Billy Corgan já tem oito músicas para lançar com o Smashing Pumpkins

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Os preparativos para uma nova turnê do Smashing Pumpkins estão bem adiantados e Billy Corgan tem se ocupado tanto dessa produção quanto das músicas que estarão no novo álbum da banda.

A reunião com quase todos os integrantes originais do grupo advindo de Chicago parece estar sendo produtiva já que a banda confirmou por meio das redes sociais que eles passaram os últimos tempos gravando inúmeras canções junto com o produtor Rick Rubin.

Tal atividade já gerou a produção de oito temas e o próprio Corgan transmitiu isso através do Instagram que estaria retornando para a cidade natal da banda para “refinar as letras das 8 músicas novas do Smashing Pumpkins”.

Como o músico parece estar numa nova onda de proficuidade também salientou que já trabalha no novo disco solo para suceder Orgilala lançado ano passado. Nessa empreitada haverá entre 16 e 18 músicas em seu corte final.

Confira logo abaixo os nomes das canções confirmadas pelo artista:

 

“Alienation”

“Travels”

“Silvery Sometimes”

“Solara”

“With Sympathy”

“Marchin’ On”

“Knights of Malta”

“Seek And You Shall Destroy”

 

Sem data de lançamento os rumores levam a crer que o álbum novo do Smashing Pumpkins deva estar por aí até o final do ano. Aguardemos!

 


 

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Nossa canhota favorita: vem aí coisa nova de Courtney Barnett

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Não basta você ser uma das maiores heroínas do rock atual, você ainda se junta com um dos maiores ícones do indie/folk atual e faz um disco incrível em 2017 chamado “Lotta Sea Lice”. Pois bem, você acha que isso ainda é pouco e somente alguns meses depois disso já fala em disco novo solo.

Claro que estamos falando de nossa artista preferida dos últimos tempos Courtney Barnett.

A mocinha australiana e canhota que toca fácil sua guitarra e nossos corações já está pensando em campanha para lançamento de novo álbum e as primeiras informações sobre isso já tomam espaço da mídia especializada.

Ela anunciou ontem que o sucessor de “Sometimes I Sit and Think, and sometimes just I Think” sairá mundialmente em 18 de maio como nome de “Tell Me How You Really Feel”.

Essa nova fase da cantora é representada pelo single “Nameless, Faceless” que inclusive já ganhou capa oficial e track list (tudo isso você vê a seguir). Obrigado pelo serviço completo para nós, Courtney.

Você confere logo abaixo o novo single:

TELL ME HOW YOU REALLY FEEL – TRACKLIST

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Hopefulessness
City Looks Pretty
Charity
Need a Little Time
Nameless, Faceless
I’m Not Your Mother, I’m Not Your Bitch
Crippling Self Doubt and a General Lack of Self-Confidence
Help Your Self
Walkin’ on Eggshells
Sunday Roast

 


 

 


 

O Top 51 (!) da Rolling Stone americana

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Depois de ter realizado a nossa própria lista é legal ver a diversidade e/ou semelhança com outras publicações mundo afora.

Já tínhamos dado dias atrás alguns rakings fornecidos por outros sites especializados em música, mas sempre há bastante expectativa em torno do top 50 da Rolling Stone americana por ser uma das mais conceituadas do universo musical em geral.

Pois eis que os organizadores da listagem ficaram com medo de mais uma treta entre os irmãos Gallagher e os enfiaram num honroso 37° lugar empatados. Portanto, aquilo que era para ser um top 50 virou um top 51.

Vamos lá à lista, que tem alguns nomes em consonância com a nossa, mas um ser reinante como em quase todas as publicações por aí.

Confira logo abaixo:

 

50 – Code Orange – Forever

49 – Foo Fighters – Concrete and Gold

48 – Chronixx – Chronology

47 – Low Cut Connie – Dirty Pictures (Part 1)

46 – Sharon Jones & the Dap-Kings – Soul of a Woman

45 – Tracy Bonham – Modern Burdens

44 – The New Pornographers – Whiteout Conditions

43 – Various Artists – Celebrate Ornette

42 – Beck – Colors

41 – Gregg Allman – Southern Blood

40 – Grizzly Bear – Painted Ruins

39 – Japanese Breakfast – Soft Sounds From Another Planet

38 – Residente – Residente

37 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built the Moon?

