Julia Holter: você pode estranhar, mas no final irá gostar

Julia nasceu na Califórnia em 1984 (tem 31 anos já), saiu para o mundo, mas o lar não saiu dela.

Na verdade, nem ela também.

A cantora, compositora, produtora musical e artista performática prossegue com sua vida totalmente ligada à terra natal, pois a sede de suas maiores atividades é em Los Angeles.

Por lá, ela já havia frequentado a Academia de Música da Alexander Hamilton High School e a CalArts onde se graduou no estudo de Composição Musical. Isso contribuiu para a criação de inúmeras canções, situação que teve seu auge em 2008 com a inclusão de várias delas em alguns álbuns de compilações de novos artistas.

O primeiro disco dela sozinha foi lançado em 2011 e levou o nome de “Tragedy”. A curiosidade sobre a moça cresceu e a promoção do trabalho por meio de bons shows e participação em programas de college radios do mundo indie americano em conjunto com o método profícuo de criação de Holter contribuíram que seu segundo álbum já aparecesse em 2012. Este tinha o título de “ekstasis”.

Julia tem a façanha de se desdobrar entre vários trabalhos paralelos e é fácil colher parcerias dela com músicos como Nite Jewel, Linda Perhacs e Michael Pisaro.

Enquanto florescia essa sanha por projetos pessoais também crescia sua fama no meio musical em outras partes do planeta e convites para festivais começaram a pipocar.

E isso, obviamente, facilitou o processo para a melhoria profissional e o terceiro disco “Loud City Song” já sairia pela Domino Records em 2013. Comparações com artistas dos anos 70, como Kate Bush e Laurie Anderson e as experimentações indies do Stereolab fariam eco ao trabalho da garota junto às boas análises da crítica especializada.

Foto de Divulgação

A colaboração no trabalho de outras pessoas pareceu se estender a partir daí e atividades com a cantora Nite Jewel também vieram.

Em 2015, Holter o quarto álbum é finalmente concebido e seu lançamento demonstra que a consolidação da carreira da cantora está  mais do que estabelecida. Sua banda é quase uma big band e os sons extraídos dali variam entre o rock experimental, art pop, ambient rock e música eletrônica.

Julia gosta muito da cultura e literatura grega e muitos temas retirados de textos conhecidos da mitologia de lá foram reutilizados por ela em suas canções.

Desa forma, muitas vezes também se consegue deduzir sons mais antigos são percebidos em seu trabalho. Até mesmo a temática barroca pode ser alcançada quando se tem bastante atenção aos seus sons.

Sua voz ajuda muito nisso tudo, pois consegue ser bem intimista ao mesmo tempo que sobe um pouco o volume para demonstrações de sua técnica vocal.

Enfim, pode causar certa estranheza à primeira audição, mas nunca se fica indiferente à execução de suas apresentações que invariavelmente são chamadas de belíssimas.

Atualmente, Holter está colaborando com Jean-Michel Jarre em uma canção para a segunda parte do álbum duplo Electronica, que deverá ser lançado em 18 de julho de 2016. Isso quer dizer que a moça não gosta de ficar parada e por isso acompanhar sua carreira pode ser deliciosamente corrido.

Acompanhe abaixo uma apresentação de Julia Holter do ano passado para a já conhecida KEXP de Seattle.

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Filosofia para ler e pensar: um apanhado de bons livros sobre o tema

Em tempos obscuros, cinzentos e temerosos como os vividos no Brasil ultimamente, em que há muita desconfiança quanto ao futuro e não se pode afirmar categoricamente nada sobre o presente há de se ter algumas leituras obrigatórias acerca do pensamento humano.

Por meio da filosofia o homem sempre quis desenvolver uma análise crítica de seu pensamento e as ideologias sociais foram sendo construídas de acordo com o alinhamento com certas formas de se analisar a nossa mente e ações.

Por causa disso, o blog acha necessário que se tenha uma lista com algumas das obras mais importantes sobre o pensamento e os nomes da filosofia que serão vistos aqui abaixo têm muito a ver com teorias e práticas vistas e repetidas no mundo de hoje. Porém, não se tem a pretensão de fazer uma lista definitiva, mas sim um norte para através deste início de leitura possam ser buscadas outras e mais outras.

