Podcasts para ouvir durante a pandemia

microfone rádio - Blog do Redação

Neste período de pandemia é nítido que alguns mercados culturais e de comunicação cresceram enormemente.

O caso da podosfera, termo pelo qual é conhecido o grupo de podcasts encontrado nos principais agregadores de podcasts na internet, é gritante, pois a facilidade com a qual se pode escutar um programa em qualquer lugar e em qualquer horário facilita sua disseminação.

o Blog Outros Son separou cinco bons Podcasts para acompanhar neste momento em que a informação e o entretenimento se misturam na tarefa de levar ao ouvinte algum conforto ou diversão. A maioria desses programas pode ser conseguido também em sua plataforma de Streaming preferida.

 


 

Xadrez Verbal

Xadrez Verbal Podcast | Xadrez Verbal

 

Dentre os melhores podcasts de política no Brasil o Xadrez Verbal se destaca não só pela qualidade de seus participantes (Filipe Figueiredo e Matias Pinto), passando pela quantidade e qualidade de informações e ainda pelos convidados que por lá aportam.

Neste momento de pandemia há ainda a participação especial de Atila Iamarino em programas especiais semanais falando sobre os números mundiais do Coronavírus e o que cada país está realizando para diminuir os danos da doença.

Um programa que fala de geopolítica sem ter um tom professoral pedante, mas que informa com clareza aquilo que pretende.

 


 

Anticast

 

AntiCast | Podcasts

 

Como a própria página do Podcast criado por Ivan Mizanzuk explica este é um Podcast que nasceu para falar de Design, área de atuação de seu apresentador, mas conforme foi passando o tempo o tema foi flutuando para a discussão política e social do país.

Com algumas mudanças editoriais no seu formato também tem incluído entrevistas importantes de personagens de setores ligados aos Direitos Humanos, do mundo do Direito Constitucional e da Política Partidária brasileira.

O Anticast, em alguns momentos, pode ser meio errático na inclusão de novos programas, mas nunca falha em sua qualidade de conteúdo.

 


 

PeeWeeCast

 

PeeWeeCast (podcast) - Canal PeeWee | Listen Notes

 

Braço radiofônico do Canal do YouTube Peewee, o PeeWeeCast é basicamente um programa no qual os criadores Miguel e Leonardo convidam os amigos Bruno e Sescon para conversar sobre o mundo nerd e da cultura pop mundial.

Com preferência pelo universo de séries e filmes o quarteto aposta no humor e na irreverência para que a discussão flua por aproximadamente uma hora por semana.

Assim como em outros programas do gênero o PeeWeeCast também convida pessoas especializadas naquele assunto da semana para aprofundar determinadas questões.

 


Muito Mais Do Que Futebol

 

Muito Mais Do Que Futebol – Central 3

 

A parceria jornalística entre Mauro Cezar Pereira e Lúcio de Castro ultrapassa as linhas do futebol neste programa que fala sobre tudo o que cerca o futebol e o política para interferir na sociedade como um todo.

Intermediados por Leandro Iamin o Podcast é uma ação da Central 3, empresa detentora de outros inúmeros bons programas.

O MMDQF acaba por ser um bate-papo descontraído, mas não isento de opinião e posicionamento ideológico firme. Uma grande opção em tempos de disseminação do ódio e da ignorância.

 


 

Viracasacas

 

Viracasacas Podcast – Site do Viracasacas Podcast

 

O Podcast repercute os principais eventos políticos do país e chama para a roda de conversa, além dos apresentadores Carlos Carapanã e Gabriel Divan, vários convidados.

Com um tom ameno de falar sobre temas duros, na maioria das vezes, o núcleo do programa tende a ser claro sobre os mais absurdos fatos ocorridos no Brasil durante a semana.

Houve recentemente, por conta da pandemia, programas em formato de live, em que inúmeros outros podcasts foram convidados a participar junto com o Viracasacas. Vamos ver se isso se repete em breve.

 


 

Mais posts, enfim!

Paisagem Bonita | Baixe Vetores, Fotos e arquivos PSD Grátis

 

Após um hiato monstro por conta de problemas particulares e, obviamente, da pandemia e necessário isolamento social estamos de volta para a tentativa de fazer o Blog rodar mais vezes durante a semana.

Nos próximos dias espera-se ser mais profícua a ação aqui neste site e que a variedade de assuntos da cultura e da política possa ser maior e constante.

