, mas sua esposa Helen o impediu e com um pedaço de ferro o matou. Ela escondeu o boneco e ficou na sala toda ensanguentada aguardando pelo retorno do filho.

Breynne voltou e Helen estava lá imóvel. Ele nem precisou perguntar a respeito do pai, pois este estava morto em frente à lareira. Ele gritou: “Onde está o boneco?” e ela nada respondeu. Foi aí que ligou para a polícia e quando chegaram Helen simplesmente estava botando fogo na casa.

O boneco estava na entrada da frente da casa e Breynne só teve tempo de correr pra fora. Sua mãe ficou lá dentro e queimou junto com tudo o que havia lá.

Depois dessa tragédia Breynne foi embora para a Europa a fim de esquecer de tudo e estava trabalhando como relações internacionais na Inglaterra.

Passados três anos do acontecido, ele decidiu voltar a fazer coisas para se alegrar e foi até um teatro no centro de Londres. Pensou se tratar de uma apresentação de balé, mas quando pagou o ingresso e entrou no ambiente do teatro a placa onde estava escrito o nome “Teatro De Ballet de Londres” caiu e por trás apareceu o verdadeiro nome do lugar.

“Teatro Charlet – Apresentação de Ventríloquo”.

 

Maria Eduarda Almeida – 5º Ano B

 


 

Pesadelo na Floresta

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Era uma vez uma família que morava no meio da floresta numa casa mal assombrada. Por isso, aquela família vivia só, sem amigos, totalmente esquecida pela sociedade. E é aqui que a história começa.

Até certo momento, as pessoas faziam passeios por essa floresta para acampar, fazer piquenique ou até mesmo para nadar nos rios e cachoeiras daquele lugar.

O local era lindo e todos comentavam o quanto suas belezas naturais eram únicas e por conta disso sempre havia indicações para outros irem ao mesmo ambiente.

Então, num certo dia, um dos guias que fazia visitas à floresta parou por ali junto com seu grupo de turistas numa parte para explorar a vegetação e visualizar a quantidade imensa de plantas que ali existiam.

O primeiro dia foi emocionante e empolgante para todos que ali estavam e por isso o cansaço tomou conta deles para quando chegasse no final da tarde terem que ali montarem suas barracas para se prepararem para passar ali a noite inteira. A ideia, inclusive, era continuar a exploração de outra parte da floresta no dia seguinte.

Ao amanhecer, todos continuavam felizes e desejosos de uma nova aventura nas cachoeiras dali de perto. Isso os cegava para o perigo que os encontraria logo depois.

Todos pegaram suas mochilas e pertences e seguiram o guia.

Mal sabiam todos que a estranha e sinistra família os observava do outro lado da margem do rio. Por ali já armavam uma armadilha para começarem sua maldade.

Aqueles sádicos tinham prazer em matar, mas antes disso gostavam de torturar suas vítimas. O pior ficava para o final com o banquete canibal que eles faziam comendo os pobres seres humanos mortos pelas mãos deles.

Uma pessoa se afastou do grupo e entrou numa caverna e sem perceber que estava sendo vigiado ficou bem relaxado foi pego sem nenhuma dó por um dos membros da família assassina e cruelmente torturado. Seu fim demorou a chegar com um brutal assassinato.

A irmã e o cunhado do rapaz foram atrás dele e foram as próximas vítimas e assim sucessivamente o grupo foi sendo dizimado numa chacina sem precedentes que fez com que todos sumissem para sempre.

As lendas e as histórias contadas sobre o assunto são muitas, mas sempre terminam dizendo que a tal família se esbaldou com toda aquela carne humana que eles cozinharam posteriormente aos assassinatos.

Obviamente, que posteriormente a isso ninguém mais teve coragem de entrar naquela floresta e mesmo tendo tantas coisas bonitas por lá não há quem queira vê-las de perto.

A família também nunca mais foi vista, mas deve estar por aí espreitando pelas próximas vítimas.

 

Giovana Cristina Veiga da Silva – 5º D

 


 

 

A possessão

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Havia uma menina chamada Maria que era muito  quieta  na dela que não queria  ficar  com  os  outros igual a todos os dias. Em casa ela  ficava  no quarto trancada lendo  livros e mais livros de terror.

