VI Concurso dos Contos de Terror do Riva: veja o resultado final

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Mais um ano de muito trabalho, mais um ano de intenso processo criativo entre os alunos e alunas e mais um ano de sucesso.

Este é o cômputo final do VI Concurso de Contos de Terror do Riva que é promovido pela Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

Foram 17 histórias com a temática do Terror, Suspense ou Mistério que foram escritas por meninos e meninas do Ensino Fundamental desde o 5º Ano até o 9º Ano. Muitos foram os assuntos tratados e muitos sustos e arrepios roubados dos leitores do Blog.

E agora chegou o momento de informar a todos o resultado final. Foram computados os votos através de comentários e curtidas desde o dia 02/10 até o final do dia 31/10. Todos os votos em duplicidade foram excluídos e aqui estão nossos escritores vencedores:

 


 

1º Lugar: O Menino Sanguinário II (Hyuri Ricardo – 7º Ano A)

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92 Comentários + 6 Curtidas = 98 Votos

 


 

2º Lugar: Esther, A Menina Amaldiçoada (Marina da Cruz – 5º Ano D)

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82 Comentários + 1 Curtida = 83 Votos

 


 

3º Lugar: Show de Horror (Agnnes Oliveira – 8º Ano C)

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59 Comentários + 1 Curtida = 60 Votos

 


 

4º Lugar: Peter e Seus Bonecos Amaldiçoados (Thaynara Gomes – 9º Ano A)

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50 Comentários + 8 Curtidas = 58 Votos

 


 

5º Lugar: O Pacto (Rihanna de Oliveira – 5º Ano C)

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40 Comentários + 1 Curtida = 41 Votos

 


 

6º Lugar: Uma Noite no Cemitério (Guilherme Gomes – 7 Ano A)

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25 Comentários + 5 Curtidas = 30 Votos

 


7º Lugar: A Noite Obscura (Bryan Felipe – 9º Ano B)

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23 Comentários + 3 Curtidas = 26 Votos

 


8º Lugar: Maya, A Menina Assombrada (Lavynia Revito – 5º Ano D)

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23 Comentários + 2 Curtidas = 25 Votos

 


 

9º Lugar: Oito Meses de Espera (Alice Ferreira – 7º Ano C)

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12 Comentários + 1 Curtida = 13 Votos

 


10º Lugar: A Criatura (Dennis Oliveira – 6º Ano B)

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9 Comentários + 2 Curtidas = 11 Votos

 


11º Lugar: O Psicopata (Gustavo Souza – 5º Ano C)

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7 Comentários + 1 Curtida = 8 Votos

 


12º Lugar: Emily e Seus Apavoramentos (Vitória Andrade – 5º Ano D)

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6 Comentários + 1 Curtida = 7 Votos

 


13º Lugar: Os Olhos Amarelos (Dhyovana Pinheiro – 7º Ano C)

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5 Comentários + 1 Curtida = 6 Votos

 


 

13º Lugar: Era Uma Vez a Morte (Lucas de Moura – 6º Ano B)

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5 Comentários + 1 Curtida = 6 Votos

 


 

13º Lugar: O Longo Dia das Bruxas (Kauan Sampaio – 7º Ano C)

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5 Comentários + 1 Curtida = 6 Votos

 


 

16º Lugar: O Homem Morto (Guilherme Martins – 6º Ano B)

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3 Comentários + 1 Curtida = 4 Votos

 


 

17º Lugar: Amigo Virtual (Gabriela Barbosa – 5º Ano C)

AMOR MACABRO

2 Comentários + 1 Curtida = 3 Votos

 


O Menino Sanguinário II

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Passaram-se muitos anos desde a prisão de Fred que matou seus pais de modo cruel e sanguinário.

O caso conhecido como “O Menino Sanguinário” ficou famoso na cidade e o rapaz estava prestes a sair da prisão por conta de seu bom comportamento.

