Final do IV Slam do Riva: veja as fotos deste grande evento

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Aconteceu no último dia 21/10 a grande final do IV Slam do Riva, batalha de poesia que é organizada pela Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior.

Com presença da poetisa Monique Martins e de representantes da DRE São Mateus, a atividade teve a participação de 23 poetas meninos e meninas que fizeram oficinas, audições e inúmeros outros procedimentos ao longo do ano com o professor Dhiancarlo Miranda para se apoderarem de temas ligados aos direitos humanos e com relação à rima e à poética como um todo.

As apresentações foram muito dinâmicas e notou-se a grande qualidade dos textos na boca das alunas e alunos em consonância com o ritmo sonoro bem próximo do hip hop e do funk.

A grande vencedora do ano foi a aluna Sarah Morais Iani do 9º Ano C com Lucas Darc do 8º Ano B em segundo lugar. Ambos serão representantes do V Slam Interescolar que ocorrerá dia 13/11 no Instituto Ruth Cardoso.

Veja abaixo, algumas das imagens da ação:

 

 


 

Atividades de preparação para o Slam do Riva

 

Já foram iniciadas as ações para a Batalha de Poesia do Riva que ocorrerá neste ano no mês de Outubro.

Os preparativos estão a pleno vapor, as rimas estão ganhando corpo, os poetas já treinam bastante suas apresentações e muita coisa ainda virá.

Abaixo, veja algumas imagens desses preparativos na Sala de Leitura Cora Coralina:

 

 


 

Seminário Sala de leitura: A importância da Leitura Literária na Adolescência

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Aconteceu no último dia 17/05/2019 (Sexta-feira passada) o Seminário “Sala de Leitura: a importância da leitura literária  na adolescência” promovido pela Secretaria de Educação do Município de São Paulo com vistas à formação continuada dos professores orientadores de sala de leitura da cidade.

Na ocasião foram convidados a palestrar para os professores presentes um conjunto de três gênios da literatura infanto-juvenil e adolescente nacional: Heloísa Prieto, Toni Brandão e Ricardo Azevedo.

Heloísa promoveu uma discussão acerca da interferência da cultura pop atual no imaginário popular e juvenil e o que isso pode promover ou atrapalhar na leitura da literatura  realizada para essa faixa etária através da palestra “Leituras de Descobertas”.

Toni Brandão auxiliou na discussão com o debate “Literatura juvenil na vida dos jovens” e incluindo na conversa muitos exemplos de sua própria literatura escrita ao longo dos anos.

Ricardo Azevedo, no alto de sua larga experiência de escrita para crianças e jovens e na facilidade com que transita entre estes mundos promoveu uma troca de ideias com a palestra “Literatura juvenil, escola e sistema cultural dominante” no qual também se debruçou sobre questionamentos acerca de como anda o processo editorial brasileiro atualmente.

Além de ser altamente rico o período em que os três escritores falaram foi benéfico também pelo fato de ter podido contar com um tempo bom para que houvesse uma série de perguntas por parte dos professores presentes.

Neste sentido, a formação serviu não só como norte para as atividades em sala de leitura, mas também na reflexão do papel do professor enquanto mediador na escola e na preparação dos jovens para o mundo.

Após esse deleite literário houve apresentação do contador de histórias Fábio Lisboa que permeou suas ações entre os contos populares e a promoção da quebra da parede do texto com o jovem no mundo tão interativo de hoje.

Enquanto rolavam tais atividades no palco houve intervenção literária durante todo o evento de alunos de escolas municipais com leituras ao pé do ouvido, algo que já se tornou tradição aqui na educação municipal com a mediação de professores orientadores de sala de leitura.

Portanto, num Brasil em que há cada vez mais ataques ao trabalho libertador da educação e do ensino público é um suspiro de alívio saber que ainda possamos ouvir, falar e debater ideias tão ricas a respeito da leitura e da literatura como um todo.

Que sigamos enfrentando o obscurantismo intelectual e a ode à ignorância. E que a busca por estudo e pesquisa não sejam mais vítimas de tantos ataques e quando forem que tenhamos as armas necessárias para ataca-las: a voz e a vontade de aprender!

 

 

 


 

Leitura ao pé do ouvido encanta professores e pais no Riva

Por conta da inauguração da praça de alimentação do Riva vários foram os eventos culturais realizados durante o período desta quinta-feira (16).

Uma das atividades artísticas que levou tanto professores quanto pais e alunos a pedirem bis foi a leitura ao pé do ouvido realizada pela sala de leitura e pelos alunos do projeto de mediação de leitura.

Os meninos e meninas convidaram os presentes a escolherem poemas de dentro de um cesto de madeira e depois, de posse de uma folha de cartolina em forma de cone para deixar um eco preciso, o mesmo estudante fazia uma leitura de uma poesia.

O tema desta edição foi tratado com bastante afinco, já que tinha a ver não só com a alimentação (do corpo, da alma, do físico, do coração) quanto também da poesia periférica e marginal.

Sendo assim, autores como Carlos Marighella, Carolina Maria de Jesus, Ferrez, Sérgio Vaz, Mariana Felix, entre outros, foram lidos pelas crianças para os adultos.

