The Underground Youth mostra mais uma canção à espera do novo álbum

 

“Montage Images of Lust & Fear” é o nome do próximo álbum do The Underground Youth que sairá dia 29 de Março para todo o mundo pelo selo Fuzz Club Records.

 

O trabalho é o nono disco da banda britânica e sucede “What Kind of Dystopian Hellhole is This?”

 

Por meio de Craig Dyer (vocalista) já sabemos que o álbum discutirá muito sobre o papel das mídias sociais nos dias atuais e toda a sucessão de sentimentos que isso promove em nossas mentes e corações.

 

A ideia, segundo o líder do grupo, é que o disco seja uma montagem que lida com temas como luxuria, medo, egoísmo e solidão em cada uma das nove faixas.

 

Deste novo trabalho no qual todos os seus integrantes participam do processo criativo de composição a banda já apresentou com certa antecipação as canções “Last Exit to Nowhere”, “The Death of The Author” e aproveita esse tempinho antes do lançamento mundial do disco para mostrar mais uma música. Ela se chama “I Can’t Resist”.

 

Ouça esse novo tema logo aqui abaixo:

 

 


 

“Montage Images of Lust & Fear”

 

 

01. Sins

02. Last Exit To Nowhere

03. The Death Of The Author

04. This Is But A Dream
05. Too Innocent To Be True
06. Blind
07. Blind II
08. I Can’t Resist
09. This Anaesthetised

 

Anúncios

Novo som do Tame Impala já está na área

Resultado de imagem para tame impala patience

 

São quatro anos desde o lançamento de “Currents” causar muito barulho, revolta e outros sentimentos (depende se você gostou ou não da guinada dada pelo som dos caras). Um pouco menor é o tempo sem shows deles ao redor do mundo.

 

Pois eis que a banda australiana Tame Impala tomou a internet de surpresa nesta manhã de sexta-feira (22) para nos apresentar “Patience”, nova canção da trupe de Kevin Parker.

 

O próprio vocalista e guitarrista citou em suas redes sociais que o novo álbum está previsto ainda para 2019, porém nenhum detalhe a mais foi divulgado a respeito.

 

Mesmo assim, saber neste momento que temos entre nós coisa nova deles é motivo suficiente para apreciarmos e agradecermos por um início de final de semana desses.

 

Veja abaixo o vídeo de Patience:

 

 


 

 

 

Metallica: apresentação celeberará 20 anos de S&M

Imagem relacionada

 

O Metallica anunciou ontem que fará um show comemorativo em homenagem aos 20 anos de lançamento do álbum S&M.

 

O disco que só foi lançado graças à parceria da banda californiana com a Orquestra Sinfônica de San Francisco teve sucesso estrondoso e apresentações ao vivo ocorreram em alguns locais ao redor do planeta no distante ano de 1999.

 

Agora, passado tanto tempo depois, a reunião acontecerá, segundo informou o site do grupo, em apresentação única no Chase Center, casa do Golden State Warriors que, na ocasião, estreará uma nova arena para shows dessa envergadura.

 

Pela nota lançada o novo show terá o criativo nome de S&M2 e, fora os hits antigos, novas canções podem ser incluídas no set list.

 

A venda dos Tickets para a grandiosa apresentação terá início na próxima sexta-feira, 22, através do site da nova arena.

 


 

Chegou o dia: os 20 melhores discos de 2018

Resultado de imagem para discos

 

Pensou que não ia ter mais lista de álbuns do ano? Pensou errado, caro leitor!

 

Claro que o blog não esqueceu de seu ranking com os preferidos discos de 2018 e como sempre a gente está falando de uma lista baseada em gosto pessoal é importante frisar que ela não pretende ser definitiva, a não ser para a própria página.

 

Dessa forma, vai ser fácil de compreender que o indie rock, o shoegaze, o synthpop, o prog e outros ritmos próximos povoarão mais o número total de bandas e artistas citados aqui embaixo.

 

Também é necessário dizer que só estão nesses 20 discos produções cheias, não sendo possível incluir EPs ou Singles lançados pelos artistas mundo afora, algo que poderia facilmente incluir os trabalhos de Waxahatchee (Great Thunder) ou do inventivo supergrupo criado por Sia, Labirinth e Diplo, o LSD com um EP homônimo.

