Ninguém esperava por isso: Boogarins solta novo álbum de supetão

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Normalmente, acontece uma campanha de marketing e quando se trata de uma banda que já possui bastante infiltração no mercado internacional por conta de suas ótimas apresentações em grandes festivais na gringa é óbvio que isso é mais do que esperado.

O próprio acompanhamento da imprensa especializada dificulta que o inverso ocorre.

Mas estamos falando do Boogarins, grupo de Goiania para o mundo, que lançou dois dos melhores discos dos últimos dez anos (a saber, “Manual” e “As Plantas Que Curam”, além do trabalho ao vivo intitulado “Desvio Onírico”) faz nossas cabeças explodirem com o lançamento bomba de “Lá Vem a Morte”.

O disco está recheado por 8 faixas e foi gravado no estúdio Manchaca Roadhouse tendo sido produzido e mixado por Benke Ferraz (guitarra). Além disso, este é o primeiro disco da banda com participação do baterista Ynaiã Benthroldo como compositor também. Prosseguem na banda Fernando Almeida Filho (voz e guitarra) e Raphael Vaz (baixo) para completar o quarteto.

Essa nova produção dos goianos possui canções com letras que seguem uma linha política que critica a atual onda cínica e hipócrita da sociedade em suas relações humanas como um todo.

Singles como “Foi mal”, “Onda Negra”, “Polução noturna”, “Corredor polonês” têm nitidamente essa pegada analítica de nosso mundo contemporâneo ao mesmo tempo que promovem uma maior participação de elementos eletrônicos no som da banda. O próprio uso de sintetizadores comprova tal afirmação.

A crônica evolutiva em torno do nome do disco permeia “Lá Vem a Morte Parte 1”, “Lá Vem a Morte Parte 2″ e Lá Vem a Morte Parte 3” com nuances de uma mini ópera que enquanto grita pela morte conceitual que pode chegar pelo crime (ou violência policial?), socialmente ou mentalmente também demonstra através dos ritmos e barulhos empregados as várias formas de morrer: fisicamente, sensorialmente ou transcendentalmente.

Dessa forma, o disco pode entrar naturalmente como uma apresentação a parte do Boogarins nas novas apresentações ou como um ato específico durante os shows desta próxima temporada deles.

Além disso, a banda se mostra enraizada num ambiente sonoro que agrada a um público fiel tanto cá como lá fora. E isso não é para qualquer um.

 


 

Boogarins – Lá Vem a Morte 

 

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1 – Lá Vem a Morte Parte 1

2 – Foimal

3 – Onda Negra

4 – Polução Noturna

5 – Lá  Vem a Morte Parte 2

6 – Corredor Polonês

7 – Elogio à Instituição do Cinismo

8 – Lá Vem a Morte Parte 3

 


 

Lá Vem a Morte – Full Album

 

 


 

Já falamos do novo disco do Gorillaz? Porque vale a pena, viu!

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Grace Jones, Pusha T, Rag’n’Bone Man, Noel Gallagher, Mavis Staples, Danny Brown, Vince Staples, De La Soul, entre outras participações obscuras ou menos prováveis: essa é a salada de convidados que Damon Albarn e Jamie Hewlett, responsáveis respectivamente por parte musical e artística gráfica da banda virtual Gorillaz, escolheram para realizar o novo álbum “Humanz”, lançado agora pela Parlaphone.

A aposta de agora é numa mistura sonora diferente da habitual que o grupo formado pelos personagens fictícios 2D, Noodle, Murdoc Niccals e Russel Hobbs já fez até hoje.

A ideia parece se aproximar mais de um ambiente house e de misturas com o jazz e o rythm and blues do que já havia sido flertado anteriormente.

Claro que o Hip Hop e o Rap cru também estão lá e as participações do De la Soul promovem isso, por exemplo, mas há muito mais tecnicismo nesta empreitada do que acontecia nos outros álbuns .

O virtuosismo vocal é uma questão importante no atual trabalho e as experimentações de crossovers rítmicos são densas e saborosas, mas podem proceder em estranheza na galera mais jovem que só conhece os hits do Gorillaz.

