Novo do Death Cab For Cutie já liberado para audição

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Foram três anos de espera para ouvirmos coisa nova do Death Cab For Cutie, mas a demora valeu a pena.

Desde ontem, o grupo norte-americano, através da plataforma musical NPR, liberou a audição de seu novo álbum, “Thank You For Today”, que fisicamente chegará às lojas na próxima sexta-feira.

Durante uma entrevista para o site DIY nos últimos dias, Ben Gibbard, guitarrista e vocalista da banda, falou sobre sua expectativa com o lançamento: “Estou muito feliz com a forma que ele tomou. Estou confiante de que há várias músicas que lembrarão aos fãs a razão deles terem gostado da banda. O disco está mais em sintonia com os nossos primeiros álbuns”.

“Thank You For Today” é o nono trabalho de estúdio completo do grupo e possui dez faixas que foram produzidas por Rich Costey para sair pela Atlantic Records. Também é o primeiro registro do Death Cab sem Chris Walla, que deixou o grupo após o último álbum “Kintsugi”.

Para esta nova empreitada musical Dave Depper e Zac Rae, que já estavam incorporados à banda durante toda a turnê passada são efetivados como membros fixos do DCFC.

O grupo já saiu em turnê mundial e passa pelo Brasil em 15 de Novembro para show no Popload Festival, ao lado de Lorde, Blondie, At the Drive In e outros artistas de peso.

 


 

Death Cab For Cutie – Thank You For Today

 

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1 – I Dreamt We Spoke Again

2 – Summer Years

3 – Gold Rush

4 – Your Hurricane

5 – When We Drive

6 – Autunm Love

 7 – Northern Lights

8 – You Moved Away

9 – Near/Far

10 – 60 & Punk

 


 

 


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Carne Doce: “Tônus” é prova irrefutável da qualidade da banda

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Após o ótimo EP “Dos Namorados” (2013) e dos incríveis discos “Carne Doce” (2014) e “Princesa” (2016) a banda de Goiânia liderada por Salma Jô e Macloys, além de João Victor Santana, Ricardo Machado e Anderson Maia chega agora ao terceiro álbum chamado “Tônus”.

A empreitada tem 10 faixas, foi produzida pela própria banda e possui colaborações em “Brincadeira” e “Amor Distrai (Durin)” de Fernando Almeida Junior, guitarrista do Boogarins. O disco sai através do selo Natura Musical.

Com temas como a entrega exacerbada ao amor em “Comida Amarga” e “Nova Nova”, passando pelo erotismo do já citado “Amor Distrai (Durin)” e do amargor interno das pessoas da faixa “Ossos”, o Carne Doce ainda permeia momentos de R&B, MPB, indie pleno e psicodélico em que tudo isso pode ser percebido numa única música.

A voz e a aura forte de Jô continuam as mesmas e nem precisava ter um time de instrumentistas tão bom para prestar atenção à sonoridade do grupo do centro-oeste, mas essa característica de todos eles se faz e muito presente com viagens lisérgicas que conduzem o ouvinte a outro patamar.

Até mesmo o final do álbum com a bonita “Golpista” prova isso com levantes intensos de compassividade instrumental que fogem do óbvio.

Portanto, se “Tônus” não é um primor do início ao fim de sua caminhada de mais de 41 minutos de existência chega bem perto de merecer tal alcunha.

 


 

Carne Doce – Tônus

 

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1 – Comida Amarga

2 – Irmãs

3 – Besta

4 – Amor Distrai (Durin

5 – Brincadeira

6 – Já passou

7 – Tônus

8 – Ossos

9 – Nova Nova

10 – Golpista

 


 

 


 

 


 

1ª Temporada de Succession termina com fôlego para a próxima

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O início de Succession dava a pinta de demonstrar um seriado fechado com começo, meio e fim acontecendo nestes dez capítulos que seriam finalizados ontem pela HBO num trabalho de excelência de Jesse Armstrong.

Mas o que ninguém esperava era que o desenvolvimento dos personagens ultrapassasse o clichê habitual de uma família rica que luta por poder tal qual já aconteceu tantas vezes. Uma espécie de Dallas moderno.

Ok, o mote do programa é este. Mas além da figura de Logan Roy (Brian Cox) claramente inspirado em inúmeros barões da mídia conservadora americana (assim como poderia ser comparado com um certo senhor Marinho por esses lados de cá) e da sua arrogância acumulada com perspicácia e malandragem no mundo corporativo/político também havia muito o que contar sobre os seus filhos.

