50 Melhores singles de 2017

 

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Se foi um ano com muitos bons lançamentos de álbuns (nossa lista com os 20 mais de 2017 sai na semana que vem) então podemos acrescentar que os singles também foram ótimos.

Num feito inédito para o blog abaixo teremos uma relação com os 50 melhores singles em nossa opinião que passaram pelo mundo nos últimos 12 meses.

Pelo fato de haver tantas canções a mescla entre o rock mainstream, o rock indie, o pop e o hip hop acabou por ficar bem evidente e é normal que haja discordância entre um ou outro single aqui mencionado.

Portanto, quem aí tiver alguma relação totalmente diversa da nossa é favor postar logo em seguida ao texto que não está nem em ordem de predileção ou de suposta qualidade.

Sendo assim, para evitar mais polêmicas (que já teremos suficientes) o ranking está em ordem alfabética do nome da banda ou artista solo.

Então, fique com nosso top 50 de melhores singles de 2017:

 

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01 – Aimee Mann – Goose Snow Cone

02 – alt-J – In Cold Blood

03 – Alvvays – Dreams Tonite

04 – Arcade Fire – Put Your Money On Me

05 – Beck – Dear Life

06 – Belle and Sebastian – We Were Beautiful

07 – Cigarettes After Sex – Nothing’s Gonna Hurt You Baby

08 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Over Everything

09 – Charli XCX – Boys

10 – Depeche Mode – Where’s the Revolution

11 – Ed Sheeran, Shape of You

12 – Father John Misty: Pure Comedy

13 – Foo Fighters – The Sky is a Neighborhood

14 – Future Islands – Ran

15 – Gorillaz feat. Popcaan – Saturnz Barz

16 – Grizzly Bear – Morning Sound

17 – Haim – Want You Back

18 – Ibeyi feat. Mala Rodriguez – Me Voy

19 – Jesse Jo Stark – April Flowers

20 – Kendrick Lamar feat. Rihanna – Loyalty

21 – Lana Del Rey – Love

22 – LCD Soundsystem – American Dream

23 – Liam Gallagher – For What It’s Worth

24 – Lorde – Perfect Places

25 – Mark Lanegan – Emperor

26 – Miley Cyrus – Malibu

27 – MGMT – Little Dark Age

28 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – It’s a Beautiful World

29 – Phoenix – J-Boy

30 – Poliça – Agree

31 – Portugal, The Man – Feel It Sill

32 – Queens of the Stone Age – The Way You Used To Do

33 – Royal Blood – Lights Out

34 – Ride – All I Want

35 – Ryan Adams – Doomsday

36 – Slowdive – Sugar For The Pill

37 – Spoon – Hot Thoughts

38 – St. Vincent – Los Angeles

39 – Taylor Swift – Look What You Made Me Do

40 – Temples – Certainty

41 – The Drums – Blood Under My Belt

42 – The Flaming Lips – Oczy Mlody

43 – The National – The System Only Dreams in Total Darkness

44 – The War on Drugs – Pain

45 – The Weeknd feat. Daft Punk, I Feel It Coming

46 – The xx – I Dare You

47 – Tyler, The Creator – Who Dat Boy

48 – Wavves – Animal

49 – Waxahatchee – Never Been Wrong

50 – Wolf Alice – Beautiful Unconventional

 


 

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Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis

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É inevitável a comparação que os persegue desde o início da carreira.

Os irmãos Gallagher sempre estiveram na crista da onda nas manchetes dos tabloides britânicos por diversos motivos e a semelhança dessas notícias com situações demonstradas com os Beatles é bem conhecida.

Desde o começo do Oasis há relações (algumas exageradas, outras forjadas, mas muitas interessantes) sobre aproximações entre as carreiras da banda de Manchester e o super grupo de Liverpool, mas recordes, brigas e números alcançados pelos dois ícones da música inglesa sempre estão sendo comparados meio que para provar a força da sonoridade daquele canto do planeta.

Mas o que podemos verbalizar neste momento é que duas vertentes de um mesmo começo favorecem os ouvidos de quem está mais ligando para a qualidade do que é feito a uma suposta volta forçada do grupo ao qual pertenciam.

Se à época dos Beatles havia a treta Paul/John e seus respectivos percursos solo pós banda agora o processo não é diferente com a família Gallagher. Tudo bem que Liam já se aventurara pela banda Beady Eye, mas só foi neste ano que realmente botou o pé na carreira individual de vez. Enquanto seu irmão já está no terceiro disco sozinho foi somente em 2017 que o menino mais novo da família posta sua foto sem companhia na capa de um álbum.

