VI Concurso de Contos de Terror do Riva

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A tradição já existe há algum tempo e o projeto parte para sua sexta edição.

A atividade chamada Concurso de Contos de Terror do Riva surgiu como uma ação de envolvimento entre professores da área de Letras, a Sala de Leitura da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior e os alunos com o principal intuito de promover novos talentos na escrita e trabalhar o gênero do Terror e Mistério com crianças e adolescentes.

O concurso ocorre de hoje até 31/10 (dia do Halloween) e acontece por meio de eleição direta via Internet.

Os contos estão todos perfilados aqui no site Outros Sons e qualquer ser humano do planeta pode votar efetuando um comentário no post de sua história favorita.

Os três primeiros colocados ao fim do mês ganham coleções de livros de terror.

 


 

Abaixo, a lista completa dos inscritos no concurso:

1 – Agatha Julia Martins Silva (7º Ano A)

2 – Ana Carolina Brito Silva (6º Ano C)

3 – Giovana Cristina Veiga da Silva (5º D)

4 – Guilherme Ribeiro dos Santos (5º Ano A)

5 – Gustavo Nikolajuni Foloni (5º Ano C)

6 – Hiury Ricardo Petrolino da Silva (6º Ano A)

7 – Kaique Nascimento Teixeira (8º Ano C)

8 – Larissa Barbosa Miranda (5º Ano B)

9 – Maria Eduarda Almeida (5º Ano B)

10 – Maria Eduarda Morais Iani (4º Ano C)

11 – Mikaele Borges dos Anjos (5º Ano A)

12 – Richard Lucas Cordola Mezzalira Zaniratto (5º Ano D)

13 – Wallace Pereira da Silva (6º Ano A)

 


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O Boneco do Teatro Charlet

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Numa noite muito escura havia um casal (ele chamava Breyne, ela Naynne) e como gostavam muito de comer comida japonesa eles fizeram o pedido e ficaram aguardando em casa. Quando chegou a entrega eles notaram algo muito estranho.

Naynne abriu a caixa e viu que lá havia um boneco de madeira. Ela achou fofo, mas seu marido achou exatamente o contrário já que tinha um aspecto assustador.

Enquanto Naynne queria ficar com o brinquedo seu esposo achou melhor perguntar se havia tido algum engano no restaurante. Como não conseguiram o contato telefônico ele achou melhor ir até lá, mas a mulher pediu que enquanto isso ficasse com o boneco, pois tinha gostado muito dele e que até pagaria para o restaurante, se fosse o caso.

Breyne saiu e sua esposa foi esquentar o café. Percebeu que havia começado e chover e começou a conversar com o boneco: “vou colocar um pano em cima de você para evitar ficar molhado se for passear lá fora”.

Ela o deixou no corredor de fora de casa e foi ver o café que estava no fogo.

Ao voltar da cozinha percebeu que o boneco não estava mais lá onde tinha deixado. Teve que pensar muito, pois achava que estava louca. Foi até o seu quarto e quando acendeu a luz do cômodo teve um susto horripilante. O boneco estava ali olhando fixamente para ela e quando menos esperou ele pulou em cima dela.

Aquele pequeno brinquedo tinha olhos sanguinários e apertou o pescoço da pobre mulher até que esta estivesse morta.

Breyne chegou em casa já dizendo: “amor, olha que coisa estranha. O pessoal do restaurante disse que não enviou boneco nenhum pra cá”. Quando percebeu que ninguém o respondia ele foi procurar Naynne pela casa toda e qual não foi sua surpresa quando percebeu que o quarto deles estava trancado.

Empurrou com toda a força que encontrou naquele momento e viu que quem bloqueava a sua entrada era justamente o boneco que, imóvel estava em frente a sua esposa morta.

Rapidamente, ligou para a polícia que ao chegar no local do crime achou muito estranho a história contada por ele. Inclusive quando falou da estranheza de ter achado o boneco em frente à Naynne o policial perguntou onde estava o objeto e ele não soube responder. A polícia foi embora, mas o rapaz sabia que seria considerado um grande suspeito devido ao mistério envolvendo aquele caso.