Sim, em muitas de suas características todos são arquétipos de uma forma de ser já apresentada na TV e no cinema, mas quando aprofundados não se via apenas sua vida mesquinha, cheia de empáfia e vazia. Há muitas camadas que tanto Kendall Roy (Jeremy Armstrong) quanto Shiv Roy (Sarah Snook), Connor Roy (Alan Ruck) e Roman Roy (Kieran Culkin) puderam tatuar em tela para que o telespectador analisasse de quem gostava menos ou odiava mais.

Certo, há os coadjuvantes de dentro da família como Greg (Nicholas Braun), Marcia (Hiam Abbass) e Tom (Matthew McFadyen) e um destaque especial para a participação curtinha de James Cromwell vivendo Ewan Roy e não se pode menosprezar todo o restante do elenco de apoio, mas o roteiro vai e vem e sempre pousa sobre os ombros da aura perturbadora de Logan e da sombra que abate sobre seus herdeiros.

A edição também é ótima e se alinha com a decisão de focalizar as cenas por meio de uma câmera ora tremida, ora em zoom e looks que vão e vêm para tomar conta de alguns segundos dos traços do rosto do personagem ou da forma como está falando.

É certo que houve em alguns momentos da temporada uma lentidão exagerada para chegar ao próximo passo, algo que se avizinhava de maneira quase óbvia, mas que se prejudicava por enrolações desnecessárias, porém isso ainda não foi suficiente para tirar o ritmo bom do show.

E nos últimos três capítulos aconteceu o mais relevante, mas tudo isso só poderia ser importado por quem assiste se de fato houvesse uma conexão com a história e com os protagonistas desde as primeiras cenas lá no início.

Dessa forma, a entrada de vez de Shiv no mais alto grau da política estadunidense (e seus podres também), a demonstração do quão ridículo é Roman, o desvendamento da figura patética que é Connor e a insegurança frente a tudo que tem a ver com o pai no que diz respeito a Kendhal tiveram seu ápice agora em conjunto com a prepotência que caracteriza a todos eles.

Afinal de contas, dificilmente numa série que busca mostrar como é o mundo corporativo lá no topo da cadeia haveria lugar para pessoas que se importam com o próximo ou com a moral e a ética.

E nesse sentido uma segunda temporada se faz necessária para termos acesso a mais meandros deste mundo e de suas entranhas cada vez mais nojentas e inescrupulosas. Um último destaque para a qualidade da trilha sonora em geral e a abertura do programa (apesar do uso excessivo de seu tema na maioria dos episódios).

 

 

 


 

Tempo para ataque de alegria: Balaclava Fest confirmado com duas atrações pesadas

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Sim, o Balaclava Fest já é um a realidade há muito tempo, tendo recebido em edições anteriores Yuck, Mac DeMarco, Slowdive, Future Islands, Washed Out, Peter Sagar e até mesmo na ala nacional Mahmed, Rincon Sapiência, Ventre e Terno Rei.

Mas o deste 2018 parece querer subir de patamar com um line up que já começa pesado com atrações confirmadas de Warpaint e Deerhunter e alteração de local para a Audio Club, casa formidável situada na Barra Funda em São Paulo.

O caso das meninas californianas é de bastante contato com o Brasil já que vieram se apresentar por aqui duas vezes, a última tendo sido ano passado durante o Art of Heineken, evento quase fechado realizado no MAM-SP. Já a situação do projeto do cantor Bradford Cox é diferente, pois se trata da primeira vez sua em solo brasileiro.

 

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Ainda haverá confirmação de outras atrações, mas somente com essa escalação é possível dizer que temos mais um festival aumentando seu leque de opções e subindo de degrau na agenda cultural da cidade.

Os ingressos já podem ser adquiridos pelo site da Ticket 360 (ticket360.com.br) e  os preços custam a partir de 120 reais. O evento acontece no dia 04 de Novembro (aniversário do dono do blog).

 

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Nova união do Rage Against The Machine? Tom Morello esclarece!

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Sem ter um novo álbum de inéditas desde 2000 (quando lançou “Renegades”), o RATM só voltou em 2007 para uma apresentação especial no Coachella, mas em pedidos aqui e convites acolá a turnê comemorativa se alongou e, inclusive, passou pelo Brasil em 2010 para show no extinto SWU no interior de São Paulo.

Toda a empolgação que tal reunião causou aos fãs foi finalizada no dia 30 de Julho de 2011 quando comemoraram seus vinte anos de existência no festival L.A Rising. Quem ali estava presenciou a derradeira apresentação da banda.

