Chegou o dia: os 20 melhores discos de 2018

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Pensou que não ia ter mais lista de álbuns do ano? Pensou errado, caro leitor!

 

Claro que o blog não esqueceu de seu ranking com os preferidos discos de 2018 e como sempre a gente está falando de uma lista baseada em gosto pessoal é importante frisar que ela não pretende ser definitiva, a não ser para a própria página.

 

Dessa forma, vai ser fácil de compreender que o indie rock, o shoegaze, o synthpop, o prog e outros ritmos próximos povoarão mais o número total de bandas e artistas citados aqui embaixo.

 

Também é necessário dizer que só estão nesses 20 discos produções cheias, não sendo possível incluir EPs ou Singles lançados pelos artistas mundo afora, algo que poderia facilmente incluir os trabalhos de Waxahatchee (Great Thunder) ou do inventivo supergrupo criado por Sia, Labirinth e Diplo, o LSD com um EP homônimo.

 

Vale frisar que a lista é recheada por artistas femininas e essa tendência deve prosseguir em 2019, pois a qualidade empenhada pelas meninas tanto no cenário nacional quanto no internacional é digno de nota.

 

E que o ano que vem venha cheio de ótimas surpresas para nossos ouvidos e que tenhamos tempo e possibilidade para garimpar mais coisa boa por aí. Ah, e você vai perceber que no meio do ranking haverá artistas brasileiros, tamanha a qualidade do citado. Vamos lá!

 

Lembrando que o blog entra em recesso e volta no final de Janeiro. Um abraço!

 


 

20º Lugar – Baco Exu do Blues (Bluesman)

 

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Vem da Bahia o rapper Diogo Moncorvo que nos brindou já no final de Novembro com o ótimo “Bluesman”, que não só tem as contribuições interessantes de Tim Bernardes, 1LUM3, Tuyo, DKVPZ e Bibi Caetano, mas tem em suas bases eletrônicas uma aproximação com artistas como Kendrick Lamar, mas é mais impressionante ao usar ritmos brasileiros como o samba para facilitar sua letra política. E é mais que isso: é social, é crítico ao sistema e à segregação que o povo negro sofre no país, além de demonstrar sentimentos impressos em qualquer pessoa comum destes lados do hemisfério sul. O amor está presente de maneira rasgada, a raiva está lá, a depressão aparece de forma simples e direta, a sensação de impotência frente aos problemas se mostra clara, mas a necessidade de lutar é o que vence ao final. Dessa forma, é um disco imprescindível para a nossa música.

 

 


 

19º Lugar – Aurora (Infections of a Diferente Kind)

 

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O segundo trabalho é sempre um desafio difícil para qualquer artista que fez muito sucesso em sua primeira incursão em estúdio e não seria diferente para Aurora, cantora norueguesa que virou um ídolo imediato para uma legião de fãs que encheram sua primeira apresentação aqui no Brasil no Rio e em São Paulo ano passado e ainda tiveram a oportunidade de vê-la novamente no Lolla Br deste 2018. Mas o que poderia ter virado uma maldição para a artista de apenas 22 anos parece ter se tornado um alívio (para ela e para quem gosta realmente de sua música). A sua sonoridade continua Pop, mas há um revestimento cada vez mais intrínseco de ritmos nórdicos que se soltam através de sua voz magnífica e a diversidade e a calma que esse ambiente todo gera em quem ouve provoca uma tranquilidade que pode não ter feito sucesso na sua horda de fanáticos chatonildos, mas é simples prova de sua maturidade artística.

 

 


 

18º Lugar – MGMT (Little Dark Angel)

 

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O quarto álbum de estúdio da banda saiu ainda em Fevereiro deste ano, mas suas principais músicas ficaram gravadas na cabeça o ano todo, até mesmo pelo fato de que haveria apresentação deles (muito boa, aliás) no Popload Festival em Novembro. Sendo assim, canções como Little Dark Age, Me and Michael, She Works Out Too Much e James entram no panteão de hits que o grupo conseguiu colecionar em sua carreira. A produção feita pelos próprios integrantes também ajuda na limpeza do som e o resultado final não poderia ter saído melhor com uma maior variedade entre o indie, o pop e até mesmo algo próximo do pós punk e do gothic rock.

