Ex-ministros se reúnem em defesa da Educação Pública

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O evento que não foi muito divulgado pela imprensa ocorreu hoje na USP e se torna um marco na defesa institucional da Educação Pública de qualidade.

Diante dos ataques constantes do próprio MEC com os avanços dos cortes na Educação Federal e o perigo do problema se intensificar e evoluir para os campos Estadual e Municipal seis ex-ministros da Educação de quatro presidentes da república diferentes se reuniram hoje para um encontro histórico na Universidade de São Paulo.

Houve durante a ação debate sobre quais são os principais desafios de professores, reitores e estudantes para que a educação pública gratuita não sofra mais ataques por parte do governo tendo inclusive havido a assinatura de um documento em prol da área.

Além disso, há uma preocupação quanto à garantia de recursos, maior autonomia universitária e igualdade de acesso a todos.

Os ex-ministros avaliaram durante o encontro os efeitos negativos que podem advir de tais cortes e que essa situação pode ser irreversível e até fatal para as universidades federais.

Também foi anunciada a construção de um observatório da educação composto pelo grupo para orientar gestores municipais, estaduais e políticos a respeito das necessidades e demandas da educação para a população no momento atual e nos próximos anos.

A carta foi assinada por José Goldemberg, Murilo Hingel, Cristovam Buarque, Fernando Haddad, Aloízio Mercadante e Renato Janine Ribeiro.

Ficaremos de olho! Até para saber qual será a resposta do governo federal. Será um processo de entendimento ou haverá o que tem sido feito sempre nos últimos meses com agressividade e truculência? Veremos.

 

***Via Mídia Ninja***

 


 

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2º Grande Encontro das Comissões de Mediação de Conflitos da Cidade de São Paulo

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Aconteceu na última segunda-feira (03) o 2º Grande Encontro das Comissões de Mediação de Conflitos da Cidade de São Paulo, organizado pela SME (Secretaria Municipal de Educação) que teve como intuito principal fortalecer a atividade conjunta que há entre o município e o Instituto Vladimir Herzog com o Projeto Respeitar É Preciso.

Na ocasião professores e educadores em geral das escolas e instituições de ensino da cidade estiveram presentes no Auditório Ibirapuera para prestigiar a troca de ideias e apresentação de atividades realizadas em diversos locais sobre o tema da mediação de conflito e do trato dos direitos humanos dentro e fora da escola pública.

Para iniciar o evento aconteceu a apresentação do Coral da Gente do Instituto Bacarelli, grupo constituído por inúmeras crianças e adolescentes carentes oriundas da comunidade de Heliópolis de São Paulo. A atividade teve como base músicas da MPB e clássicos da música mundial. O show foi aplaudido de pé e foi importante para mostrar o quanto a própria mediação de conflito influi positivamente na vida dessas pessoas.

Quanto ao evento de debates houve grande empolgação de todos com as falas das autoridades presentes e mais ênfase na procura por entendimento do tema do encontro com a apresentação dos cadernos de mediação com foco na Educação em Direitos Humanos lançados e explicados pelas Professoras Ana Lucia Catão e Ana Rosa Abreu, além da Professora Doutora Flavia Inês Schilling que expressou sua alegria pelo fato de que tais métodos de mediação escolar estão sendo colocados em prática aqui na cidade.

Após isso houve relatos de experiência de CEIs e EMEFs da implantação da Mediação de Conflito com os prós e contras das ações criadas e modificadas de acordo com o público-alvo e do local em que se estabeleceu o diálogo como princípio básico da relação professor-aluno.

Ainda aconteceu uma mesa de discussão com as professoras doutoras Daniele Kowalewski e Maria Paula Vignola Zurawski demonstrando como o estudo teórico influi nas práticas de ensino e na mediação de conflitos internos das instituições de ensino e da forma como aprendemos com o estudo do meio. Isso tudo culminou com perguntas advindas do público e respostas das pesquisadoras.

Por fim, foi visualizado pela plateia vídeo institucional do Instituto Vladimir Herzog e da Secretaria Municipal de Educação.

Dessa forma, cresce a importância da atividade já implantada no município de São Paulo como um método possível de troca de experiências entre os educadores e destes com as crianças e adolescentes e como política de ensino da cidade e não apenas como plano de governo deste ou aquele partido.

Em tempos em que o diálogo cada vez mais sofre nas mãos de autoridades que se veem acima do bem e do mal e que as relações humanas se degradam por questões de discriminação e preconceito, nada mais aliviante do que encontrar numa atividade como essa pessoas que ainda acreditam na reconstrução dos relacionamentos humanos e na educação como forma de evoluir. Mesmo que para isso tenhamos que explicar para aqueles que deveriam geri-la (vide o caso de ministros e outros membros do governo federal atual) o quanto é imprescindível a educação e tudo o que se relaciona a ela na vida de todos.

