Black Album do Metallica terá homenagem em São Paulo

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A Orquestra Petrobras Sinfônica já realizou alguns concertos homenageando bandas como Pink Floyd ou artistas do pop como Michael Jackson, mas agora o negócio ficará um pouco mais pesado.

No próximo dia 30 de Junho, no Allianz Parque, em São Paulo, o maestro Isaac Karabtchvesky regerá a orquestra tocando na íntegra o famoso Black Album (1991) do Metallica. Ricardo Candido é o autor dos arranjos realizados especialmente para esta ação.

Clássicos como “Enter Sandman”,  “Wherever I May Roam” e “Nothing Else Matters” serão conduzidas de maneira inédita pela orquestra brasileira e fará a alegria dos fãs mais antigos da banda e os amantes da arte erudita também não ficarão insatisfeitos.

Os ingressos já estão à venda pelo site Eventim e custam a partir de 50 reais para meia-entrada. O show ocorrerá na parte recém inaugurada Allianz Parque Hall, que fica atrás de um dos gols do estádio para eventos para públicos menores.

É bom lembrar que o próprio Metallica já fez algo parecido com o disco S&M em 1999 e fará um espetáculo especial na Califórnia para comemorar os 20 anos da obra.

 


 

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Conheça Chelsea Wolfe e não se decepcione

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O nome é assim mesmo, estiloso que só. E a música também.

Chelsea Joy Wolfe tirou o nome do meio para aparecer na área musical, mas continua sendo uma joia para quem a ouve.

Nasceu em Roseville, mas seu lugar de vivência é Sacramento, Califórnia. Este é o local onde inúmeras cenas já nasceram e morreram enquanto que outras vão e vêm por causa da miscelânea de estilos e tipos de pessoas de todas as vertentes musicais e culturas coexistindo de maneira quase orgânica.

A formação artística da menina pode ter muitos aspectos para ser analisado, mas o fato de ter ascendência norueguesa e alemã deve ter auxiliado na maneira culta com que lida com a música enquanto que a convivência com o pai, ele próprio um membro de banda country, facilitou o gosto pela vida dentro desse meio. Havia um estúdio em sua casa e isso foi definitivo para que se empolgasse também pela parte de produção e feitura das próprias canções.

Conforme foi crescendo também se afeiçoou pela poesia e passou a escrever esporadicamente. Alguns desses mesmos textos foram musicados por ela mais tarde em seus primeiros discos.

Essa estreia já a catapultou para manchetes de publicações do mundo musical underground por conta da maneira com que mistura elementos do universo gótico e da cultura folclórica celta. O álbum “The Grime and Glow” (2010) também a posicionou na posição de artista com base suficiente para participar de festivais de médio porte ao redor dos EUA.

É com “Apokalypses” (2011), ainda utilizando muitas das influências instrumentais e fornecendo maiores provas da capacidade poética da moça, que faz com que Wolfe tenha fincado maior base no circuito alternativo americano.

Mas aí a mulher decide incluir batidas eletrônicas na sua ambientação instrumental com a inclusão de uma pitada de neofolk e formas do heavy metal que deram maior pujança para sua musicalidade. Isso se evidencia nos trabalhos de estúdios que vem a seguir como “Pain is Beauty” (2013), “Abyss” (2015) e “Hiss Spun” (2017) em que a profundidade do próprio doom metal também pode ser sentido ali e aqui.

Neste momento, a cantora está prestes a lançar seu sexto disco intitulado “Birth of Violence” (sai dia 13 de Setembro), cheia de experiências diversas entre si como participações de suas canções em séries como Game of Thrones e How To Get Away With Murder ou comerciais de lançamento de carros-esportes, já tendo realizado covers de punk rock, feito um disco ao vivo (“Live at Roadburn” de 2012) e chegando ao mainstream americano com aparições nos melhores festivais em volta do mundo todo.

Tendo já em sua banda de apoio no passado gente do calibre de Troy Van Leeuwen (Queen Of The Stone Age) e parcerias com John Congleton (Swans), o maior destaque atual de sua banda é o próprio trabalho de Chelsea com sua guitarra que nos impacta com toques minimalistas, mas que possui apoio muito bom de Ben Chisholm (synth, baixo e piano), Jess Gowrie (bateria) e Bryan Tulao (guitarra).

Com outras influências que a emularam para a época em que se encontra indo de Nick Cave à música escandinava ou de Black Sabbath até a música clássica instrumental, Chelsea Wolfe chega a um ponto da carreira em que pode experimentar e isso é o que parece estar sendo feito neste novo disco.