 

 


 

17º Lugar – Belly (Dove)

 

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Nunca imaginei que uma banda favorita de minha adolescência poderia entrar num ranking de melhores álbuns em 2018. Lá se vão 23 anos desde o lançamento de King, uma pequena joia preciosa que Tanya Donelly e companhia gravaram e trouxeram para o mundo canções lindas como a própria King, Super-Connected e Silverfish. Agora o grupo de Rhode Island volta com esse belíssimo Dove, um álbum que não é só feito de nostalgia por causa dos riffs que emulam a própria banda nos anos 90, além de Throwing Muses e The Breeders, mas também por se segurar na voz de Tanya e nas guitarras bem ritmadas de Thomas Gorman e na cozinha impecável de Gail Greenwood e Chris Gorman uma lição básica para artistas atuais de como fazer bom rock sem precisar de muita frescura.

 

 


 

16º Lugar – Bruce Springsteen (Springsteen on Broadway)

 

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Difícil definir o trabalho de um artista que já é considerado um ícone na história da música e do rock, mas Bruce Springsteen sempre se renova. Não adianta apenas ser mágico no palco, não é suficiente somente ter uma carreira consistente e profícua, ele ainda é capaz de surpreender. Depois de estrelar por quase um ano uma apresentação cinco vezes por semana no estilo mais intimista no Walter Kerr Theatre, na Brodway, em que toca apenas sua guitarra e um piano e conta detalhes de sua discografia e vida para um seleto grupo de pessoas que encheu o teatro nesse período, o cara resolveu colocar tudo isso num álbum que capta de fato essa sensação de estarmos diante de um artista despido daquela aura estrelar dos megaconcertos. Só isso já valeria o disco, mas a maneira como ele é tocado vale mais ainda e clássicos ficam mais próximos de uma execução diferente e atual. Lembrando que há o filme em exibição na Netflix que também é imperdível.

 

 


 

15º Lugar – David Byrne (American Utopia)

 

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Outro cara que dispensa apresentações é David Byrne e sua performance nos palcos não é novidade para ninguém, pois surpreende a cada turnê nova. Mas após o lançamento de American Utopia e sua proliferação de boas canções não se tinha ideia que sua ação nos shows seria tão boa. Pudemos comprovar isso no último Lolla Br quando foi considerado umas das melhores coisas no meio de tanta gente grande. Voltando ao álbum, estamos diante do mesmo artista instigado a procurar novos sons, ambientações diferentes e maneiras únicas de liberar sensações e sentimentos dos mais variados quando nos permitimos ao novo. E David Byrne é isso, uma nova coisa a cada novo passo.

 

 


 

14º Lugar – The Breeders – All Nerve

 

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Outra banda que retornou após muitos anos parada foi The Breeders. Ciente de que ajudou a difundir um estilo que é importante até hoje para o rock mundial e de que também foi representante de uma abertura para as mulheres na cena internacional, Kim Deal e sua irmã Kelley Deal, já sem a integrante original Tanya Donelly que ressuscitou seu grupo Belly (que também já apareceu em nossa lista), recrutaram José Medeles e Mando Lopez para criarem este bem feito All Nerve. O oitavo álbum do projeto tem tudo o que catapultou The Breeders para a cena ainda nos anos 90: Indie Rock de primeira, nuances de Guitar Band, um tom letras inteligentes e uma vibe que vai te lançar ao encontro de uma era que é difícil de ser alcançada nos dias atuais.

 

 


 

13º Lugar – Julia Holter – Aviary

 

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Desde quando conheci Julia Holter o incômodo foi uma das primeiras sensações que tive com esta cantora que dispensa arquétipos bem definidos e rótulos fechados numa gavetinha. Com experiência já comprovada, a menina se meteu agora na busca por novas sonoridades e os instrumentos para isso (literalmente e metaforicamente) são inúmeros e variados. Ela investe não só em sua voz bela e profunda, mas também em formato musicais que são estranhos e incomodam o ouvinte, não com algo ruim e inaudível, mas com algo que faz você raciocinar pela maneira como se desbrava em ambientes novos e fascinantes.

 

 


 

12º Lugar – Natalie Prass (The Future and the Past) 

 

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Uma cantora de excelência deve sempre respirar novos ares, colocar-se em novas pressões para se testar e testar o público. Com Natalie Prass não é diferente e sua capacidade vocal se permite a alçar novos voos nesse novo disco dela. A movimentação por estilos e ritmos diversos faz com que não só conheçamos uma nova artista, mas também nos dê motivo para compreender que ela pode ainda querer e fazer mais. E isso, caros amigos leitores, é muito mais do que temos tido por aí, sem dúvida nenhuma.

