O poster da turnê brasileira do Dead Kennedys é o retrato fiel do país que nos tornamos

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O Dead Kennedys, lendária banda punk liderada pelo ativista Jello Biafra, vem ao Brasil no mês que vem celebrar seus 40 anos de carreira (na verdade são 41 anos, mas as festividades prosseguem neste ano).

O show dos caras passa por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte e a tendência é que tenhamos apresentações abarrotadas em todas as praças citadas.

Mas a notícia hoje não é somente sobre as apresentações e a turnê em si, nem tampouco o aniversário de existência do grupo nascido em San Francisco e dono de uma carreira pautada na defesa dos direitos humanos, na ridicularização das elites liberais e da crítica ferrenha contra a religião.

Pois o que fica claro é o feeling e o timing que os integrantes da banda tiveram ao pedir ao artista Cristiano Suarez fazer a pintura que serve de chamada para os shows.

A colorida obra mostra uma favela em chamas no fundo enquanto uma família branca de classe média posa na frente vestindo camisetas verde-amarela com símbolos de cruz no lugar do signo da entidade que cuida do futebol brasileiro e narizes de palhaço enquanto seguram armas e um dos integrantes tem a seguinte fala: “Eu amo o cheiro de pobre morto pela manhã”. Na parte da frente do poster há alguns tanques de guerra com bandeiras saindo de seus canhões em que se vê nitidamente um símbolo de cifrão em cada um deles que se aproxima das famosas suásticas nazistas.

O cartaz causou indignação em sites e fóruns bolsonaristas sob a alegação de que tal arte fere a imagem do Brasil tanto dentro quanto fora do país. Porém a pergunta que deveria ser feita é: não é o próprio governo e suas ações tresloucadas e insanas que estão fazendo com que a imagem nossa seja a pior possível lá fora?

Fica a dica para a reflexão e o convite para que o poster seja apreciado logo abaixo:

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Projeto sobre Alimentação Saudável tem apresentação no Riva

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O projeto sobre alimentação saudável que a EMEF Professor Rivadávia Marques Junior está promovendo neste mês de Abril está tendo inúmeras atividades e ações por parte de professores, coordenadores pedagógicos e direção da escola, mas uma chamou à atenção: uma apresentação artística pra lá de criativa feita pelos alunos-mediadores.

Sob a tutela da professora Regiane Biecco os meninos e meninas do projeto se caracterizaram como alimentos (frutas, legumes e verduras, em sua maioria) para informarem da maneira mais diferente e inteligente possível como devemos usar a nosso favor a alimentação do dia-a-dia.

A ação ocorreu na última semana durante o período da tarde e fez grande sucesso com os alunos e alunas do primeiro ao quinto ano.

Abaixo veja fotos da atividade:

 

 


 

 

Liberdade de Expressão não é só semântica, tem de ser constitucional

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Os últimos dias foram de guerra virtual (novidade?) em torno da discussão sobre Liberdade de Expressão.

A decisão sobre colocar o termo em letras maiúsculas pelo simples fato de que este direito deva ser uma entidade sagrada num país que se julga democrático e defensor de uma sociedade civil que possui criticidade suficiente para falar sobre tudo sem que isso seja um problema.

A questão só pode começar a atrapalhar os neurônios menos preparados quando nos deparamos com um contraditório que pode problematizar a expressão que é tão cultuada e defendida aos quatro ventos.

E quando é que isso fere a lei, a constituição e as regras da convivência desta mesma comunidade social (cuidado com a palavra, cuidado!)?

Voltemos um pouco, portanto!

Tudo que se desenrola nesse debate atual se iniciou por conta da reportagem veiculada na revista eletrônica Crusoé e no site O Antagonista sobre uma suposta ligação entre o ministro do STF Dias Toffoli e tratativas da Odebrecht por conta de uma menção ao “amigo do amigo de meu pai” que Marcelo Odebrecht teria feito em um dos depoimentos da Lava-Jato.

Tal matéria foi rapidamente criticada por Toffoli e o seu colega Alexandre de Moraes despachou decisão de censura sobre a atividade jornalística por se tratar de “um típico exemplo de fake news” pelo fato de que a própria PGR (Procuradoria Geral da República) já não havia recebido documento algum sobre a confirmação de que esta afirmação no depoimento se referia a Dias Toffoli.