Mais posts, enfim, é a lógica que queremos promover, mas tudo dependerá de fatores além do que aqui se apresenta.

Mas como o repeito pelos leitores e amigos é grande e a vontade de continuar escrevendo é infinita a probabilidade de dar certo é grande.

Um abraço!

 

Esqueça The Walking Dead: dê atenção para Kingdom

Kingdom: O que faz a série sul-coreana da Netflix ser tão incrível?

 

É inegável que o cinema sul-coreano tem qualidades narrativas e estilísticas que fazem dele um dos melhores do mundo contemporâneo, mas após a trajetória explosiva de Bong Joo-Ho com “Parasita” os holofotes para aquele canto do globo se intensificaram demais.

Sendo assim, coisas fantásticas de antes e depois do advento do ganhador do Oscar 2020 foram, enfim, sacadas do limbo (ou do cinema alternativo mundial) e venceram a barreira da legenda e do estranhamento da língua original.

Redações de todos os países agora precisam aprender a escrever rapidamente nomes cheios de encontros vocálicos e hifens para divulgar e analisar obras diversificadas tanto na estética quanto no roteiro de histórias orientais que ainda conseguem sugar alguma influência do bom cinema hollywoodiano.

Dessa maneira, era um caminho razoável que também outras mídias culturais também fossem percebidas pela comunidade artística internacional: novelas, doramas, animes, peças teatrais e séries sul-coreanas estão sendo desvendadas pelo público e crítica nos últimos tempos e isso tem provocado curiosidade e percepção de que a produção desta área do conhecimento naquele país pode ser introjetada em qualquer mente minimamente aberta ao novo.

E é sob essa perspectiva vazia de preconceitos que a Netflix resolveu encarar a produção e distribuição de conteúdo original da Coreia do Sul. É bom lembrar que mesmo antes da comoção de Parasita já havia um certo campo a ser explorado ali e foi nessa toada que surgiu Kingdom, série que estreou em 2019 com orçamento gigante e história pouco divulgada, mas que logo venceu os muros da ignorância alheia com o boca-a-boca que ajuda produtos a ganharem a audiência do serviço de Streaming estadunidense.

Produzida e dirigida por Kim Seoung-hun e com roteiro dele mesmo em parceria com a escritora Kim Eun-hee, Kingdom mistura elementos históricos e ficcionais ao seguir a trama política do final da Dinastia Joseon que promove poder, traição, guerra de famílias e clãs que acabam por provocar tensão social e um problema seríssimo de falta de comida em toda a região interiorana do país.

É no meio de toda essa efervescência na sociedade sul-coreana da época que conhecemos o drama do rei que foi acometido por varíola e que após sua morte o seu conselheiro-mor e sogro Cho Hak Joo (Seung-ryong Ryu) chama um médico conhecedor de práticas pouco ortodoxas da ciência para seu reavivamento. Mais à frente entenderemos melhor o motivo dessa pretensa benevolência, mas ela tem implicações severas para a base do que vem a ser o plot da série.

Em meio a tudo isso o herdeiro do trono, Lee Chang (Ji-Hoon Ju), descobre parte da conspiração e precisa viajar para desvendar de fato o que ocorreu com seu pai que não pode ser visto por ninguém por ordem da própria rainha e madrasta dele.

É exatamente na cidade para a qual retorna o médico com o espólio (ou ônus) da viagem para curar o rei que ocorre um fato que vai mudar a vida de todos no reino e faz com que uma invasão zumbi seja promovida em escala epidêmica.

A descrição acima é somente o argumento de parte do primeiro episódio da série e funciona bem por ocasião da facilidade com que autores e direção realizam a junção entre trama política com o elemento ficcional e sua parte de ação propriamente dita.

Além disso, é especialmente importante citar a arte de design de produção que enfatiza uma época distante dando realismo a ela. Há cenários suntuosos, mas existe a miséria em cada povoado visitado pelos personagens da produção. E é aí onde mora a sutileza dos detalhes que, muitas vezes, produções se empenham em deixar tudo muito próximo do perfeito, mas se esquecem que gente vivia ali e esse pequeno fator faz todo o papel de verossimilhança para quem vê o programa.

Claro que a escolha por efeitos práticos na condução da maquiagem dos mortos-vivos e o já conhecido bom trabalho de atuação de atores e atrizes sul-coreanos dão um tom qualitativo pouco visto no gênero e a direção de elenco em consonância com momentos bem coreografados nas batalhas encaixam bem com todo o restante da atividade vista em tela.