 

 


 

11º Lugar – Cat Power (Wanderer)

 

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Neste novo álbum Cat Power mostra todo o seu poder como compositora assim como cantora e intérprete. Em Woman, por exemplo, ela divide a letra com Lana Del Rey e em outras partes do disco se dá ao trabalho de ir além no alcance vocal e na profundidade de seus textos. Se o folk ainda está lá ele vem acompanhado de guitarras e pianos inventivos e criativos. Além disso, a capacidade da garota para tirar bons riffs de canções extremamente simples é louvável e fascinante. Ela chegou a um patamar neste décimo trampo saído dos estúdios em que pode fazer o que quiser, mas mesmo assim o faz com elegância e perspicácia

 

 


 

10º Lugar – Still Corners (Slow Air)

 

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A banda não é muito conhecida por esses lados do globo, mas o Still Corners tem muito a mostrar. Dono de uma ambientação que transita entre o Dream Pop que lembra Beach House em alguns momentos e o Synthpop do The XX em outros, o grupo chega ao quarto álbum atrás de variar suas bases para favorecer muito Tessa Murray e seu vocal mágico / hipnótico. O disco Slow Air é, nesse sentido, uma conversa entre a sonoridade que nos faz viajar e a cadência que bate fundo no coração promovendo um ótimo percurso em seus mais de 40 minutos de duração.

 

 


 

9º Lugar – Beach House (7)

 

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O Dream Pop deve demais ao Beach House já que a francesa Victoria Legrand e o americano Alex Scally formam uma dupla que casa perfeitamente sua performance em estúdio com a capacidade de criar bons ambientes e um vocal esplêndido. Este álbum número 7 (também citado no título dele) tem muita coisa boa pra mostrar: desde a profundidade de suas bases eletrônicas que nos faz sonhar e varia entre batidas mais rápidas e espaços em branco que servem de aviso para a voz de Victoria até mesmo a calma e a paz que nos confortam e limpam nossos ouvidos e alma. Perfeito para momentos em que precisamos colocar a cabeça no lugar. A música tem dessas e isso é muito bom.

 

 


 

8º Lugar – Interpol (Marauder)

 

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Depois de El Pintor, Paul Banks e companhia ficaram algum tempo reclusos para finalmente nos entregar essa paulada chamada Marauder. O disco é uma pancada do início ao fim e as linhas de guitarra que já nos acostumamos a encontrar na obra da banda estão todas lá. Com uma regularidade que vai da primeira à última música o álbum foi feito para ser escutado de uma vez só sem pausa nem pra respirar. Não é um trabalho conceitual, mas é como se fosse.

 

 


 

7º Lugar – Elena Tonra (Ex:Re)

 

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O Daughter já povoa o cenário indie há algum tempo com seus dois discos no rol de grandes lançamentos dos últimos anos e ainda tendo sido convidado para a realização da trilha sonora do jogo Life is Strange. Mas é inegável que, apesar da sonoridade da banda ser incrível e de seus integrantes colocarem bastante sentimento nessa ambientação shoegaze / indie folk do grupo, a grande estrela da companhia se chama Elena Tonra. E é com a maciez e doçura de sua voz que ela debuta esplendidamente nesse projeto chamado Ex:Re. Ela deixa um pouco mais de lado a guitarra e abraça o violão e o piano e consegue brincar mais ainda com a facilidade de sua voz encantar os ouvidos atentos de seus fãs. Isso depõe a favor de sua carreira e, ao invés de ser um problema para seu trabalho no Daughter, pode até ser possibilidade de novos caminhos para a banda.

 

 


 

6º Lugar – Carne Doce (Tônus)

 

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Tendo conseguido conquistar público e crítica com seus dois primeiros discos era normal que o Carne Doce alçasse novos voos já que sua energia e sua psicodelia pungente já estavam comprovados dentro do cenário indie nacional. E eis que o terceiro álbum Tônus conseguiu uma proeza que poucos grupos de nosso país conseguem: desacelerar completamente seu próprio ritmo sem que perdesse a energia. As música ainda continuam sensuais, mesmo eróticas, mas há ali uma aura mais calma, simples e compassada que faz com que possamos notar mais ainda as qualidades de Salma Jô e companhia. Um trabalho que ainda viaja por meio de guitarras e baixos bem tensos e profundos, mas que possui uma bateria mais simples e ritmada de forma cadenciada. Assim sendo, a banda goiana atinge um patamar de que pode ir pra qualquer caminho sem que fique taxado como pretensioso.