Muito triste e abalado o homem pensou em ir até a casa de seus pais, e quando estava para sair viu no corredor o boneco. Pegou o brinquedo e foi embora.

Quando contou a esquisita história para seu pai e mostrou o boneco sinistro para ele o pai logo arregalou os olhos. “Filho, este boneco é de um teatro onde eu e sua avó fomos uma vez. Deixa eu te contar o que aconteceu”.

Daí o velho homem sentou e começou a conversar com o filho: “Muitos anos atrás eu estava numa apresentação de ventríloquo no Teatro Charlet da cidade junto com sua mãe e a moça segurava um boneco que acredito ser essa aí contigo. Um garotinho no meio da plateia gritou num certo momento que a mulher havia mexido a boca e rapidamente ela perguntou ao boneco e ele respondeu numa voz muito assustadora ‘não, mamãe’”.

“E o que aconteceu depois disso?” – perguntou Breyne.

“As luzes se apagaram e acenderam novamente. Quando isso ocorreu o boneco sumiu.”

Breyne estava muito assustado.

O pai dele prosseguiu com a história – “Depois disso aconteceu algo muito maluco. Eu estava sentado na quarta cadeira da terceira fileira e a moça que parecia estar muito contrariada com a fala daquele garotinho olhou fixamente pra mim e disse ‘acho que o meu filho está ai embaixo da sua cadeira’. Eu olhei e realmente o boneco estava lá. Foi uma correria no teatro todo e a mulher sumiu do palco”.

Aquela história estava fazendo muito mal A Breyne, mas Reyne, seu pai ainda continuou: “Após esse acontecimento, estranhamente sua mãe quis ficar com o boneco até porque não achamos mais a mulher ventríloqua. Muitas coisas estranhas começaram a acontecer em nossa casa e por várias vezes tentei me livrar deste maldito boneco até que ontem à noite coloquei o boneco no correio para ser enviado para seu país de origem, a Romenia”.

Foi aí que Breynne ficou realmente assustado. “Mas ele não foi para a Europa, ele apareceu lá em casa”.

Os dois se olharam e seu pai disse: “Temos que fugir daqui.”

A mãe de Breynne chegou neste momento e viu os dois conversando. Quando viu o boneco ficou muito feliz e o pegou para abraçar. “Estava com tanta saudade!”

O pai de Breynne olhou para ele e disse: “Viu, esse boneco é demoníaco. Ele hipnotiza as pessoas e faz com que fiquem sob seu poder.”

Reyne disse para que o filho fosse arrumar suas coisas em casa que logo depois voltaria lá para irem embora dali e que enquanto isso tentaria mais uma vez se livrar do boneco.

Quando Breynne foi embora Reyne tentou jogar o boneco na lareira para queima-lo, mas sua esposa Helen o impediu e com um pedaço de ferro o matou. Ela escondeu o boneco e ficou na sala toda ensanguentada aguardando pelo retorno do filho.

Breynne voltou e Helen estava lá imóvel. Ele nem precisou perguntar a respeito do pai, pois este estava morto em frente à lareira. Ele gritou: “Onde está o boneco?” e ela nada respondeu. Foi aí que ligou para a polícia e quando chegaram Helen simplesmente estava botando fogo na casa.

O boneco estava na entrada da frente da casa e Breynne só teve tempo de correr pra fora. Sua mãe ficou lá dentro e queimou junto com tudo o que havia lá.

Depois dessa tragédia Breynne foi embora para a Europa a fim de esquecer de tudo e estava trabalhando como relações internacionais na Inglaterra.

Passados três anos do acontecido, ele decidiu voltar a fazer coisas para se alegrar e foi até um teatro no centro de Londres. Pensou se tratar de uma apresentação de balé, mas quando pagou o ingresso e entrou no ambiente do teatro a placa onde estava escrito o nome “Teatro De Ballet de Londres” caiu e por trás apareceu o verdadeiro nome do lugar.

“Teatro Charlet – Apresentação de Ventríloquo”.