O programa, enfim, não é perfeito, pois há, especialmente, duas soluções mágicas pouco criativas que tiram o espectador daquele mundo por alguns momentos (a saber: a última frase dita por uma personagem no final da primeira temporada e uma outra situação envolvendo uma fala da mesma personagem no terceiro capítulo da segunda temporada) e a criação do vilão é meio caricata e forçada por conta, principalmente, da eterna cara de mau feita pelo ator que o interpreta.

Independente disso, Kingdom cumpre bem demais seu papel de entreter, promove discussões políticas importantes, faz comentários sociais sutis (e outros nem tanto) e passeia pelo terror, ação, aventura e drama sem parecer forçado (outro adjetivo inerente ao cinema sul-coreano). No fim das contas, a Netflix acerta mais uma vez em dar espaço a produções de países que não estão no foco do grande mercado cultural ocidental e faz com que o fã de uma boa história possa curtir algo realmente bom. Para quem ficou frustrado com o final de Game of Thrones e não quer mais saber de The Walking Dead (com razão) a série é ótimo alento.

 


 

 


 

V Slam Interescolar: veja imagens da participação do Slam do Riva

 

Aconteceu ontem (13/11) a grande final do V Slam Interescolar de São Paulo no CCJ (Centro Cultural Ruth Cardoso) na Zona Norte da cidade.

Sob a supervisão e organização do pessoal do coletivo Slam da Guilhermina o evento teve a participação de 45 escolas de ensino fundamental do estado de São Paulo.

Com uma plateia de aproximadamente 700 pessoas, dentre alunos, professores, parentes dos participantes e convidados, a ação que já é sucesso (e que terá sua versão Ensino Médio hoje às 14 horas) e motivo de atividades expressivas por professores e alunos ao redor de vários pontos do Brasil.

O Slam do Riva foi representado pela aluna Sarah Morais e todo o apoio da torcida levada pela escola foi decisivo para que ela e outros participantes tivessem força para conseguir falar no palco.

Veja abaixo algumas das fotos da atividade realizada ontem:

 

 


 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

Participação do Slam do Riva na 4º Edição do Fórum Inovação Educativa da Folha de São Paulo

 

Ocorreu na última quarta-feira (14/11) a 4º Edição do Fórum Inovação Educativa, atividade promovida pelo jornal Folha de São Paulo.

O evento tem como principal objetivo debater práticas possíveis para a evolução da educação em escolas pelo país.

Para fazer da discussão uma coisa mais próxima do real inúmeros foram os convidados que colocaram em pauta seus pontos de vista sobre a atuação do ensino na melhoria da sociedade.

A ação de professores e professoras como mediadores da educação moderna e inovadora com os alunos também foi pauta do fórum e isso ficou evidente com a atividade da qual as escolas Professor Rivadávia Marques Junior e Henrique Pegado participaram.

Organizadores de atividades de Slam Poético dentro de suas unidades os professores responsáveis por esses projetos de ensino e inclusão dos alunos e alunas da Zona Leste de São Paulo realizaram uma mini batalha de poesia no Centro de Convenções Rebouças onde ocorreu a ação.

Sob a apresentação do poeta e criador do Slam da Guilhermina e do Slam Interescolar Emerson Alcalde, as meninas fizeram suas rimas e encantaram a plateia constituída majoritariamente por docentes da cidade.

Com torcida levada pelas escolas e com a participação dos professores Dhiancarlo e Rafaela, as meninas deram show e foram aplaudidas efusivamente por todos os presentes.

Veja abaixo algumas imagens do evento:

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

Grande Encontro de Grêmios Estudantis de São Mateus: o Slam do Riva deu o ar da graça

 

Na última terça-feira (12/11) ocorreu o Grande Encontro de Grêmios Estudantis de São Mateus.

O evento aconteceu no CEU São Mateus e contou com a presença de professores e alunos participantes dos Grêmios Estudantis em suas escolas.

Também houve palestras e mesas com atividades e depoimentos sobre o trabalho das equipes eleitas democraticamente dentro das instituições de ensino da região, sempre mantendo na figura dos alunos e alunas o papel de protagonismo das ações.