 

 


 

5º Lugar – Parquet Courts (Wide Awake!)

 

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A mais profícua e energética banda punk dos dias atuais está de volta para seu disco de estúdio. Este Wide Awake! possui tudo aquilo que já fez do grupo um frequentador assíduo de festivais e detentor de uma das melhores apresentações ao vivo hoje em dia: há energia, diversidade de sonoridades que vai do hard core cru, passa pela música sessentista, viaja por canções de festa e passeia pela psicodelia sem ter medo de ser feliz. Um grupo que se percebe ter um prazer muito grande em fazer o que faz e que transmite isso com facilidade para sua plateia.

 

 


 

4º Lugar – Death Cab For Cutie (Thank You For Today)

 

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Aquilo que começou como projeto solo do talentosíssimo Ben Gibbard, tornou-se uma banda já com seus vinte anos de idade. Para celebrar com maestria tal data o grupo de Indie Rock / Indie Folk lançou um álbum no meio do ano e arrebatou muitos corações mundo afora. Dono de uma sensibilidade mordaz para falar de inúmeros sentimentos ao longo de seus 38 minutos de duração, Thank You For Today é o nono álbum dos caras originários de Washington, EUA, mas pela empolgação como tratam seus instrumentos e se apaixonam por a execução de suas canções em cima do palco e no estúdio parece até que são debutantes. E ainda é um trabalho que coleciona hits e que merece ser cantado do início ao fim.

 

 


 

3º Lugar – Kurt Vile (Bottle It In)

 

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Músico com quase 40 anos de idade, Kurt Vile faz o mais simples para obter aquilo que é mais difícil: qualidade e primazia naquilo que faz. Sua guitarra já é reconhecida a milhas de distância se o ouvinte tiver um tímpano mais apurado e sua técnica que se conflui perfeitamente com o trabalho de sua banda de apoio, The Violators, faz desse Bottle It In uma pérola do Indie Folk nos últimos tempos. Sabendo usar a influência que possui de artistas gabaritados como Bob Dylan, Tom Petty e Neil Young o rapaz só sabe tirar coisa boa dessa turma aí, mas sem perder a forma peculiar como canta e como toca seu instrumento, o que lhe dá bastante personalidade na hora de transmitir isso em estúdio ou nos seus shows. Com pequenos clássicos nesse novo álbum a carreira desse americano só tende a subir nos próximos anos.

 

 


 

2º Lugar – Mitski (Be The Cowboy)

 

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Temos uma nova queridinha da América. Ao chegar ao seu quinto álbum Mitski coseguiu um padrão de qualidade que não se remete à sua vida, mas também ao conjunto da obra. as bases que ora passeiam pela discoteca, ora voltam seu olhar para um indie pop singelo fazem companhia à guitarra da garota que sabe como misturar bons riffs com composições que dizem muito sobre o cotidiano sem parecer falso ou forçado. Neste sentido ela se parece um pouco com St. Vincent, mas ainda assim soando bastante autêntica. Mitski entra num rol de cantoras da nova geração que já tem meninas do potencial de Sharon Van Etten, Elena Tonra, Cat Power, entre outras, que já faz jus a um momento totalmente voltada para elas. E enquanto essa qualidade estiver tomando conta tanto do mainstream quanto do mundo alternativo elas irão reinar por anos e anos.

 

 


 

1º Lugar – Courtney Barnett (Tell Me How You Really Feel)

 

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Courtney Barnett já parece ter muito mais anos de carreira do que de fato tem e é difícil admitir que ela só está indo para o segundo álbum-solo, de fato. Dona de uma voz que passeia bem entre o indie folk, o indie rock e o rock cruzão a menina australiana já fez tanta coisa nesse pouco tempo de estrada, trabalhou em conjunto com o brother tão bom quanto ela Kurt Vile e ainda proporcionou momentos extasiantes em festivais e shows sozinha que é complicado perceber que a moça ainda tem muito a desenvolver ainda. Neste Tell Me How You Really Feel Courtney toca de forma apaixonada sua guitarra, é bem acompanhada por sua banda de apoio e nos presenteia com pequenas joias através das 10 canções do álbum. Uma mulher que reina no mundo alternativo mundial num cenário que neste ano foi inteiro delas mesmas. Um presente que pode se tornar um futuro mais fortalecido por causa de gente como ele própria que vai dando suporte para que outras garotas tenham empenho e empolgação para fazer arte como ela faz.