Veja abaixo a cantora em alguns momentos distintos de performance no palco tanto em versões mais acústicas quanto em situações mais elétricas e também a música nova dela chamada “The Mother Road”.

 


 


 

 


 

 


Chelsea Wolfe – Birth of Violence 

 

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1 – The Mother Road

2 – American Darkness

3 – Birth of Violence

4 – Deranged for Rock’n Roll

5 – Be All Things

6 – Erde

7 – When Arger Turns to Honey

8 – Dirt Universe

9 – Little Grave

10 – Preface to Dream Play

11 – Highway

12 – The Storm

 


 

Temples volta menos colorido com álbum marcado para Setembro

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Depois ter aparecido psicodélico e cheio de cores com seu primeiro disco “Sun Structures” (2014), o Temples evoluiu musicalmente no segundo trabalho “Volcano” (2017) e agora surge mais sombrio na sua terceira atividade em estúdio.

O novo disco “Hot Motion” será lançado em 27 de setembro, mas já agora temos conhecimento  da faixa-título do álbum com um misto de ideias sobre “as tensões do desejo, dos sonhos e pesadelos humanos”.

 A composição das letras surge mais pesada e sua sonoridade tem aspecto mais denso e cheio de nuances complexas e trabalhadas, porém prossegue sendo bem hipnótico.

A própria fala de Thomas Walmsley, baixista da banda inglesa,  de que “não são 10 faixas de rock implacável do começo ao fim. Tem muita luz e sombras, além de momentos mais amenos. Mas queremos explorar um som mais pesado e sombrio”, parece sugerir que estamos diante de uma evolução da banda como um todo tentando perseguir novos horizontes musicais e ambientais.

 

O álbum terá o número de 11 faixas e a capa já pode ser vista aqui embaixo logo após da apresentação da canção nova.

 


 

 


 

 

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1 – Hot Motion

2 – You’re Either On Something

3 – Holy Horses

4 – The Howl

5 – Context

6 – The Beam

7 – Not Quite The Same

8 – Atomise

9 – It’s All Coming Out

10 – Step Down

11 – Monuments

 


 

Pixies marca para Setembro lançamento de seu sétimo álbum de estúdio

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Foi ontem através de comunicado disponibilizado pela Spin que o grupo advindo de Boston anunciou o lançamento de seu sétimo disco de estúdio para 13 de Setembro próximo.

Descrevendo o novo trabalho como um misto de histórias sobre bruxas, Daniel Boone, desajustados em geral e outros personagens que se encaixam nas características de estilo estranho da banda o Pixies chega a um momento prolífico raro de sua existência.

Tendo surgido em meados dos anos 80 foram cinco álbuns em pouco mais de quatro anos (de 1987 a 1991), mas após paradas e brigas constantes entre os integrantes homens e a baixista Kim Deal houve um hiato em estúdio que permaneceu até 2014 com o aparecimento de “Indie Cindy” já com a argentina Paz Lenchantin no comando do baixo.

Se em “Head Carrier” (2016) houve apenas uma continuação deste novo momento do Pixies será com “Beneath the Eyrie” a consolidação desta nova fase da banda.

 

Junto com o informe trazido pela banda foi também transmitida a canção “On Graveyard Hill”, a capa do disco e as datas da turnê da banda ao longo do restante do ano.

 

Ouça abaixo a nova música e tenha acesso à imagem da capa de “Beneath the Eyrie”:

 


 

 


 

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Brvnks lança primeiro álbum e se lança como presente e futuro para o indie nacional

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Promessa das mais qualitativas da cena goiana indie, Brvnks (ou Bruna Guimarães) já chama à atenção desde o lançamento do EP “Lanches” (2016) quando ainda só tinha 20 anos recém completados.

Dona de uma voz suave que pode atingir níveis mais altos quando quer a menina que agora se instalou de vez em São Paulo e faz sucesso também no Twitter (suas postagens são hilárias, frescas e joviais sem se tornar fúteis) lançou na última sexta-feira (31/05) o primeiro álbum intitulado “Morri de Raiva” (Sony Music).

No trabalho há 10 faixas todas com composição e letra dela. A produção fica por conta de Edimar Filho e mixagem e edição com Alejandra Luciani. A masterização é de Fernando Sanches. Faz sentido marcar todos esses nomes, pois a qualidade final do disco tem muito apuro técnico que só é possível por causa do talento de Bruna, mas que é intensificado pela maestria com que a atividade de retaguarda é realizada.