Destaque para o peso das batidas de Saturn Barz com a participação de PopCaan, a aceleração contida de Submission com Danny Brown e Kelela, a ótima Charger com a deliciosa e oitentista voz de Grace Jones, além da esquisita e política Hallelujah Money com Benjamin Clementine e We Got the Power com a fantástica Jehnny Beth.

Há muito a descobrir em “Humanz” e cada audição nos traz surpresas não só no vocal, mas também no uso diversificado de sons e beats.

Enfim, um álbum que não é feito de hits e nem deve chegar às paradas tão facilmente, mas que pode funcionar bem no circuito alternativo e animar aqueles e aquelas que não se contentam com a sincronia perfeita feita pelo marketing das grandes gravadoras para contentar ouvidos menos críticos.

E vida longa a esses malucos virtuais, as loucuras imagéticas de Hewlett e a fome criativa de Albarn.


Gorillaz – Saturn Barz (Feat. Popcaan)

 


 

 

Gorillaz – Andromeda (Feat. D.R.A.M.)

 


 

 

Gorillaz – We Got the Power (Feat. Jehnny Beth)

 


 

 

Gorillaz – Humanz

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1 – Intro: I Switched My Robot Off

2 – Ascension (Feat. Vince Staples)

3 – Strobelite (Fea. Peven Everett)

4 – Saturn Barz (Feat. Popcaan)

5 – Momentz (Feat. De La Soul)

6 – Interlude: The Non-conformist Oath

7 – Submission (Feat. Danny Brown & Kelela)

8 – Charger (Feat. Grace Jones

9 – Interlude: Elevator Going Up

10 – Andromeda (Feat. D.R.A.M.)

11 – Busted and Blue

12 – Interlude: Talk Radio

13 Carnival (Feat. Anthony Hamilton)

14 – Let Me Out (Feat. Mavis Staples & Pusha T)

15 – Interlude: Penthouse

16 – Sex Murder Party (Fea. Jamie Principle & Zebra Katz)

17 – She’s My Collar (Feat. Kali Uchis)

18 – Interlude: Yhe Elephant

19 – Hallelujah Money (Feat. Benjamin Clementine)

20 – We Got The Power (Feat. Jehnny Beth)

21 – Interlude: New World

22 – The Apprentice (Feat. Rag’n’Bone Man, Zebra Katz & RAY BLK)

23 – Halfway To The Halfway House (Feat. Peven Everett)

24 – Out Of Body (Feat. Kilo Kish, Zebra Katz & Imani Vonshà)

25 – Ticker Tape (Feat. Carly Simon & Kali Uchis)

26 – Circle Of Friendz (Feat. Brandon Markell Holmes)


Calmaria na KEXP: toda a destreza do The Maldives

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A banda não é tão nova assim, o primeiro álbum foi lançado em 2006 e já vieram mais três após isso sendo o último “Muscle for the Wing” (2012).

Mas o The Maldives estão fazendo a promoção do novíssimo disco intitulado “Mad Lives” (anagrama do nome da banda) que acabou de sair de forma independente por selo próprio e fizeram mais uma visitinha para a nossa rádio favorita KEXP FM de Seattle.

Os caras são um supergrupo formado na própria capital de Washington por sete instrumentistas talentosos e fazem um alt-country que se assemelha em algumas características com o The War on Drugs e alguma coisa de Wilco também pode ser visto. Mas a banda tem luz própria e dá gosto de ouvir suas canções.

Do novo disco dá para destacar as ótimas “No Sense In A Slow Death”, “On Comes The Night”,  “Staring At The Sun”, “Reckoring”, “House Of Flames” e “Blind”, dentre as quais algumas são tocadas na apresentação realizada nos estúdios da college radio que você vê logo abaixo.

Se o ponto forte da banda são suas conhecidas performances vibrantes ao vivo suas letras não ficam atrás por se tratarem de libelos de viagens transcendentais que são calmos e densos ao mesmo tempo.

Portanto, delicie-se com o som do The Maldives e não deixe de conferir os trabalhos mais antigos para fazer um paralelo entre as novas e velhas canções.