Mesmo assim, é notório que algumas delas poderiam ser mais bem compreendidas, outras deveriam ser recuperadas enquanto que outras precisavam urgentemente de alguma repaginação, mas é óbvio que todas foram imprescindíveis para a evolução da sociedade.

Dessa forma, o que se segue abaixo é apenas uma linha inicial para que tenhamos mais contato com um mundo que precisa ser mais visitado para que as atividades de nossa realidade atual sejam mais bem pensadas e produzidas com mais esforço ético e sabedoria.

Portanto, saboreie a lista e escolha sua lista de livros favoritos.


 

A República – Platão

 

“A República” é um diálogo socrático escrito por Platão, filósofo grego, no século IV a.C.. Todo o diálogo é narrado, em primeira pessoa, por Sócrates. O tema central da obra é a justiça.

No decorrer da obra é imaginada uma república na cidade de Calípole, Kallipolis, que significa “cidade bela” e é neste livro que se encontra o famoso mito da caverna.

O diálogo todo tem uma extensão considerável, articulada pelos tópicos do debate e por elementos dramáticos. Exteriormente, está dividido em dez livros, subdividida em capítulos e com a numeração de páginas do humanista Stéphanus da tradição manuscrita e impressa.


 

Poética – Aristóteles

Poética é o mais antigo dos trabalhos conhecidos de Aristóteles. Trata-se de uma compilação realizada por volta de 335 a.C., que busca sistematizar o formato e a estética dos gêneros literários gregos. O texto que temos hoje conta com 26 capítulos e é composto por uma introdução geral sobre a arte poética, seguida de uma digressão detalhada sobre a poesia trágica e a épica, concluindo com uma comparação entre ambas.

O termo grego que dá nome à obra significa literalmente “fazer”, uma alusão ao fazer da arte, a composição artística, e incluía originalmente os gêneros cultuados pelos gregos, como o drama, a comédia, a tragédia e a sátira, além da poesia lírica, a poesia épica, e o ditirambo, porém algumas destas partes foram perdidas.

No final das contas, o livro constitui-se uma obra tal qual uma cartilha do professor, com a síntese de como deva se comportar o mestre perante sua função.


Máximas Principais – Epicuro

EPICURO - MAXIMAS PRINCIPAIS

Este livro traz opiniões de Epicuro, transcritas por Diógenes Laércio. São quarenta aforismos que sintetizam a ética epicurista.

Considerado um filósofo grego do período helenístico, Epicuro teve uma obra tão influente que fez com que diversos e numerosos centros epicuristas fossem construídos no Egito, mais precisamente em Jônia. Seu maior divulgador foi Lucrécio, que começou a espalhar sua filosofia em Roma no século I.

No livro, há muito do pensamento dele acerca do prazer que considerava ser o único fenômeno capaz de trazer o bem estar. Por pensar desta forma, foi confundido com os hedonistas, que dizem ser o prazer o princípio e o fim de uma vida feliz. No entanto, Epicuro faz uma distinção entre o prazer passageiro e prazer estável. O primeiro seria a alegria, a felicidade. Já o segundo seria a total ausência de dor.


 Sobre a Brevidade da Vida – Sêneca

“Sobre a brevidade da vida” é a obra mais difundida do filósofo Lúcio Anneo Sêneca (4 a.C.? – 65 d.C.) e um dos textos mais conhecidos de toda a Antiguidade latina.

São cartas dirigidas a Paulino (cuja identidade é controversa), nas quais o sábio discorre sobre a natureza finita da vida humana. São desenvolvidos temas como aprendizagem, amizade, livros e a morte, e, no correr das páginas, vão sendo apresentadas maneiras de prolongar a vida e livrá-la de mil futilidades que a perturbam sem, no entanto, enriquecê-la.

Escritas há quase dois mil anos, estas cartas compõem uma leitura para todos os homens, e seriam uma forma, segundo o próprio pensador, de ajudar a avaliar o que é uma vida plenamente vivida.