 

Vale frisar que a lista é recheada por artistas femininas e essa tendência deve prosseguir em 2019, pois a qualidade empenhada pelas meninas tanto no cenário nacional quanto no internacional é digno de nota.

 

E que o ano que vem venha cheio de ótimas surpresas para nossos ouvidos e que tenhamos tempo e possibilidade para garimpar mais coisa boa por aí. Ah, e você vai perceber que no meio do ranking haverá artistas brasileiros, tamanha a qualidade do citado. Vamos lá!

 

Lembrando que o blog entra em recesso e volta no final de Janeiro. Um abraço!

 


 

20º Lugar – Baco Exu do Blues (Bluesman)

 

Resultado de imagem para Baco Exu do Blues - Bluesman

 

Vem da Bahia o rapper Diogo Moncorvo que nos brindou já no final de Novembro com o ótimo “Bluesman”, que não só tem as contribuições interessantes de Tim Bernardes, 1LUM3, Tuyo, DKVPZ e Bibi Caetano, mas tem em suas bases eletrônicas uma aproximação com artistas como Kendrick Lamar, mas é mais impressionante ao usar ritmos brasileiros como o samba para facilitar sua letra política. E é mais que isso: é social, é crítico ao sistema e à segregação que o povo negro sofre no país, além de demonstrar sentimentos impressos em qualquer pessoa comum destes lados do hemisfério sul. O amor está presente de maneira rasgada, a raiva está lá, a depressão aparece de forma simples e direta, a sensação de impotência frente aos problemas se mostra clara, mas a necessidade de lutar é o que vence ao final. Dessa forma, é um disco imprescindível para a nossa música.

 

 


 

19º Lugar – Aurora (Infections of a Diferente Kind)

 

Imagem relacionada

 

O segundo trabalho é sempre um desafio difícil para qualquer artista que fez muito sucesso em sua primeira incursão em estúdio e não seria diferente para Aurora, cantora norueguesa que virou um ídolo imediato para uma legião de fãs que encheram sua primeira apresentação aqui no Brasil no Rio e em São Paulo ano passado e ainda tiveram a oportunidade de vê-la novamente no Lolla Br deste 2018. Mas o que poderia ter virado uma maldição para a artista de apenas 22 anos parece ter se tornado um alívio (para ela e para quem gosta realmente de sua música). A sua sonoridade continua Pop, mas há um revestimento cada vez mais intrínseco de ritmos nórdicos que se soltam através de sua voz magnífica e a diversidade e a calma que esse ambiente todo gera em quem ouve provoca uma tranquilidade que pode não ter feito sucesso na sua horda de fanáticos chatonildos, mas é simples prova de sua maturidade artística.

 

 


 

18º Lugar – MGMT (Little Dark Angel)

 

Resultado de imagem para MGMT – Little Dark Angel

 

O quarto álbum de estúdio da banda saiu ainda em Fevereiro deste ano, mas suas principais músicas ficaram gravadas na cabeça o ano todo, até mesmo pelo fato de que haveria apresentação deles (muito boa, aliás) no Popload Festival em Novembro. Sendo assim, canções como Little Dark Age, Me and Michael, She Works Out Too Much e James entram no panteão de hits que o grupo conseguiu colecionar em sua carreira. A produção feita pelos próprios integrantes também ajuda na limpeza do som e o resultado final não poderia ter saído melhor com uma maior variedade entre o indie, o pop e até mesmo algo próximo do pós punk e do gothic rock.

 

 


 

17º Lugar – Belly (Dove)

 

Imagem relacionada

 

Nunca imaginei que uma banda favorita de minha adolescência poderia entrar num ranking de melhores álbuns em 2018. Lá se vão 23 anos desde o lançamento de King, uma pequena joia preciosa que Tanya Donelly e companhia gravaram e trouxeram para o mundo canções lindas como a própria King, Super-Connected e Silverfish. Agora o grupo de Rhode Island volta com esse belíssimo Dove, um álbum que não é só feito de nostalgia por causa dos riffs que emulam a própria banda nos anos 90, além de Throwing Muses e The Breeders, mas também por se segurar na voz de Tanya e nas guitarras bem ritmadas de Thomas Gorman e na cozinha impecável de Gail Greenwood e Chris Gorman uma lição básica para artistas atuais de como fazer bom rock sem precisar de muita frescura.