 


 

The Maldives – Mad Lives

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1 – No Sense In A Slow Death

2 – The Fight

3 – On Comes The Night

4 – Staring At The Sun

5 – A Day At The Beach

6 – Reckoring

7 – The Boat That Never Touches

8 – House of Flames

9 – 2 Know U Is 2 Love U

10 – Blind


Não diga nada. A dança do vocalista do Future Islands já te faz sentir tudo

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Não, não há muito a dizer, escrever ou decodificar. Apenas sinta!

Com novo álbum na mão e muito sentimento no coração, o Future Islands começa a realizar aparições na TV para divulgação da empreitada e já tem música candidata a single ganhando espaço.

Trata-se de “Cave”, música com força suficiente para rivalizar em poderio vocal e sonoro com as preciosidades do último disco “Singles” lançado três anos atrás e que trouxe à margem as intervenções maravilhosas das danças de Sam Herring, vocalista da banda, que produzem algo como uma convulsão corporal relacionada com rasteiras dignificantes que deixam a plateia atônita.

O novo trabalho intitulado “The Far Field” teve espaço no famoso programa “Later with Jools Holland” da BBC através da canção já mencionada aqui e mais danças do cantor fizeram a alegria dos telespectadores do Reino Unido.

E o blog chuta com convicção: melhor música do ano (até agora!).

Veja abaixo alguns desses momentos, o track list e a capa do álbum:

 

Future Islands – Cave 

 

 


 

Future Islands – The Far Field

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1 – Aladdin

2 – Time On Her Side

3 – Ran

4 – Beauty Of The Road

5 – Cave

6 – Through The Roses

7 – North Star

8 – Ancient Water

9 – Candles

10 – Day Glow Fire

11 – Shadows

12 – Black Rose


Thurston Moore: sua consciência pós-Sonic Youth

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Ter sido um dos responsáveis por alguns dos maiores riffs de todos os tempos como fundador, cantor e guitarrista do Sonic Youth não é para qualquer um.

Também é verdade que pesam sobre o homem algumas acusações de que não era lá muito bacana a relação dele com os membros da banda (mais notadamente com sua ex-esposa Kim Gordon que escreveu um ótimo livro chamado “Girl in the band”).

De qualquer forma, Thruston Moore não é um personagem a ser descartado na história do Rock e sua presença como figura fundamental para se entender a música independente norte americana também se faz necessário sempre que possível.

O cara quis continuar com sua carreira de forma solo (algo que fazia esporadicamente desde os anos 90 ainda em consonância com o S.Y.) após a extinção da banda em 2011 e já lançou depois disso “Demolished Thoughts” (2011) e The Best Day (2014), ambos pela Matador, e agora acaba de trazer à luz “Rock n Roll Conscoiusness”, dessa vez pela Caroline International.

Moore segue acompanhado por Steve Shelley (que também atuou no Sonic Youth) e Debbie Googe (My Bloody Valentine). E, apesar de ter apenas 5 faixas, a duração da bolacha é de quase 45 minutos.

Neste momento o grupo liderado por Thurston se ocupa de servir como parte da banda de apoio de Malcolm Mooney, que está em mini turnê com o The Can Project, atividade em comemoração aos 50 anos do grupo de krautrock alemão CAN.

Abaixo, uma amostra do novo trabalho do guitarrista e a capa do álbum:

Thurston Moore – Smoke of Dreams

 


 

 

Thusrton Moore – Rock’n Roll Consciousness

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1 – Exalted

2 – Cusp

3 – Turn On

4 – Smoke of Dream

5 – Aphrodite


Para tudo e vem ouvir um Paramore diferente do Paramore anterior

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É normal que a vida da gente nos leve para níveis diferentes e formas de agir e pensar que não imaginávamos anteriormente. Na música isso sempre acontece, mas quando acontece levanta uma série de questões entre os fãs.

A grita geral normalmente é sobre qual caminho o artista deve seguir ou qual a repercussão entre os mais aficionados.