Os Devaneios de um Caminhante Solitário – Jean Jacques Rousseau

Nos dois últimos anos de vida, entre 1776 e 1778, Rousseau realizou longas caminhadas por Paris e arredores, observando os passantes, a flora – uma de suas grandes paixões –, as edificações e refletindo, amargurado, sobre a sociedade.

Sentindo-se isolado pelas críticas à sua obra e às suas posições humanistas, registrou essas impressões em Os devaneios do caminhante solitário, um dos seus livros mais tocantes. Aqui a paixão inflamada dos seus primeiros escritos dá lugar ao lirismo e à serenidade, inspirando centenas de pensadores com suas considerações sobre a natureza do homem, sua individualidade e conduta.


Discurso do Método – Descartes

“O Discurso do método” é um tratado matemático e filosófico de René Descartes, publicado em Leiden, na Holanda, em 1637.

Constitui princípios de filosofia e Regras para a direção do espírito (Regulae ad directionem ingenii), a base da epistemologia do filósofo, sistema que passou a ser conhecido como cartesianismo. O Discurso propõe um modelo quase matemático para conduzir o pensamento humano.

Segundo o próprio Descartes, parte da inspiração de seu método (descrito nesse livro/tratado) deveu-se a três sonhos ocorridos na noite de 10 para 11 de novembro de 1619: nestes sonhos lhe havia ocorrido “a ideia de um método universal para encontrar a verdade”.


 

O Príncipe – Maquiavel

“O Príncipe” foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos.

No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã: descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado.


O Capital – Karl Marx

“O Capital” é um conjunto de livros (sendo o primeiro de 1867) de Karl Marx que constituem uma análise do capitalismo (crítica da economia política).

Muitos consideram esta obra o marco do pensamento socialista marxista, pois nela existem muitos conceitos econômicos complexos, como mais valia, capital constante e capital variável e uma análise sobre o salário e sobre a acumulação primitiva.

Resumindo, a obra realiza uma análise crítica sobre todos os aspectos do modo de produção capitalista, incluindo também um olhar sobre a teoria do valor-trabalho de Adam Smith e de outros assuntos dos economistas clássicos.


Assim Falava Zaratustra – Nietzsche

“Assim falou Zaratustra” foi escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche e influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume.

O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se autonomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das ideias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, frequentemente satirizando o Velho e Novo Testamento.

O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente “além-do-homem”, normalmente traduzido como “super-homem”. O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.


 

 

O Ser e o Nada – Jean Paul Sartre

O francês Jean-Paul Sartre (1905- 1980) é um dos mais importantes e famosos filósofos do século XX e, por causa de seus escritos, tornou-se o principal representante do existencialismo francês.

Foi prisioneiro de guerra dos alemães, lecionou em Paris e fundou a revista Les Temps Modernes em conjunto com a também filósofa Simone de Beauvoir.

Outra peculiaridade de Sartre é que não aceitou o Prêmio Nobel de Literatura, alegando que não deveria deixar as instituições o transformarem. Só por este motivo sua bibliografia deveria ser consultada de alguma forma, mas o seu conteúdo é tão necessário para entender a idade moderna que custa a sair de sua leitura.

“O Ser e o Nada” é uma análise do ser em sua mais pura essência. O autor considera o ser em sua mais alta pureza e que neste sentido nada poderia escapar à consciência.

Para Sartre, você só sabe, se “sabe que sabe”, ou seja, se tem consciência daquele saber. Pode parecer uma prisão, pelo contrário, aí é que está o cerne da liberdade. Só que Sartre mostra a liberdade como um fardo, por isso diz que o homem está, então, condenado a ser livre.


O Segundo Sexo – Simone de Beauvoir

O Segundo Sexo (Le Deuxième Sexe em francês) é um livro escrito por Simone de Beauvoir, publicado originalmente em 1949 e uma das obras mais celebradas e importantes para o movimento feminista. O pensamento de Beauvoir analisa a situação da mulher na sociedade.