 

 


 

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7 das melhores séries do ano de 2018

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Sim, o blog tem assistido a muitas séries e muitas dessas produções têm agradado bastante. O problema é que nem sempre há tempo suficiente para se escrever a respeito. Portanto aqui, neste espaço de final de ano, é importante condensar aquilo que mais impactou positivamente na televisão ou nos serviços de streaming.

É nítido, por exemplo, que o mercado de séries tem como predadores mais eficazes a Netflix e a HBO e a quantidade acaba por demonstrar também qualidade em boa parte de seus programas. Sendo assim, os outros canais ainda estão muito longe desse monopólio, mas alguns já se esforçam bastante.

O caso dos serviços Hulu e Amazon Prime são os mais notórios, mas é bom lembrar que logo a Disney aparecerá com seu próprio streaming.

Por enquanto, fiquemos com as sete séries que mais impressionaram o blog neste 2018.

 


 

Barry 

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A HBO lançou muitas comédias nos últimos anos, mas nenhuma tem o impacto gerado de Barry. A série que estreou neste 2018 é o encontro de Dexter com o humor. Não deixa de ter ação, algum gore e atividades centradas em erros humanos que levam a coisas piores acontecendo, mas a comédia contida na produção inventada por Alec Berger e na produção e atuação central de Bill Hader é especial. Focando nas ações de um assassino de aluguel que entra em depressão e precisa executar um plano dentro de uma escola de atores a série consegue segurar a atenção do espectador do início ao fim da temporada tendo algumas reviravoltas e bons trabalhos do elenco principal.

 


 

Sharp Objects

 

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Outro acerto da HBO. Criada por Marti Noxon e dirigida de cabo a rabo por Jean Marc-Vallèe a série é protagonizada pela excelente Amy Adams e coadjuvada por Patricia Clarkson e Eliza Scanlen, fantásticas também em seus papéis. O drama de suspense psicológico segue a vida arruinada de uma jornalista quebrada por dentro por causa de problemas de seu passado justamente tendo que confronta-los quando volta para sua cidade natal e sua família (e sua mãe) desfuncional. Um retrato muito bem feito do interior dos EUA e do interior humano. Nasceu como minissérie, mas já se especula que seriam encomendados novos episódios para uma segunda temporada.

 


 

The Sinner 

 

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A série que originalmente era uma minissérie e que era da USA foi comprada pela Netflix e lançada em segunda temporada tendo a protagonista da primeira temporada, Jessica Biel, como produtora executiva e Bill Pulman como alavanca para um novo caso estranhíssimo. Acompanhamos a investigação em torno do assassinato de dua pessoas pelas mãos de um adolescente e pelo andar da caminhada já sabemos que isso não é bem o que parece. A inclusão de Carrie Coon, obviamente é muito acertada, mas nada daaria jeito se o roteiro não funcionasse. E no caso, sim, ele funciona e muito!

 


 

The Handmaid’s Tale

 

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A atração da HULU criada por Bruce Miller com base no livro homônimo de Margareth Atwood pode ter tido uma queda na qualidade nesta segunda temporada, mas o teor dos temas apresentados, a consistência na atuação de Elisabeth Moss e do elenco principal e o drama vivido no fictício futuro distópico não tão distante de nossa realidade são tão profundos que as eventuais lacunas no roteiro para preencher os dez episódios pode ser desculpado. Uma produção que não é só importante como produto artístico, mas também como ação cultural e sociopolítica.

 


 

Westworld

 

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Ao final dessa segunda temporada de Westworld houve quem dissesse que a ficção científica da HBO perdeu alguns pontos por conta de alguma invencionice dos criadores Jonathan Nolan e Lisa Joy, mas o que mais aparenta é que como a primeira temporada ficou conhecida pela imprevisibilidade dos acontecimentos e o plot twist final o que muitos (críticos e espectadores) esperavam era que tudo aquilo se repetisse. Ora, não só não precisava dessa repetição como conseguiu entregar alguns dos melhores episódios de séries de tv do ano. “Reunion” (episódio 2) e “Kiksuya” (episódio 8) são duas das coisas mais lindas que foram vistas em tv neste ano. E a inclusão de uma cena pós-créditos ao final da temporada foi mais uma empolgante ação dos seus criadores.

