O metal respira com lançamentos de Behemoth e Disturbed

 

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Não é segredo para ninguém que o mercado voltado para o rock pesado tem se fechado bem de uns tempos para cá no mundo todo.

Prova disso é mesmice que tem tomado conta do nicho musical e da quantidade de repetições em festivais ligados ao meio que quase nunca mudam seu line up.

É óbvio que ainda muita gente que se debruça sobre o trabalho árduo de fazer jus ao gênero musical e que ainda dá força para que não aconteça um derrocada irreversível ao metal, mas é certo que tanto o Heavy Metal quanto suas vertentes, o Black Metal, o Death Metal e outras variantes como o Symphonic Metal e o Viking Metal têm penado para encontrar novas vanguardas.

E é Por conta disso mesmo que falar de lançamentos de bandas como Behemoth e Disturbed não significa necessariamente dizer que há um frescor no que elas fazem ou no que se propõem a buscar como inspiração, mas também não é verdade que a parte qualitativa está abaixo do que se vê por aí.

Muito, mas muito pelo contrário!

O Behemoth, por exemplo, já vem há algum tempo demonstrando uma evolução técnica de causar inveja, algo que se tornou ápice com o lançamento de “The Satanist” (2014), mas agora com a chegada de “I Loved You At Your Darkest” a sensação é de que já se galgaram os degraus necessários para não ser mais possível voltar atrás enquanto a segurança de seus integrantes tanto no estúdio quanto no palco ultrapassa a grande maioria  das bandas atuais do estilo.

Além disso, suas canções ainda demonstram dar saltos na parte ambiental que lança uma atmosfera plena de satisfação aos seus fãs e para marinheiros de primeira viagem.

Já o Disturbed consegue ser mais do mesmo na panteão do rock pesado atual, mas também se diferencia em alguns aspectos do que eles mesmo vinham fazendo até então. Dito isso, fica bem evidente que houve uma tirada do acelerador e as músicas ficaram um pouco mais lentas. Estamos falando de “Evolution” (2018), álbum que a banda acaba de lançar também.

Independente disso, a capacidade de fazer bons riffs e ainda assim conseguir soar clean em diversos instantes é bem interessante e o vocal parece mais capaz de passear pelo alcance quanto a sincronia com os instrumentos do que já fizera anteriormente.

Sendo assim, as duas bandas seguem fazendo o que delas se espera. E  música boa é o que sustenta qualquer grupo em qualquer que seja seu gênero. O metal agradece e respira mais um pouquinho.

 


 

 


 

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Waxahatchee lança EP bem diferente do que vinha fazendo (e isso é muito bom!)

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Um ar de frescor!

É essa a sensação do ouvinte ao terminar de apreciar o EP “Great Thunder” do Waxahatchee, projeto da cantora Katie Crutchfield. E ao contrário do que o título da obra pode conotar o que se pode perceber após as 6 faixas serem ouvidas é um ventinho de leve passando ao seu redor numa tarde quente de verão.

Tudo acompanhado simplesmente pela blea voz da crooner e de um piano, na maioria das vezes.

O novo trabalho da musicista nascida na cidadezinha de Birminghan, Alabama, se afasta muito da sonzera que mais parece uma montanha-russa de emoções com todas aquelas guitarras e elaborações mais rockers do álbum “Out in the Storm” (2017) que ganhou muitos elogios, inclusive deste blog aqui.

Veja que a cantora muito influenciada pela poesia americana e britânica romântica e que foca bastante em letras que falam sobre relacionamentos pessoais complicados, devastações provocadas pelo sentimento de perda e a solidão faz deste novo EP um processo de limpeza espiritual, por assim dizer.

 

Não é que não haja tais temas abordados aqui, muito pelo contrário, mas o resultado é tão bonito que você sente lá no fundo tudo o que é interpretado pela garota.

A calmaria é interrompida apenas por pequenos momentos de refrões mais expressivos, mas a rota seguida quase sempre é de uma certa lentidão na marcação da letra e da música.

Um pequeno petardo de sensibilidade e de pureza musical que vale a pena ser apreciado com calma e tranquilidade para que sua compreensão seja plena e satisfatória.

“Great Thunder” é mais uma daqueles trabalhos que não é perfeito, muito menos clássico, mas acima de tudo necessário. E em tempos em que tudo precisa ser urgente e se obriga a causar, uma obra que apenas quer demonstrar sua arte bem feita é muito bem-vinda.

 


 

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Ouça “Play Destroy”, novo som de Poppy em conjunto com Grimes

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Saiu nas últimas horas o single “Play Destroy”, colaboração de Grimes para o novo álbum da cantora Poppy. No som que integra uma das 12 faixas de “Am I A Girl?” há um mix de tudo: guitarras pesadíssimas, a voz macia de Poppy, um refrão chiclete e tudo para virar um hit das pistas ao redor do mundo.