No Brasil foi publicado em dois volumes: “Fatos e mitos” é o volume 1, e faz uma reflexão sobre mitos e fatos que condicionam a situação da mulher na sociedade. “A experiência vivida” é o volume 2, e analisa a condição feminina nas esferas sexual, psicológica, social e política.

Em tempos de ódio de classe e machismo pujante na sociedade a luta feminista introduzida por muitos dos escritos de Beauvoir é de suma importância para as mulheres poderem prosseguir com a batalha e para que os homens se dispam de alguns preconceitos.


Deus e o Estado – Bakunin

Principal nome do anarquismo e uma das influências mais importantes de ateus e de pessoas que lutam pela laicidade na constituição social moderna, Bakunin ganhou relevância maior nos últimos anos tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo por conta da falência do Estado em diversas instâncias.

“Deus e o Estado” é uma das obras literárias mais importantes publicados pelo teórico libertário russo e foi escrita nos meses de fevereiro e março de 1871.

A intenção nítida do livro e a de servir como a segunda parte de um trabalho maior que seria chamado “O Império Teuto-Germânico e a Revolução Social”, mas assim como outras obras de Bakunin, nunca foi finalizado.

Porém, inúmeras situações são bem constituídas e discutidas na obra como a relação intrínseca entre religião e Estado, questões envolvendo a teoria anarquista, o papel da ciência como substituidora da religião e a legitimidade das autoridades.


Segredos, Mentiras e Democracia – Noam Chomsky

 Segredos Mentiras e Democracia

Reconhecido inicialmente como grande linguista pela comunidade internacional, Noam Chosmky se tornou um dos maiores críticos do imperialismo americano e filósofo de importância considerável a partir do final do século XX.

Neste sentido, um bom começo para estudar este pensador contemporâneo poderia ser sua discussão sobre a gramática universal, cuja demonstração e desenvolvimento têm sido dedicados diversos estudos que partiram das idéias dele.

Mas é posterior às atividades  no campo linguístico, que Chomsky se tornou mais pesquisado por outras áreas ligadas á política e à filosofia.

Neste “Segredos, Mentiras e Democracia”, Chomsky, através de uma entrevista concedida a David Barsamian nos fins de 93 e inicio de 94 discute sobre a democracia e muitas de seus mitos por meio da análise de diversos exemplos ao redor do mundo.

“Por que é importante [para as elites] manter a população em geral sob controle?”

A resposta para essa e outras perguntas pode ser degustada pelo leitor para entender um pouco mais do que ocorre ao nosso redor e das mentiras que são contadas pelos governantes para se manter no poder e promover ainda mais a concentração de renda.

 


 

 

Eletropaulo nas Escolas: o Riva está nessa também!

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Como sempre tem acontecido, a EMEF Professor Rivadávia Marques Junior entra pra valer em inúmeros projetos educativos, culturais, esportivos e lúdicos que proporcionam ótima socialização entre os alunos e evolução em sua capacidade crítica e visão de mundo.

Dessa vez, a atividade proposta é o projeto externo trazido pela AES Eletropaulo que tem como principal objetivo aumentar a conscientização quanto ao uso da energia elétrica na escola e nas residências dos alunos.

Cabe aos professores e estudantes a participação ativa em inúmeras tarefas que devem ser feitas em conjunto por todos para que possamos facilitar o entendimento de como essa economia  será posta em prática.

Para isso, uma representante da empresa está em constante contato com as crianças para que todi o evento tenha sucesso.

São muitas as formas de diminuir o consumo da energia e da água, mas quando isso é promovido de maneira coletiva a rapidez disso é sempre maior.

Veja abaixo, algumas das fotos da primeira reunião dos alunos representantes de sala com a monitora da Eletropaulo Aline.

Mais à frente mais imagens serão postas aqui para demonstrar o andamento do projeto.

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Há vida inteligente no Youtube: cinco canais para acompanhar cultura nerd

 

Se há muita porcaria desenvolvida no Youtube para os jovens se deliciarem e perderem de vez o senso do ridículo, também é importante dizer que há muita coisa bem feita e com qualidade mínima para ser citado com louvor.

O movimento de falar sobre qualquer bobagem não é uma exclusividade do site e nem da internet, quiçá da vida real, portanto perceber que tal situação cresce vertiginosamente nesta página criada para mostrar vídeos não causa nenhuma surpresa.

Dessa forma, é necessário cravar sempre os exemplos de gente boa que andam por lá não só para angariar mais uma galera para assistirem aos seus interessantes programas, mas principalmente para fazer aqueles que insistem em chafurdar na lama do senso comum perceberem que podem ter bom humor com conteúdo (e vice-versa).

Eis abaixo, uma pequena lista com alguns casos em que há boas propostas para serem visualizadas por nós em canais bacanas e qualitativos no Youtube.


Mikannn

Com um canal que parece ter sido criado inicialmente apenas para falar sobre cultura pop japonesa já que a moça (o nome dela é Miriam) é fã declarada deste universo nerd, a coisa foi crescendo e hoje dedica grande tempo para a apresentação de temas como games, animes, séries variadas e, acima de tudo, a teorias acerca de Game of Thrones e os livros dos quais foi adaptada o programa de tv, as Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin.

A grande marca do programa da garota é seu carisma espontâneo já que não precisa fazer caretas, piadas bobas ou qualquer artifício infantil para conseguir angariar mais gente para sua audiência. Além disso, tem uma fala muito boa, sabe se expressar muito bem e possui vocabulário vasto sobre as obras que fala.

Por último, consegue sintetizar o que diz com boas imagens sem que precise realizar pirotecnia desnecessária para tanto. Desse modo, já figura entre as favoritas do blog para quando há a possibilidade de discutir sobre as tais teorias malucas de Game of Thrones ou quando simplesmente quer ver algo conteúdo comprovado.


Carol Moreira

 A Carol Moreira trabalha para o site Omelete e uma vez por semana solta vídeos próprios em seu canal no Youtube.

Também é amiga de Miriam e de vez em quando fazem um combo para falar de Game of Thrones, o que acaba sendo um deleite para os fãs por conta do carisma das duas.

Se Carol não tem o conhecimento de nomes e palavras sobre os assuntos falados assim como a sua companheira de vídeos é pelo seu bom humor e maneira graciosa com que faz suas falas que cativa as pessoas.

É claro que a menina acaba por se destacar por conta disso, mas também possui conteúdo em tudo o que faz em seus programas, pois utiliza sua experiência no site de cultura pop para antecipar acontecimentos, citar referências e falar sobre estreias do cinema, literatura e séries de tv.

Sendo assim, se há um pouco de caretas demais em algumas de suas intervenções, tudo isso é compensado pela sua maneira bacana de ser e de desenvolver suas ações no site.


Jovem Nerd

Eu sei que as pirotecnias desnecessárias em vídeos chegam a causar certa repulsa no dono do blog, mas é que esses caras do Jovem Nerd compensam tal empolgação com bastante bom humor e espontaneidade.

Se não possuem o conhecimento técnico e literário das meninas citadas acima pelo menos não escondem isso ou tentam parecer cultos.

Eles são ogros utilizados da melhor maneira possível: fazem ogrice nerd.

Os vídeos são bem hilários, mas também tiram dúvidas dos fãs que gostam de visualizar sobre suas séries, HQs, filmes e referências prediletas e possuem boa produção.

Claro que o clima despojado e falastrão dos dois rapazes que apresentam a maioria dos programas ajuda a criar um clima de papo de bar e tudo termina de forma leve.

Portanto, vale a pena não por conta da informação que fornece, mas pelas entrelinhas desse conhecimento.


Nerd Rabugento

Aqui o que vale é se despir de preconceitos e também das vestes de fanboy para apreciar as contestações e críticas pesadas que o cara realiza de obras ditas sagradas.

O dono do canal é bastante culto e consegue sintetizar isso de maneira eficaz e digna para o seu público.

Não faz concessões a ninguém e a nada!

Dessa forma, os filmes inspirados em HQs, as próprias HQs, as séries e programas de tv em geral sofrem com sua veia analítica pesada e não tem medo de parecer demais para aquele xiita que não aceita que sua obra infalível receba qualquer defeito.

Muito bom, mesmo que você discorde de suas opiniões, pois estas são dadas sem medo e com bastante aprofundamento técnico.


Nerdologia

O que é interessante neste canal (que é ligado ao Jovem Nerd) é que sua busca é de se aprofundar na cultura nerd e ultrapassa os limites apenas da crítica ou da simples análises de programas e séries em geral.

A ideia dos donos do canal é fazer pesquisas e apresentações sobre realidade virtual, informática em geral, tecnologia das mais variadas, mas acaba por se meter em lançamentos de HQs, animes e filmes durante o ano todo.

Mas o que acaba por fixar mais visualizações dos programas do canal é que muitas referências desses suportes da cultura pop são analisados sob o ponto de vista científico, como por exemplo, a possibilidade de ser real ou não a prática de algo que acontece num filme ou a veracidade de acontecer algo que se passou numa série.

Sendo assim, fica para trás apenas a análise artística daquela forma de arte e entra a crítica sobre sua verossimilhança.

 


 

Radiohead em Junho; P.J. Harvey Hoje!

 

Duas notícias dessas necessitam de preparação psicológica, com certeza.

Primeiro – Se havia expectativa para o álbum do Radiohead esse sentimento cresce a partir de agora.

O empresário do Radiohead afirmou em uma entrevista em Londres na tarde de ontem (14) que o novo disco do grupo liderado por Thom Yorke será lançado em junho. O trabalho será o primeiro da banda desde “The King of Limbs”, em 2011, e o oitavo álbum de estúdio.

Brian Message está confiante de que o álbum surpreenderá aos fãs. São suas próprias falas que soam desta maneira. “Vai soar muito diferente de tudo que os fãs já ouviram”, afirmou.

Antes disso, a própria banda já havia confirmado que iniciará em breve sua nova turnê mundial.

E não é só isso.

Em Maio começa a aparecer na grande parte dos festivais do hemisfério norte, notadamente da Europa. Para quem estava meio afastado da música esse turbilhão de informações é para deixar qualquer fã de música louco, não?!

E quando falamos de música e esta tem a ver com qualidade o nome dela não pode faltar.

P.J. Harvey havia deixado todo mundo tonto com duas novas canções nos últimos dois meses, mas ainda restava o lançamento do disco cheio.

“The Hope Demolition Six Project” é o nome do aguardado novo trabalho da musa indie e o sucessor do elogiadíssimo “Let England Shake” (2011).

O álbum traz canções feitas por ela depois de ter visitado locais afetados pela guerra no Kosovo e Afeganistão, por exemplo, e rendeu bons vídeos também.

Aliás, P.J. segue o Radiohead como uma das headliners de vários dos mesmos festivais dos seus conterrâneos.

Veja abaixo o tracklist completo do disco e ouça completinho pelo serviço de streaming Spotify:

 

“The Hope Six Demolition Project” 

01 The Community of Hope
02 The Ministry of Defence
03 A Line in the Sand
04 Chain of Keys
05 River Anacostia
06 Near the Memorials to Vietnam and Lincoln
07 The Orange Monkey
08 Medicinals
09 The Ministry of Social Affairs
10 The Wheel
11 Dollar, Dollar

https://open.spotify.com/embed/album/5IKDqSC2lTcDWRqHUDGgwF

Queens of the Mastodon At the Drive-In: sério isso?

O nome poderia ser este, mas claro que seria uma salada muito grande.

Gone is Gone é a reunião de integrantes de Queens Of The Stone Age, Mastodon e At The Drive-In.

O super-grupo pegou emprestado dessas importantes bandas do cenário Stoner Rock e Hard Rock atual o baterista do At The Drive-In, Tony Hajjar, o baixista e vocalista do Mastodon, Troy Sanders, o guitarrista do QOTSA, Troy Van Leeuwen, além de Mike Zarin, importante tecladista da cena underground eletrônica.