Mas como já falamos aqui sobre o menino emburrado que adora arrumar uma treta dias atrás (https://dhiancarlomiranda.wordpress.com/2017/10/06/sextou-para-liam-sai-hoje-o-album-solo-do-irmao-mais-novo-da-familia-gallagher/) agora é a vez de enaltecermos o que a parte compositora da família pode fazer.

Noel Gallagher’s High Flying Birds lança seu terceiro álbum intitulado “Who Built the Moon” e músicas mais diferentonas aparecem para dissipar o caminho que vinha sendo percorrido até anos anteriores.

Se ainda existia um fio de relação entre o High Flying Birds e o Oasis no álbum homônimo de 2011 e em Chasing Yesterday (2015) aqui há uma ruptura nítida com a primeira banda de Noel.

Músicas e sonoridade traduzem uma nova fase do músico e também transmitem novos respiros em suas letras. O experimentalismo dá igualmente as caras (algo impensável vinte anos atrás) e as soluções instrumentais são favoráveis a todo esse processo. Neste aspecto, ponto para o time de instrumentistas do cantor e guitarrista.

Além disso, Noel não se preocupa em dar uma única cara ao disco, pois faz da salada de gêneros um procedimento latente durante os 43 minutos da bolacha musical.

Há de tudo ali: rock básico dos anos 70, velhas pilulas psicodélicas fantasiadas com sintetizadores leves, guitarras de hard rock oitentista, boas baladas despreocupadas com a diferenciação em relação ao seu antigo grupo de Manchester e até tesoura dando a deixa na densa e energética “She Taught me How to Fly”.

Há momentos memoráveis de pura genialidade em “Who Built the Moon” como em “Holy Mountain”, “It’s a Beautiful World” e “Fot Knox”, mas há instantes em “Black & White Sunshine”, “If Loves is the Law” e “The Man Who Built the Moon” que fazem do trabalho uma atividade consistente e de grande fôlego.

Como disse alguns dias atrás a amigo: perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis.

 


 

Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built The Moon?

 

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1 – Fort Knox”

  2. Holy Mountain

 3.Keep on Reaching

4.It’s a Beautiful World

  5.She Taught Me How to Fly

 6.Be Careful What You Wish For

 7.Black & White Sunshine

 8.Interlude (Wednesday Pt. 1)

 9.If Love Is the Law

10.The Man Who Built the Moon

 11.End Credits (Wednesday Pt. 2)

 


 

The Man Who Built The Moon

 

 


 

 

Esquecidos do ano: O grande Spoon e seu nono álbum

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A banda proveniente da mística e prolífica Austin – Texas e capitaneada por Britt Daniel que nos brindou dois anos atrás com uma grande apresentação no Popload Festival lançou em Março deste ano o seu nono trabalho de estúdio, mas acabou passando desapercebida do público geral por esses lados do Brasil.

Porém, aos poucos os singles foram surgindo e todos foram obrigados a lembrar ou até mesmo citar os feitos do grupo americano.

O último single liberado com clipe e tudo foi “Do I Have To Talk Into It”, terceira faixa do excelente “Hot Thoughts” e uma das dez canções contidas no disco.

Além dela, anteriormente, a própria faixa-título do álbum e “Can I Sit Next to You” também já haviam saído como singles do trabalho que foi produzido por Dave Fridman e distribuído pela Matador Records.

Não há segredo mágico ou experimentações extremas no álbum, porém a simplicidade prestada por Britt em seus vocais e a singeleza das composições, conjuntamente com a vibração e energia da forma como todos tocam seus instrumentos fazem com que “Hot Thoughts” seja uma pérola no meio do mercado fonográfico atual. E isso pode significar muito mesmo!

Portanto, ao me deparar com algumas apresentações ao vivo da banda ao redor do mundo para promover o disco bateu uma saudade imensa de ouvi-los in loco e espero que tão logo isso aconteça no Brasil novamente.

Por enquanto, curta o disco e faça um revival com alguns dos hits e ótimas canções lado b dos discos anteriores, casos específicos da estreia “Telephono” (1996), do magnífico “Ga Ga Ga Ga Ga” (2007) e o fabuloso “They Want My Soul” (2014).