De lá pra cá apenas em 2014 o baterista Brad Wilk chegou a comentar que a banda havia encerrado as atividades apos aquele histórico show na Califórnia e dois anos após essa declaração Tom Morello confirmou o fim definitivo da banda.

Com o projeto Prophets Of Rage (misto de RATM, Cypress Hill e Public Enemy) é sempre discutido por quem é do meio que dificilmente uma nova reunião seria muito complicada.

Tanto o próprio Morello quanto os outros integrantes Zack de la Rocha, Brad Wilk e Tim Commerford pouco falam sobre o assunto e, portanto, é considerado importante um de seus líderes ter qualquer fala sobre o assunto “proibido”.

Ontem, porém, durante o programa It’s Eletric na Beats 1 comandado por ninguém menos que Lars Ulrich, o guitarrista Tom Morello respondeu a perguntas sobre o tema: ” Zero Chance (sobre o fato de gravar de novo com a banda). Nos reunimos em 2007 e nos divertimos muito. (…) Compor novas músicas, dar entrevistas, tudo isso, nós decidimos que não faríamos nada. (…) Para isso afastamos tudo que causou controvérsia no passado.”

O guitarrista também ressaltou que não havia problemas entre os integrantes sobre questões políticas: ” Não concordávamos em muitas coisas, mas a política não era uma delas (…) e quando o assunto era nosso trabalho como ativistas sempre estivemos alinhados”.

Ok, a entrevista é um balde de água fria na intenção de vermos mais uma vez no palco a icônica banda, mas seus discos estão aí para celebrarmos e o Prophets Of Rage não pode ser relegado no que diz respeito ao legado das bandas que o moldaram e nem ao seu papel político.

 

Sigamos em frente!

 

E para quem tem saudade temos um trecho da apresentação do Rage Against The Machine em São Paulo em 2010 durante o SWU Festival:

 

 


 

 

Já está na hora de você conhecer Mitski

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A moça já está na área do entretenimento musical mundial há algum tempo, mas segue fazendo uma trilha muito mais indie e, por isso, muita gente deve dar de ombros para o seu nome.

Mitski é o nome da garota nipo-americana e com apenas vinte e sete anos já tem quatro álbuns lançados sendo que mora no universo sonoro desde pequena, pois foi frequentadora assídua de conservatórios musicais ao redor do mundo desde sua infância. Isso se deveu por conta da profissão do pai que precisava viajar constantemente levando sempre a família a tira-colo para viver em países tão diferentes quanto Malásia, China, Turquia e República Democrática do Congo, dentre outros trinta locais.

Por este motivo, após a graduação no ensino superior em Música o único caminho que a garota podia querer era a carreira nessa área e o primeiro disco não demorou a surgir. “Lush” (2012) foi um início interessante, não só pela forma como foi lançado (independente e somente pela plataforma digital), mas também pelo seu jeito performático de atuar no palco. Dona de um jeito singelo de cantar envolto a características próprias com sua multi-instrumentalidade, a moça também sabe como realizar desempenhos inventivos em seus vídeo-clipes, algo que sempre é uma atração à parte.

Dessa maneira, “Retired From Sad, New Carreer in Business” (2013) que ainda saiu sem nenhum selo famoso e pela internet apenas e os dois seguintes “Bury Me At Makeout Creek” (2014) lançado pela Double Double Whammy e “Puberty 2” com distribuição pela Dead Oceans com quem ainda está até o momento, foram momentos que só fizeram a cantora evoluir na carreira.

Neste momento, Mitski se prepara para lançar “Be the Cowboy” em 17 de Agosto próximo. o disco terá 14 faixas e já possui dois singles lançados recentemente, “Geyser” e Nobody”, e com vídeo-clipes dirigidos por gente boa do quilate de Zia Anger e Christopher Good, respectivamente.

Com produção de Patrick Hyland o álbum sairá em formatos digital, CD e LP e traz um trabalho harmônico e atmosférico bem mais maduro da cantora não só na sua qualidade vocal, mas também na atividade instrumental. Sendo assim, até mesmo as composições das letras surgem como aparato mais significativo para o andamento da caminhada da artista.

Isso pode ser notado em faixas como “Why Didn’t You Stop Me?”, “Remember My Name” e “Two Slow Dancers” que abusam da profundidade poética e ainda fazem o ouvinte emergir de maneira rápida e ágil em sua sonoridade, mesmo que estejamos diante de um disco com faixas de no máximo três minutos.

Portanto, se há algo em Mitski que possa soar como um indicativo sugestivo para acompanha-la mais de perto é sua capacidade de ação curta e poderosa para amarrar quem a escuta.

 

Prestemos mais atenção nela!