 


 

Better Call Saul

 

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A graça da produção da Netflix criada por Vince Gilligan e Peter Gould com base na experiência de personagens já existentes em Breaking Bad não só funciona por causa da curiosidade quase mórbida de querermos ver como ocorre a transformação de Jimmy em Saul Goodman, mas também por interesse nos relacionamentos ali mostrados, a evolução das atividades do tráfico no sul dos EUA e na maneira como o personagem principal trabalha entre altos e baixos sua perspicácia para enganar os outros e a si mesmo. Nesse sentido o roteiro é primordial, mas as atuações de Bob Odenkirk e do elenco de apoio do primeiro escalão são sensacionais. E que venha a próxima temporada que provavelmente mostrará, aí sim, a ascensão de Saul e a ruptura com seu alter-ego Jimmy.

 


 

A Maldição da Residência Hill

 

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Não é só o fato de o terror estar sendo levado a sério pela tv e cinema atualmente. Tem a ver também com a técnica apurada de Mike Flanagan que pegou o livro de Shirley Jackson e transformou não na sofrível adaptação para o cinema de 1999, mas sim numa prestigiosa menção (sim, por que poucos são os elementos utilizados na série que são idênticos ao livro) à obra original. Com esmero fotográfico, atuações bem executadas tanto do elenco infantil quanto dos atores e atrizes adultos, A Maldição da Residência Hill pode provocar somente alguns arrepios, mas deixa o espectador tenso na maioria do tempo. E isso não tem apenas como motivo os fantasmas da casa, mas sim os demônios internos de cada um dos envolvidos na tragédia do passado que envolveu aquela família. A paleta de cores que sempre muda de acordo com os eventos transcorridos, a maestria como é filmada todo o tempo e o episódio 6 inteiro rendem a esta produção Netflix o prêmio de melhor série do ano, sem dúvida.

 


 

Os cinco melhores filmes de 2018

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Obviamente que o título acima tem maior significado para o dono do blog, portanto, claramente haverá discordância dos internautas com relação a um ou outro título (senão todos).

Mas o que foi imprescindível para a entrada neste roll seleto foi exatamente a fuga do lugar comum, do fácil e do óbvio. Nesse sentido, é importante dizer que nem sempre isso significa que invencionices são necessárias para isso ocorrer.

Um caso importante para ficar claro é que há na pequena lista produções que não usam linguagens inovadoras ou fora do normal. O que importa para fazer parte da lista é como os elementos cinematográficos (roteiro, fotografia, edição, etc) são usados e para isso a criatividade e a sensibilidade são o que valem.

Com vocês, a lista dos cinco melhores filmes de 2018:

 

5º Lugar

 

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Missão Impossível é uma franquia diferenciada. Ao mesmo tempo que teve vários ótimos diretores ao seu dispor também houve mudança de tom em alguns filmes que poderia ter atrapalhado a história da mega produção ao longo do tempo (o segundo capítulo com John Woo é o caso mais clássico). mas foi a partir do quarto filme que a franquia decolou de maneira diferente para se tornar um robusto título de espionagem, aventura e ação que não se vê por aí normalmente. Além disso, o prosseguimento de Christopher MacQuirrie para esta sexta incursão com Tom Cruise no protagonismo aposta nas cenas de luta mais empolgantes dos últimos anos no que diz respeito a Hollywood, de um frenesi que sustenta a plateia do início ao fim e de uma fotografia de tirar o fôlego. Feito especialmente para assistir em telas enormes e com ótimo áudio.

 


 

4º Lugar

 

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Quando foi lançado a produção do longa dirigido e estrelado por John Krasinski deveria ter espalhado pelos cinemas mundo afora que só poderiam entrar nas salas quem ficasse calado. Não foi o meu caso, mas conheço pessoas que tiveram sua imersão na produção americana despedaçada por causa do barulho que alguns estúpidos fazem por aí (algo que sofri neste ano assistindo a Hereditário). E o filme é isso mesmo: uma experiência sensorial, algo que não é sempre que a sétima arte consegue. E isso ajuda demais no suspense e na sensação de agonia que nos leva junto, principalmente com as mulheres da história. Pena que vai ter continuação!