37 – Liam Gallagher – As You Were

36 – Lindsey Buckingham & Christine McVie – Lindsey Buckingham / Christine McVie

35 – Bob Dylan – Triplicate

34 – Open Mike Eagle – Brick Body Kids Still Daydream

33 – Vijay Iyer Sextet – Far From Over

32 – Robert Plant – Carry Fire

31 – Songhoy Blues – Résistance

30 – Chris Stapleton – From A Room: Volume 1

29 – Jay Som – Everybody Works

28 – Vince Staples – Big Fish Theory

27 – Drake – More Life

26 – Lana Del Rey – Lust for Life

25 – Paramore – After Laughter

24 – Valerie June – The Order of Time

23 – Jlin – Black Origami

22 – Sheer Mag – Need to Feel Your Love

21 – Jason Isbell & The 400 Unit – The Nashville Sound

20 – SZA – CTRL

19 – Father John Misty – Pure Comedy

18 – St. Vincent – MASSEDUCTION

17 – Harry Styles – Harry Styles

16 – Margo Price – All American Made

15 – Courtney Barnett & Kurt Vile – Lotta Sea Lice

14 – Waxahatchee – Out in the Storm

13 – Randy Newman – Dark Matter

12 – Jay-Z – 4:44

11 – The National – Sleep Well Beast

10 – Sam Smith – The Thrill of It All

09 – Migos – Culture

08 – Queens of the Stone Age – Villains

07 – Taylor Swift – reputation

06 – Khalid – American Teen

05 – LCD Soundsystem – American Dream

04 – Kesha – Rainbow

03 – U2 – Songs of Experience

02 – Lorde – Melodrama

01 – Kendrick Lamar – DAMN

 


 

Os melhores álbuns de 2017

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Ano tumultuado em vários aspectos da vida social e política tanto no Brasil quando no mundo, mas também um período de bastante coisa boa rolando no universo cultural.

No que tange às coisas da música tivemos um tempo de empolgação com inúmeros shows por este lado e isso continuará a acontecer no ano que vem.

Infelizmente, também ocorreram algumas perdas, mas menos do que no fatídico 2016.

Em relação aos lançamentos não há do que reclamar, pois 2017 teve para todos os gostos: desde voltas de uma galera mais antiga até mesmo uma grande gama de artistas novos passando por aí.

É neste contexto diverso que o Blog se rende ao Hip Hop (ainda timidamente, mas reconhecendo a força do gênero), bate palmas para algumas carreiras que começam a decolar e se empolga com outros discos lançados agora e que já aparentam certa postura de clássico.

Sem mais delongas, portanto, iniciamos abaixo nossa lista de 20 álbuns que, na nossa modesta opinião, figuram entre os vinte do ano.

 


 

 

20 – Depeche Mode – Spirit

 

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A fase da banda é esplendorosa: Dave Gahan está cantando muito, as letras estão bem políticas (mas não panfletárias e chatas) e a performance dos caras acaba rendendo bastante. A consequência direta disso são shows lotados neste ano e apresentações agendadas com mais de 12 meses de antecedência aqui no Brasil para 2018. O álbum “Spirit” simplesmente é um respiro no mundo mainstream de bandas que muitas vezes ficam na preguiçosa zona de conforto dos hits e canções sem muita vida. Aqui, o que mais há é vitalidade.

 

Principais músicas do disco: “Where’s the Revolution”, “Going Backwards” e “Poorman”.

 

 


 

 

19 – Temples – Volcano

 

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Quem não tem medo do segundo disco que atire a primeira pedra. O Temples, com certeza, passou por isso, mas não se intimidou e lançou mão de novas ideias em “Volcano”, álbum no qual mais recursos artísticos e instrumentais foram usados e que conseguiu elevar o nível da banda. Se não há a surpresa que impactou quem ouviu “Sun Structures” (2014) pelo menos se vê aqui muita competência em levar aos nossos ouvidos boa música.

Principais músicas do disco: “Certainty”, “Celebration” e “Oh The Saviour”.