 

 


 

16º Lugar – Bruce Springsteen (Springsteen on Broadway)

 

Imagem relacionada

 

Difícil definir o trabalho de um artista que já é considerado um ícone na história da música e do rock, mas Bruce Springsteen sempre se renova. Não adianta apenas ser mágico no palco, não é suficiente somente ter uma carreira consistente e profícua, ele ainda é capaz de surpreender. Depois de estrelar por quase um ano uma apresentação cinco vezes por semana no estilo mais intimista no Walter Kerr Theatre, na Brodway, em que toca apenas sua guitarra e um piano e conta detalhes de sua discografia e vida para um seleto grupo de pessoas que encheu o teatro nesse período, o cara resolveu colocar tudo isso num álbum que capta de fato essa sensação de estarmos diante de um artista despido daquela aura estrelar dos megaconcertos. Só isso já valeria o disco, mas a maneira como ele é tocado vale mais ainda e clássicos ficam mais próximos de uma execução diferente e atual. Lembrando que há o filme em exibição na Netflix que também é imperdível.

 

 


 

15º Lugar – David Byrne (American Utopia)

 

Resultado de imagem para David Byrne – American Utopia

 

Outro cara que dispensa apresentações é David Byrne e sua performance nos palcos não é novidade para ninguém, pois surpreende a cada turnê nova. Mas após o lançamento de American Utopia e sua proliferação de boas canções não se tinha ideia que sua ação nos shows seria tão boa. Pudemos comprovar isso no último Lolla Br quando foi considerado umas das melhores coisas no meio de tanta gente grande. Voltando ao álbum, estamos diante do mesmo artista instigado a procurar novos sons, ambientações diferentes e maneiras únicas de liberar sensações e sentimentos dos mais variados quando nos permitimos ao novo. E David Byrne é isso, uma nova coisa a cada novo passo.

 

 


 

14º Lugar – The Breeders – All Nerve

 

Resultado de imagem para the breeders all nerve

 

Outra banda que retornou após muitos anos parada foi The Breeders. Ciente de que ajudou a difundir um estilo que é importante até hoje para o rock mundial e de que também foi representante de uma abertura para as mulheres na cena internacional, Kim Deal e sua irmã Kelley Deal, já sem a integrante original Tanya Donelly que ressuscitou seu grupo Belly (que também já apareceu em nossa lista), recrutaram José Medeles e Mando Lopez para criarem este bem feito All Nerve. O oitavo álbum do projeto tem tudo o que catapultou The Breeders para a cena ainda nos anos 90: Indie Rock de primeira, nuances de Guitar Band, um tom letras inteligentes e uma vibe que vai te lançar ao encontro de uma era que é difícil de ser alcançada nos dias atuais.

 

 


 

13º Lugar – Julia Holter – Aviary

 

Resultado de imagem para Julia Holter – Aviary

 

Desde quando conheci Julia Holter o incômodo foi uma das primeiras sensações que tive com esta cantora que dispensa arquétipos bem definidos e rótulos fechados numa gavetinha. Com experiência já comprovada, a menina se meteu agora na busca por novas sonoridades e os instrumentos para isso (literalmente e metaforicamente) são inúmeros e variados. Ela investe não só em sua voz bela e profunda, mas também em formato musicais que são estranhos e incomodam o ouvinte, não com algo ruim e inaudível, mas com algo que faz você raciocinar pela maneira como se desbrava em ambientes novos e fascinantes.

 

 


 

12º Lugar – Natalie Prass (The Future and the Past) 

 

Resultado de imagem para natalie prass the future and the past

 

Uma cantora de excelência deve sempre respirar novos ares, colocar-se em novas pressões para se testar e testar o público. Com Natalie Prass não é diferente e sua capacidade vocal se permite a alçar novos voos nesse novo disco dela. A movimentação por estilos e ritmos diversos faz com que não só conheçamos uma nova artista, mas também nos dê motivo para compreender que ela pode ainda querer e fazer mais. E isso, caros amigos leitores, é muito mais do que temos tido por aí, sem dúvida nenhuma.