Anteriormente, poucos dias mesmo antes deste ocorrido uma outra situação havia sido matéria de briga virtual intensa por conta do decreto da prisão de Danilo Gentili pelo fato de este ter ofendido a deputada Maria do Rosário e por ter debochado posteriormente da própria decisão da Justiça em instâncias anteriores.

O que um fato tem a ver com o outro é que o debate gira em torno da Liberdade de Expressão em que alguns a defendem irrestritamente dizendo que esta é a hora de lutar por ela antes que nós mesmos sejamos as próximas vítimas de tais decisões judiciais no passo que outros cerram os dentes em defesa da tal censura ou de eventuais decisões do judiciário para sangrar possíveis inimigos ou bloquear opiniões com as quais não se concordam.

Nem tanto à terra nem tanto ao mar: o que está em jogo não é somente uma questão semântica, pois Liberdade de Expressão não é apenas um verbete do dicionário democrático que deve ser vomitado sem que haja qualquer parcimônia. Trata-se de um verbete, este sim, da Constituição Federal (de qualquer país democrático) que possui bastantes explicações do que significa para que não seja realizada de qualquer jeito.

Veja bem, no caso do Brasil temos artigos específicos que tratam da Liberdade de Expressão para que não se ultrapasse a linha da lei e seja incluído um faroeste onde tudo é permitido.

O artigo 5º em seus inciso IX trata da liberdade em si para se expressar livremente quanto à parte “intelectual, artística, científica e de comunicação independentemente de censura ou licença”. Portanto, não há em nossa lei censura prévia dentro destes termos.

Porém, é importante citar o Código Penal Brasileiro em seus artigos 138, 139 e 140 que dizem respeito à Calúnia, Difamação e Injuria, respectivamente, como crimes passíveis inclusive de prisão.

Ou seja, a pessoa não pode ser limitada ou mesmo proibida de falar, de se expressar sobre qualquer assunto, mas tem de arcar com as consequências de seus atos quando estes ferem a Constituição do país.

Também é importante citar como exemplos também que há citações no Código Penal atual sobre os crimes de racismo, preconceito religioso, misoginia e xenofobia que produzem penas parecidas ou até mais graves do que as citadas acima.

Desta maneira, é imprescindível fazer distinção entre algumas questões discutidas nos casos que foram abordados anteriormente neste mesmo texto. No que diz respeito ao caso da reportagem sobre o ministro Dias Toffoli há um claro exagero na intenção de quem fez a matéria em incluir o magistrado como parte de um esquema criminoso (ou parece supor) e isso pode até ser considerado pela óbvia guerra que se abre entre o Supremo e a nova bancada legislativa em que membros da Lava-Jato acabam sendo fornecedores de arsenal para que essa contenda se estabeleça mais aqui e ali.

Como esta situação bélica possui tentáculos em parcela da imprensa ligada à extrema direita do Brasil era evidente que isso ocorreria mais cedo ou mais tarde. Vide o caso das Fake News que aparecem muito desde a época da eleição e é propagada inclusive por mídias desse viés.

O problema é que a matéria citada para realizar a tal censura não pode ser considerada Fake News, pois não faz menção à participação criminosa do magistrado, porém pode ser considerada num dos crimes dos artigos 138, 139 ou 140 (advogados leitores podem dizer em qual se encaixaria melhor) e isso só poderia ocorrer por uma ação posterior. Como já dito antes não existe censura prévia na Federação e o que ocorreu por parte de Alexandre de Moraes acaba por ser um tiro no pé que deu munição exatamente a quem quer a queda do Supremo.

Ontem já foi feita uma retificação na ação e a matéria foi liberada para aparecer nos sites que a publicaram anteriormente, tendo recebido até apoio de parte da imprensa considerada de viés ideológico esquerdista.

Sendo assim, é imprescindível que se ache no meio dessa batalha de ideias a necessária ponderação para dizer que a Liberdade de Expressão deve ser preservada e que a censura deve ser repugnada, mas que seja analisada se não excesso para que depois ações possam ou não ser lançadas por conta de afrontas à lei.

Quanto ao caso do pseudo-humorista é bem mais simples, mas parece que nem a própria esquerda entendeu, pois se viu muita gente de cabeça arejada criticando a decisão judicial sobre a prisão dele achando que isso poderia se virar contra a própria imprensa mais progressista. Um exagero!