 


 

Hot Thoughts

 

 


 

Do I Have To Talk You Into It

 

 


 

I Ain’t The One

 

 


 

Spoon – Hot Thoughts

 

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1 – Hot Thoughts

2 – WhisperI’Illstentohertit

3 – Do I Have To Talk You Into It

4 – First Caress

5 – Pink Up

6 – Can I Sit Next To You

7 – I Ain’t The One

8 – Tear It Down

9 – Shotgun

10 – Us

 


 

Saiu sem alarde, mas trazemos aqui: o novo disco do Alvvays

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Já faz mais de um mês que saiu e ficou meio na miúda nos noticiários indie por aí. Dia 08 de Setembro foi lançado o segundo álbum da banda canadense Alvvays, intitulado “Antisocialites”, para reafirmar a carreira que começou tão bem com o disco homônimo de 2014.

A voz suave de Molly Rankin continua lá, as melodias fáceis e bem próximas do dream pop de Beach House em alguns momentos e mais ligadas ao shoe gaze em outras também.

Há ainda a cozinha perfeita de Brian Murphy (baixo) e Sheridan Riley funcionando para uma guitarra macia e constante de Alec O’Hanley e o ambiente sereno do teclado e dos sintetizadores de Kerri MacLellan.

Tudo para perfazer um som que permanece gostoso, prazeroso mesmo de se ouvir.

O trabalho foi produzido por John Congleton com auxílio do guitarrista Alec O’Hanley no estúdio Kingsize Soundiabes em Los Angeles e a bagaça sai pelo Selo Polyvinyl nos EUA e Royal Mountain no Canadá.

“Antisocialites” possui 10 faixas que passam rapidinho com um tempo total aproximado de 32 minutos.

Veja abaixo, o vídeo de Dream Tonite, primeiro single do disco:

 

 


 

Alvvays – Antisocialites

 

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1 – In Undertow

2 – Dreams Tonite

3 – Plimsoll Punks

4 – Your Type

5 – Not My Baby

6 – Hey

7 – Lollipop (Ode to Jim)

8 – Already Gone

9 – Saved by a Waif

10 – Forget About Life

 


 

 

E a sexta-feira 13 foi de sorte para o indie mundial

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Eis que toda aquela superstição envolvendo o número 13 na última sexta-feira, meio de feriado, não valeu de nada para quem é o do mundinho indie já que dois lançamentos ocorridos naquela data só podiam trazer sorte: “Lotta Sea Lice” de Kurt Vile e Courtney Barnett e “MASSEDUCTION” da St. Vincent.

O primeiro dos dois álbuns foi muito bem recebido pelo fato de ser a união de uma das maiores revelações da música indie recente, a australiana Courtney Barnett que nos brindou com o maravilhoso disco “Sometimes I Sit and Think and Sometimes I Just Sit” de dois anos atrás que abocanhou inúmeros prêmios de melhor trabalho naquele ano com o ex-integrante do The War on Drugs, Kurt Vile, que já vinha em ótima carreira solo há algum tempo.

O disco é uma seleção de músicas escritas pelos dois com bastante influência do Country Rock e do Folk americano com claras relações com artistas como Bob Dylan e outros ícones do ritmo.

Como ambos ainda tinham uma boa agenda de shows durante os últimos meses muitas das faixas foram gravadas com as partes de cada um sendo gravadas ora na Austrália ora nos EUA.

O processo todo pode ter como exemplo o próprio vídeo promocional de “Over Everything” que passa a ideia da brincadeira de um dublar a parcela da música que cabe ao outro, porém com cada um deles em sua país de origem.

O álbum tem nove faixas, sai pelo selo Matador e contará com uma turnê conjunta de divulgação dos dois artistas.

 

Over Everything

 

 


 

Courtney Barnett and Kurt Vile – Lotta Sea Lice 

 

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1 – Over Everything

2 – Let It Go

3 – Fear Is Like a Forest

4 – Outta the Woodwork

5 – Continental Breakfast

6 – On Script

7 – Blue Cheese

8 – Peepin’ Tom

9 – Untogether

 


 

 

Quanto ao segundo disco mencionado, “MASSEDUCTION” de St Vincent, há muito o que falar também.

A análise já começa interessante a partir do próprio título da obra que tanto pode fazer menção à “educação de merda” (ass education) como também pode ser alusivo ao amor (em todos os sentidos).

Em live pela página de sua conta no Facebook a cantora chegou a indicar que “o único tema [do álbum é], literalmente, o amor” e enfatizou que o título é pronunciado “Mass Seduction” e não “Mass Education”.