 

Maria Eduarda Almeida – 5º Ano B

 


 

Pesadelo na Floresta

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Era uma vez uma família que morava no meio da floresta numa casa mal assombrada. Por isso, aquela família vivia só, sem amigos, totalmente esquecida pela sociedade. E é aqui que a história começa.

Até certo momento, as pessoas faziam passeios por essa floresta para acampar, fazer piquenique ou até mesmo para nadar nos rios e cachoeiras daquele lugar.

O local era lindo e todos comentavam o quanto suas belezas naturais eram únicas e por conta disso sempre havia indicações para outros irem ao mesmo ambiente.

Então, num certo dia, um dos guias que fazia visitas à floresta parou por ali junto com seu grupo de turistas numa parte para explorar a vegetação e visualizar a quantidade imensa de plantas que ali existiam.

O primeiro dia foi emocionante e empolgante para todos que ali estavam e por isso o cansaço tomou conta deles para quando chegasse no final da tarde terem que ali montarem suas barracas para se prepararem para passar ali a noite inteira. A ideia, inclusive, era continuar a exploração de outra parte da floresta no dia seguinte.

Ao amanhecer, todos continuavam felizes e desejosos de uma nova aventura nas cachoeiras dali de perto. Isso os cegava para o perigo que os encontraria logo depois.

Todos pegaram suas mochilas e pertences e seguiram o guia.

Mal sabiam todos que a estranha e sinistra família os observava do outro lado da margem do rio. Por ali já armavam uma armadilha para começarem sua maldade.

Aqueles sádicos tinham prazer em matar, mas antes disso gostavam de torturar suas vítimas. O pior ficava para o final com o banquete canibal que eles faziam comendo os pobres seres humanos mortos pelas mãos deles.

Uma pessoa se afastou do grupo e entrou numa caverna e sem perceber que estava sendo vigiado ficou bem relaxado foi pego sem nenhuma dó por um dos membros da família assassina e cruelmente torturado. Seu fim demorou a chegar com um brutal assassinato.

A irmã e o cunhado do rapaz foram atrás dele e foram as próximas vítimas e assim sucessivamente o grupo foi sendo dizimado numa chacina sem precedentes que fez com que todos sumissem para sempre.

As lendas e as histórias contadas sobre o assunto são muitas, mas sempre terminam dizendo que a tal família se esbaldou com toda aquela carne humana que eles cozinharam posteriormente aos assassinatos.

Obviamente, que posteriormente a isso ninguém mais teve coragem de entrar naquela floresta e mesmo tendo tantas coisas bonitas por lá não há quem queira vê-las de perto.

A família também nunca mais foi vista, mas deve estar por aí espreitando pelas próximas vítimas.

 

Giovana Cristina Veiga da Silva – 5º D

 


 

 

A possessão

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Havia uma menina chamada Maria que era muito  quieta  na dela que não queria  ficar  com  os  outros igual a todos os dias. Em casa ela  ficava  no quarto trancada lendo  livros e mais livros de terror.

Ela  sonhava  com  demônios  e monstros todas  as noites. Sua  mãe  tinha que  ir, por vezes,  ao  quarto  da menina porque  ela  começava a gritar  desesperadamente. Quando  sua  mãe, dona Mariana  chegava  lá  estava a garota no canto  do quarto  levantada  falando  com  alguém.

Quando  sua  mãe  a chamava  ela sempre se virava rapidamente e a olhava com  o rosto cheio de lágrimas  de sangue. O escuro fazia a cena ficar ainda mais sinistra e isso provocava calafrios em sua mãe.

Não era só isso que perturbava, pois quando se olhava para as paredes o que se via eram várias  palavras e desenhos que depois, ao estar consciente, Maria explicava serem coisas das quais lembrava de seus  sonhos.

Dona Mariana, num dia de desespero,  pegou  a bíblia  e começou  a rezar. Ela tinha sua filha à sua frente e esta começou a chorar. À medida em que continuava a percorrer as linhas do livro sagrado cristão a menina também repentinamente iniciou uma corrida pelo  quarto em círculos intermináveis. O próximo passo foram inúmeros arranhões pelas paredes do cômodo.