O que ocorre nesta situação é que Gentili havia violado a lei ao praticar injuria contra a deputada federal Maria do Rosário. Numa das instâncias judiciais o rapaz esfregou a decisão recebida em casa em suas partes íntimas fazendo inclusive vídeo em um de seus canais de rede social. Agora com a decisão final ele foi condenado a 28 dias de prisão em regime semiaberto.

Ou seja, ele violou uma lei do código penal brasileiro, zombou da decisão e recebeu a pena final que deverá ser transformada em trabalhos comunitários ou algo do tipo. Dias depois o mesmo Gentili foi penalizado por outra ação, esta movida pelo deputado federal Marcelo Freixo. Portanto, agora ele já é reincidente.

Ou seja, quem atacou a decisão não prestou atenção ao que ocorria no âmago da questão: a aplicação da lei!

É claro que num governo autoritário em que vivemos neste momento podemos esperar por qualquer coisa, mas estes dois casos são exemplares no sentido de que as instituições ainda funcionam e precisamos lutar justamente pela manutenção delas e que seja a partir delas uma mudança para melhor contra o retrocesso que se vê dia após dia.

Precisamos de luta? É óbvio que sim, mas sem as instituições fazendo sua parte nada muda de fato e a discussão precisa ter um nível um pouco mais calcado no estudo e na pesquisa.

Bom feriado!

 


 

 

 

 

Essa é a imagem do Brasil que agride a mulher

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Falamos aqui de domingo passado quando havia duas manifestações acontecendo na Avenida Paulista: a primeira questionava a prisão do ex-presidente Lula e o período de um ano em que ele está encarcerado em Curitiba; a segunda fazia elogio à Lava-Jato e se manifestava contra o STF, pedindo inclusive o Impeachment de vários de seus integrantes.

Enquanto a primeira se baseava na defesa da Constituição Federal dando conta de que Lula não poderia estar preso sem ter sido transitado em julgado em terceira instância e por ter sido condenado sem provas materiais a segunda se valia do sentimento de que clama por justiça num país que sempre foi conhecido por sua corrupção.

O problema é que enquanto a manifestação pró-Lula pede sua libertação para corrigir um erro do judiciário a manifestação pró-Moro quer que ocorra o oposto. Ou seja, que se faça justiça mesmo que esta infrinja a lei (???).

Não há como ser defensor de gente que grita tanto por justiça enquanto pede afastamento de pessoas que foram colocadas em seus cargos de maneira democrática e dentro da lei.

Mas até aí já conhecemos as motivações dessa gente.

O absurdo se forma generalizado quando no meio da manifestação da segunda turma passa uma mulher e esta, por usar adereços a favor de Lula, é agredida por três homens (um inclusive a dá uma chave de braço por trás) enquanto a polícia acompanha tudo passivamente.

Este é o retrato mais do que cru do país que maltrata e machuca mulheres, do Brasil que violenta e estupra meninas e que não faz nada nem para evitar nem nada para reprimir este tipo de ato.

Uma imagem que fala muito mais do que mil palavras e que demonstra o risco em que nos colocamos ao eleger um governo que pouco liga para o tema.

 


 

 

80 Tiros

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80 tiros não têm desculpa

80 tiros não possuem eufemismo

80 tiros não trazem vidas de volta

80 tiros produzem ódio infinito

80 tiros não são só bola fora

 


 

São mais do que força bruta

Significam mais do que a imagem possa mostrar

Paralisam quem tem bom senso

Petrificam canalhas que não abrem a boca

 


 

80 vozes que se calam

80 pedras que são lançadas

80 víboras que se alastram

80 perdas por minuto passado

 


 

Não vale mais uma família

Não vale mais a cor e a classe

Não vale o fato de ser da paz

Não vale o ser e o que faz

 


 

80 disparos no coração da sociedade

80 disparos contra a democracia

80 disparos contra a trilha percorrida

80 disparos na gente negra e pobre

80 disparos na maioria sofrida

 


 

Sem perspectiva segue a linha fascista

Sem futuro segue o fio condutor do autoritarismo

Sem luz o que sobra é a luta que não é vazia

Sem um rumo é só a vida pela qual se briga

 


 

80 tiros que têm destino

80 tiros de uma arma bem apontada

80 tiros que possui uma mão segurando

80 tiros com um mandante conhecido

80 tiros que continuam a matar.