Amanhã, será a estreia deles nos palcos com um show marcado para Los Angeles e logo logo, no Inverno americano deve sair um EP por selo independente em parceria com a Rise Records/BMG.

Mas se ainda há necessidade de esperar até lá, pelo menos um pequeno trecho da primeira música de trabalho, o som chamado “Violescent” pode ser ouvido desde ontem através do vídeo lançado pela galera do projeto.

Ingresso para apresentação do super-grupo

Ao que tudo indica tudo começou com o trabalho de Tony Hajjar com Mike Zarin em trilhas sonoras para trailers de filmes e games. A partir dali, a química sonora entre os dois deu certo e o contato com os outros foi consequência. Rolou então o convite a Troy Sanders para assumir os vocais e conversas com o guitarrista do QOTSA só situaram a necessidade da coisa toda acontecer de uma vez por todas.

 

O processo futuro após o lançamento do EP é que o Gone Is Gone possa lançar um disco que contenha entre 10 e 14 faixas já que foram vinte as músicas ensaiadas durante o período de produção da primeira atividade deles.

 

Fique com o vídeo com o trecho de “Violescent” logo abaixo:

 

Literatura Cubana: você tem que conhecê-la!

Há sempre algo novo a buscar na cultura.

Quando falamos de literatura o processo não necessariamente precisa se tratar de alguma coisa recente, mas normalmente desconhecida do grande público.

No que tange à literatura latino-americana então há uma infindável gama de bons exemplos não só na atualidade como também em tempos anteriores que passou bem longe de nosso conhecimento.

Ao realizar uma pesquisa um pouco mais qualificada se percebe também que alguns países têm uma riqueza tão poderosa de autores emblemáticos, críticos, inteligentes e criativos que não podemos deixá-los de fora da vida daqueles que amam a literatura.

Feito este preâmbulo urge ressaltar que o objetivo principal deste post não é somente exaltar a literatura cubana, mas cabe igualmente fazer menção à diversidade de ideias e formar de pensar dentro da cultura artística daquele país.

E é importante as pessoas pararem de achar que Cuba se resume apenas em Fidel Castro e sua família, para o bem ou para o mal.

Talvez o isolamento que a localidade caribenha tenha sofrido todos esses anos tenha contribuído e muito para não termos tido acesso a boa parte de suas obras literárias, mas o fato de também não conhecermos bons livros advindos da Nicarágua, Porto Rico ou Barbados quer dizer que talvez o problema seja muito maior do que este.

Tal situação tem a ver mais com a força do imperialismo cultural americano, a servidão ao continente europeu e o privilégio para sua cultura.

Desta forma, coube ao blog apenas citar dez autores cubanos para serem mais bem aproveitados por nós aqui no Brasil ou onde quer que estejamos, já que a literatura boa ése torna universal.


Leonardo Padura

O escritor Leonardo Padura é formado em Letras e trabalhou como escritor, jornalista e crítico literário até a década de 1990. Foi nesta época que ganhou reconhecimento por uma série de romances policiais com seu mais famoso personagem, o detetive Mario Conde. Porém, com o livro “O Homem que amava os cachorros” o autor se consolidou no circuito literário mundial tendo recebido inclusive alguns prêmios internacionais, dentre os quais o Prêmio Princesa das Astúrias 2015, alta comenda em língua espanhola.


 

Alejo Carpentier

Alejo Carpentier Valmont nasceu em Lausanne, pequena cidade do interior do país caribenho. Foi escritor e contista de histórias que influenciaram muito a literatura latino-americana durante o seu período de boom do meio do século XX. Para a crítica especializada é considerado um dos principais escritores do período quando se fala na língua espanhola e um dos arquitetos da renovação literária latino-americana, particularmente através de um estilo que incorpora várias dimensões e aspectos da imaginação para recriar a realidade, elementos estes contribuíram para a sua formação e utilização do realismo fantástico.