Ao término da leitura daquele versículo feito por sua mãe, a menina rapidamente  saiu  do  quarto e se escondeu  no escuro já que tinha anoitecido e o quintal ficava bem sinistro.

Com a bíblia ainda em mãos a mãe de Maria saiu à procura  da filha chamando ininterruptamente e cada vez mais de forma desesperada.

“Maria, Maria, cadê você? Filha onde você está?”

Quando sua mãe  a chamou pela  quinta ou sexta vez  a menina  apareceu da  escuridão  toda  distorcida  com  a cabeça  virada  e os olhos  pretos e falando “eu  não  sou a Maria,  meu  nome  é Valkiak e vim  buscar  almas”.

Era nítido que o espírito em questão já havia possuído o corpo da garota. O demônio travestido de Maria começou  a subir  as paredes  e repetindo a frase  “eu vim  buscar  minhas  almas”. Sua  mãe  começou  a orar  de novo e então o corpo que nem parecia mais ser o de sua filha entoou mais uma frese “não  adianta  orar, seu Deus  não  vai  te  ajudar”

Apesar de todo esse sofrimento a menina pareceu desfalecer e a mãe conseguiu coloca-la no seu quarto.

Achando que seria necessário algo mais potente para atacar aquela ameaça que consumia a alma de Maria, Dona Mariana correu atrás dos heróis possíveis para uma ocasião dessas.

Conseguiu fazer contatos e conseguiu chamar um pastor evangélico e um padre católico. Ambos disseram que já estavam a caminho e depois de algum tempo eles chegaram.

Ao chegarem naquele quarto em pura penumbra demorou para que soubessem onde estava Maria, escondida perto da cabeceira da cama emitindo pequenos grunhidos. Dona Mariana tentou apaziguar a situação dizendo “filha, estou aqui com ajuda” ao que recebeu como resposta um sonoro “saiam daqui senão vocês vão morrer” com um som muito grave para a voz de uma menina.

Após algumas palavras de consolo e da tentativa de começar uma espécie de exorcismo com a leitura de mais passagens do livro sagrado o padre foi surpreendido pelo corpo possuído de Maria que o arranhou por todos os lados e cada um desses machucados jorravam sangue suficiente para fazer os outros naquela casa se assustarem de verdade. Foram poucos e sofridos segundos que culminaram na morte do padre.

O pastor ao ver toda aquela cena só teve uma reação: correr! Nunca mais voltou até ali.

Dias após o ocorrido vizinhos ficaram muito preocupados com o silêncio e o cheiro azedo e podre que exalavam da casa de Maria. Quando o bombeiro foi chamado o corpo morto de Dona Mariana jazia perto da filha que parecia hipnotizada.

A polícia que pegou o caso para investigar achava tudo tão estranho que se viram obrigados a fazer contato com o Vaticano. Cerca de dez padres chegaram ao local depois de alguns dias e ficaram enfurnados na casa entre fazer pesquisas, tirar fotos, falar dia após dia com Maria e depois de duas ou três semanas deram o diagnóstico de que a menina não estava mais possuída.

Porém, sua condição mental não parecia mais a ideal para um convívio em sociedade e foi internada num manicômio estadual.

Não há nenhum parente que a visite e aparentemente as histórias que rondam sua vida irão lhe acompanhar pelo resto de sua existência.

 

Agatha Julia Martins Silva – 7º Ano A

 


 

O Menino Sanguinário

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Existia um menino na capital dos EUA que parecia que era um anjo igual ao velho ditado: “quem vê cara não vê coração”.

Fred matou todos os animais de estimação que teve ao longo da sua infância. O gato foi com um estilete; o cachorro foi morto com um martelo no focinho com um prego apoiado em um cano.

Seu tio um dia descobriu os acontecimentos com os animais enquanto Fred estava matando um rato com uma faca de mesa e lavando o sangue que escorria pela sala.

O seu tio conversou com sua mãe e após um diálogo com o menino nada mudou.