 


 

Show de Rock mesmo é Sandy & Junior

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Sim, o título acima é uma provocação. Não se trata nem de uma verdade absoluta e nem de questão estática, mas ainda assim tem a ver um pouco com estatística já que trabalhamos com números.

 

Desde o final dos anos 70 com o advento do Punk que se fala em morte do rock. E olha que estávamos falando de uma vertente do estilo que, pelo contrário, o impulsionou.

 

Nos anos 90 veio a música eletrônica mais popular através do “poperou” e novamente veio gente falar sobre o passamento do velho rock. Mais além e muitas outras de que ele estava, no mínimo, sufocado.

 

A questão básica aqui é que já faz muito tempo que o rock respira por aparelhos no que diz respeito a um produto do meio cultural mundial relevante o suficiente para ser chamado de cena empolgante.

 

A própria manifestação coletiva em torno dos festivais desde os anos 90 é prova disso: pra se encher um estádio, ou um parque, ou qualquer outro lugar relativamente grande é necessário colocar no line-up dezenas e dezenas de atrações roqueiras para que centenas de milhares de pessoas se sujeitem a pagar parte de seu salário para ficar amassado por algumas horas a milhares de quilômetros do palco.

 

Listas como a Billboard, premiações como o Grammy e programas e canais voltados à música quase nunca se prestam ao serviço de tocar algo minimamente aceito como rock. E a tendência é piorar mais e mais a cada vez que tentarem jogar goela nossa abaixo uma porcaria como Greta van Fleet como salvação da lavoura.

 

Desse modo, o que temos acompanhado nos últimos anos é uma cena rock sendo considerada quase que um nicho pequeno (relevante, por causa do fandom) e sem muita perspectiva de voltar a ser o gigante que já o foi.

 

O exemplo do título é interessante porque um grupo musical que não tem coisa nova saindo há tanto tempo, sem praticamente qualquer propaganda muito prévia sendo feita e com carreiras tão distintas nos dias atuais como Sandy & Junior terem uma espera de quase 400 mil pessoas para poder comprar um ingresso para um show único num estádio (até o término deste texto já foram confirmados shows extras) é de fazer inveja para qualquer rocker contemporâneo.

 

Há quem destoe desta exceção roqueira hoje em dia? Claro que sim, mas continua sendo uma mera exceção, pois U2, Roger Waters, Rolling Stones e os outros poucos exemplos que poderia citar aqui são quase nada perto da insana procura por tudo o que se relaciona com K-Pop, por exemplo.

 

Sendo assim, resta dizer que isso não significa o fim do rock como música ou mesmo como estilo, e as rádios universitárias ao redor do globo provam isso, os festivais já citados acabam por dar sopro de vida a essa galera que, como eu, ainda garimpam coisa nova todo dia na internet e nos aplicativos e fóruns por aí, mas que é preciso falar a verdade para que ninguém se ache com ar superior quando tentar provar que há expressividade quantitativa no rock a um fã de funk, por exemplo.

 

Isso é imprescindível, sem dúvida, e um choque de realidade a quem (o rock) um dia foi rei no mundo musical.

 


 

3° FIC USP está acontecendo. Não perca!

 

Acontece de hoje até quinta-feira (19, 20 e 21 de março) a terceira edição do FIC (Festival de Invenção e Criatividade) na USP em São Paulo.

 

O evento tem como objetivo mostrar atividades, ações, projetos e afins que tenham na inovação de procedimentos e na criação através de novas formas de estudo e pesquisa um empenho maior para a melhoria da Educação no país.

 

Participam da atividade escolas públicas e particulares e os atores principais da Feira são as crianças e adolescentes que, guiados por seus professores, revelam seu potencial criador e de desenvolvimento.

 

São ações na área de Robótica, Química, Física, Geografia, História, Sociologia e uma infinidade de outros setores de Humanas, Exatas e Biológicas que se caracterizam principalmente em querem facilitar a vida humana, mas sem perder o respeito pelo Meio Ambiente e a Natureza como um todo. Na maioria das vezes, inclusive, há atividades que têm na resolução de problemas causados pela humanidade aos meios naturais seu principal objetivo.

 

O Festival ocorre no prédio do CDI (Centro de Difusão Internacional) no Centro Universitário da USP. A entrada é franca, mas a participação nas oficinas e palestras precisa de cadastro prévio.