Foi nesse contexto que duas escolas, a EMEF Ivete Vargas e a EMEF Professor Rivadávia Marques Junior realizaram uma apresentação especial de seus grupos de Slam internos para a plateia que assistiu extasiada aos poemas das meninas e meninos. Com a mediação dos professores Rafael Carnevalle e Dhiancarlo Miranda todos puderam declamar seus textos diante do público que assistiu a tudo embasbacado com a qualidade daquelas palavras descritas por uma juventude que quer crescer e mostrar sua arte ao mundo.

O teor dos textos carrega sempre uma experiência pessoal dos estudantes e isso reforça a necessidade de que equipes gestoras, coordenações pedagógicas e professores das mais variadas escolas tenham ciência de trabalhar com atividades que contribuam para essa abertura da consciência coletiva e individual de nossos jovens.

Sob este aspecto todas as apresentações do evento tiveram uma temática de mostrar a possibilidade de haver autonomia e responsabilidade na atuação dos jovens, mas que isso precisa ter uma condução assertiva de professores dentro das escolas.

Veja abaixo algumas das imagens do encontro:

 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 

 


 


 

 


 

 

 

Encontro de Escolas de Tempo Integral: o Slam do Riva também deu show lá

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Aconteceu na última quarta-feira (30) o Seminário “Educação Integral: Ampliando Possibilidades e Conhecimentos” promovido pela DRE São Mateus em que representantes das escolas de tempo integral da região puderam apresentar suas atividades e palestrantes realizaram conversas sobre o tema.

Também nessa ação houve a participação de professores e estudantes que fazem algum projeto dentro ou fora da escola em tempo integral que promova o protagonismo juvenil e transforme o ambiente educacional num local de ensino-aprendizagem para a vida e para o social. Atividades com cunho voltado principalmente à educação em direitos humanos foram percebidas como uma centralidade nesses movimentos mostrados pelos seus organizadores.

Sendo assim, é claro que o nosso Slam do Riva estaria presente, pois esta ação da Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior pretende ser um fio condutor das preocupações dos meninos e meninas com sua condição humana e de seus anseios e desejos na vida social atual com vistas a mudar para melhor não só sua própria situação como a do país e do mundo.

Pensando assim, tanto os alunos e alunas do projeto organizado pelo professor Dhiancarlo Miranda quanto os seus colaboradores juvenis tiveram a preocupação de trazer para a apresentação do grupo poesias que tivessem a ver com áreas sociais de interesse coletivo nos direitos humanos (meio-ambiente, direitos da mulher e dos negros, políticas públicas) como também temas ligados às doenças sociais do momento (depressão, ansiedade).

Além dessa atividade apresentada pela galera do Slam do Riva também houve linda demonstração de ação inclusiva com o Circo da EMEF Professora Candida Dora Pino Pretini (que trabalha com alunos surdos e não-surdos) e palestras da professora Maura Casari sobre sua atuação como POEI (professora orientadora de escola integral) e da professora Telma Maris Ribeiro sobre sua gestão do grupo NAAPA da DRE São Mateus e um bate-papo com gestores de escolas que já adotaram o tempo integral em suas unidades.

Veja abaixo algumas imagens do evento:

 

 


 

Final do IV Slam do Riva: veja as fotos deste grande evento

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Aconteceu no último dia 21/10 a grande final do IV Slam do Riva, batalha de poesia que é organizada pela Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

Com presença da poetisa Monique Martins e de representantes da DRE São Mateus, a atividade teve a participação de 23 poetas meninos e meninas que fizeram oficinas, audições e inúmeros outros procedimentos ao longo do ano com o professor Dhiancarlo Miranda para se apoderarem de temas ligados aos direitos humanos e com relação à rima e à poética como um todo.

As apresentações foram muito dinâmicas e notou-se a grande qualidade dos textos na boca das alunas e alunos em consonância com o ritmo sonoro bem próximo do hip hop e do funk.

A grande vencedora do ano foi a aluna Sarah Morais Iani do 9º Ano C com Lucas Darc do 8º Ano B em segundo lugar. Ambos serão representantes do V Slam Interescolar que ocorrerá dia 13/11 no Instituto Ruth Cardoso.

Veja abaixo, algumas das imagens da ação:

 

 


 

Batalha de Poesia com os pequenos. Aqui também tem

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No último dia 17/10 uma prévia da batalha de poesia da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

O Slam do Riva como é chamada a ação é parte integrante dos projetos realizados pela Sala de Leitura Cora Coralina e tem a intenção de não só criar a cultura da escrita e da leitura na vida dos alunos e alunas como também estabelecer um diálogo com assuntos e temas caros à nossa sociedade.