No dia seguinte ele foi para a escola e sem querer um colega esbarrou nele. Sem nem querer saber o motivo o agarrou e bateu até sair sangue. Ele foi para casa sem a sua mãe ter conhecimento e como gostava de fazer máscaras de papel ficou num quarto realizando os objetos.

Foi para o almoço e como já estava mascarado ficou difícil de sua mãe perceber, pois durante aquele período fazia as coisas sorrateiramente.

Mais um dia se passou e chegando à escola na sua bolsa havia uma máscara e um taco de beisebol. Na hora da saída, sem o menino com o qual havia brigado anteriormente, Fred colocou a máscara, pegou o taco e bateu no pobre infeliz até vê-lo morto.

Chegou em casa apenas de noite e sua mãe queria muito sua explicação sobre o ocorrido já que todos da escola e vizinhança sabiam do horror da mais cedo.

E ele apenas citou o fato de que o ônibus havia quebrado e sua irmã Estela estava com seu namorado na sala e quando ela foi à cozinha para tomar água Fred chegou com uma tesoura e sem movimentos falsos a matou com nove perfurações no coração.

Como o namorado não ouviu nada continuou assistindo tv e Fred pegou uma corda na gaveta da cozinha e um facão e o prendeu na cadeira onde estava o rapaz para tão logo depois assassina-lo também.

Sua mãe estava no trabalho e com a filha recém-nascida.

Fred ligou para a polícia e quando ela chegou o levaram para ser interrogado. A mãe soube do acontecimento e a delegada a chamou para conversarem.

Enquanto isso, Fred estava com a enfermeira e se alimentava com um garfo na mão e quando a moça menos esperava foi morta pelo próprio instrumento.

A recepcionista viu tudo acontecer pela câmera e apertou o alarme e todos imediatamente foram até o local e daí em diante ficou preso por muito tempo.

Sua mãe tinha ido para casa e com bastante tristeza pegou uma arma no armário e se matou.

Passaram-se quinze anos dessa tragédia e Fred já estava adulto e na cadeia fazendo várias máscaras.

Num dia qualquer, alguns guardas entraram na cela e tentaram abusar dele. Mas Fred conseguiu se levantar e espancou a todos. Um morreu e o outro ele pegou, levou até a privada e o matou afogado e o sangue se espalhou pela água.

A recepcionista da prisão estava dormindo e ele caminhou até lá de fininho e também a assassinou.

Assim Fred já adulto conseguiu fugir da cadeia e continuou livre pelas ruas.

 

Hiury Ricardo Petrolino da Silva 6º Ano A

 


 

 

A Babá do Mal

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Certo dia, o pai chamou o filho que já tinha 14 anos e disse que havia ganhado uma viagem para ele e sua mãe viajarem durante suas curtas e merecidas férias.

O filho ficou triste por não poder ir, mas sabia que seria legal os pais dele terem um momento de lazer só para eles. Também imaginou que seria bacana ficar sozinho durante alguns dias e pensou até em chamar amigos para fazer uma festa.

O pai logo cortou o barato do menino, pois indicou ser necessária a presença de uma babá durante aquele período de ausência dele e da esposa.

O rapaz até concordou, mas achou estranho ter que dividir a casa com uma estranha, mesmo que fosse por apenas algum tempo.

Seu pai pediu que se acalma-se, pois ele já tinha adiantado tudo e que haveria de ser tudo com bastante tranquilidade.

Chegou o dia da viagem e a moça chegou para acompanhar o menino por aqueles dias. Mal sabia ele que a verdadeira babá havia sido morta horas antes por esta menina que na verdade era uma psicopata que fugira do manicômio público dias atrás.

Foram horas de desespero para aquele garoto: ela o obrigou a vê-la matar seus ratinhos de estimação, o obrigou a comer uma gororoba estranha durante o jantar e o amarrou para que pudesse tortura-lo com fios desencapados de energia elétrica.

No início ela dizia que eram apenas jogos e ele só foi acreditar quando já era tarde demais. Não era possível chamar a polícia, pois ela ficava muito perto do telefone, não era possível gritar, já que ela deixou todas as janelas trancadas e também era complicado de fugir por conta do mesmo problema.