 

 


 

 

18 – Father John Misty – Pure Comedy

 

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O que há de enigmático e complexo no trabalho de Father John Misty há também de criativo e profícuo. O homem simplesmente não para quieto e a cada ano vem com mais coisa diferente trazida no seu cardápio musical. Dessa vez, com “Pure Comedy”, o crooner nos traz elegância, pureza vocal e uma montanha russa de emoções divididas em 13 músicas em pouco mais de 1 hora de duração.

Principais músicas do disco: “Pure Comedy”, “A Bigger Paper Bag”, “Two Wildly Different Perspectives”.

 

 


 

 

17 – Kendrick Lamar – DAMN

 

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Outro ser que não para quieto é o senhor Lamar. E sua obra também. Ela é de um dinamismo e urgência que fazem gosto e procurar entender sua importância é um dever de qualquer estudioso da área musical. Sendo assim, “DAMN” se torna mais uma dessas obras que suplantam a questão sonora e entram no quesito de análise social também.

Principais músicas do disco: “HUMBLE.”, “DNA.” e “Loyalty”.

 

 


 

 

16 – Waxahatchee – Out in the Storm

 

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A voz de Katie Crutchfield está incrível e só isso já é motivo para prestar atenção em “Out in the Storm”, mas o trabalho promove outras formas de te convencer a considerá-lo tão bom. Trata-se de um compêndio de inúmeras baladas muito bem conduzidas pela banda de apoio, com alguns outros exemplos de rocks bem executados e uma sutiliza fantástica de sua líder. Pronto! Temos um trabalho extremamente conciso.

Principais músicas do disco: “Silver”, “Never Been Wrong” e “Recite Remorse”.

 

 


 

 

15 – Wolf Alice – Visions of a Life

 

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Uma das bandas com maior frescor na cena alternativa inglesa e, quiçá, mundial. O Wolf Alice brinca bem com vários estilos do rock, possui grande talento na destreza de seus músicos e uma vocalista de respeito em Ellie Rowsell. Em “Visions of a Life” há muito barulho, boa melodia e conteúdo suficiente para dançar. Vale a pena dar uns quarenta minutos de seu tempo aos ingleses em questão.

Principais músicas do disco: “Don’t Delete the Kisses”, “Beautifully Unconventional” e Yuk Foo”.

 

 


 

 

14 – St. Vincent – MASSEDUCTION

 

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St. Vincent consegue algo fora da curva com “MASSEDUCTION”: é boa musicalmente, entrega bonitinho no vocal e nas experimentações de sua guitarra e ainda consegue mostrar imagens lindas tanto na capa quanto nos vídeos de suas canções. Além disso, as críticas contidas nas letras merecem uma escutada com mais atenção. Ali estão as análises da cultura consumista americana, da necessidade de sempre estar bonito fisicamente, de parecer feliz e de outras mazelas do mundo atual.

Principais músicas do disco: “Los Angeless”, “New York” e “Pills”.

 

 


 

 

13 – Liam Gallagher – As You Were

 

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Foi uma frase muito dita neste ano: “Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis”. De fato, isso é verdade, mas no que tange ao irmão mais novo da família Gallagher isso ainda não havia acontecido. Com uma voz que parece ter passado por uma espécie de fonte da juventude Liam está maravilhoso neste “As You Were” e muito disso se deve ao fato de seguir uma linha pós-Oasis que retoma a banda em alguns sentidos artísticos e da qual ele tentou se livrar anteriormente no Beady Eye.

Principais músicas do disco: “For What It’s Worth”, “Chinatown” e “Wall of Glass”.

 

 


 

 

12 – Alvvays – Antissocialites

 

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A banda já havia deixado ótima impressão com o disco de estreia, mas este “Antisocialites” vem para cravar de vez o nome dos canadenses na cena indie e demonstrar que as influências do shoe gaze inglês continuam lá, mas a vitalidade do grupo vai além disso. E a voz de Molly Rankin saúda nomes como Hope Sandoval e Rachel Goswell e mesmo assim consegue ter certa personalidade.

Principais músicas do disco: “In Undertown”, “Dream Tonite” e “Plimsoll Punks”.

 

 


 

 

11 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built the Moon?