 


 

3º Lugar

 

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É raro ver uma nova maneira de fazer cinema nascendo diante de seus olhos. Mais difícil ainda é perceber que isso não se repetirá tão cedo. É isso que acontece com Buscando…, filme de Aneesh Chaganty, produção americana que tem em seu núcleo uma família de origem asiática, sem que isso seja um alarde, uma utilização de mecanismos da internet que nunca havia sido usado antes, criatividade para que a situação não se tornasse falsa ou forçada, habilidade dos atores e atrizes para que a sensação de desespero e pudesse ser passada com naturalidade, perspicácia de diretor, fotógrafo e roteiristas para algumas situações ficarem claras mesmo na digitação de um texto (ou na elipse disso) e o tom certo para tornar tudo isso verossímil. É um filmão, que sinto muito, nunca mais se tornará viável nestes mesmos moldes.

 


 

2º Lugar

 

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Falar que Spike Lee é um dos melhores diretores de nosso tempo é chover no molhado, mas perceber ao final de um filme que você foi levado a rir em cenas bem construídas e dirigidas de forma impecável simplesmente para que nesse momento derradeiro você se sinta errado por ter feito isso não é pra qualquer um. O cara sabe representar uma época, um estilo, até mesmo homenageia os filmes setentistas de Blaxploitation para demonstrar com clareza que pouca coisa mudou desde então e que o racismo está tão enraizado em nossa sociedade que muitos vão achar que ele nem existe. E as cenas finais são de derrotar qualquer esperança na humanidade. Um soco no estômago!

 


 

1º Lugar

 

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Não. Não é suficiente dizer que Roma é uma homenagem ao cinema; também não é correto só dizer que se trata de um filme que revisita a obra de Alfonso Cuaron; impossível falar que a produção é uma aula de cinema pura e simples; Pior ainda é só explicar que é um retrato do México ou da América Latina; ou que se trata de um estudo da luta de classes ou do abismo que existe entre elas. Porque o filme é tudo isso e muito mais. Com uma clareza na maneira de demonstrar tudo isso e de funcionar ainda assim como uma fotografia da vida íntima de alguém que não se sente parte daquele mundo ou do desespero de se sentir sozinha o tempo todo. O filme é um tudo e três cenas já deveriam ser guardadas nos anais do cinema como algumas das maravilhas desta arte que tanto nos encanta: a cena do massacre na rua que subverte o que se entende de plano sequência, a cena do parto (sofrida, sufocante e bonita ao mesmo tempo) e a belezura da cena na praia. Uma coisa linda de se ver!

 


 

 

Esqueça a Simone e ouça Deep Sea Diver fazendo essa cover lindona do Wham!

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Nas resoluções de fim de ano de vários artistas devia vir a desistência compulsória de deixar de fazer canções de Natal que provocam vergonha alheia.

 Alguns cantores, cantoras ou bandas simplesmente pegam qualquer música já existente e a transformam em qualquer coisa só para ter o que lançar nessa época do ano, mas há (e ainda bem que existem) um ou outra exceção que faz a gente se surpreender de vez em quando.

É o caso incrível do Deep Sea Diver, grupo proveniente de Seattle, que tem em sua vocalista, a maravilhosa Jessica Dobson, sua líder e porta-voz que consegue ser carismática e potente em cima do palco ou nas gravações em estúdio.

Pois eis que Jessica decidiu pegar o single “Last Christmas” gravado em dezembro de 1984 pelo Wham!, primeira banda de George Michael, lançado especialmente para o Natal daquele ano pelo selo Epic e transformou num cover interessantíssimo e divertido.

Não é a primeira incursão do grupo da terra do Nirvana e da Rádio KEXP no mundo das canções natalinas, mas é com certeza a melhor.

O vídeo tem a vocalista dançando na rua, passeando com o cachorro e tocando guitarra, baixo, bateria e teclado para saudar a data especial que está por vir.

Assista ao vídeo clipe, curta a música e se delicie com a voz da garota que já fez colaborações para Yeah Yeah Yeahs e outros artistas mundo afora e toda vez que ouvir o famigerado refrão “Então é Natal” pela boca de Simone tente se desintoxicar com o cover tocado pelo Deep Sea Diver.

 

 


 

Novidades de Jack White: The Raconteurs lança faixas inéditas

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O período de hiato do The Raconteurs é de exatamente 10 anos, mas essa situação vai mudar, pois foram revelado pela banda os singles “Sunday Driver” e “Now That You’re Gone”.

