Você só precisa do Damon Albarn explicando o Brexit para entender melhor o mundo

Resultado de imagem para damon albarn brit award 2018

 

Ontem foi o dia da entrega do Brit Awards 2018 e muitos foram os destaques.

A começar pela artista revelação do ano, Dua Lipa, com performance arrasadora no palco, Liam Gallagher disparando um “Live Forever” clássico para a plateia e STORMZY ganhando do ex-Oasis na categoria melhor artista masculino.

Além disso, como era de se esperar, Kendrick Lamar ganhou como melhor artista solo internacional na versão masculina e nossa Lorde como melhor artista solo internacional na versão feminina.

Mas o ponto alto da noite foi a entrega do prêmio de melhor grupo britânico para a banda animada Gorillaz. O seu mentor e compositor Damon Albarn subiu ao palco (ao lado de Jenny Beth e Jamie Hewlett) visivelmente embriagado para receber o troféu e tentou dizer umas poucas palavras sobre o Brexit e o tamanho da Grã Bretanha. Tente compreender o que ele quis dizer e você for capaz.

A lista com todos os vencedores aparece logo após o vídeo com o líder do Blur trocando um papo cabeça com o resto do mundo.

 

 


 

 

Veja a lista completa dos vencedores:
Revelação do ano – Dua Lipa
Melhor artista feminina britânica – Dua Lipa
Melhor artista masculino britânico – STORMZY
Melhor álbum britânico – “Gang Signs & Prayer” de STORMZY
Melhor vídeo britânico – “Sign of the Times” de harry Styles
Melhor single britânico – “Human” de Rag’n’Bone Man
Melhor grupo britânico – Gorillaz
Melhor artista solo internacional – Kendrick Lamar
Melhor grupo internacional – Foo Fighters
Melhor artista feminina internacional – Lorde
Produtor do ano – Steve Mac pelo trabalho em “÷” de  Ed Sheeran
Escolha da crítica – Jorjia Smith
Prêmio especial de sucesso global – Ed Sheeran

 

 

 

Anúncios

Liam Gallagher versus crianças fofinhas (mas nem tanto)

Resultado de imagem para liam gallagher kids noisey

 

Liam Gallagher está com tudo nos últimos dias: é jogo do Manchester City, shows em todo lugar, estadias em rádios bacanas e, por que não, falando com crianças para um vídeo produzido pela Noisey.

O cara aceitou realizar por último agora um pocket-show acústico para a Radio X britânica em que juntou canções de seu disco de estreia solo “As You Were” com músicas clássicas de sua antiga ex-banda que você sabe bem qual é. Do Oasis vieram “Some Might Say” e “Live Forever” e um ponto elevadíssimo de empolgação no lado-b “Rockin’ Chair”.

Antes disso, o rapaz foi entrevistado por crianças do ensino infantil em um especial da Noisey. Liam respondeu perguntas sobre o  seu time do coração, sobre música (sua e dos outros) e até mesmo sobre flatulência. A trocação de ideia com a molecada tem aproximadamente 4 minutos e vale especialmente pela habilidade da meninada em falar sobre assuntos que, digamos, não deixam o Gallagher mais novo muito confortável.

 

Confira abaixo:

 

Gibson e sua possível falência: uma facada na história do rock

Resultado de imagem para gibson les paul

 

James Hetfield, Jimmy Page, Slash, Eddie Van Halen e Paul MacCartney: a lista de gente que pode ficar triste por perder a marca preferida de seus instrumento de trabalho é muito maior que essa apenas com alguns grandes exemplos.

 

Já é sabido que houve uma queda vertiginosa nas vendas e importações de guitarras no Brasil por uma série de motivos (entre eles, o econômico, obviamente).

 

Porém, o problema parece estar mais complexo do que se esperava numa escala mundial.

 

Para provar que o negócio não está legal para ninguém num mercado que deveria ser sintomático para o rock em geral o rumor atual é que a Gibson, icônica fabricante de guitarras e violões, estaria próxima da falência.

 

Quem deu o furo sobre a situação foi o Nashville Post que sugere que tudo surgiu com a saída do chefe de finanças da companhia, Bill Lawrence, que teria deixado a empresa em maus lençóis, uma vez que “375 milhões de dólares em dívidas e 145 milhões de dólares em empréstimos” estariam alcançando seu “vencimento”, caso não sejam refinanciados até Julho.

 

Outra questão preponderante para o eminente fechamento seria pela saída da empresa de Nashville, sendo que agora estaria nas mãos de Henry Juskiewics, seu próprio dono.

 

O lance é que Juskiewicz estaria “enfrentando uma luta contra credores por conta de decisões comerciais ruins”, como demonstra um outro jornal, o Dayton Daily News.