Nesse sentido é importante frisar a ação instrumental que se inicia pela própria vocalista que utiliza sua guitarra (por vezes o violão elétrico) para promover ainda mais sua voz, mas também de todos os outros integrantes que servem muito bem ao propósito final da banda.

O elemento sonoro presente em todo o disco pode ser considerado pela capacidade de Bruna conseguir falar de suas frustrações desde os tempos juvenis (muitas das letras ainda são da época de sua 17 anos) enquanto também fala da própria rotina sem soar apenas vago e distante da realidade de quem a ouve.

Algumas melodias como da primeira do álbum “Tristinha” e de “I Hate All Of You” se aproximam do trabalho do Best Coast não só pela maneira como canta (mesmo que não se pareça estilisticamente com Bethany Cosentino), mas também pela forma como toca sua guitarra.

Quando dá uma acelerada no compasso podemos nos lembrar tanto do punk rock novaiorquino do final dos anos 70 como também do pós-punk mais melódico. Isso pode ser percebido em músicas como “Your Mom Goes To College”, “F.I.J.A.N.F.W.I.W.Y.T.B.” e a “Tired”.

O modo com que Brunks se comporta na maioria de suas canções se conecta com outras bandas do cenário indie atual como Alvvays e Wolf Alice, mas também há emulações da fantástica Courtney Barnett (Bruna fez até um cover especial  para o Popload e abertura do show da australiana recentemente).

Porém, mesmo com todas essas referências (boas referências, alías), Bruna tem estilo próprio e capacidade artística de andar com as próprias pernas sendo que isso aparece bem em faixas como “Fred” (homenagem a um falecido amigo), “Yas Queen”, “Don’t”, “I Am My Own Man” e “Snacks”.

Enfim, o álbum todo é super rápido e a leveza com que chega aos nossos ouvidos, corações e mentes faz com que passe voando. O cenário brasileiro indie ganha mais peso com artistas desse nível e reforça a ideia de que basta dar uma procuradinha na internet para achar coisa boa. A menina estava aí há anos fazendo suas canções e conseguiu atingir um público cada vez maior com a participação em festivais aqui e ali.

Portanto, é óbvio que “Tristinha” não é a salvação do rock nacional e nem possui a pretensão de promover uma mudança de estética na cena brasileira, mas é bom o suficiente para nos deleitar . Ouça já!

 


 

 


 

Morri de Raiva – Brvnks

 

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1 – Tristinha

2 – Fred

3 – Don’t

4 – Yas Queen

5 – F.I.J.A.N.F.W.I.W.Y.T.B (Freedon Is Just A Name For What I Want You To Be)

6 – I Hate All Of You

7 – Tired

8 – I Am My Own Man

9 – Your Mom Goes To College

10 – Snacks

 


 

 

“Sombrou Dúvida” é só mais uma etapa da qualidade crescente do Boogarins

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O quarto álbum do Boogarins, “Sombrou Dúvida”, saiu no início de Maio (10), mas já estava na cabeça dos meninos de Goiânia desde 2017, quando começaram as gravações em Austin, durante sua segunda participação no South By Southwest (SXSW), psicodélico festival que ocorre todos os anos no Texas.

O incrível é que no meio disso tudo houve o lançamento de “Lá Vem a Morte” (2017) que já estava gravado naquele momento e muitas diferenças sonoras podem ser apreendidas de lá pra cá.

Com produção de Benke Ferraz (guitarrista do grupo) e Gordon Zacharias, o disco que saiu agora possui uma diferença básica de ter sido todo trabalhado em bases únicas e jams inteiras para as músicas enquanto que o anterior tinha colagens que foram sendo feitas com partes de processos livres de cada membro do grupo.

O resultado do trabalho anterior é que temos uma psicodelia condizente com uma viagem profunda e lisérgica na qual em alguns momentos letra e som não se conversam nitidamente, mas que seduz o ouvido para que o caminho desse voo seja denso e tenso. Já agora temos um diálogo das rimas, temas e ambientes sonoros que constatam até mesmo uma necessidade de seus integrantes discursarem sobre mais coisas em sua música.

Desse modo, assuntos sombrios são tornados externos através de uma musicalidade mais solar, e a viagem que por vezes soavam meio pesada em determinadas batidas anteriores se tornam em “Sombrou Dúvida” pitadas artísticas mais alegres e empolgantes.

O objetivo alcançado, portanto, com “Sombra ou Dúvida”, “Tardança” e “Invenção”, por exemplo, é de maior diversidade na maneira como são tocadas e a solaridade acaba por ser perceptível.