As música que já estão disponíveis nas plataformas digitais estarão presentes também na edição de aniversário do álbum “Consolers of the Lonely” que sairá no formato de vinil, mas farão parte de um outro disco futuro que já anunciaram que irá acontecer.

O projeto de Jack White conta com membros do The Greenhornes e do Blanche e só possuem em sua discografia outro disco, o também incrível “Broken Boy Soldier” de 2006.

Confira abaixo as canções pelo Spotify:

 

https://open.spotify.com/embed/track/7dNDyDsDdN2X2n0cWIon5e

 

https://open.spotify.com/embed/track/0t3BGP2os4LjXL9TVQn6O0

 


 

Das HQs para o mundo do cinema: Turma da Mônica – Laços tem primeiro trailer revelado

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Até que enfim a dúvida foi dissipada. Se havia algum desconfiança quanto à qualidade inicial de Turma da Mônica – Laços essa foi dirimida há duas horas quando foi lançado no Youtube o primeiro trailer do filme produzido pela Maurício de Souza Produções.

A duração de aproximadamente dois minutos tem todo um clima juvenil e aventuresco que é característico de películas voltadas para esse público, nos envolve numa vibe nostálgica e nos remete diretamente aos anos 80.

Outra coisa que chama à atenção é a caracterização das personagens que preferiu utilizar apenas pequenas reminiscências daquilo que é conhecido do grande público para criar o figurino e também a personalidade física e temperamental de Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão que, provavelmente, serão os protagonistas exclusivos do filme.

É óbvio que se trata apenas de um trailer e a produção como um todo decepcione, mas o hype parece que só vai crescer até o meio do ano que vem quando estreará a produção nacional.

É esperar pra ver, mas uma coisa é certa: ele já pegou todo mundo pelo coração.

 

 


 

Dica nacional do dia: Já conhece Bazar Pamplona?

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De vez em quando há a necessidade de se realizar uma garimpada na rede mundial de computadores para achar coisas novas seja no mundo musical ou em qualquer área da cultura pop e do entretenimento e artes em geral, mas em dezembro acontece o fenômeno de minguar notícias a respeito de lançamentos e shows por aqui e isso aumenta a possibilidade de este mês se tornar um período de maior procura por essas joias escondidas.

Sendo assim, o blog decidiu se organizar melhor e colocou como meta procurar por um minério que normalmente faz falta por esses lados: artistas nacionais. E vou além, pois também é importante falarmos sobre locais que dão uma força para o rock nacional, festivais que suam muito para mostrar um pouco da arte musical brasileira e por produções e iniciativas que desenvolvem o underground tupiniquim de maneira gloriosa e quase penosa.

A boa do dia se chama Bazar Pamplona, banda que já existe desde 2004 e que, por um relapso horroroso do Blog foi ignorada até o dia de ontem.

O grupo paulistano utiliza a verborragia bem instrumentada e inúmeras figuras de linguagem compostas dentro de histórias e narrativas ora verossímeis ora surrealistas para divulgar um rock que passeia pela MPB sem ruborizar e promove um misto de impacto visual/sonoro com uma leveza e crueza que são difíceis hoje em dia.

Há momentos em que se emula a Blitz noque tange ao modo como conta as histórias, mas há bastante perspicácia nessa ação e muita originalidade para fabricar tais historietas enquanto o ambiente musical desenha bem tais cinestesias.

Uma banda que foi, voltou e já se embrenhou em outras matas artísticas como curtas-metragens e quase instalações visuais não é de se admirar que não tenham feito um sucesso mais comercial, mas também há de se entender que sua forma peculiar de tocar os corações dos ouvintes seja um empecilho para entrar no mainstream nacional.

Por essas e outras o Bazar Pamplona já merece este texto e pode funcionar bem em festivais Brasil afora com sua festa musical que chega fácil aos tímpanos e gera dança fácil.

A última empreitada da banda é o single “Capítulo Primeiro” que comporá o novo álbum “Banda Vende Tudo” que deve sair em 19 de Janeiro do ano que vem e que já tem outras duas faixas conhecidas do público, “Bom Mesmo é Ouvir um Riff dos Stones” e “Dias Gordos”. O trabalho novo foi concebido através de financiamento coletivo e já terá uma amostra ao vivo nesta sexta-feira na Casa do Mancha em Pinheiros.