 

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Acontece com Noel o oposto do que se deu com o irmão mais novo Liam. Diferentemente de suas duas obras solo anteriores o compositor do Oasis decidiu se afastar de vez da sonoridade da banda que o revelou para o mundo musical e nos entrega neste “Who Built the Moon?” uma produção totalmente despida de preocupações com a crítica ou com os fãs viúvos do Oasis. O resultado é um álbum cheio de experimentações e bons rocks que não deixam a desejar em nenhum momento, mas pouca lembrança de vinte anos atrás. Ponto para a coragem do rapaz mal humorado.

Principais músicas do disco: “Holy Mountain”, “It’s a Beautful World” e “Fort Knox”.

 

 

 


 

 

10 – The xx –  I See You

 

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A banda passou um tempo sem gravar nada, mas foi por um bom motivo. A nova empreitada deles intitulada “I See You” passou alguns limites nunca antes ultrapassados por eles e entrou na seara de grupos que procuram ser mais do que já foram. Isso é demonstrado pela versatilidade em faixas que vão do puro eletrônico à balada emocional e ainda conseguem certo lirismo sem parecer piegas ou meloso demais. A voz de Romy Madley Croft está muito suave e tem a capacidade de nos fazer viajar.

Principais músicas do disco: “I Dare You”, “On Hold” e “Say Something Loving”.

 

 


 

 

9 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Lotta Sea Lice

 

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Impossível não gostar da música de Courtney Barnett; Impossível não gostar da música de Kurt Vile. Juntos então, não precisa falar mais nada! Ah… e que nomes incríveis para estarem no mesmo lugar e darem tão certo. A música é algo mágico mesmo.

Principais músicas do disco: “Over Everything”, “Continental Breakfast” e “Fear is Like a Forest”.

 

 


 

 

8 – Charlotte Gainsbourg – Rest

 

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E que achado fabuloso é este aqui, senhoras e senhores. Aos 45 minutos do segundo tempo eis que o Blog se depara com este “Rest” de Charlotte Gainsbourg e fica fascinado logo de cara. A moça é nada mais nada menos filha de Serge Gainsbourg e é uma multi-artista que já trabalhou no cinema em obras como “Ninfomaníaca” e “Anticristo”, ambas de Lars Von Trier. Mas não é que a música dela é algo fora da curva? Com muito lirismo, facilidade em passear entre o pop e a música popular francesa e não destoar em nenhum momento esta mulher ganha a sua atenção já no primeiro minuto de audição.

Principais músicas do disco: “Les Oxalis”, “Deadly Valentine” e “Lying Woth You”.

 

 


 

 

7 – The National – Sleep Well Beast

 

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Mais uma vez a banda de Matt Berninger não decepciona. Entre a melancolia, a poesia bem engendrada e a instrumentalidade bem posta por seus integrantes o grupo consegue entregar em “Sleep Well Beast” um álbum bem na média das produções já realizadas por eles. Ponto também para a parte gráfica dos vídeos que parecem ter uma coerência visual bem estruturada.

Principais músicas do disco: “Day I Die”, “The System Only Dreams in Total Darkness”, “Sleep Well Beast”.

 

 


 

 

6 – Spoon – Hot Thoughts

 

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Bret Daniels sempre é interessante. Suas letras são boas, sua melodia encanta e a postura em palco é bacana. E nos álbuns é impossível deixar de dar uma conferida mais profundamente. É o caso mais uma vez em “Hot Thoughts”. Um disco que consegue ser do nível dos dois anteriores da banda e ainda conta com a experiência do grupo que consegue se valer de alguns atalhos para nos demonstrar que fazer música deveria ser mais simples do que parece.

Principais músicas do disco: “Do I Have to Talk You Into it”, “I Ain’t the One” e “Hot Thoughts”.

 

 


 

 

5 – Lorde – Melodrama

 

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Lorde é uma heroína do pop atual. Por mais que estejamos sendo regidos por uma horda de produtores que se valem de análises técnicas para produzir novos sons audíveis por uma plateia cada vez mais dispersa a menina neozelandesa ainda insiste em fazer música de verdade para jovens. Só por causa disso já vale a pena escutá-la, mas ela ainda nos dá mais. É por meio de boas melodias em “Melodrama” (muitas delas que seriam reprovadas pelos ouvidos destes mesmos produtores) que ela consegue transmitir uma mensagem contra os excessos da vida consumista e deprê atual.