Sua irmão Jully não aceitava de jeito nenhum essa situação e havia ido morar com uma nova família desde que aquela desgraça havia acontecido.

Fred saiu da prisão e a primeira coisa que fez foi ir à antiga cada onde morou durante sua infância. Lá tocou a campainha e um rapaz atendeu à porta. Ele perguntou por Jully e o homem disse que ela morava numa outra casa e até deu o endereço dela.

Mas Fred não conseguia lidar com a frustração e pegou uma garrafa que estava  no chão, a quebrou na parede e enfiou no meio da barriga do rapaz. Sem ter reação e só tendo tempo de cair o rapaz morreu ali mesmo. Em seguida, Fred entrou na casa, contemplou todo aquele lugar onde morou por tanto tempo e pegou um machado e uma arma que conseguiu achar no quarto onde antigamente ele dormia.

Assim sendo, ele pegou aquele papel onde o rapaz acabara de escrever e viu lá. Rua Stanley, 13.

E foi pra lá que ele se dirigiu com aquele olhar que havia em seu rosto vinte anos atrás quando matara seus pais.

Ao chegar no endereço ele não chamou por ninguém. Simplesmente entrou e foi direto para o quarto onde Jully dormia. Lá viu suas roupas, seus pertences e suas fotos. Não havia ninguém na casa e ele ouviu barulhos de alguém chegando.

Eram os pais adotivos de Jully que haviam acabado de vir do supermercado, a menina ainda estava na faculdade e quando o homem chegou ao corredor perto do quarto Fred apenas lançou o machado em sua cabeça e ele caiu fortemente no chão. A mulher ouviu o barulho e foi ver o que era.

Nesse momento Jully chegou e Fred apenas mostrou para a idosa sua capacidade de ser mal. Tirou o machado da cabeça do homem e passou a mão para limpar o sangue deixado ali. A mulher gritou apavorada, mas não houve tempo de vir ajuda. Fred jogou o machado na parede e tirou o revólver da cintura. Deu três tiros na mulher e ela morreu logo em seguida.

Jully correu para cima do irmão e tentou acertá-lo com um abajur, mas o rapaz era muito forte fisicamente e consegue se desvencilhar.

Ele corre para a parte traseira da casa de desliga todas as luzes. Jully fica no escuro e quando uma lanterna em sua frente se acende ela só vê o irmão com um galão de gasolina nas mãos e ele joga em cima dela. Depois a empurra para o porão e a tranca lá embaixo.

O antigo menino sanguinário virou um demônio sem escrúpulos e mesmo com os gritos desesperados da irmã ele acende um fósforo e joga lá embaixo…

Ele sai da casa e nunca mais é visto!

Hyuri Ricardo – 7º Ano A

 


 

 

Uma noite no cemitério

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Numa velha cidade do interior chamada Sara havia uma família muito feliz que tinha em Artur seu único filho.

Porém o pai e a mãe percebiam que o menino era muito medroso e para tentar fazê-lo ter mais coragem contavam histórias de terror para ele todas as noites.

Infelizmente isso tinha um efeito contrário porque o menino ficava cada vez mais retraído e assustado.

Num dia meio chuvoso os pais de Artur pediram para que ele fosse a uma loja de doces comprar algumas coisas e no caminho ele tinha muito temor porque passava pelo cemitério da cidade. Quando estava por lá passando percebeu que as portas do lugar estavam se abrindo sozinhas. Inicialmente ele pensou que pudesse ser o vento, mas logo teve uma terrível surpresa.

Por trás daquela porta apareceu um espírito maligno que olhou fixamente para o menino e ele saiu correndo. Só deu tempo de entrar num mercado e se esconder no banheiro. Tentou pedir por ajuda, mas estranhamente ninguém o ouviu. O espírito ficou do lado de fora e disse as seguintes palavras:

– Conte até três, você vai ter uma surpresa!