 


 

 

 

 


 

 

Seminário Sala de leitura: A importância da Leitura Literária na Adolescência

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Aconteceu no último dia 17/05/2019 (Sexta-feira passada) o Seminário “Sala de Leitura: a importância da leitura literária  na adolescência” promovido pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo com vistas à formação continuada dos professores orientadores de sala de leitura da cidade.

Na ocasião foram convidados a palestrar para os professores presentes um conjunto de três gênios da literatura infanto-juvenil e adolescente nacional: Heloísa Prieto, Toni Brandão e Ricardo Azevedo.

Heloísa promoveu uma discussão acerca da interferência da cultura pop atual no imaginário popular e juvenil e o que isso pode promover ou atrapalhar na leitura da literatura  realizada para essa faixa etária através da palestra “Leituras de Descobertas”.

Toni Brandão auxiliou na discussão com o debate “Literatura juvenil na vida dos jovens” e incluindo na conversa muitos exemplos de sua própria literatura escrita ao longo dos anos.

Ricardo Azevedo, no alto de sua larga experiência de escrita para crianças e jovens e na facilidade com que transita entre estes mundos promoveu uma troca de ideias com a palestra “Literatura juvenil, escola e sistema cultural dominante” no qual também se debruçou sobre questionamentos acerca de como anda o processo editorial brasileiro atualmente.

Além de ser altamente rico o período em que os três escritores falaram foi benéfico também pelo fato de ter podido contar com um tempo bom para que houvesse uma série de perguntas por parte dos professores presentes.

Neste sentido, a formação serviu não só como norte para as atividades em sala de leitura, mas também na reflexão do papel do professor enquanto mediador na escola e na preparação dos jovens para o mundo.

Após esse deleite literário houve apresentação do contador de histórias Fábio Lisboa que permeou suas ações entre os contos populares e a promoção da quebra da parede do texto com o jovem no mundo tão interativo de hoje.

Enquanto rolavam tais atividades no palco houve intervenção literária durante todo o evento de alunos de escolas municipais com leituras ao pé do ouvido, algo que já se tornou tradição aqui na educação municipal com a mediação de professores orientadores de sala de leitura.

Portanto, num Brasil em que há cada vez mais ataques ao trabalho libertador da educação e do ensino público é um suspiro de alívio saber que ainda possamos ouvir, falar e debater ideias tão ricas a respeito da leitura e da literatura como um todo.

Que sigamos enfrentando o obscurantismo intelectual e a ode à ignorância. E que a busca por estudo e pesquisa não sejam mais vítimas de tantos ataques e quando forem que tenhamos as armas necessárias para ataca-las: a voz e a vontade de aprender!

 

 

 


 

Jello Biafra quebra silêncio e solta nota digna do real Dead Kennedys

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Depois da volta atrás do grupo californiano sobre o cartaz ilustrado pelo artista brasileiro Cristiano Suarez ficou a pergunta: o que o antigo integrante Jello Biafra faria se ainda estivesse por lá?

Essa pergunta foi respondida através de nota oficial emitida pelo próprio artista e ativista político que deixou bem claro sua posição contra o que a banda fez e mencionou que pelo fato de todos saberem sobre o perigo do governo Bolsonaro ninguém (nem mesmo a banda) deveria se sentir surpreso pela repercussão do cartaz.

Mais ainda, ficou claro, no entendimento de Biafra, que a ideia da ilustração é perfeita, pois sintetiza o que de fato está acontecendo por aqui e informou estar preocupado com o país no qual já veio diversas vezes.

Por último detonou a reação acovardada dos integrantes remanescentes do grupo,  salientou, porém, que pode até entender o cancelamento da turnê por conta do perigo, mas ainda assim ressaltou casos em que situações parecidas ocorreram na história do Dead Kennedys sem que tivessem voltado atrás nos seus ideais.

Veja abaixo a nota completa:

 

“Estou em choque. Estou deprimido. E antes de mais nada, como foi que eles deixaram tudo isso acontecer?

Essa é mais uma das razões (e existem muitas) do porque eu não querer mais tocar com esses caras, independente de quantos milhões de dólares sejam oferecidos. A banda acabou em 1986.

Eu adorei a arte do poster e achei a ideia SENSACIONAL. Me sinto honrado sempre que posso usar algo tão maravilhoso (feito com seriedade!) para algum dos meus projetos. Se algum dia eu conseguir uma cópia desse poster, eu quero enquadrá-lo e pendurar na minha sala ou no escritório da Alternative Tentacles.