Trocadilhos e figuras de linguagem mais amplas à parte o álbum tem participação de Kamasi Washington, Jenny Lewis e Doveman e conta com a produção de Sounwave, que apenas ganhou o Grammy em 2016 pelo trabalho com Kendrick Lamar. “MASSEDUCTION” sai pelo selo Loma Vista.

 

Veja abaixo um dos vídeos promocionais do novo trabalho de St. Vincent e a track list do álbum.

 

 


 

St. Vincent – MASSEDUCTION

 

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01 – Hang on Me

02 – Pills

03 – MASSEDUCTION

04 – Sugarboy

05 – Los Angeles

06 – Happy Birthday, Johnny

07 – Savior

08 – New York

09 – Fear the Future

10 – Young Lover

11 – Dancing With A Ghost

12 – Slow Disco

13 – Smoking Section

 


 

Sextou para Liam: sai hoje o álbum solo do irmão mais novo da família Gallagher

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As sextas-feiras do segundo semestre têm sido prazerosas para quem gosta de música.

A bola da vez de hoje é o novo álbum de Liam Gallagher, irmão mais novo de Noel, ex-integrante de um tal Oasis e dono de uma metralhadora giratória que sai de sua boca em cada entrevista que dá ou de cada tuíte que posta em sua rede social.

O nome do disco é “As You Were” e foi produzido por Greg Kurstin e Dan Grech-Marguerat, que se revesaram na arquitetura e engenharia das 12 faixas (na versão deluxe há três faixas-bônus), saindo mundialmente pela Warner.

Tendo sido amplamente divulgado e trabalhado como o primeiro disco solo da carreira do britânico, a nova empreitada dele já teve a saída muito boa de quatro faixas, “Wall of Glass”, “Chinatown”, “For What It’s Worth” e “Greedy Soul”. Mas o trabalho não tem destaque somente nessas canções, pois o rapaz leva se sai muito bem em músicas como na grande balada “Paper Crown” ou na quase melancólica “Bold”.

De resto, há erros e acertos como em qualquer álbum de alguém que já está na estrada faz algum tempo, mas o que importa é que desde já temos os dois irmãos trabalhando bem e com qualidade. Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solos de respeito. E tem uma observação sensacional a respeito de Liam: sua voz está incrivelmente boa.

Curiosamente, o primeiro trabalho solitário de Liam (antes fez alguns anos de estágio com a banda Beady Eye) sai exatamente nove anos após o último disco do Oasis, “Dig Out Your Soul”.

Abaixo, veja a track list e alguns vídeos já lançados de “As You Were”:

 


 

Liam Gallagher – As You Were

 

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1 – Wall of Glass

2 – Bold

3 – Greedy Soul

4 – paper Crown

5 – For What It’s Worth

6 – When I’m in Need

7 – You Better Run

8 –  I get By

9 – Chinatown

10 – Comeback To Me

11 – Universal Gleam

12 – I’ve All I Need

Versão Deluxe (faixas bônus)

13 – Doesn’t Have to Be That Way

14 – All My People / All Mankind

15 – I Never Wanna Be Like You

 


 

Greedy Soul

 

 


 

Wall of Glass

 


 

For What It’s Worth

 


 

E o Wolf Alice finalmente chegou no segundo álbum

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Foi sexta-feira a data especial para os britânicos do Wolf Alice.

No dia 29 de setembro chegou às lojas e plataformas de streaming (ou quaisquer outras formas de escutar um disco) o sucessor de “My Love Is Cool”, discão de 2015 que mostrou ao mundo indie a beleza de Ellie Rowsell para quem quisesse ver e ouvir.

“Visions of a Life” tem 12 faixas inéditas e alguns singles já consagrados nas college radios da Europa e EUA como “Beautifully Unconventional”, “Heavenward” e “Yuk Foo”.

Veja abaixo vídeos de algumas músicas do novo álbum e se delicie com a voz da moça.

 

Mais abaixo ainda confira o tracklist completo do lançamento.

 


 

Heavenward

 

 


 

Beautifully Unconventional

 

 


 

Yuk Foo

 

 


 

Wolf Alice – Visions of a Life

 

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1 – Heavenward

2 – Yuk Foo

3 – Beautifyully Unconventional

4 – Don’t Delete the Kisses

5 – Planet Hunter

6 – Sky Musings

7 – Formidable Cool

8 – Space & Time

9 – Sadboy

10 – St. Purple & Green

11 – After the Zero Hour

12 – Visions of a Life