Artur sem saber o que fazer contou 1… a porta destrancou; contou 2… as janelas se quebraram; contou 3… as luzes se apagaram.

Quando a luz voltou o espírito estava na frente do garoto e sussurrou em seu ouvido:

– Agora sua alma me pertence!

De repente, Artur começou a tremer muito e depois de alguns segundos tudo voltou ao normal e o espírito parecia ter desaparecido. Mas o olhar de Artur estava diferente, ficou extremamente robótico e sua fala também ficou mais grave.

Ele não fez mais nada a não ser voltar para a casa.

Chegando lá foi até a parte de trás do imóvel e cortou toda a parte elétrica. Seu pai percebendo que havia algo errado com as luzes foi checar e quando lá chegou se deparou com o filho em pé segurando uma faca que era usada para cortar carne. O pai usava uma lanterna, mas ela estava piscando muito e cada vez que ela piscava Artur se aproximava mais e mais.

Não deu tempo de pedir socorro, pois o golpe foi um só. O pai caiu ensanguentado no chão e Artur sumiu mais uma vez.

Sua mãe estava assustada dentro de casa e ficou com medo de sair para saber o que estava acontecendo. Estava sentada no sofá segurando uma vela quando ouviu uma voz vindo de algum dos quartos:

– Agora é a sua vez!

Ela achou que estivesse ouvindo vozes em sua cabeça e não ligou da primeira vez. Quando ouviu da segunda vez decidiu ir atrás daquele barulho.

A voz ficou cada vez mais baixa como se fosse um sussurro. Mas ainda repetia:

– Agora é a sua vez!

Ela abriu a porta do próprio quarto e não viu nada, abriu o banheiro e nada achou, abriu a porta do quarto de Artur e o menino gritou: – agora é a sua vez!

Ela tentou correr, mas caiu no corredor e ele veio por cima dela e a matou friamente.

Depois disso, o garoto pegou um galão de gasolina que havia na casa das máquinas da casa e a incendiou inteira. Feito isso, apenas correu até o cemitério e sentou em frente ao mausoléu.

Ali o espírito que estava todo o tempo no corpo do rapaz saiu de dentro dele e disse em seu ouvido:

– Minha parte já está feita, agora procure fazer a sua.

Artur com medo e chorando muito apenas saiu sem rumo e nunca mais ninguém o viu ou ficou sabendo de seu paradeiro. Até hoje os crimes de seus pais não foram solucionados pela polícia, mas enquanto ainda houver quem a conte essa história ainda não tem um final.

Porque o pesadelo está apenas começando!

Guilherme Gomes – 7º Ano A


A Noite Obscura

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Alerta, alerta, uma rebelião está acontecendo no hospital psiquiátrico “Jhonson’s”, fiquem atentos! Tranquem suas portas! Fechem a janela! Tomem muito cuidado! Teremos mais informações logo após o intervalo.

A instituição psiquiátrica, ficava provavelmente a 8 quilômetros do seu bairro. A mulher ofegante, deixa seu café sobre a mesa e vai checar se estava tudo fechado. Estava tendo uma forte tempestade, logo após cair um relâmpago, a mulher vê uma silhueta de um homem próximo à sua casa, assustada ela rapidamente fecha a janela e corre para a televisão.

O repórter volta a dizer:

– Então, doutor Mark, o senhor poderia nos explicar melhor como tudo começou? Disse o repórter, logo em seguida diz o Doutor:

– Parece que já estão há algum tempo tentando bolar um plano de fuga do hospital, tenho que afirmar que tem um recluso diferente, para escolher esse dia de sexta-feira o horário e tudo mais, mas garanto a vocês, está tudo sob controle!

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Ouve-se um som de batidas na porta da frente, tremendo a moça foi ver quem era, e se ouve uma voz dizendo:

– Por favor! Abra a porta!