 

Principais músicas do disco: “Perfect Places”, “Green Light” e “Melodrama”

 

 


 

 

4 – Slowdive – Slowdive

 

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A banda demorou vinte anos para gravar e ainda quando resolve sair da aposentadoria só o faz com oito faixas. Pois é, meu povo indie, valeu cada ano parado, pois o novo disco é de uma destreza tão bela que a vontade é de dormir abraçado com ele. Os integrantes continuam magistrais em seus instrumentos, a capacidade de fazer a mente voar ainda está lá e não sei mais o que dizer, só sentir.

Principais músicas do disco: “Don’t Know Why?”, “Slomo” e “Sugar for the Pill”.

 

 


 

 

3 – Arcade Fire – Everything Now

 

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Muita gente vai achar um absurdo, mas está aí. O álbum que tanto foi espinafrado pelos fãs é sim um dos melhores do ano. Em sua defesa está o fato de que, apesar de ser o pior de todos os álbuns do Arcade Fire, “Everything Now” é muito superior à maioria dos trabalhos lançados neste ano no quesito rock alternativo. Além disso, a sonoridade imposta ao disco consegue ter uma harmonia tanto na forma como as letras se encaixam quanto no movimento em cima do palco, o que vale muito quando se trata de uma banda que se preocupa com essa destreza. E como todos os trabalhos da banda canadense sua musicalidade é tão complexa em alguns momentos que se demora para gostar a ponto de achar acima da média. Voltem aqui para me falarem se não é assim mesmo daqui uns cinco anos.

Principais músicas do disco: “Everything Now”, “Put your Money on Me” e “Signs of Light”.

 

 


 

 

2 – LCD Soundsystem – American Dream

 

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A volta dos que não foram. A peça que James Murphy nos pregou há cinco anos passa batido agora já que o cara conseguiu retornar com nada mais nada menos do que um clássico. As canções são tão grudentas quanto especiais e ainda há espaço para homenagens a David Bowie e experimentações aqui e acolá. Um disco que soa fresco e sua hora de duração nem parece passar de tão agradável que é. Para tocar na festa, fazendo faxina ou simplesmente na deprê sozinho “American Dream” é uma soma de várias variáveis que resulta num disco magistral.

Principais músicas do disco: “American Dream”, “Call the Police” e “tonite”.

 


 

1 – The War on Drugs – A Deeper Understanding

 

Uma banda que tem como uma de suas principais qualidades a maestria de suas integrantes em tocar seus instrumentos. Nem parece que estamos falando da frivolidade das anos 2010 que quase não se preocupam com uma sonoridade proveniente da cabeça e da alma de algumas criaturas. Pois essa forma de ser tão humana e anos 70 é do que é feito o The War on Drugs e este álbum “A Deeper Undertanding é de uma poética que dificilmente se vê na cena rock’n roll por aí. Do vocal de Adam Granduciel que faz evocar as letras escritas por ele mesmo em algo denso e emocional às guitarras que choram em desespero para chegar ao coração do ouvinte há muitos instantes de profunda sensibilidade da bateria e do baixo que fazem lembrar tempos idos distantes. Uma maravilha que só a mão do homem pode conceber. Lindo demais!

Principais músicas do disco: “Pain”, “Holding On” e “Thinking of a Place”.

 

 


 

 

50 Melhores singles de 2017

 

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Se foi um ano com muitos bons lançamentos de álbuns (nossa lista com os 20 mais de 2017 sai na semana que vem) então podemos acrescentar que os singles também foram ótimos.

Num feito inédito para o blog abaixo teremos uma relação com os 50 melhores singles em nossa opinião que passaram pelo mundo nos últimos 12 meses.

Pelo fato de haver tantas canções a mescla entre o rock mainstream, o rock indie, o pop e o hip hop acabou por ficar bem evidente e é normal que haja discordância entre um ou outro single aqui mencionado.

Portanto, quem aí tiver alguma relação totalmente diversa da nossa é favor postar logo em seguida ao texto que não está nem em ordem de predileção ou de suposta qualidade.

Sendo assim, para evitar mais polêmicas (que já teremos suficientes) o ranking está em ordem alfabética do nome da banda ou artista solo.