Veja abaixo algumas das imagens da atividade:

 


 

80 Tiros

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80 tiros não têm desculpa

80 tiros não possuem eufemismo

80 tiros não trazem vidas de volta

80 tiros produzem ódio infinito

80 tiros não são só bola fora

 


 

São mais do que força bruta

Significam mais do que a imagem possa mostrar

Paralisam quem tem bom senso

Petrificam canalhas que não abrem a boca

 


 

80 vozes que se calam

80 pedras que são lançadas

80 víboras que se alastram

80 perdas por minuto passado

 


 

Não vale mais uma família

Não vale mais a cor e a classe

Não vale o fato de ser da paz

Não vale o ser e o que faz

 


 

80 disparos no coração da sociedade

80 disparos contra a democracia

80 disparos contra a trilha percorrida

80 disparos na gente negra e pobre

80 disparos na maioria sofrida

 


 

Sem perspectiva segue a linha fascista

Sem futuro segue o fio condutor do autoritarismo

Sem luz o que sobra é a luta que não é vazia

Sem um rumo é só a vida pela qual se briga

 


 

80 tiros que têm destino

80 tiros de uma arma bem apontada

80 tiros que possui uma mão segurando

80 tiros com um mandante conhecido

80 tiros que continuam a matar.

 


 

2° Slam do Riva: os preparativos já começaram

Desde o mês de Junho, em conjunto com a professora Mariângela Jacob, a Sala de Leitura Cora Coralina da EMEF Professor Rivadávia Marques Junior tem promovido oficinas de poesia para preparar os alunos para segunda edição do Slam do Riva a ser realizado entre os meses de setembro e outubro próximos.

O intuito dessas oficinas também é de promover debates sobre assuntos importantes ara a vida da comunidade, do Brasil e do mundo e que interferem na vida das crianças e jovens direta ou indiretamente.

Neste momento dos preparativos as salas estão realizando discussões variadas nas quais temas como o papel do governo na sociedade atual, o preconceito, os direitos das mulheres, crianças e adolescentes, a questão das drogas, entre outras situações do nosso cotidiano.

Veja abaixo, alguns momentos de debate entre os alunos através de imagens na sala de leitura.

Rupi Kaur: poesia para a libertação feminina

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Sempre é muito difícil falar sobre as questões femininas sem sentir na pele o que é ser mulher, mas é importante analisar sempre que possível o que a cultura pode se apropriar da atividade das meninas e para elas.

Pode-se notar que a literatura feminista é algo que ainda precisa fluir muito na mente das mulheres e (por que não?) dos homens, pois  ainda há uma parcela dos donos da palavra e da disseminação do conhecimento que o feminismo não seria tão importante assim para a humanidade.

Se temos maravilhosos exemplos de mulheres habilidosas na forma e no estilo de escrever sobre os problemas a serem desfeitos para a verdadeira luta por direitos femininos no mundo extremamente patriarcal há de se notar que isso fica meio de lado nas discussões no meio literário moderno. Após figurar até mesmo em prova nacional do ensino médio anos atrás, esse tipo de pensamento em busca de igualdade social e cultural entre meninas e meninos tem dado um salto na maneira de ser vista por aqueles que pretendem dar um olhar mais sério ao assunto.

Se podemos dizer que a obra “Em defesa dos direitos da mulher” de Mary Wollstonecraft ainda no século XVIII é um marco para esse tipo de livro para fazer balançar a cabeça de uma sociedade muito retrógrada, é por meio de Charlotte Brontë com “Jane Eyre” cem anos depois que, através da sutileza e da ironia que esse sentido de jogar fora alguns conceitos da mulher como sombra do homem passam a cair.

Após isso, na primeira metade do século XX, florescem os textos magníficos de Simone de Beauvoir e Virginia Woolf, mas a tríade que se inicia com “A Mística Feminina” de Betty Friedman (1963), “Wide Sargasso Sea” de Jean Rhys (1966)  e “Política Sexual” de Kate Millett (1970) que se consolida esse tipo de literatura voltado ao público feminino.

 

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Além disso, temos casos nacionais como “Sobrevivi, Posso Contar” de Maria da Penha que são depoimentos fortes e corajosos em nossos lados brasileiros e fenômenos como o discurso jovem de Malala Yousafzai que fogem do contexto de literatura descartável ou de datação rápida dos dias atuais.

Neste sentido, há uma outra autora que parece ultrapassar essa questão apenas da contemporaneidade e que pode alcançar importância para a História no quesito de contribuir para a luta da causa em busca de direitos das mulheres. Rupi Kaur é uma indiana que mora no Canadá atualmente e que, além de poetisa é também artista visual.

Com apenas 24 anos, Rupi  já foi considerada pela crítica que tenta se especializar em analisar autopublicações através das redes sociais como “filha perfeita de seu tempo” e “voz de sua geração” por conta da identificação que seu trabalho causa em jovens mulheres ao redor do globo.

Mas ela não é só um fenômeno do Instagram ou do Twitter. Seu primeiro livro intitulado “Milk and Honey” foi publicado de maneira independente e já atingiu mais de um milhão de exemplares vendidos com o plus de ter sido traduzido para oito idiomas (inclusive o nosso).

A escritora também se preocupa em causar nas pessoas sensações diferentes quando promove através de imagens uma visualização de cenas que são típicas da situação de ser mulher, mas que incômodo na sociedade que despreza aquilo que provoca nojo ou desconstrói a imagem da mulher que precisa sempre estar perfeita. Já teve até problemas com as redes sociais por conta de fotos que até foram censuradas, mas isso não fez com que arredasse o pé de sua intencionalidade prática de fazer todos pensarem a respeito de seu preconceito e misoginia.

 

Rupi Kaur/Instagram

 

Ela acaba por ser uma mola propulsora de um movimento poético que rompe em suas formas, conteúdos e maneiras de chegar ao público. Ela quebra o ciclo normatizado de que há uma base com a qual os textos são tradicionalmente realizados. Junto com outras mulheres como Warsan Shire (poetisa somali queridinha de Beyoncè), Rupi Kaur começa a conquistar um espaço que raramente é cedido às meninas, principalmente se não forem brancas e de uma classe artística já estabelecida como se fizesse parte de um conceito de castas pré-estabelecidas na sociedade.

 

Veja abaixo, alguns poemas da artista:

 

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