Diz uma voz masculina do outro lado, e continua dizendo:

– Eu sofri um acidente do outro lado da rua, meu carro não liga mais, por favor abra a porta!

Era um rapaz jovem e bem vestido, a mulher olhou para o outro lado da rua, não viu carro nenhum, mas por pena resolveu abrir a porta, uma das piores decisões que ela já poderia tomar na vida!

 

Mas já era tarde demais, o rapaz já tinha entrado, aparentava estar machucado, já que estava mancando e gemendo de dor, a mulher perguntou o que houve, o rapaz dizia que havia batido seu carro, pois tinha perdido o controle. Ela ofereceu uma um pouco de café, e o noticiário volta a dizer:

– Doutor, o próprio disse ter mandado fazer uma contagem.

Ele responde:

– Sim, está sendo feito a contagem, mas posso segurar-lhes de que…

O doutor é interrompido pelo seu assistente. Continua dizendo o doutor:

– No entanto, tenho que dizer que temos um preso desaparecido, mas isso não é motivo de preocupação, todas as autoridades competentes já estão em alerta máximo, à procura desse preso – diz o doutor.

Após ele ter dito isso, caiu um relâmpago muito forte que fez a energia da casa cair, todos ficaram assustados, mas assim que a energia volta está mostrando na televisão uma foto do prisioneiro na televisão, o jovem se assustou ao ver a foto, ele se aproximou mais e a mulher se virou para ele com um sorriso no rosto e algumas gargalhadas e ela disse:

– É claro que não é você… porque sou eu!

 

Bryan Felipe – 9º Ano B

 


 

Maya, a menina assombrada

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Era uma sexta-feira 13 de 2009.

Nascia Maya, minha filha. Desde 1 aninho ela começou a falar e sempre saíam coisas estranho do tipo “mamãe, quero a morte” ou “o que é matar?”.

Eu respondia: “Filha, quem te ensinou a falar isso?

A resposta dela era de ela havia falado no período da noite com um homem de capuz preto que aparecia em frente ao berço dela.

Aquilo mês assustava muito, mas acreditava que eram apenas pesadelos.

Passaram-se 4 anos:

Maya fez 5 anos e a partir daí ela foi para a pré-escola. Lá ela ficava muito solitária.

Trim… Trim… Trim…

O telefone toca. É a diretora. Ela quer saber se eu posso ir lá imediatamente. Digo que sim, mas peço para que ela me adiante o assunto. Ela diz que é melhor falar só pessoalmente e se despede. Sua voz não era nada boa e saio voando de casa.

Chego à escola e vejo tumulto na frente do local. Entro e a diretora me coloca numa sala somente com uma mesa e duas cadeiras.

– Senhora, sua filha acabou de matar uma outra criança no banheiro da escola.

– (Susto) Como você sabe que foi ela que fez isso?

– Há inúmeras testemunhas.

O pânico tomou conta de mim, a minha cabeça começou a rodar. Não sabia se queria nem ver mais a minha própria filha e fiquei muito abalada.

A diretora me encaminha para uma psicóloga e diz que, por enquanto, não poderá fazer nada para impedir um processo, mas que só pelo fato de ela ser ouvida numa terapia isso poderia ajudar.

Saio dali correndo e levo Maya para o tal psicólogo. Ela conversa comigo, faz inúmeras perguntas. Pede depois para que eu saia da sala e chama por minha filha. Fica lá por uma hora somente com a menina.

Volta a me chamar e pede que a menina nos espere lá fora.

– Sua filha tem diversos transtornos de personalidade. Ela está muito perturbada. Ela é um perigo para os outros e para si mesma.

Fico mais abalada ainda. O que faço, o que será de nós?

Levo-a para casa e chamo meu marido para conversar. Conto tudo o que aconteceu e ele fica incrédulo. Isso tudo se passa na sala e Maya está na cozinha fazendo não sei o quê. Tomo um copo d’água que Maya me traz. Estou muito nervosa.

Não dá tempo. Só vejo meu marido sendo cortado em seu pescoço por uma faca e o sangue espirrando em meu rosto. O copo d’água tinha alguma coisa dentro estranha. Tento ficar com os olhos abertos. Não dá!

Provavelmente, passaram duas horas desde o ocorrido aqui em casa. Estou amarrada e só penso que faltam poucos segundos de vida. Maya está em minha frente e faz uma espécie de ritual. A faca ensanguentada está em sua mão, mas o sangue não é somente de meu marido.

Olho para baixo e vejo que já fui atingida. Vou morrer!

Lavynia Revito – 5º Ano D

 


 

A Criatura

 

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Num lugar abandonado viajantes que estavam passando por ali chegaram num terreno sombrio e pararam numa casa. Lá, como não havia ninguém dentro acabaram achando um rádio e começaram a mexer para ver se conseguiam comunicação, pois acreditavam estar perdidos.

Porém, nada de ter retorno do outro lado da comunicação.

Quando já estavam desistindo daquela situação ouviram um barulho muito forte vindo de fora da casa.

Não deu tempo de somente se assustarem, já que em sua direção perceberam um animal de quatro patas se aproximando. Inicialmente pensaram se tratar de um cão, mas…

Era uma criatura assustadora, com certeza aquilo não podia ser um humano. Ele era muito rápido e não possuía mãos, apenas garras deformadas e os olhos brilhavam de uma maneira muito amendrontadora. Junto a isso dava quase para ver sua sede de sangue tamanha era sua atenção naquelas pessoas que ali estavam.

O pessoal conseguiu fugir pulando a janela da casa e logo em frente viram que havia uma torre. Correram pra lá e encontraram um equipamento de caça: armadilhas de urso, bastão elétrico e outras coisas menores. Quando a criatura se aproximou percebeu a luz e correu para caçar.

Os viajantes viram aquele monstro chegando e deixaram a armadilha preparada para capturá-lo. Deixaram o local de forma ágil e esperaram que o problema fosse resolvido.

Realmente a criatura caiu na armadilha e todos voltaram correndo para ver o resultado daquela busca. Pegaram o bastão elétrico e bateram no monstro.

Aparentemente ele morreu, mas algum erro fatal foi cometido nesse procedimento, pois a lua começou a ficar vermelha e algo muito sinistro estava tomando aquele lugar onde todos estavam.

Sem saber o que fazer aqueles viajantes ficaram apavorados de ver que uma densa nevoa se instalou em sua volta e barulhos vindos da floresta foram aumentando e apareciam se aproximar.

Não havia mais para onde correr e cada um pegou um daqueles armamentos daquela torre onde se acomodaram.

A neblina ficou mais profunda e quase não dava mais pra ver a própria mão em sua frente.

Mas o barulho mais próximo foi mais seco e perceberam que era a armadilha de urso sendo desarmada. Olharam para trás e a criatura não estava mais lá. Olharam pra frente e várias outras criaturas vinham em sua direção saindo da floresta.

Só dava tempo de um olhar pro outro e apertar mais a arma com mais força e medo.

 

Dennis Oliveira – 6º Ano B

 


 

Show de Horror

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Em 1980, foi inaugurado um Parque de Diversões em uma cidade pequena e pouco conhecida chamada Townsville.

Havia rumores de que o parque foi construído em cima de um antigo circo, o mais popular da região, esse circo parou por conta de um trágico acidente que teve ali, do palhaço pateta, que caiu quando estava apresentando um dos seus melhores shows ” A Corda Bamba”, quando estava lá apresentando uma criança que era muito atentada soltou um dos fios que segurava a corda, o palhaço caiu do alto e morreu, desde então, esse terreno onde foi construído o parque vinha sendo perturbado pela alma do palhaço.

Sempre que uma criança mimada e malcriada ouve o riso do palhaço, ele pega e tira os olhos delas, pendura-as na mesma corda que ele morreu nos fundos do parque e deixa o seu nome escrito com o sangue das crianças… Depois da inauguração do parque apareceram vários casos de crianças mortas desta mesma forma e por isso veio um detetive especializado em atividade sobrenatural e uma jornalista para que ambos investigassem os assassinatos.

Eles queriam começar por pessoas que tivessem enfrentado alguma situação esquisita dentro do parque ou que se relacionassem com fatos envolvendo o palhaço ou sua tal lenda.

Naquela semana, numa das noites em que o parque abriu um menino estava saindo da “Sala dos Espelhos” e sentiu uma dor muito forte no braço e quando de lá saiu, assustado, foi ver o que tinha e percebeu que era um triângulo, a mãe do menino viu aquilo e perguntou o que tinha acontecido ali dentro, mas ela estava com pressa e eles dois foram para casa e lá o menino contou tudo.

O detetive Carver e a jornalista Ellis foram conhecer a criança, mas a mãe da criança não queria problemas. Então eles tiveram que convencer a mãe do menino a deixar eles saberem o que tinha havia ocorrido a ele. Quando Carver e Ellis souberam logo começaram a proteger o menino.

Eles decidiram levar o menino até o parque de noite e foram contar para a mãe do menino, mas a mãe do menino enlouqueceu e começou a chorar, ela dizia:

– Vocês estão levando meu filho direto pra morte! Se ele não voltar vivo de lá eu vou matar vocês com as minhas próprias mãos.

Depois de um tempo ela se acalmou e a jornalista Ellis convenceu a mãe dizendo que o filho dela estaria seguro com eles.

Eles então esperaram mãe e filho se despedirem e partiram direto para o Parque. Chegando lá Carver e Ellis falaram para o menino ficar junto deles enquanto eles investigavam e vasculhavam o parque.

Durante aquele procedimento de procura por qualquer coisa estranha o menino ouviu uma risada e começou a seguir o som daquele som macabro. Depois de um tempo Carver percebeu que o menino tinha sumido e logo em seguida avisou para Ellis que foi junto com ele procurar o menino, eles gritavam o nome do menino e nada até que eles chegaram em um caminho que ia para os fundos do parque, eles seguiram o caminho escuro, mas, no meio do caminho o menino apareceu parado.

Ele virou para Carver e Ellis e disse:

– “Meu machucado está sangrando muito, me ajudem por favor!”

No mesmo momento o menino foi puxado para o fim do caminho e Carver e Ellis começaram a correr e correr até chegarem aos fundos do parque.

Eles pararam e se depararam com vários corpos decapitados, vários corpos de crianças com os olhos arrancados e muito sangue, e o menino morto por uma corda no pescoço com a barriga cortada e do lado do corpo a assinatura do palhaço dizendo:

– “Hora do show!”

Era o palhaço fazendo o show da “Corda Bamba”. Holofotes se acenderam e o palhaço voltou a fazer seu característico show até a cena de sua morte.

De repente os holofotes se apagaram! Ellis começou a chorar e quando Carver olhou para Ellis ela estava com a barriga inteira cortada e sangrando muito e quando ele foi ajudá-la rapidamente Ellis foi puxada para a escuridão.

Carver começou a correr, mas no meio do caminho ele viu o palhaço parado na sua frente e quando se virou o palhaço estava grudado na cara dele, ele sentiu uma forte dor, quando olhou sua barriga estava cortada e saindo muito sangue, então a última coisa que Carver ouviu antes de morrer foi a risada do palhaço enquanto sua cabeça era arrancada.

No dia seguinte, policiais da região encontraram os corpos e a mãe do menino se matou depois de saber da morte dele.

Depois daquela noite nunca mais o parque foi reaberto, mas de vez em quando uma risada estridente e estranha é ouvida por aqueles lados da cidade.

 

Agnnes Oliveira – 8º Ano C