Então, fique com nosso top 50 de melhores singles de 2017:

 

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01 – Aimee Mann – Goose Snow Cone

02 – alt-J – In Cold Blood

03 – Alvvays – Dreams Tonite

04 – Arcade Fire – Put Your Money On Me

05 – Beck – Dear Life

06 – Belle and Sebastian – We Were Beautiful

07 – Cigarettes After Sex – Nothing’s Gonna Hurt You Baby

08 – Courtney Barnett and Kurt Vile – Over Everything

09 – Charli XCX – Boys

10 – Depeche Mode – Where’s the Revolution

11 – Ed Sheeran, Shape of You

12 – Father John Misty: Pure Comedy

13 – Foo Fighters – The Sky is a Neighborhood

14 – Future Islands – Ran

15 – Gorillaz feat. Popcaan – Saturnz Barz

16 – Grizzly Bear – Morning Sound

17 – Haim – Want You Back

18 – Ibeyi feat. Mala Rodriguez – Me Voy

19 – Jesse Jo Stark – April Flowers

20 – Kendrick Lamar feat. Rihanna – Loyalty

21 – Lana Del Rey – Love

22 – LCD Soundsystem – American Dream

23 – Liam Gallagher – For What It’s Worth

24 – Lorde – Perfect Places

25 – Mark Lanegan – Emperor

26 – Miley Cyrus – Malibu

27 – MGMT – Little Dark Age

28 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – It’s a Beautiful World

29 – Phoenix – J-Boy

30 – Poliça – Agree

31 – Portugal, The Man – Feel It Sill

32 – Queens of the Stone Age – The Way You Used To Do

33 – Royal Blood – Lights Out

34 – Ride – All I Want

35 – Ryan Adams – Doomsday

36 – Slowdive – Sugar For The Pill

37 – Spoon – Hot Thoughts

38 – St. Vincent – Los Angeles

39 – Taylor Swift – Look What You Made Me Do

40 – Temples – Certainty

41 – The Drums – Blood Under My Belt

42 – The Flaming Lips – Oczy Mlody

43 – The National – The System Only Dreams in Total Darkness

44 – The War on Drugs – Pain

45 – The Weeknd feat. Daft Punk, I Feel It Coming

46 – The xx – I Dare You

47 – Tyler, The Creator – Who Dat Boy

48 – Wavves – Animal

49 – Waxahatchee – Never Been Wrong

50 – Wolf Alice – Beautiful Unconventional

 


 

Perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis

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É inevitável a comparação que os persegue desde o início da carreira.

Os irmãos Gallagher sempre estiveram na crista da onda nas manchetes dos tabloides britânicos por diversos motivos e a semelhança dessas notícias com situações demonstradas com os Beatles é bem conhecida.

Desde o começo do Oasis há relações (algumas exageradas, outras forjadas, mas muitas interessantes) sobre aproximações entre as carreiras da banda de Manchester e o super grupo de Liverpool, mas recordes, brigas e números alcançados pelos dois ícones da música inglesa sempre estão sendo comparados meio que para provar a força da sonoridade daquele canto do planeta.

Mas o que podemos verbalizar neste momento é que duas vertentes de um mesmo começo favorecem os ouvidos de quem está mais ligando para a qualidade do que é feito a uma suposta volta forçada do grupo ao qual pertenciam.

Se à época dos Beatles havia a treta Paul/John e seus respectivos percursos solo pós banda agora o processo não é diferente com a família Gallagher. Tudo bem que Liam já se aventurara pela banda Beady Eye, mas só foi neste ano que realmente botou o pé na carreira individual de vez. Enquanto seu irmão já está no terceiro disco sozinho foi somente em 2017 que o menino mais novo da família posta sua foto sem companhia na capa de um álbum.

Mas como já falamos aqui sobre o menino emburrado que adora arrumar uma treta dias atrás (https://dhiancarlomiranda.wordpress.com/2017/10/06/sextou-para-liam-sai-hoje-o-album-solo-do-irmao-mais-novo-da-familia-gallagher/) agora é a vez de enaltecermos o que a parte compositora da família pode fazer.

Noel Gallagher’s High Flying Birds lança seu terceiro álbum intitulado “Who Built the Moon” e músicas mais diferentonas aparecem para dissipar o caminho que vinha sendo percorrido até anos anteriores.