 

 


 

11º Lugar – Cat Power (Wanderer)

 

Resultado de imagem para cat power wanderer

 

Neste novo álbum Cat Power mostra todo o seu poder como compositora assim como cantora e intérprete. Em Woman, por exemplo, ela divide a letra com Lana Del Rey e em outras partes do disco se dá ao trabalho de ir além no alcance vocal e na profundidade de seus textos. Se o folk ainda está lá ele vem acompanhado de guitarras e pianos inventivos e criativos. Além disso, a capacidade da garota para tirar bons riffs de canções extremamente simples é louvável e fascinante. Ela chegou a um patamar neste décimo trampo saído dos estúdios em que pode fazer o que quiser, mas mesmo assim o faz com elegância e perspicácia

 

 


 

10º Lugar – Still Corners (Slow Air)

 

Resultado de imagem para still corners slow air

 

A banda não é muito conhecida por esses lados do globo, mas o Still Corners tem muito a mostrar. Dono de uma ambientação que transita entre o Dream Pop que lembra Beach House em alguns momentos e o Synthpop do The XX em outros, o grupo chega ao quarto álbum atrás de variar suas bases para favorecer muito Tessa Murray e seu vocal mágico / hipnótico. O disco Slow Air é, nesse sentido, uma conversa entre a sonoridade que nos faz viajar e a cadência que bate fundo no coração promovendo um ótimo percurso em seus mais de 40 minutos de duração.

 

 


 

9º Lugar – Beach House (7)

 

Resultado de imagem para beach house 7

 

O Dream Pop deve demais ao Beach House já que a francesa Victoria Legrand e o americano Alex Scally formam uma dupla que casa perfeitamente sua performance em estúdio com a capacidade de criar bons ambientes e um vocal esplêndido. Este álbum número 7 (também citado no título dele) tem muita coisa boa pra mostrar: desde a profundidade de suas bases eletrônicas que nos faz sonhar e varia entre batidas mais rápidas e espaços em branco que servem de aviso para a voz de Victoria até mesmo a calma e a paz que nos confortam e limpam nossos ouvidos e alma. Perfeito para momentos em que precisamos colocar a cabeça no lugar. A música tem dessas e isso é muito bom.

 

 


 

8º Lugar – Interpol (Marauder)

 

Resultado de imagem para interpol marauder

 

Depois de El Pintor, Paul Banks e companhia ficaram algum tempo reclusos para finalmente nos entregar essa paulada chamada Marauder. O disco é uma pancada do início ao fim e as linhas de guitarra que já nos acostumamos a encontrar na obra da banda estão todas lá. Com uma regularidade que vai da primeira à última música o álbum foi feito para ser escutado de uma vez só sem pausa nem pra respirar. Não é um trabalho conceitual, mas é como se fosse.

 

 


 

7º Lugar – Elena Tonra (Ex:Re)

 

Resultado de imagem para elena tonra ex re

 

O Daughter já povoa o cenário indie há algum tempo com seus dois discos no rol de grandes lançamentos dos últimos anos e ainda tendo sido convidado para a realização da trilha sonora do jogo Life is Strange. Mas é inegável que, apesar da sonoridade da banda ser incrível e de seus integrantes colocarem bastante sentimento nessa ambientação shoegaze / indie folk do grupo, a grande estrela da companhia se chama Elena Tonra. E é com a maciez e doçura de sua voz que ela debuta esplendidamente nesse projeto chamado Ex:Re. Ela deixa um pouco mais de lado a guitarra e abraça o violão e o piano e consegue brincar mais ainda com a facilidade de sua voz encantar os ouvidos atentos de seus fãs. Isso depõe a favor de sua carreira e, ao invés de ser um problema para seu trabalho no Daughter, pode até ser possibilidade de novos caminhos para a banda.

 

 


 

6º Lugar – Carne Doce (Tônus)

 

Resultado de imagem para carne doce tonus

 

Tendo conseguido conquistar público e crítica com seus dois primeiros discos era normal que o Carne Doce alçasse novos voos já que sua energia e sua psicodelia pungente já estavam comprovados dentro do cenário indie nacional. E eis que o terceiro álbum Tônus conseguiu uma proeza que poucos grupos de nosso país conseguem: desacelerar completamente seu próprio ritmo sem que perdesse a energia. As música ainda continuam sensuais, mesmo eróticas, mas há ali uma aura mais calma, simples e compassada que faz com que possamos notar mais ainda as qualidades de Salma Jô e companhia. Um trabalho que ainda viaja por meio de guitarras e baixos bem tensos e profundos, mas que possui uma bateria mais simples e ritmada de forma cadenciada. Assim sendo, a banda goiana atinge um patamar de que pode ir pra qualquer caminho sem que fique taxado como pretensioso.

 

 


 

5º Lugar – Parquet Courts (Wide Awake!)

 

Resultado de imagem para parquet courts wide awake

 

A mais profícua e energética banda punk dos dias atuais está de volta para seu disco de estúdio. Este Wide Awake! possui tudo aquilo que já fez do grupo um frequentador assíduo de festivais e detentor de uma das melhores apresentações ao vivo hoje em dia: há energia, diversidade de sonoridades que vai do hard core cru, passa pela música sessentista, viaja por canções de festa e passeia pela psicodelia sem ter medo de ser feliz. Um grupo que se percebe ter um prazer muito grande em fazer o que faz e que transmite isso com facilidade para sua plateia.

 

 


 

4º Lugar – Death Cab For Cutie (Thank You For Today)

 

Resultado de imagem para death cab for cutie thank you for today

 

Aquilo que começou como projeto solo do talentosíssimo Ben Gibbard, tornou-se uma banda já com seus vinte anos de idade. Para celebrar com maestria tal data o grupo de Indie Rock / Indie Folk lançou um álbum no meio do ano e arrebatou muitos corações mundo afora. Dono de uma sensibilidade mordaz para falar de inúmeros sentimentos ao longo de seus 38 minutos de duração, Thank You For Today é o nono álbum dos caras originários de Washington, EUA, mas pela empolgação como tratam seus instrumentos e se apaixonam por a execução de suas canções em cima do palco e no estúdio parece até que são debutantes. E ainda é um trabalho que coleciona hits e que merece ser cantado do início ao fim.

 

 


 

3º Lugar – Kurt Vile (Bottle It In)

 

Resultado de imagem para kurt vile bottle it in

 

Músico com quase 40 anos de idade, Kurt Vile faz o mais simples para obter aquilo que é mais difícil: qualidade e primazia naquilo que faz. Sua guitarra já é reconhecida a milhas de distância se o ouvinte tiver um tímpano mais apurado e sua técnica que se conflui perfeitamente com o trabalho de sua banda de apoio, The Violators, faz desse Bottle It In uma pérola do Indie Folk nos últimos tempos. Sabendo usar a influência que possui de artistas gabaritados como Bob Dylan, Tom Petty e Neil Young o rapaz só sabe tirar coisa boa dessa turma aí, mas sem perder a forma peculiar como canta e como toca seu instrumento, o que lhe dá bastante personalidade na hora de transmitir isso em estúdio ou nos seus shows. Com pequenos clássicos nesse novo álbum a carreira desse americano só tende a subir nos próximos anos.

 

 


 

2º Lugar – Mitski (Be The Cowboy)

 

Resultado de imagem para mitski be the cowboy

 

Temos uma nova queridinha da América. Ao chegar ao seu quinto álbum Mitski coseguiu um padrão de qualidade que não se remete à sua vida, mas também ao conjunto da obra. as bases que ora passeiam pela discoteca, ora voltam seu olhar para um indie pop singelo fazem companhia à guitarra da garota que sabe como misturar bons riffs com composições que dizem muito sobre o cotidiano sem parecer falso ou forçado. Neste sentido ela se parece um pouco com St. Vincent, mas ainda assim soando bastante autêntica. Mitski entra num rol de cantoras da nova geração que já tem meninas do potencial de Sharon Van Etten, Elena Tonra, Cat Power, entre outras, que já faz jus a um momento totalmente voltada para elas. E enquanto essa qualidade estiver tomando conta tanto do mainstream quanto do mundo alternativo elas irão reinar por anos e anos.

 

 


 

1º Lugar – Courtney Barnett (Tell Me How You Really Feel)

 

Resultado de imagem para courtney barnett how you really feel

 

Courtney Barnett já parece ter muito mais anos de carreira do que de fato tem e é difícil admitir que ela só está indo para o segundo álbum-solo, de fato. Dona de uma voz que passeia bem entre o indie folk, o indie rock e o rock cruzão a menina australiana já fez tanta coisa nesse pouco tempo de estrada, trabalhou em conjunto com o brother tão bom quanto ela Kurt Vile e ainda proporcionou momentos extasiantes em festivais e shows sozinha que é complicado perceber que a moça ainda tem muito a desenvolver ainda. Neste Tell Me How You Really Feel Courtney toca de forma apaixonada sua guitarra, é bem acompanhada por sua banda de apoio e nos presenteia com pequenas joias através das 10 canções do álbum. Uma mulher que reina no mundo alternativo mundial num cenário que neste ano foi inteiro delas mesmas. Um presente que pode se tornar um futuro mais fortalecido por causa de gente como ele própria que vai dando suporte para que outras garotas tenham empenho e empolgação para fazer arte como ela faz.

 

 


 

A voz de Elena Tonra ressoa leve em nossos ouvidos (dessa vez em carreira solo)

Resultado de imagem para ex:re

 

A banda inglesa Daughter já possui dois ótimos discos, If You Leave (2013) e Not To Disappear (2016), além de ser colaboradora da maioria das canções da trilha sonora de Before the Storm, Music From Before the Storm (2017). Seus shows têm promovido boas dosagens de energia e intimismo. Seus instrumentistas são talentosos e criativos.

Mas…

Uma coisa é certa entre aqueles que analisam a obra do grupo nascido em  2010 e até hoje em atividade: sua vocalista é a melhor coisa da banda!

Elena Tonra tem uma suavidade em sua voz e uma maneira simples e aparentemente fácil de transmitir isso tanto no palco quanto em estúdio. A forma com que transita entre uma quase conversa com o ouvinte e um espasmo de tensão numa casa sonora acima é perceptível apenas aos mais calculistas e observadores, mas mesmo aquele menos atento consegue verificar pura sensibilidade em suas ações.

E talvez seja pensando mesmo nessa evolução que pode alcançar a cada voo realizado é que a menina vem pela mesma gravadora de seu projeto fixo, a sempre astuta 4AD, lançar um disco solo nos estertores de 2018.

O nome da obra (e aparentemente do projeto) é Ex:Re e vem recheada de 10 canções que não menosprezam a experiência conseguida com a sonoridade do Daughter, mas que pretende (e consegue) trilhar outros caminhos mais complexos e distantes do shoegaze do grupo.

Acompanhada do produtor Fabian Prynn que buscou outra ritmização para sua voz já limpa e da violoncelista Josephine Stephenson que perpassa todos as músicas como se estivesse ali só de olho, quase como um vouyer, a britânica brinca (ou não) com o fim dos dos relacionamentos e mostra maturidade para trocar ideia sobre o assunto. Foge um pouco do esteriótipo triste do pós-desenlace e foca a vida sozinha (e nem sempre solitária).

A também quase onipresença de toques quase silenciosos do piano e de uma base eletrônica que vai e vem entre as lacunas deixadas pelos outros instrumentos trazem uma vida diversa para a musicalidade de Elena Tonra que ora a distancia do trabalho com o Daughter ora parece ser uma probabilidade para o preenchimento de novas atividades da banda.

São destaques do álbum que sai hoje, inclusive nas plataformas de streaming, Where the Time Went, Romance, Too Sad, Liar e a profunda My Heart, mas é possível pensar o trabalho de maneira bem uniforme e, sendo assim, os sons quase se completam.

Dessa forma, há por vezes, a sensação de que músicas como Crushing, The Dazzler e a própria Liar são continuações de suas predecessoras.

Ex:Re é uma atividade musical de muita sensibilidade sonora com um tremendo estudo sobre o jeito certo de utilizar a voz quase como se fosse um instrumento e uma delícia de se ouvir do início ao fim sem interrupção.

Sendo assim, Elena tem grande futuro dentro de um universo vocal que possui representantes forte e competentes como Sharon Van Etten, Mitski, Angel Olsen e Julia Holter.

 


 

Ex:Re

Resultado de imagem para ex:re

 

1 – Where the Time Went

2 – Crushing

3 – New York

4 – Romance

5 – The Dazzler

6 – Too Sad

7 – Liar

8 – I Can’t Keep You

9 – 5AM

10 – My Heart

 


 

 

 


 

O metal respira com lançamentos de Behemoth e Disturbed

 

Resultado de imagem para behemoth

Imagem relacionada

 

Não é segredo para ninguém que o mercado voltado para o rock pesado tem se fechado bem de uns tempos para cá no mundo todo.

Prova disso é mesmice que tem tomado conta do nicho musical e da quantidade de repetições em festivais ligados ao meio que quase nunca mudam seu line up.

É óbvio que ainda muita gente que se debruça sobre o trabalho árduo de fazer jus ao gênero musical e que ainda dá força para que não aconteça um derrocada irreversível ao metal, mas é certo que tanto o Heavy Metal quanto suas vertentes, o Black Metal, o Death Metal e outras variantes como o Symphonic Metal e o Viking Metal têm penado para encontrar novas vanguardas.

E é Por conta disso mesmo que falar de lançamentos de bandas como Behemoth e Disturbed não significa necessariamente dizer que há um frescor no que elas fazem ou no que se propõem a buscar como inspiração, mas também não é verdade que a parte qualitativa está abaixo do que se vê por aí.

Muito, mas muito pelo contrário!

O Behemoth, por exemplo, já vem há algum tempo demonstrando uma evolução técnica de causar inveja, algo que se tornou ápice com o lançamento de “The Satanist” (2014), mas agora com a chegada de “I Loved You At Your Darkest” a sensação é de que já se galgaram os degraus necessários para não ser mais possível voltar atrás enquanto a segurança de seus integrantes tanto no estúdio quanto no palco ultrapassa a grande maioria  das bandas atuais do estilo.

Além disso, suas canções ainda demonstram dar saltos na parte ambiental que lança uma atmosfera plena de satisfação aos seus fãs e para marinheiros de primeira viagem.

Já o Disturbed consegue ser mais do mesmo na panteão do rock pesado atual, mas também se diferencia em alguns aspectos do que eles mesmo vinham fazendo até então. Dito isso, fica bem evidente que houve uma tirada do acelerador e as músicas ficaram um pouco mais lentas. Estamos falando de “Evolution” (2018), álbum que a banda acaba de lançar também.

Independente disso, a capacidade de fazer bons riffs e ainda assim conseguir soar clean em diversos instantes é bem interessante e o vocal parece mais capaz de passear pelo alcance quanto a sincronia com os instrumentos do que já fizera anteriormente.

Sendo assim, as duas bandas seguem fazendo o que delas se espera. E  música boa é o que sustenta qualquer grupo em qualquer que seja seu gênero. O metal agradece e respira mais um pouquinho.

 


 

 


 

Waxahatchee lança EP bem diferente do que vinha fazendo (e isso é muito bom!)

Imagem relacionada

 

Um ar de frescor!

É essa a sensação do ouvinte ao terminar de apreciar o EP “Great Thunder” do Waxahatchee, projeto da cantora Katie Crutchfield. E ao contrário do que o título da obra pode conotar o que se pode perceber após as 6 faixas serem ouvidas é um ventinho de leve passando ao seu redor numa tarde quente de verão.

Tudo acompanhado simplesmente pela blea voz da crooner e de um piano, na maioria das vezes.

O novo trabalho da musicista nascida na cidadezinha de Birminghan, Alabama, se afasta muito da sonzera que mais parece uma montanha-russa de emoções com todas aquelas guitarras e elaborações mais rockers do álbum “Out in the Storm” (2017) que ganhou muitos elogios, inclusive deste blog aqui.

Veja que a cantora muito influenciada pela poesia americana e britânica romântica e que foca bastante em letras que falam sobre relacionamentos pessoais complicados, devastações provocadas pelo sentimento de perda e a solidão faz deste novo EP um processo de limpeza espiritual, por assim dizer.

 

Não é que não haja tais temas abordados aqui, muito pelo contrário, mas o resultado é tão bonito que você sente lá no fundo tudo o que é interpretado pela garota.

A calmaria é interrompida apenas por pequenos momentos de refrões mais expressivos, mas a rota seguida quase sempre é de uma certa lentidão na marcação da letra e da música.

Um pequeno petardo de sensibilidade e de pureza musical que vale a pena ser apreciado com calma e tranquilidade para que sua compreensão seja plena e satisfatória.

“Great Thunder” é mais uma daqueles trabalhos que não é perfeito, muito menos clássico, mas acima de tudo necessário. E em tempos em que tudo precisa ser urgente e se obriga a causar, uma obra que apenas quer demonstrar sua arte bem feita é muito bem-vinda.

 


 

Imagem relacionada