 

 


 

Sharp Objects é obra refinada em meio a temas profundos

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Ainda estamos no terceiro episódio, mas diante do que já se viu Sharp Objects (HBO – Todo Domingo às 22 horas) é pedaço do cinema de arte feito para a TV.

Minissérie criada por Marti Noxon e produzida pela própria protagonista do programa, Amy Adams, a história é toda baseada no livro de Gillian Flynn que, diriam os seus leitores, seria quase impossível de ser adaptada para a tela pequena ou grande por conta de suas variáveis entre fatos, pensamentos e divagações da personagem Camille Preaker que dificultam qualquer forma de transferência para a imagem.

Mas o diretor Jean-Marc Vallée (que já tinha dado show em Big Little Lies) está irrepreensível até aqui e manda muito bem na direção e na edição da produção. Com ritmo lento e tenso por todo o caminho que percorre na pequena cidade de Wind Gap a câmera de Vallée te atordoa com cortes curtos, mas não rápidos, de cenas que transpassam as reminiscências de Camille enquanto viaja metaforicamente quando acorda ou quando dirige ouvindo clássicos do rock.

A trama se inicia quando o chefe de redação da protagonista Frank Curry (Miguel Sandoval) solicita à jornalista Camille (Amy Adams) que vá até sua cidade natal investigar o assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra em situações misteriosas.

Ao chegar na cidade cheia de pessoas esquisitas é que percebemos que a protagonista tem problemas sérios com seu passado e, principalmente, sua mãe Adora Crellin (Patricia Clarkson), uma das figuronas do local.

Por lá sabemos que há rusgas mal resolvidas entre mãe e filha, mas também se pode retirar dessa relação que para a filha ficou a ansiedade, a dificuldade em se impor num relacionamento (qualquer que seja ele), o alcoolismo e algo a ver com o título do programa (objetos cortantes, em tradução livre).

E neste ponto, também se pode concluir (pelo menos por enquanto) que Adora pratica algo que podemos chamar de chantagem emocional crônica e que funciona muito bem com a filha mais velha e mais ou menos com a filha adolescente Amma Crellin (Eliza Scanlen) enquanto a cria como se esta fosse uma criança.

Há pontos que ainda não estão muito claros, mas sabe-se que a polícia local configurada em tela pela figura de seu xerife Vickery (Matt Craven) não quer saber de incriminar ninguém da localidade e que o policial de fora Richard Willis (Chris Messina) chamado para investigar mais a fundo os crimes tem outro pensamento.

Há ainda o padrasto de Camille, Alan Crellin (Henry Czerny) que pode guardar algum segredo importante, o pai da menina morta que é bem esquisito, o irmão (e sua namorada) da menina desaparecida que pode ser um personagem interessante e várias e vários conhecidos de Camille que aparecem e desaparecem deixando sempre um rastro de estranheza no ar.

De toda forma, o programa que terá oito episódios no total, é uma obra intrigante em seu roteiro, delirante e densa em sua edição, poderosa em toda a direção de arte e nas paletas pesadas para demonstrar passado e presente tanto da protagonista quanto de seus demônios internos, além de ser inteligente na abordagem de temas pesados como depressão, ansiedade, autoflagelo e outras coisas que ainda deveremos ver por aí.

As atuações de Amy Adams e de Patricia Clarkson são deslumbrantes com qualidade passível de premiação e o elenco de apoio é sensacional e segura bem a onda, mas há de se falar de Sophia Lillis que vive Camille em flashbacks de sua adolescência e o poder em cena que tem Eliza Scanlen que flutua entre a sensualidade juvenil e a irritação de sua petulância pelo mesmo motivo etário.

Sharp Objects, portanto, parece ser o show da HBO que provocará o arrastão que Big Little Lies realizou ano passado entre o sucesso de público, a empolgação da crítica e a merecida maratona de premiações ao final do ano, mas acaba por se parecer mais no sentido dos temas abordados com outra série magnífica de 2017, a interessante The Sinner, que tinha como protagonista Jessica Biel.

 

Independente disso, o que é importante para a cultura pop atual e para a luta por direitos femininos é que o tema ligado a mulheres e o protagonismo delas tem sido bem mais recorrente nos últimos tempos junto com a qualidade com a qual é abordado.

Mas não se engane, o programa ainda terá muitas reviravoltas e seu desfecho promete chocar quem chegou ali meio desavisado. Tente curtir aos poucos, até porque sua forma de ser filmada tem de ser apreciada devagar e de maneira moderada para que seu clima pesado não te machuque tanto quanto os objetos cortantes do título.