Se ainda existia um fio de relação entre o High Flying Birds e o Oasis no álbum homônimo de 2011 e em Chasing Yesterday (2015) aqui há uma ruptura nítida com a primeira banda de Noel.

Músicas e sonoridade traduzem uma nova fase do músico e também transmitem novos respiros em suas letras. O experimentalismo dá igualmente as caras (algo impensável vinte anos atrás) e as soluções instrumentais são favoráveis a todo esse processo. Neste aspecto, ponto para o time de instrumentistas do cantor e guitarrista.

Além disso, Noel não se preocupa em dar uma única cara ao disco, pois faz da salada de gêneros um procedimento latente durante os 43 minutos da bolacha musical.

Há de tudo ali: rock básico dos anos 70, velhas pilulas psicodélicas fantasiadas com sintetizadores leves, guitarras de hard rock oitentista, boas baladas despreocupadas com a diferenciação em relação ao seu antigo grupo de Manchester e até tesoura dando a deixa na densa e energética “She Taught me How to Fly”.

Há momentos memoráveis de pura genialidade em “Who Built the Moon” como em “Holy Mountain”, “It’s a Beautiful World” e “Fot Knox”, mas há instantes em “Black & White Sunshine”, “If Loves is the Law” e “The Man Who Built the Moon” que fazem do trabalho uma atividade consistente e de grande fôlego.

Como disse alguns dias atrás a amigo: perdemos um Oasis, mas ganhamos duas carreiras solo incríveis.

 


 

Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built The Moon?

 

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1 – Fort Knox”

  2. Holy Mountain

 3.Keep on Reaching

4.It’s a Beautiful World

  5.She Taught Me How to Fly

 6.Be Careful What You Wish For

 7.Black & White Sunshine

 8.Interlude (Wednesday Pt. 1)

 9.If Love Is the Law

10.The Man Who Built the Moon

 11.End Credits (Wednesday Pt. 2)

 


 

The Man Who Built The Moon

 

 


 

 

Esquecidos do ano: O grande Spoon e seu nono álbum

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A banda proveniente da mística e prolífica Austin – Texas e capitaneada por Britt Daniel que nos brindou dois anos atrás com uma grande apresentação no Popload Festival lançou em Março deste ano o seu nono trabalho de estúdio, mas acabou passando desapercebida do público geral por esses lados do Brasil.

Porém, aos poucos os singles foram surgindo e todos foram obrigados a lembrar ou até mesmo citar os feitos do grupo americano.

O último single liberado com clipe e tudo foi “Do I Have To Talk Into It”, terceira faixa do excelente “Hot Thoughts” e uma das dez canções contidas no disco.

Além dela, anteriormente, a própria faixa-título do álbum e “Can I Sit Next to You” também já haviam saído como singles do trabalho que foi produzido por Dave Fridman e distribuído pela Matador Records.

Não há segredo mágico ou experimentações extremas no álbum, porém a simplicidade prestada por Britt em seus vocais e a singeleza das composições, conjuntamente com a vibração e energia da forma como todos tocam seus instrumentos fazem com que “Hot Thoughts” seja uma pérola no meio do mercado fonográfico atual. E isso pode significar muito mesmo!

Portanto, ao me deparar com algumas apresentações ao vivo da banda ao redor do mundo para promover o disco bateu uma saudade imensa de ouvi-los in loco e espero que tão logo isso aconteça no Brasil novamente.

Por enquanto, curta o disco e faça um revival com alguns dos hits e ótimas canções lado b dos discos anteriores, casos específicos da estreia “Telephono” (1996), do magnífico “Ga Ga Ga Ga Ga” (2007) e o fabuloso “They Want My Soul” (2014).

 


 

Hot Thoughts

 

 


 

Do I Have To Talk You Into It

 

 


 

I Ain’t The One

 

 


 

Spoon – Hot Thoughts

 

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1 – Hot Thoughts

2 – WhisperI’Illstentohertit

3 – Do I Have To Talk You Into It

4 – First Caress

5 – Pink Up

6 – Can I Sit Next To You

7 – I Ain’t The One

8 – Tear It Down

9 – Shotgun

10 – Us