O tema principal que tem sido base para muito do projeto promovido pela sala de leitura é a educação em direitos humanos e isso tem se traduzido nas poesias produzidas dentro da escola.

Na data da prévia tivemos como espectadores os meninos e meninas dos 4ºs e 5ºs Anos do Ensino Fundamental no período da tarde. Como eles ainda não competem na batalha então se estabeleceu que podiam aprender um pouco sobre a dinâmica sendo presenteados pela apresentação dos alunos e alunas maiores.

Não podia ter dado mais certo, a atividade foi um sucesso e a ideia é ter mais edições no período da tarde para que todos sejam agraciados por este evento tão importante e bonito.

Veja abaixo algumas fotos:


 

Peter e seus bonecos amaldiçoados

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Peter era um homem sem família e solitário, mas ele tinha uma grande paixão por histórias de terror e lendas urbanas.

Ele tinha um objetivo na sua vida triste: conhecer a maior loja de brinquedos do mundo, pois ele colecionava bonecos e lá tinha todos aqueles que faltavam em sua coleção.

Sendo assim, Peter trabalhou por anos até conseguir o dinheiro necessário para viajar até o seu local de desejo. Como morava na Inglaterra foi difícil conseguir dinheiro, mas quando isso ocorreu rapidamente ele comprou a passagem e foi até os Estados Unidos, mais especificamente no estado da Califórnia, onde se localiza a maior loja de brinquedos do mundo.

Então Peter, depois de 9 horas de voo chegou ao seu destino e logo partiu para a tal loja.

Quando Peter chegou lá ficou extremamente encantado, pois ali o seu sonho de anos estava sendo realizado. O rapaz comprou todos os bonecos que faltavam em sua coleção, mas antes de ir embora Peter chamou o vendedor que lhe atendeu e tinha uma curiosidade a ser perguntada. A curiosidade era tanta que ele decidiu que não poderia sair de lá sem sanar essa dúvida.

Peter perguntou se era verdade que aqueles bonecos podiam criar vida se saíssem da Califórnia, pois havia uma história famosa de que um homem que comprara bonecos ali teria vivido seus últimos dias de vida no hospício, pois jurava que os seus bonecos tinham criado vida e tentaram mata-lo.

O vendedor olhou bem fixamente para Peter, parou por um instante, o fitou mais uma vez e finalmente disse: “Não, isso não é verdade. É só mais uma história inventada por um maluco. O rapaz se sentiu aliviado pela resposta e foi embora da loja e já no outro dia viajou de volta para seu país.

Dessa forma, Peter chegou em sua casa e colocou seus bonecos no quarto que ele havia feito para colocar a sua coleção que, até que enfim, estava completa. Daí foi dormir.

Durante a madrugada Peter ouviu um barulho estranho no quarto de seus bonecos e foi olhar o que estava acontecendo. Chegando lá se deparou com uma cena que o fez ter que esfregar os olhos para ter certeza de que era verdade: todos os bonecos estavam vivos e portavam armas em suas mãos. Muitos estavam com facas, outros com machados, alguns empunhavam tesouras enquanto que outros mais tinham furadeiras, marretas e martelos.

Quando Peter percebeu que corria perigo ficando ali parado tentou correr, mas isso não foi suficiente: alguns bonecos já estavam em seu encalço e outros até mesmo em sua frente. Vários pularam em cima dele e os golpes começaram a ser desferidos. Não houve nem a chance do rapaz gritar, pois bonecos avançaram pra cima de sua boca com panos e a encheram enquanto o furavam com as mais diferentes armas.

Dias depois um dos vizinhos de Peter repararam que exalava um cheiro estranho da casa daquele rapaz solitário que quase não tinha contato com ninguém. Tentou chamar por Peter, mas como não houve resposta a polícia foi chamada. Quando arrombaram a porta viram o corpo do pobre homem todo desfigurado caído no chão.

Muitos cômodos foram conferidos e em todos eles havia manchas de sangue de Peter, mas um quarto especificamente que estava trancado foi encontrado intacto e limpo. O quarto cheio de brinquedos e bonecos.

 

Thaynara Gomes Domingos – 9° Ano A