Também temos encaixes de regionalismos e casamentos com maior batida e a cozinha comandada por Raphael Vaz (baixo e synth) e o baterista Ynaiã Benthroldo por meio de canções como “Dislexia ou Transe”, “Tradição” e “Te Quero Longe”, mas é engraçado notar que são eles mesmos que desmontam e as reconstroem mais peso nas apresentações ao vivo que costumam ter um instrumento a mais, a voz do outro guitarrista do grupo, Dinho Almeida.

Além disso, a tradição goiana do sertanejo também se faz presente por meio da levada guarânia de “Desandar” que faz piada sonora com a repetição musical de duplas daquela região.

Do início com “As Chances” passando por “Te Quero Longe” e chegando ao fim com “Passeio” tudo é muito bem trabalhado em termos técnicos, mas também de maneira energética.

Enfim, “Sombrou Dúvida” é só mais uma etapa no turbilhão de ideias que os rapazes do Boogarins vêm trazendo ao Brasil indie por meio de discos que se mostram como uma mola propulsora que intensifica a dimensão com a qual consegue atingir público e crítica com criatividade, empenho instrumental e energia que fazem a gente querer ouvir mais a cada trabalho lançado.

Que essa caixinha de ideias que a banda se tornou não tenha fundo e que muita coisa ainda saia daí nos próximos anos para transitar por palcos e ouvidos atentos por muito tempo.

 


 

 

 


Sombrou Dúvida – Boogarins
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1 – As Chances
2 – Sombra ou Dúvida
3 – Invenção
4 – Dislexia ou Transe
5 – A Tradição
6 – Nós
7 – Tardança
8 – Desandar
9 – Te Quero Longe
10 – Passeio

Tyler The Creator chega longe com Igor

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Rapper que iniciou carreira com estilo mais verborrágico, Tyler The Creator já vinha tentando se descolar do rótulo de ser apenas mais um músico agressivo do gueto desde “Flower Boy” (2017), mas é com este “Igor”, lançado dia 17 passado, que promove uma viagem rica ao mundo do funk, do soul e até mesmo da psicodelia sonora.

Com participações especiais que vão de Pharrell Williams na melódica “Are We Still Friends?” com direito a sample de Al Green, passam por Kanye West em “Puppet”, Lil Uzi Vert em “Igor’s theme”, Solange em “I think” e terminam com Santigold e ASAP Rocky em “New magic wand”, soam apenas como “brodagem” entre a turma  do Rap para com o colega do que mesmo uma atividade que mude de fato a qualidade do disco.

O que importa mesmo em “Igor” é a transição que Tyler aprendeu a fazer entre o R&B e Gangsta Rap, a estilística utilização do piano em determinados momentos para explodir logo em seguida com bases de Trip Hop ou até na maneira como adéqua sua boa voz com a batida de baixo que vem e volta em boa parte deste novo trabalho.

São inúmeras as vezes em que você se pega surpreendido pela audácia musical do rapaz atravessando ritmos e sonoridades que não se encaixariam se não fosse pela habilidade de Tyler em proporcionar esses encontros.

Artista que tem estado na boca (e nos ouvidos) de gente tão diversa quanto Billie Eilish e Brunks (ou Bruna) aqui no Brasil, Tyler The Creator acaba por ser um mais um passo no caminho que o Rap tomou no mainstream mundial de qualidade e alcance criativo.

Aproveitável desde o tema de abertura, “Igor’s Theme” passando por “Earfquake” e indicando “Running Out of Time” e “A Boy Is A Gun” como duas das melhores coisas dos 39 minutos de audição do álbum, este novo trabalho que foi produzido por ele próprio e lançado pela Columbia ainda possui fôlego suficiente com a bela e sensível “Puppet” e poder incômodo com “I Don’t Love You Anymore”.

Além daquelas já citadas canções com as participações especiais, “Igor” tem um identidade firme e influências certeiras como a Motown, na soul music  americana e na música gospel pela sua instrumentação grandiosa, mas também sabe usar a força de gente atual como o parceiro Kendrick Lamar como fonte de inspiração.

Um disco que sabe o que quer de um artista que encontrou o que deseja dentro da música e na maneira de mostrá-la ao mundo. Sinceramente, estamos diante de uma das melhores obras do ano.

 


 

 


 

Igor – Tyler The Creator

 

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1 – Igor’s Theme

2 – Earfquake

3 – I Think

4 – Exactly What You Run From You End Up Chasing

5 – Running Out Of Time

6 – New Magic Wand

7 – A Boy Is A Gun

8 – Puppet

9 – What’s Good

10 – Gone, Gone, / Thank You

11 – I Don’t Love You Anymore

12 – Are We Still Friends?