Mas qual é o grande problema? De todas as grandes artes políticas e antifascistas usadas para promover o Dead Kennedys ao longo dos anos, esta é a primeira vez que eu tomo conhecimento desses caras serem contra um poster político. Por que este? E por que agora?

Valentões fascistas realmente ameaçaram a banda e disseram que haveria violência caso os shows acontecessem? Eles ameaçaram o promotor e as casas de show?

Ou alguém ficou preocupado com o fato dos apoiadores do Bolsonaro não comprarem camisetas suficiente da banda nos shows?

Em um post de Facebook recém apagado, foi dito que eles não devolveriam o dinheiro dos ingressos aos fãs. Ao invés disso, comunicaram que iriam doar os valores recebidos como adiantamento para a “caridade” ($42.000 DÓLARES AMERICANOS!) O promotor acaba de me dizer que ele recebeu o dinheiro de volta e agora os fãs que compraram os ingressos serão reembolsados! IHAAAA!

Se as ameaças de violência contra fãs inocentes foram realmente verídicas, bem, isso muda as coisas.

Eu tenho certeza que meus antigos companheiros de banda se lembram do terrível episódio de violência que ocorreu quando o verdadeiro Dead Kennedys tocou em Leicester, Inglaterra, em 1982. Os verdadeiros fascistas da Inglaterra [algo como uma Ku Klux Klan do país na época] se juntaram a alguns roadies do The Exploited e atacaram o show. Eu tive de me esquivar deles, no melhor estilo Muhammad Ali, por quase toda nossa apresentação enquanto eles subiam no palco e tentavam me acertar. O Dave do MDC acabou indo para o hospital com a cabeça rachada.

Nós também nunca conseguimos esquecer dos ataques pré-planejados pela polícia em diversos outros shows, onde policiais completamente descontrolados giravam seus cassetetes acertando a todos [incluindo o Peligro] DENTRO das casas de shows. E eu não estou falando somente da Polícia de Los Angeles.

Mas, ‘…A banda sente que não tem conhecimento suficiente para falar sobre assuntos políticos de outros países.’?? Vocês estão tirando com a minha cara?!?!? Essa banda já esteve no Brasil 2 ou 3 vezes! O que eles tem a dizer então sobre ‘Holiday in Cambodia’? E sobre ‘Bleed For Me’, cuja letra eu escrevi para as vítimas das guerras sujas da América Latina? Eles tem ciência sobre as capas dos discos da banda? Alguma vez na vida eles leram minhas letras nos encartes dos discos?

Como é possível que eles não tenham noção do que acontece no resto do mundo? Todos nós estamos conectados atualmente. O East Bay Ray não é uma pessoa burra. Eu imagino, pela forma como o texto foi escrito, que ele mesmo escreveu a declaração anti-poster do Brasil. E eu não sei se ele mostrou o texto para os outros caras da banda antes de postar.

Ray é uma pessoa muito bem educada, sempre se interessou por leitura e é o único membro original do Dead Kennedys que possui formação acadêmica. Me lembro dele como uma pessoa culta, sempre lendo artigos interessantes e aprofundados da revista The New Yorker. A recente edição do dia 1 de Abril trouxe um artigo bastante assustador expondo Bolsonaro e seu movimento. Mas mesmo antes disso, eu tenho 99% de certeza que o Ray sabia muito bem quem é o Bolsonaro — e o que ele representa.

Por que eu sei disso? Porque a maioria dos americanos sabem, até mesmo aqueles que têm metade do cérebro funcionando. Eu não posso falar pelos apoiadores idiotas do Trump.

Sim, nós estamos preocupados com o Brasil. Porque nós nos importamos com o Brasil. E porque nós nos preocupamos com o mundo.

Nós tememos pela situação dos brasileiros. Tememos pela Amazônia. Tememos pelas tribos indígenas que poderão ser massacradas. Nós não queremos que mais nenhum inocente morra como aconteceu com a Marielle Franco. Sim, a notícia de seu assassinato chegou até os noticiários americanos.

E, meus caros amigos, nós admiramos e respeitamos muito cada um que tenha a coragem de se posicionar contra o Bolsonaro e seus apoiadores fascistas metidos a valentões.

Minha banda, The Guantanamo School of Medicine, não poderá ir ao Brasil por algum tempo. Estamos gravando no momento e existem assuntos internos que precisam de nossa atenção agora.

Mas saibam que vocês estão em nossos corações.