 

 

Zoé Valdéz

Esta escritora cubana estudou na Faculdade de Teologia da Universidade de Havana, mas abandonou o curso no segundo período. De 1984 a 1988, fez parte da Delegação de Cuba na UNESCO em Paris, e da Oficina Cultural da Missão de Cuba em Paris. Posteriormente, atuou na revista Cine Cubano, de 1990 até 1995, quando abandonou a ilha natal para se radicar em Paris. Até hoje vive com a família na França. “O Nada Cotidiano”, “A Eternidade do Instante” e “Te Dei a Vida Inteira” estão entre suas principais obras.


Italo Calvino

É óbvio que haverá pessoas que jurarão de pés juntos que este escritor é italiano, mas se trata de um equívoco, pois ele nasceu em Santiago de las Vegas, em Cuba, no dia 15 de outubro de 1923. Por ser filho de pais italianos e por ter ido bem pequeno para a Itália, ele é, hoje, considerado mais italiano do que cubano. Sua primeira obra publicada foi  “A Trilha dos Ninhos de Aranha”, mas a mais afamada é “As Cidades Invisíveis” Trata-se, sem sombra de dúvida, de um dos maiores destaques da literatura cubana.


José Lezama Lima

José Lezama Lima foi um romancista, ensaísta e poeta cubano considerado uma das figuras mais influentes da literatura latino-americana. Além dos seus poemas e romances, Lezama também escreveu diversos ensaios sobre figuras da literatura mundial como Mallarmé, Paul Valéry, Góngora e Rimbaud, bem como sobre a estética barroca Latino-Americana. Muito notável são também os seus ensaios publicados como La –expresión americana, descrevendo a sua visão do barroco europeu, a sua relação com os clássicos e com o barroco Americano.


Wendy Guerra 

Publicou os seus primeiros textos ainda na infância e participou da oficina de escrita do colombiano Gabriel García Márquez. Já na idade adulta venceu diversos prêmios importantes em Cuba, na Espanha e na França tendo ficado conhecido através das obras “Todos se vão”, “Nunca fui Primeira-Dama” e “Posar Nua em Havana”. Também esteve em 2011 no Brasil para a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – e causou furor no público presente por causa de sua personalidade marcante.


Guilhermo Cabrera

Guillermo Cabrera Infante foi um escritor cubano que acabou por se naturalizar britânico. Além de ser romancista, contista e ensaísta, escreveu poemas visuais e roteiros cinematográficos. Após romper com Fidel Castro ainda na década de 60 foi para Bruxelas, onde viveu até sua morte, em 2005. Destacam-se de sua obra “A Ninfa Inconstante”, “Fumaça Pura” e “Delito por Dançar o Chá-Chá-Chá”.


Pedro Juan Gutierrez

Mais conhecido como escritor de uma literatura “suja”, Gutiérrez também pintor e jornalista. Na atualidade é reconhecido como um dos melhores cronistas da nova literatura narrativa cubana. Entre seus trabalhos estão a famosa “Trilogia Suja de Havana” e “O Rei de Havana”.


Amir Valle

Amir Valle Ojeda nasceu em Guantánamo. É escritor, crítico literário, jornalista e é considerado uma das vozes essenciais da narrativa cubana e latino-americana de sua geração. Atualmente, ele reside em Berlim, onde dirige OTROLUNES – Revista latino-americano da Cultura , que ele fundou em 2007, juntamente com o colega escritor cubano Ladislao Aguado. Ainda em Cuba foi laureado com vários prêmios “El Premio 13 de marzo de Cuento” em 1986, “UNEAC de Testimonio” em 1988 e o “Razón de Ser de Novela” em 1999.


Reinaldo Arenas

Este escritor cubano de poesia, novelas e teatro passou grande parte da sua vida combatendo o governo e a política de Fidel Castro se tornando um dos grandes inimigos do regime. Tentou durante a década de 70 se exilar, mas não obteve sucesso. Após a autorização de saída de todos os homossexuais e de outras persona non grata, o autor pôde deixar o país e foi para Nova York ja na década seguinte. A sua autobiografia “Antes que Anoiteça” fez tanto sucesso que virou filme em 2000, com Javier Bardem fazendo o papel principal. Duas de suas obras famosas são “O Mundo Alucinante” e “O Porteiro”.