Ela  sonhava  com  demônios  e monstros todas  as noites. Sua  mãe  tinha que  ir, por vezes,  ao  quarto  da menina porque  ela  começava a gritar  desesperadamente. Quando  sua  mãe, dona Mariana  chegava  lá  estava a garota no canto  do quarto  levantada  falando  com  alguém.

Quando  sua  mãe  a chamava  ela sempre se virava rapidamente e a olhava com  o rosto cheio de lágrimas  de sangue. O escuro fazia a cena ficar ainda mais sinistra e isso provocava calafrios em sua mãe.

Não era só isso que perturbava, pois quando se olhava para as paredes o que se via eram várias  palavras e desenhos que depois, ao estar consciente, Maria explicava serem coisas das quais lembrava de seus  sonhos.

Dona Mariana, num dia de desespero,  pegou  a bíblia  e começou  a rezar. Ela tinha sua filha à sua frente e esta começou a chorar. À medida em que continuava a percorrer as linhas do livro sagrado cristão a menina também repentinamente iniciou uma corrida pelo  quarto em círculos intermináveis. O próximo passo foram inúmeros arranhões pelas paredes do cômodo.

Ao término da leitura daquele versículo feito por sua mãe, a menina rapidamente  saiu  do  quarto e se escondeu  no escuro já que tinha anoitecido e o quintal ficava bem sinistro.

Com a bíblia ainda em mãos a mãe de Maria saiu à procura  da filha chamando ininterruptamente e cada vez mais de forma desesperada.

“Maria, Maria, cadê você? Filha onde você está?”

Quando sua mãe  a chamou pela  quinta ou sexta vez  a menina  apareceu da  escuridão  toda  distorcida  com  a cabeça  virada  e os olhos  pretos e falando “eu  não  sou a Maria,  meu  nome  é Valkiak e vim  buscar  almas”.

Era nítido que o espírito em questão já havia possuído o corpo da garota. O demônio travestido de Maria começou  a subir  as paredes  e repetindo a frase  “eu vim  buscar  minhas  almas”. Sua  mãe  começou  a orar  de novo e então o corpo que nem parecia mais ser o de sua filha entoou mais uma frese “não  adianta  orar, seu Deus  não  vai  te  ajudar”

Apesar de todo esse sofrimento a menina pareceu desfalecer e a mãe conseguiu coloca-la no seu quarto.

Achando que seria necessário algo mais potente para atacar aquela ameaça que consumia a alma de Maria, Dona Mariana correu atrás dos heróis possíveis para uma ocasião dessas.

Conseguiu fazer contatos e conseguiu chamar um pastor evangélico e um padre católico. Ambos disseram que já estavam a caminho e depois de algum tempo eles chegaram.

Ao chegarem naquele quarto em pura penumbra demorou para que soubessem onde estava Maria, escondida perto da cabeceira da cama emitindo pequenos grunhidos. Dona Mariana tentou apaziguar a situação dizendo “filha, estou aqui com ajuda” ao que recebeu como resposta um sonoro “saiam daqui senão vocês vão morrer” com um som muito grave para a voz de uma menina.

Após algumas palavras de consolo e da tentativa de começar uma espécie de exorcismo com a leitura de mais passagens do livro sagrado o padre foi surpreendido pelo corpo possuído de Maria que o arranhou por todos os lados e cada um desses machucados jorravam sangue suficiente para fazer os outros naquela casa se assustarem de verdade. Foram poucos e sofridos segundos que culminaram na morte do padre.

O pastor ao ver toda aquela cena só teve uma reação: correr! Nunca mais voltou até ali.

Dias após o ocorrido vizinhos ficaram muito preocupados com o silêncio e o cheiro azedo e podre que exalavam da casa de Maria. Quando o bombeiro foi chamado o corpo morto de Dona Mariana jazia perto da filha que parecia hipnotizada.

A polícia que pegou o caso para investigar achava tudo tão estranho que se viram obrigados a fazer contato com o Vaticano. Cerca de dez padres chegaram ao local depois de alguns dias e ficaram enfurnados na casa entre fazer pesquisas, tirar fotos, falar dia após dia com Maria e depois de duas ou três semanas deram o diagnóstico de que a menina não estava mais possuída.

Porém, sua condição mental não parecia mais a ideal para um convívio em sociedade e foi internada num manicômio estadual.

Não há nenhum parente que a visite e aparentemente as histórias que rondam sua vida irão lhe acompanhar pelo resto de sua existência.

 

Agatha Julia Martins Silva – 7º Ano A