Óbvio que tudo isso deve ser levado em consideração, mas não se pode deixar de lado da conversa que um grupo pode, deve e precisa buscar novos ângulos para o que faz e o que joga no mundo musical. Isso é passível de ocorrer no cinema, na televisão, nas artes plásticas, no teatro, enfim, em toda atividade artística.

Com relação ao título do post em si é apenas uma provocação, pois esse novo Paramore é meio Cindy Lauper e Madonna daquele período, possui muitas outras referências dos anos 80 e surfa na new wave sem ter medo de ser feliz. O próprio clipe dessa nova música “Hard Times” traz a proposta ao trabalhar cores e efeitos que lembram a época.

São quatro anos passados após o último disco de estúdio, o álbum homônimo, e nesse meio período houve muitos festivais e um namoro interessante com o CHVRCHES que parece ter influenciado também o trabalho novo que se chamará “After Laughter” e tem data de lançamento para o dia 12 de Maio.

A gravadora deste novo disco é a Fueled By Ramen e a sonoridade alcançada por Hayley Williams, Taylor York e Zac Farro parece ter uma sensibilidade totalmente refrescante e isso sempre soa bem para quem trabalha com música.

Abaixo, você ouve a novíssima faixa e isso pode servir de avant premier para o álbum de estúdio que virá a seguir.

 

 


 

Paramore – Hard Times 

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1 – Hard Times

2 – Rose-Colored Boy

3 – Told You So

4 – Forgiveness

5 – Fake Happy

6 – 26

7 – Pool

8 – Grudges

9 – Caught In The Middle

10 – Idle Worship

11 – No Friend

12 – Tell Me How


Aproveite o novo álbum do The Black Angels gratuitamente (por enquanto)

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Donos de quatro excelentes álbuns lançados até o momento (a saber: “Passover” – 2006, “Directions to See a Ghost” – 2008, “Phosphene Dream” – 2010 e “Indigo Meadow” – 2013) o Black Angels volta agora em 2017 com o novo “Death Song”.

O lançamento está marcado para dia 21 de abril e os fãs da trupe de Austin tem um motivo a mais para se empolgarem: o disco cheio de psicodelia e peso já está disponível completinho da silva através do site NPR.org e pode ser apreciado gratuitamente.

O link para escutar o mais recente trabalho dos caras é o seguinte: http://www.npr.org/2017/04/13/523426857/first-listen-the-black-angels-death-song

Curiosamente, o nome da banda seguida do nome do álbum remetem automaticamente à canção do Velvet Underground contida no primeiro LP da banda, aquele com Nico e tudo o mais.

Veja aqui abaixo a música da banda de Lou Reed:

 

 

 

No caso do “Death Song” de agora o propósito político aparece amplamente nas 11 faixas que estão carregadas de menções às últimas eleições norte-americanas.

Um passeio pelo álbum demonstra que a atividade de vocal de Jake Garcia hipnotiza ao se situar entre o baixo marcante e pulsante de Alex Maas e a ambientação psicodélica dos teclados de Kyle Hunt, mas a guitarra grudenta de Christian Bland e a bateria de Stephanie Bailey são alicerces preponderantes para colarem nos ouvidos de quem der oportunidade a eles.

Sendo assim, não é vazio dizer que a produção deste quinto disco alcança índices expressivos na carreira do grupo texano.

Por isso, pode-se dizer que os hits automático “Currency” e “I’d Kill For Her”, além da lenta Half Believing e da viajante “Grab As a Much” e da emocionante “Life Song” são suficiente para colocar o Black Angels na prateleira das bandas com menos de 20 anos que conseguem surfar a onda da qualidade sem perder o estilo e a renovação sem perder o pique.

 


 

 

The Black Angels – Death Song 

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1 – Currency

2 – I’d Kill for Her

3 – Half Believing

4 – Comanche Moon

5 – Hunt Me Down

6 – Grab As Much (As You Can)

7 – Estimate

8 – I Dreamt

9 – Medicine

10 – Death March

11 – Life Song


The Black Angels – Currency

 


 

The Black Angels – I’d Kill for Her