Pois bem, nem mesmo três ou quatro horas de horror tinham ocorrido e a estranha moça estava assistindo tv enquanto o menino estava ao seu lado amarrado, amordaçado e imóvel e passou uma matéria na tv mostrando a foto dela mesma e falando sobre seus crimes, inclusive o da babá.

Ele assistiu a tudo aquilo horrorizado e foi quando ela decidiu: “ele agora sabe quem eu sou, terei que mata-lo!”

Os olhos do menino quase saltaram, mas mais do que de repente a porta se abriu e eram seus pais. Eles tinham esquecido o passaporte e voltaram para buscar depois que haviam passado pelo check in no aeroporto.

A mulher fugiu pelos fundos e nunca mais foi vista, pelo menos naquelas redondezas.

 

Mikaele Borges dos Santos – 5º Ano A

 


 

O Espírito Maldito

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Era uma vez uma família muito feliz que estava jantando em casa tranquilamente, mas que começou a notar que havia algo estranho ocorrendo dentro de casa.

O menino que era bastante esperto percebeu que as lâmpadas estavam se mexendo e que a iluminação diminuía e aumentava de vez quando.

Como não atrapalhou demais a refeição deles todos foram para a sala e o pai ouviu um barulho vindo do banheiro.

Lá chegou e percebeu que o chuveiro estava ligado em sua maior potência. Tentou desligar, mas como estava muito quente e cheio de fumaça naquele local ele teve dificuldade e até se queimou quando olhou novamente alguns curtos-circuitos começaram e correu para tirar a esposa, o filho e a bebê recém-nascida de dentro de casa.

Não demorou para explosões acontecerem e a casa pegar fogo totalmente fogo.

Foi difícil explicar para os bombeiros e para a seguradora o que se passou naqueles instantes de terror e a família começou a passar por muitas dificuldades financeiras.

Cinco anos se passaram e eles já moravam há algum tempo de aluguel desde o ocorrido. A mãe preparava o almoço e enquanto isso ocorria o menino brincava em seu quarto.

De uma hora para outra começou a fazer muito frio em seu quarto e uma voz lá do longe repetiu: “Eu não consegui da outra vez, mas hoje será a hora de vocês!”

O menino sentiu calafrios em todo o corpo e por isso foi se deitar em sua cama. Mas de repente, seu corpo começou a levitar sozinho e foi subindo de leve até chegar perto do ventilador de teto. Ele só percebeu tal ocorrência quando estava muito perto do objeto.

Só deu tempo de ouvir seu grito de horror e quando a mãe chegou lá só deu pra ver a mancha grande de sangue por toda a parede.

O enterro ocorreu depois de muito choro da família e o pai sabia que algo de muito errado acontecia e isso tinha a ver com aquela tragédia de anos atrás.

Quando voltaram do cemitério e a filha menor foi para o seu quarto a porta se trancou sozinha e ela começou a gritar pedindo socorro. Ela tentou abrir a janela para sair por lá, mas o que ocorreu foi a mesma voz repetindo: “você é a próxima”.

A janela começou a subir e a descer enquanto a cabeça da menina era esmagada e os pais nem mesmo conseguiam arrombar a porta. Os gritos de dor ficaram ecoando na mente do pai e da mãe por minutos antes que a porta abrisse sem que houvesse nenhum esforço.

Não deu tempo de ninguém chamar polícia ou ajuda qualquer, pois quando chegou à cozinha para pegar o telefone várias facas caíram misteriosamente da mesa a perfuraram até mata-la.

O pai viu toda a cena atônito e não percebeu que atrás de si a espingarda que tinha para enfeitar a sala estava apontada em sua direção.

Quando os policiais chegaram após o chamado dos vizinhos só puderam ver a imagem do pai caído no chão ensanguentado e a arma em sua mão.

O caso foi registrado como homicídio seguido de suicídio e o caso foi encerrado.

Porém, ninguém mais teve coragem de sequer passar perto da casa onde aconteceu uma tragédia tão grande.

Wallace Pereira da Silva – 6º Ano A