 

Com a criação da empresa tendo acontecido em 1902, a Gibson é uma das marcas mais icônicas do mundo das guitarras e violões ao redor do mundo e arrecada cerca de 1 bilhão de dólares por ano.

 


 

The Drums em ajuda humanitária ao México. Que tal uma ajudinha?

Resultado de imagem para the drums meet me in mexico

 

Muitas vezes nos enviam solicitações para algum tipo de ajuda pelos mais diferentes motivos. Nem sempre há coisas tão relevantes assim, mas no caso relatado a seguir há preponderância necessária para darmos importância.

Em Setembro do ano passado, a Cidade do México, Puebla e Morelos foram atingidas por um terrível abalo sísmico de magnitude 7.1 na escala de Richter. O terremoto deixou cerca de 6 mil feridos e algo próximo de de 400 mortos.

Tal catástrofe natural deixou Jonny Pierce, integrante do The Drums muito sensibilizado e o motivou a realizar um trabalho próprio para auxiliar humanitariamente aquele país.

Através do site BandCamp a banda está lançando a canção “Meet Me In Mexico”  que já está disponível para venda através do formato digital 1 dólar ou na modalidade pay what you want para aqueles aqueles que possam ajudar com algo mais.

O single, além de servir a tão bom propósito, também é o primeiro trabalho após”Abysmal Thoughts” álbum de inéditas lançado pelo The Drums ano passado.

Confira a seguir o vídeo que ainda tem Pierce arriscando umas poucas palavras em espanhol:

 

 


 

A volta do Blog: muito mais político!

Resultado de imagem para volta do blog

 

Sai ano e entra ano e o blog tenta sempre se superar nos assuntos, nas ideias e na fluidez dos textos, vídeos e áudios aqui apresentados.

Sendo assim, o formato pode continuar a ser muito próximo do que já era anteriormente, mas pretende se tornar muito mais ativo em questões do cotidiano da cultura pop em associação com os processos políticos que andam de mãos dadas.

Portanto, temos por objetivo atingir o maior número de temas relevantes ao mundo maluco atual e o que se forma como atividade tanto na internet quanto na vida real e física.

E vamos em frente com muita música, bastante conteúdo de cinema e mais e mais literatura para ser transmitida ao público jovem (de ideia e de fato).

Abaixo, apenas um spoiler daquilo que deverá fazer parte cada vez mais de nossa página.

 

27459219_912605782239181_1228687683523641494_n

O caso Waack: o que aprender com ele

Costumo demorar para falar sobre assuntos palpitantes como o do caso de racismo de William Waack simplesmente por precisar mastigar corretamente as opiniões e argumentações alheias e verificar se a ação tomada pela pessoa no olho do furacão foi mero erro aleatório ou parte de sua conduta rotineira.

Sendo assim, vi e revi a cena na qual o jornalista realmente tem a fala racista e a reafirma quando o seu entrevistado não entende de primeira escuta.

Também pude ter bastante tempo para ver análises de diferentes companheiros de profissão de Waack (a maioria o defendendo veementemente).

Além disso, li as muitas análises de grupos de movimentos sociais que achincalharam com o profissional da Globo.

Por último, tive o desprazer de ler centenas de comentários nas redes sociais e a capacidade absurda de alguns vomitarem preconceito.

Portanto, é possível constatar algumas questões:

* tentar comparar o caso de Waack com o de recente censura em vários museus brasileiros é algo sem sentido já que ninguém está imputando a ele alguma restrição de liberdade de expressão. O cara simplesmente cometeu um ato de racismo, não está dando uma simples opinião sobre se gosta ou não de jiló;

* fazer do caso um procedimento de luta contra o racismo até não está errado, mas querer atirar o jornalista à fogueira também não me parece ser a melhor das situações;

* promover o ódio contra o cara não ajuda na discussão. Temos de separar o fato de que o jornalista é reconhecidamente um pulha e um ser humano horrível, mas o simples fato de sua empresa ter tido uma atitude de suspensão (ou quem sabe de demissão) já basta para sua plena punição e correção;

* fazer apologia do jornalista por meio de seus próprios pares é corporativista e simplista, pois se misturam as coisas com o fato de Waack ser um profissional renomado. Quem se utiliza deste expediente (cito aqui Tony Goes e Reinaldo Azevedo) está sendo promotor da máxima “aos inimigos tudo, aos inimigos a lei;

Portanto, temos de ponderar sobre o uso das redes sociais nos dias de hoje (para o bem e para o mal), precisamos ter cuidado com o que falamos em público e em particular (dar desculpa de que a pessoa não sabia que estava sendo gravada é tentar naturalizar o preconceito) e promover uma campanha odiosa contra a pessoa também não é justo nem produtivo para a discussão, já que temos que acabar com a atitude racista, preconceituosa ou discriminatória do indivíduo e não com ele.