Apesar de tudo isso, a canção comprova a tendência de experimentalismo que a cantora passa a usar a partir de agora. Isso já aparecia mais suavemente no single anterior em parceria com Diplo, “Time is Up”, que tem lá no fundo uma influência de Daft Punk.

Ouça abaixo a nova música e aproveite para conferir o restante do disco que tem outras colaborações como a de Marilyn Manson e já está disponível nas plataformas digitais de streaming:

 

 


 

 

Deerhunter anuncia novo álbum para janeiro. Domingo toca em São Paulo

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Banda menosprezada por uma grande parcela da crítica especializada, mas amada pelo blog, o Deerhunter do grande artista Bradford Cox acaba de anunciar lançamento de seu novo álbum para 18 de janeiro do ano que vem.

“Why Hasn’t Everything Already Disappeared?”, oitavo disco do projeto será o sucessor de “Fading Frontier” (2015), terá 10 faixas inéditas e produção de gente do quilate de Ben Etter e Cate Le Bon e muitas dessas canções já estão sendo apresentadas ao público durante a turnê da banda.

Junto com o anúncio veio também foi mostrado o single “Death in Midsummer” e a declaração de Cox de que o novo trabalho é uma espécie de “ficção científica sobre o presente”. Alguém aí lembrou do Brasil?

Lembre-se, portanto, que tudo isso tem envolvimento do nosso país em pelo menos uma parte altamente verídica: o Deerhunter toca aqui no Balaclava Festival no domingo próximo junto com Warpaint e Mercury Rev e boa parte dessas novas músicas podem aparecer em seu setlist.

Confira abaixo esse pedaço do nova atividade do grupo e veja se não perde o show daqui a alguns dias.

 

 


 

Uma nova Sharon Van Etten pra você, agora!

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Quem gosta de marasmo e mesmice não deve ler esse texto.

É muito bom quando um artista não senta em cima de sua fama ou de sua carreira construída e faz dela um encosto para todo o sempre. É legal ver uma pessoa subvertendo sua arte.

Pois é exatamente isso que Sharon Van Etten faz em “Comeback Kid”, single que acaba de lançar que tem um pé (ou os dois) nos anos 80 e emula Siouxsie and the Banshees, além do próprio figurino e do cabelo franjado da cantora de New Jersey.

A própria é autoexplicativa nesse sentido de virada na carreira, mas Jonathan William Turner, a mente por trás da direção, deixa mais explícito: “Isso de fato sugere a identidade de alguém olhando para o seu passado, mas de forma confidencial mirando seu futuro”.

A música estará presente no disco “Remind Me Tomorrow”, quinto de Sharon, que será colocado à disposição dia 18 de janeiro de 2019. E provavelmente veremos mais mudanças até lá. Será?

 

 


 

 

Já está disponível o primeiro disco completo do Greta Van Fleet

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Os caras vêm causando na cena rock mundial há algum tempo, mas até o momento eles têm vivido apenas de EPs e shows curtos aqui e ali.

Agora é a vez definitiva do Greta Van Fleet tomar conta do noticiário através do lançamento de um álbum completo.

O nome da bolacha é “Anthem of the Peaceful Army” e a produção foi realizada pelo trio de profissionais Marlon Young, Al Sutton e Herschel Boone e sai pela Republic Records.

O álbum de mais de 45 minutos de  duração e dividido em 10 faixas condensa muito daquilo que já foi falado sobre a banda: para o bem e para o mal.

Temos um time de músicos irmãos (Joshua Kiszka – vocais, Jacob Kiszka – guitarra, backing vocals, Samuel Kiszka – baixo, teclados e backing vocals), além de Daniel Wagner (bateria e backing vocals), que sabe bem o que fazer com seus instrumentos, mas que exagera demais na execução de suas influências.

Por outro lado, as músicas feitas por eles funcionam bem no modo geral. O que enche o saco, porém é que eles teimam em demonstrar toda a sua virtuose de maneira que fique evidente que eles conhecem a história do rock. E tome riff igual ao de Jimmy Page, introduções idênticas as de Jimmy Hendrix, viradas de baqueta a la John Bohan e vocais que em momentos emulam Robert Plan e em outros se parece com Geddy Lee.

Talvez quem tenha mais originalidade seja o trabalho de baixo da banda, mesmo que isso não signifique ter arroubos gigantescos de ineditismo, pois o menos muitas vezes é mais. Isso não retira a realidade de que John Paul Jones, Geezer Butler e Roger Glover não sejam identificados em vários desses momentos. A diferença em relação aos outros integrantes do grupo formado em Michigan é que Samuel Kizska não se empolga em tentar fazer tudo igual aos seus ídolos, mas os respeita suficientemente para homenageá-los.

No que diz respeito às canções propriamente ditas, há qualidades inegáveis e as letras ajudam bastante nisso. As construções sonoras se conectam bem ao ambiente que se quer criar e há muita presença de espírito do vocalista com sua desenvoltura entre o grave e o agudo que sabe dançar entre estilos mais pesados do Hard Rock e tendências mais blueseiras.

Nesse quesito há de se demonstrar bastante apreço a faixas como a primeira “Age of Man”, When the Courtain Falls” e “Watching Over”. Há explosões de empolgação rocker  em “Lover, Leaver (Taker, Believer)” que é uma ode aos anos 70 e também muito lirismo em “Brave New World” e “Anthem”, o que é ponto positivo para a banda além dos anteriores.

Enfim, são mais altos do que baixos os voos do Greta Van Fleet, originalidade não é muito a praia dos meninos, mas pelo menos eles conseguem entregar bem aquilo ao qual se prestam a fazer: um bom e velho rock’n roll.

 


 

Anthem of the Peaceful Army – Greta Van Fleet

 

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1- Age of Man

2 – The Cold Wind

3 – When the Curtain Falls

4 – Watching Over

5 – Lover, Leaver (Taker, Bealiver)

6 – You’re The One

7 – The Bext Day

8 – Mountain of the Sun

9 – Brave New Wolrd

10 – Anthem

 


 

 


 

Aurora: volta sem alarde da cantora ajuda sua carreira

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Aurora sofre neste momento  um problema que tem assolado alguns artistas atuais: seus fãs se tornaram xiitas ensandecidos que glorificam qualquer arroto da cantora e enchem de comentários raivosos quando em alguma notícia há qualquer menção a ela que não a endeuse completamente.

Lana Del Rey é outra pessoa que tem de conviver com isso, Ariana Grande, Lady Gaga e mais lá atrás Iron Maiden, Queen, dentre outros. Aqui quem sentiu isso na pele foi Los Hermanos, Cine, Restart e Charlie Brown Jr.

Mas o que fazer para se desvencilhar deste atrito na carreira?

Obviamente que não há resposta pronta, mas com o lançamento de ontem de “Infections of a Different Kind (Step I)” a coisa pode começar a facilitar para o seu lado.

Primeiro que o lançamento de ontem é apenas uma parte do álbum inteiro que terá a segunda parte lançada em 2019 ou 2020. A segunda questão relacionada a isso é que não houve alarde nenhum da imprensa especializada e nem frisson desesperado para catapultar a ação a evento do ano ou algo do ano.

O apanhado de apenas de oito canções introduzido no mercado fonográfico agora também dá mostras de que a cantora sabe o que está fazendo e tem pulso total de sua carreira, pois não se meteu em composições grandiosas ou espetaculares.

Claro que houve um avanço na parte técnica e instrumental  da musicalidade da cantora. Também é evidente que a parte vocal da moça só tem a melhorar. Lembremos que ela tem apenas 22 anos.

Mas é importante salientar que o álbum que agora sai em todas as plataformas digitais e também de forma física tem suas falhas (pelo menos para quem a moldou pelo primeiro disco). Ela aposta muito em ambientações baseadas na cultura nórdica (e isso não tem nada de errado) e isso pode fazer com que alguns de seus ardorosos fãs se incomodem um pouco e aquela facilidade de inclinar-se a fazer hinos cantados em uníssono nos seus shows fica um pouco mais distante nesta segunda empreitada dela e isso pode ser um pequenino problema na hora de montar sua nova turnê. Ela pode ficar refém de hits antigos ao vivo mesmo que as novas músicas sejam boas para a audição.

Mas isso tudo não deve importar se a  sua ideia é apenas ouvir música boa e de qualidade vocal impressionante. Aurora é muito carismática e não deve se incomodar com esse fanatismo em torno de seu nome, porém tem de tomar cuidado para que ela mesma tenha o poder sobre o que faz e não deixe isso a cargo de fanáticos sedentos por amor de seu ídolo.

A arte pede que a autoria intelectual esteja sempre à frente do pedido de quem a aprecia. Portanto, não se pode inverter o processo criativo.

Veja abaixo, o tracklist do álbum e o vídeo de uma de suas canções, a canção homônima do disco:

 

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Aurora – Infection of a Different Kind

 

1 – Queendom

2 – Forgotten Love

3 – Gentle Eathquakes

4 – All is Soft Inside

5 – It Happened Quiet

6 – Churchyard

7 – Soft Universe

8 – Infections of a Different Kind