Vocês não foram esquecidos.

Vocês não estão sozinhos.

FODA-SE O FASCISMO”

Jello Biafra

Cai a censura e Lula será entrevistado nesta sexta-feira

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Um dos desenrolamentos da tresloucada decisão do ministro Alexandre de Moraes de censura previamente a reportagem da revista Crusoé foi que tanto essa situação (que foi revertida dias depois e comentada através de artigo aqui neste blog na sexta-feira passada) quanto algumas anteriores vieram à tona para que a luta pela liberdade de expressão seja respeitada.

Posteriormente, ao ter ciência da revogação da censura os jornais El País e Folha de São Paulo entraram com ação no STF para reverter situação análoga que ocorreu com eles ano passado.

O que ocorre é que ainda durante o período de eleição tanto um quanto o outro veículo de imprensa solicitaram à Justiça uma autorização para entrevistar o ex-presidente Lula em sua cela na cidade de Curitiba, Paraná.

Acontece que Luiz Fux, através de também uma censura prévia bloqueou o direito dos jornais realizarem tal matéria. Com a decisão de Moraes de voltar atrás de seu ato autoritário ficou claro também que não cabia mais dúvida sobre a ação igualmente errada do outro ministro.

Sendo assim, o próprio STF revogou a decisão de 2018 e deu autorização para os veículos fazerem seu trabalho.

A entrevista ocorrerá sexta-feira (26) na própria cela de Lula e será feita pelos jornalistas Monica Bergamo e Florestan Fernandes, respectivamente, representantes da Folha e El País.

Ela não será transmitida ao vivo, mas estará disponível nos portais dos dois jornais a partir das 12 horas do mesmo dia.

No caso da Folha também deverá virar capa do dia seguinte em sua versão impressa e em relação ao El País ela deverá ser traduzida para todos os locais onde eles têm publicação no mundo.

 


 

 

 

O poster da turnê brasileira do Dead Kennedys é o retrato fiel do país que nos tornamos

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O Dead Kennedys, lendária banda punk que até 1986 era liderada pelo ativista Jello Biafra, vem ao Brasil no mês que vem celebrar seus 40 anos de carreira (na verdade são 41 anos, mas as festividades prosseguem neste ano).

O show dos caras passa por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte e a tendência é que tenhamos apresentações abarrotadas em todas as praças citadas.

Mas a notícia hoje não é somente sobre as apresentações e a turnê em si, nem tampouco o aniversário de existência do grupo nascido em San Francisco e dono de uma carreira pautada na defesa dos direitos humanos, na ridicularização das elites liberais e da crítica ferrenha contra a religião.

Pois o que fica claro é o feeling e o timing que os integrantes da banda tiveram ao pedir ao artista Cristiano Suarez fazer a pintura que serve de chamada para os shows.

A colorida obra mostra uma favela em chamas no fundo enquanto uma família branca de classe média posa na frente vestindo camisetas verde-amarela com símbolos de cruz no lugar do signo da entidade que cuida do futebol brasileiro e narizes de palhaço enquanto seguram armas e um dos integrantes tem a seguinte fala: “Eu amo o cheiro de pobre morto pela manhã”. Na parte da frente do poster há alguns tanques de guerra com bandeiras saindo de seus canhões em que se vê nitidamente um símbolo de cifrão em cada um deles que se aproxima das famosas suásticas nazistas.

O cartaz causou indignação em sites e fóruns bolsonaristas sob a alegação de que tal arte fere a imagem do Brasil tanto dentro quanto fora do país. Porém a pergunta que deveria ser feita é: não é o próprio governo e suas ações tresloucadas e insanas que estão fazendo com que a imagem nossa seja a pior possível lá fora?

Fica a dica para a reflexão e o convite para que o poster seja apreciado logo abaixo:

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Projeto sobre Alimentação Saudável tem apresentação no Riva

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O projeto sobre alimentação saudável que a EMEF Professor Rivadávia Marques Junior está promovendo neste mês de Abril está tendo inúmeras atividades e ações por parte de professores, coordenadores pedagógicos e direção da escola, mas uma chamou à atenção: uma apresentação artística pra lá de criativa feita pelos alunos-mediadores.

Sob a tutela da professora Regiane Biecco os meninos e meninas do projeto se caracterizaram como alimentos (frutas, legumes e verduras, em sua maioria) para informarem da maneira mais diferente e inteligente possível como devemos usar a nosso favor a alimentação do dia-a-dia.

A ação ocorreu na última semana durante o período da tarde e fez grande sucesso com os alunos e alunas do primeiro ao quinto ano.

Abaixo veja fotos da atividade: